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Planos

O iminente avanço de empreiteiras chinesas no Brasil é parte de uma operação ainda mais abrangente. A grande marcha sobre o setor de construção pesada prevê também o desembarque no país de algumas das maiores cimenteiras do mundo – no âmbito dos acordos bilaterais assinados entre os governos Dilma Rousseff e Li Keqiang em maio deste ano. A ponta de lança deste projeto é a Citic, braço de investimentos do governo chinês, um potentado com mais de US$ 700 bilhões em ativos. Discretamente, o grupo já montou um pequeno cluster na indústria cimenteira no Brasil. Uniu-se à paranaense Companhia Vale do Ribeira para a construção de uma fábrica na cidade de Adrianópolis, um investimento da ordem de US$ 150 milhões. Trata-se apenas de um embrião, a proxy de um projeto de ocupação do mercado brasileiro que se consumaria com a associação entre a Citic e grandes fabricantes de cimento chineses para a compra de ativos no país. A fila seria puxada pela China National Building Material (CNBM). Até o ano passado, o grupo era o maior produtor mundial do insumo, com 350 milhões de toneladas por ano, mas perdeu o posto após a fusão entre a Holcim e a Lafarge. Outro nome dado como certo é o da Anhui Conch, quarto lugar no ranking global do setor, com capacidade instalada de 215 milhões de toneladas. O momento não poderia ser mais propício para a investida dos asiáticos – noves fora as recentes ranhuras diplomáticas entre os dois países por conta da demora do governo brasileiro em reconhecer a China como economia de mercado. Sobram atrativos para as cimenteiras chinesas: o Brasil está baratinho; todos os segmentos ligados à área de construção no país enfrentam um momento extremamente complicado, seja por aspectos jurídicos, regulatórios ou mesmo pela conjuntura econômica; e, para completar, o que não falta na prateleira é ativo. No caso da indústria cimenteira, o Cade é o principal responsável pela superoferta. Para que sua fusão fosse aprovada no país, a dobradinha Lafarge/Holcim comprometeu-se a vender quase um terço de sua capacidade instalada – algo em torno de 3,6 milhões de toneladas. Por sua vez, Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Itabira e Itambé , todas condenadas pelo órgão antitruste por formação de cartel, terão de se desfazer de até 20% da sua produção. No caso da Camargo Corrêa, a decisão do Cade nem seria necessária. A disposição vendedora dos herdeiros de Sebastião Camargo vai muito além do percentual imposto pelo conselho de defesa da concorrência. O grupo já iniciou o processo de venda de ativos na área de concreto. Dependendo da oferta, a Camargo Corrêa entrega o controle da InterCement porteira fechada. Seria uma oportunidade de ouro para um grande grupo chinês desembarcar no Brasil assumindo, logo na partida, a segunda posição no ranking do setor, com uma produção de quase 13 milhões de toneladas por ano.

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15.10.15
ED. 5227

Carlyle e Priceline duelam na primeira classe

O Carlyle e o também norte-americano Priceline Group estão travando um duelo particular em um mercado que movimenta quase R$ 14 bilhões por ano no Brasil. Em disputa, a compra de plataformas de comercialização de bilhetes aéreos e hospedagem. O Carlyle, que recentemente adquiriu o Submarino Viagens por R$ 80 milhões, está em tratativas para a compra do Webviagens. Fundado pelo investidor Leandro Cesar Silva, o site ainda é um negócio relativamente pequeno para os padrões do setor: deve faturar cerca de R$ 100 milhões neste ano. No entanto, o Carlyle entende que este valor pode ser razoavelmente multiplicado com a venda integrada de pacotes com o próprio Submarino e a CVC, também controlada pelos norte-americanos. A investida do Carlyle sobre o Webviagens pode ser interpretada como uma resposta ao movimento feito recentemente pelo Priceline Group, que aportou R$ 185 milhões na agência de turismo online Hotel Urbano. Pois o contra-ataque do contra-ataque não deve tardar. Segundo o RR apurou, o Priceline já tem um novo alvo em seu radar: o Voopter, aplicativo de busca de passagens aéreas. O controle pertence aos investidores Pettersom Paiva e Tales Tommasini e ao fundo Global Founders Capital

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Marco Polo Del Nero está em busca de um nome para assumir a diretoria jurídica da CBF no lugar de Carlos Eugênio Lopes, o “Carlô”, último remanescente da era Ricardo Teixeira. Por falar em CBF, o senador Romário só se refere ao ex-deputado e hoje secretário-geral da entidade, Walter Feldman, como “O Vazador”.

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15.10.15
ED. 5227

“Mister Trilho”

 Bernardo Figueiredo, que dirigiu a Empresa de Planejamento e Logística e durante um bom tempo foi os quindins de Dilma Rousseff na área de infraestrutura, está ciceroneando investidores asiáticos dispostos a comprar concessões ferroviárias no Brasil.

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15.10.15
ED. 5227

Pacote fechado

O BTG está tentando empurrar a BR Pharma para a norte-americana CVS. A operação de André Esteves no varejo farmacêutico, que reúne mais de mil drogarias, só dá prejuízo – R$ 168 milhões apenas no primeiro semestre desse ano.

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15.10.15
ED. 5227

Unilever

Segundo informações filtradas junto à Unilever, o faturamento do grupo no Brasil vai crescer 5% em 2015. Em outros tempos, seria uma performance decepcionante. Com o PIB a menos 2,5%, será uma proeza.

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15.10.15
ED. 5227

Dívida não paga

O Santander estaria muito perto de tomar uma dolorosa decisão: fazer o write off da Sete Brasil e purgar no seu balanço um prejuízo superior a R$ 1,5 bilhão.

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15.10.15
ED. 5227

Nota

 Jaques Wagner já esteve quatro vezes com Eduardo Cunha nas últimas 192 horas.

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