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Planos
09.10.15
ED. 5224

Um governo de espécies exóticas

O que esperar de um governo esquisito se não atos estranhos, dúbios, que despertam as mais variadas interpretações? A gestão Dilma Rousseff apresenta uma generosa fauna de decisões, no mínimo, inquietantes. Dois novos exemplos desta biodiversidade saltam aos olhos neste momento. O primeiro deles, a edição da Medida Provisória 695, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica a adquirirem participações em instituições financeiras até 2018. O objetivo principal é permitir que os bancos públicos disputem ativos no mercado em condições de igualdade com instituições privadas. Tem todo o nexo, sobretudo no momento em que o governo se esforça para valorizar seus ativos. O problema é que a paranoia está no ar. A iniciativa tem servido de combustível para as mais temerárias ilações: o que o governo sabe e ainda não foi revelado? Há instituições precisando de socorro? Estas são algumas das indagações que têm circulado no mercado nos últimos dois dias, desde que a MP foi anunciada. A segunda estranheza que entrou em cartaz na semana foi a proposta do Ministério da Fazenda de se criar um seguro contra mudanças regulatórias, como forma de estimular a entrada de capital estrangeiro em projetos de infraestrutura. Sentido até faz: todos sabem que o governo quebra regras. O que chama a atenção é o sincericídio prévio no convite ao investidor externo, na linha “Nós vamos, sim, mudar a regra do jogo. Tenha à mão o número da sua seguradora”. Talvez fosse o caso também de se estabelecer uma apólice para aumento de impostos, redução de renda mediante confiscos, cortes em programas sociais. Fica a sugestão.

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09.10.15
ED. 5224

Rumo ALL deixa alguns trilhos e dormentes pelo caminho

A Rumo ALL nasceu no momento em que o Brasil caminhava para um novo e consistente ciclo de investimentos em infraestrutura. Menos de um ano depois, a empresa tornou-se um símbolo do descarrilamento do setor. A companhia de concessões ferroviárias estaria prestes a anunciar um substancial ajuste em seu plano de negócios. De acordo com informações filtradas junto à própria Rumo ALL, os cortes deverão ser referendados na próxima reunião do Conselho de Administração, prevista para 10 de novembro. O programa de investimentos original previa um desembolso de aproximadamente R$ 7,5 bilhões para o período entre 2015 e 2019, valor que se tornou inexequível diante das condições da economia. Segundo o RR apurou, a companhia já teria procurado fornecedores de trilhos e vagões para renegociar contratos e reduzir encomendas. Rubens Ometto e os sócios da antiga América Latina Logística pegaram um comboio pensando estar indo numa direção e acabaram em outra. O plano de negócios da Rumo ALL foi construído com base em projeções para o aumento de volume de cargas que certamente não se consumarão – ainda que 70% de suas operações estejam vinculadas ao agronegócio, por ora imune à retração da economia. Ao mesmo tempo, o programa de investimentos está atrelado a uma série de captações que dificilmente se efetivarão nas atuais condições do mercado. Ressalte-se ainda que a Rumo ALL não vive uma situação financeira das mais confortáveis. Há uma locomotiva vindo na direção contrária: trata-se do aumento da relação dívida líquida/Ebitda. Esta proporção já está em 4,97 vezes, próxima, portanto, do ameaçador patamar de 5,5. Este é o limite acertado com os credores, uma cancela que, uma vez baixada, vai disparar os covenants previstos em praticamente todos os contratos de financiamento da companhia, à exceção dos empréstimos junto ao BNDES.

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09.10.15
ED. 5224

Rotas opostas

A joint venture entre o BTG e a Deep Sea Suply está prestes a emborcar. A empresa sediada no Chipre procura um comprador para sua participação de 50% no negócio. A companhia de apoio a embarcações offshore estava quase toda ancorada na Petrobras. Já viram, né?

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09.10.15
ED. 5224

Sinfonia de Mozart

Michel Temer convidou Mozart Vianna de Paiva, que recentemente deixou a Subchefia de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais, para integrar sua equipe. Mozart, que auxiliou Temer durante sua passagem pela articulação política, toca de ouvido as mais diferentes partituras do Congresso Nacional. Por 18 anos comandou a secretaria geral da Mesa Diretora da Câmara. Temer sabe que é um desperdício – e um risco – deixar um quadro desses solto por aí.

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09.10.15
ED. 5224

Plano de saúde 1

O presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, tem perdido o sono diante da falta de candidatos a assumir os despojos da Unimed Paulistana. É grande o risco de que a ANS determine que a Central Nacional Unimed incorpore a carteira da operadora. No pacote iriam os passivos da Unimed Paulistana: R$ 1,5 bilhão.

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09.10.15
ED. 5224

Plano de saúde 2

Depois de se associar à Rede D’Or, o GIC, fundo soberano de Cingapura, está em busca de um plano de saúde no Brasil. Certamente, não será a Unimed Paulistana.

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09.10.15
ED. 5224

Queda livre

A primeira missão de Peter Paul Estermann, que assumiu o comando da ViaVarejo, é reduzir o impacto da aeronave com o solo. As projeções da empresa apontam que o faturamento de 2015 será até 20% menor do que o do ano passado. O número revela uma bruta perda de altitude no segundo semestre: entre janeiro e junho, a queda foi de “apenas” 11,5%.

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09.10.15
ED. 5224

Suposição

 Se pudesse dispensar os votos do PTB no Congresso, Dilma Rousseff reabria a reforma administrativa só para alocar Luiza Helena Trajano no Ministério do Desenvolvimento, no lugar de Armando Monteiro.

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