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Planos
19.11.15
ED. 5251

Sucessão é a palavra da vez no Grupo Guararapes

 Com a experiência de quem escapou da seca no sertão do Rio Grande do Norte e, décadas mais tarde, resistiu a uma concordata que quase incinerou todos os seus negócios, Nevaldo Rocha sabe que, nessa vida, há tempo para se vencer quase tudo, menos o próprio tempo. Aos 88 anos, o fundador do Grupo Guararapes e dono da Lojas Riachuelo tem um encontro marcado com a palavra “sucessão”. Na Guararapes, é grande a expectativa de que o empresário deixe a direção executiva do grupo em 2016, mais precisamente em agosto, quando se encerra seu atual mandato. A partir de então, Nevaldo permaneceria apenas na presidência do Conselho, entregando a gestão a um de seus filhos. Procurada pelo RR, a Guararapes nega mudanças na gestão.  Salvo algum fato novo, que ninguém espere por uma disputa fratricida: todas as evidências apontam que o eleito será Flavio Rocha. Aos olhos do próprio patriarca, trata-se do único de seus herdeiros realmente com pendor para a gestão executiva. Seus outros filhos, Elvio e Lisiane, acumulam passagens pela diretoria das empresas, como a área de marketing da Riachuelo, mas hoje a atuação de ambos está concentrada no Conselho do grupo. Já Flavio é CEO da rede varejista e vice-presidente da Guararapes. Nas horas vagas, dedica-se também a bombardear o governo Dilma Rousseff e a fazer o proselitismo do impeachment junto ao empresariado, mas isso é outra história.  O fato de o nome do sucessor de Nevaldo Rocha ser considerado uma barbada dentro do próprio grupo não reduz a complexidade do processo. A troca de guarda na Guararapes tem suas sutilezas. Interlocutores privilegiados de Nevaldo sabem que o empresário vez por outra flerta com a ideia de vincular a passagem de bastão a uma reestruturação societária. Por trás da operação, estaria o cuidado do criador em proteger sua criatura de eventuais trepidações no relacionamento entre os herdeiros. A blindagem envolveria a criação de uma empresa de participa- ções que aglutinaria as ações pertencentes a Nevaldo e aos filhos. A nova holding seria amarrada a um rigoroso acordo de acionistas. Nenhum dos herdeiros poderia vender separadamente parte ou muito menos a totalidade de suas ações sem oferecê-las primeiramente aos demais acionistas. A maior preocupação de Nevaldo reside na Lojas Riachuelo, o grande negócio do grupo. Reza a lenda que, no passado recente, fundos norte-americanos acionistas da Lojas Renner teriam sondado isoladamente Elvio e Lisiane Rocha com o propósito de comprar suas participações na rede varejista da família. Encontraram a porta fechada. Mas o episódio serviu de alerta para o patriarca dos Rocha. Ao longo de tantas décadas, Nevaldo já viu muitos impérios empresariais ruírem por dentro

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19.11.15
ED. 5251

Uma pergunta ao vento no Santos Dumont

 Com expressão apreensiva, o ex-senador Jorge Bornhausen devorava o noticiário de política do Estadão ontem à tarde, na ponte aérea São Paulo-Rio. Concentrava-se com especial atenção na matéria sobre a declaração blasé do vice-presidente Michel Temer, afirmando que “por enquanto” não quer o Planalto. O RR aguardava uma oportunidade para conversar com o vizinho da poltrona 14 C do voo 6010. A pergunta estava na ponta da língua: “O senhor acha que o Brasil sofre um déficit de autoridade?”  O ex-senador parecia ter adivinhado a questão sob medida, pois, assim que o avião pousou no Santos Dumont, paramentou-se com os indevassáveis óculos Ray-Ban. A lembrança de tempos ainda mais ameaçadores não conteve o ímpeto do RR em ouvir o “Alemão”.  No saguão do aeroporto, a abordagem estava preparada. Mas eis que do nada surge a figura de Elio Gaspari. Bornhausen abriu um sorriso quase juvenil e ambos se abraçaram efusivamente. O RR jogou a toalha: a entrevista acabou antes mesmo de começar. Era impossível invadir aquele encontro. O Santos Dumont ficou pequeno.

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19.11.15
ED. 5251

Di Gênio mesmo

João Carlos Di Gênio saiu da defensiva. O empresário, que nos últimos anos recusou um punhado de ofertas pelo Grupo Objetivo, avança na direção da Uninter . Com sete universidades, a rede paranaense soma 150 mil alunos. Consultada, a Uninter afirma que “no momento, não pensa na venda.”

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19.11.15
ED. 5251

Revival

 Petrobras e Repsol Sinopec ensaiam uma associação na área de refino. As conversações envolveriam a venda de uma participação nas refinarias de Presidente Bernardes e de Paulínia, em São Paulo. Não custa lembrar que, nos tempos de controle ibérico, o grupo foi sócio da refinaria Alberto Pasqualini. Procurada, a Repsol nega a operação.

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19.11.15
ED. 5251

Telegringos

 O russo Mikhail Fridman não é o único forasteiro que ronda o mercado brasileiro de telefonia. A Digicel, do irlandês Denis O’Brien, tem planos de entrar no país com uma operação voltada ao segmento corporativo.

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19.11.15
ED. 5251

Jogo jogado

 Nos microfones, o líder do DEM, Mendonça Filho, endurece contra Eduardo Cunha. Longe deles, reúne sua tropa para que o processo contra Cunha não avance no Conselho de Ética da Câmara.

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19.11.15
ED. 5251

Missão nordestina

  Aécio Neves está programando uma série de viagens por cidades do Nordeste. Segundo a recente pesquisa do Ibope, trata-se da região com o maior índice de rejeição ao tucano (51%). Aécio vai concentrar seu périplo em Trancoso, na Bahia.

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