Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
14.10.15
ED. 5226

Suzuki deixa seu sócio brasileiro na estrada

O empresário Eduardo Souza Ramos, sócio de duas grandes montadoras asiáticas no Brasil, trafega entre o rochedo e o mar. De um lado, tem a Operação Zelotes a triscar na lataria da MMC Automotores, representante da Mitsubishi Motors no país e suspeita de participar do suposto esquema de propinas no Carf; do outro, está prestes a ser ejetado da sociedade com a Suzuki, iniciada em 2008. A desativação da fábrica da montadora em Itumbiara (GO), apenas dois anos após sua inauguração, jogou combustível numa relação societária que já vinha aos trancos e barrancos. A Suzuki entende que Souza Ramos tomou a decisão de desativar a fábrica movido única e exclusivamente por seus interesses e negócios pessoais, passando por cima da estratégia traçada para a marca no Brasil. Para os japoneses, o empresário usou a crise no setor automotivo como pretexto para transferir a produção dos veículos Suzuki para a unidade da Mitsubishi em Catalão, também de sua propriedade, reduzindo, assim, a taxa de ociosidade no complexo industrial. Ou seja: tirou da mão direita para encher sua mão esquerda. Procurada, a Suzuki afirmou desconhecer as informações. Pretexto por pretexto, a Suzuki agora tem um bem maior para se desenganchar de Souza Ramos e assumir sua operação no Brasil, decisão que já vem sendo maturada há algum tempo. Antes, no entanto, tem mais um imbróglio para resolver. Os japoneses e o empresário batem de frente em relação ao pagamento dos custos decorrentes do fechamento da fábrica de Itumbiara. Souza Ramos tenta jogar a conta para cima dos sócios. Talvez seja melhor dizer, futuros ex-sócios.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.15
ED. 5226

O terrorismo da dominância fiscal

Os tucanos vão dizer que é mais uma fantasia conspiratória, no entanto a teoria da dominância fiscal é em tudo parecida com as macarronadas acadêmicas grudentas que a Casa das Garças lança no ventilador. A grosso modo, a dominância fiscal se caracteriza por uma circunstância em que a fragilidade da política fiscal e o crescimento acentuado da dívida pública fazem os agentes econômicos preverem que o Banco Central chegou ao seu limite para promover uma política monetária ativa. Nesse momento, o mercado anteciparia a inflação a cada rodada de aumento de juros. Se o BC continuar o receituário clássico de subir os juros, teríamos a hiperinflação. Não há concordância em relação à tese de que o Brasil está dominado nem na PUC-RJ, bunker dos economistas emplumados.O Banco Central e a Fazenda, mesmo reconhecendo o astucioso pensamento dos defensores da dominância, discordam que a situação tenha chegado a esse ponto. Aliás, a sacada maior é ter feito desse espaguete teórico uma nova forma para excitar as expectativas do mercado. A técnica dos tucanos é jogar a pensata enlouquecidamente na mídia e, a partir daí, encurralar o governo, obrigando-o a responder overnight se estamos ou não em dominância fiscal. Diria o coro dos ingênuos: “Ó, descrente newsletter, não estariam os melhores entre os melhores da oposição querendo ajudar o ministro Joaquim Levy, descortinando a dramaticidade da situação e facilitando a aprovação das duras medidas do ajuste? Não estariam abrindo os olhos do presidente Alexandre Tombini sobre o limite do regime de metas e a urgência de bandas cambiais?” Se houvesse qualquer interesse cooperativo, ele se daria em outros foros, nos quais a oposição exerce seu papel de retaliar, dificultar e buscar o impedimento do governo. A maior disseminação da dominância provém da incansável economista Monica De Bolle, um híbrido de pavão com garça,cercada de nuvens de mídia por todos os lados. Monica tem o luxuoso auxílio intelectual de Gustavo Franco, o economista tucano mais bem aquinhoado encefalicamente. Até prova em contrário, não está nada dominado. Os economistas da oposição ignoram as reservas cambiais, acham um ajuste patrimonial desimportante e o superávit primário impossível ainda por um longo tempo. A dominância fiscal está mais para conversa fiada, com objetivo claro de desestabilizar a política econômica, fazendo terrorismo com a hiperinflação

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.15
ED. 5226

Cadeira vazia

A BR está jogando com o “terceiro goleiro”. O diretor financeiro, Carlos Alberto Tessarollo, que assumiu temporariamente a presidência da estatal após a saída de José Lima Netto, entrou de férias. O interino do interino é Ivan de Sá, diretor de Operações e Logística. Em tempo: dois executivos de peso escolhidos a dedo por head hunters da Korn Ferry já recusaram o convite para assumir a presidência da BR.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.15
ED. 5226

Por um fio

A gestora Black River, ligada à Cargill, está na reta final para a compra das duas usinas de álcool e açúcar do Grupo Ruette. Um fundo do Santander, credor da sucroalcooleira e adviser da operação, deverá ficar com uma participação minoritária. A operação permitirá ao usineiro Antonio Ruette de Oliveira quitar boa parte de suas dívidas, na casa dos R$ 500 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.15
ED. 5226

Liquidação

A Camargo Corrêa quer aproveitar a venda da Alpargatas para embrulhar no mesmo pacote suas fábricas de tecido Denim no Brasil e na Argentina, penduradas na subsidiária Tavex. Era melhor, então, nem ter se dado ao trabalho de descruzar os ativos em calçados e vestuário, operação concluída no início do ano.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.15
ED. 5226

Quatro rodas

Mais um recorde negativo que em breve estará estampado no sombrio noticiário econômico. As vendas para montadoras, ou seja, para veículos zero quilômetro, vão representar apenas 35% do faturamento da indústria brasileira de pneus em 2015. Trata-se do menor índice em 12 anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.15
ED. 5226

Em combustão

A Scania deverá anunciar até o fim do ano o investimento de R$ 80 milhões para a ampliação de sua fábrica de motores a diesel em São Bernardo do Campo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.