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Planos
01.10.15
ED. 5218

Mercadante deixa um legado de vilania

Não se sabe quantos Otelos e Desdemonas desfilam na versão kitsch e palaciana da peça sobre o mouro de Veneza. Mas inexistem dúvidas de que só há um vilão, pusilânime e fofoqueiro, na dramaturgia do faroeste brasiliense. Até as cigarras, com seu canto estridente, sibilam que Aloizio Mercadante é o Iago do governo Dilma Rousseff. O “Bigode” encena com requintes de perfídia essa comédia de farsas que se desenrola no Gabinete Civil da Presidência da República. Como bom Iago que é, Mercadante não tem inimigos orgânicos. São seus adversários todos que cruzem a linha que demarca o poder. Joaquim Levy é um deles. Desde que ascendeu ao posto de ministro da Fazenda, Levy tem levado rasteiras seguidas do Iago dessa trama vulgar. Mercadante acicatou Nelson Barbosa contra Levy, o desmentiu em off na imprensa várias vezes e foi responsável por uma das ações mais ofídicas na curta saga “levyniana”: Iago, aliás, Mercadante desmentiu que o governo lançaria mão da CPMF – a mesma que será relançada agora – deixando o ministro da Fazenda defendendo- a sem saber o que tinha sido dito em Brasília. Em tempo: Mercadante somente se expôs em favor de Levy no momento de uma crise quase terminal. Instado pela presidente, acompanhou o ministro da Fazenda em uma entrevista coletiva, emprestando o apoio do governo. O Iago do Planalto tem se esmerado no seu repertório de traições. O episódio da tributação do “Sistema S” supera tudo que o bardo de Stratford-upon- Avon nos legou. A ideia foi de Mercadante, que garantiu ter capacidade de convencimento do empresariado. Ato contínuo, ligou para seu amigo Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp, comunicando a decisão em primeira mão. O assunto foi logo levado a Skaf. Soou como a mais profunda traição. Mercadante, então, tirou o corpo fora e repassou a bola para a Fazenda. Pronto, o autor do crime passou a ser Levy. Mais recentemente, Mercadante foi informado do documento de crítica à política econômica produzido pela Fundação Perseu Abramo. O desfecho da trama nos recomenda a acreditar que ele calado ouviu, calado ficou. Ninguém mais do que Mercadante estaria autorizado a contestar um documento provindo da sua origem acadêmica, a Unicamp. Pois acredite que nosso Iago mais divulgou o posicionamento do que o contestou. Talvez Joaquim Levy seja o Cássio dessa história. Talvez não haja mocinhos. Em qualquer das hipóteses, Mercadante é quem assina o tratado do ciúme e da inveja. Já vai tarde.

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01.10.15
ED. 5218

Holofotes sobre a Gerdau

A Gerdau tem fortes motivos para acompanhar a 19ª Reunião da CPI do Carf, programada para hoje, às 9h. Está prevista a votação do requerimento do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), com o pedido de acareação entre Hugo Rodrigues Borges e Gegliane Maria Bessa Pinto. Os parlamentares estão convictos de que conseguirão extrair desse encontro face a face novas revelações sobre as empresas investigadas na Operação Zelotes, mais particularmente a Gerdau. Hugo e Gegliane trabalhavam no J.R. Silva Advogados & Associados, escritório de advocacia de José Ricardo da Silva, ex-integrante do Carf e, segundo as investigações, um dos principais beneficiados do suposto esquema de propinas montado no Conselho. Em seus depoimentos individuais à CPI, ambos deram detalhes das relações do escritório com políticos e empresas. Neste caso, os holofotes se voltam na direção da Gerdau. José Ricardo da Silva foi relator de duas causas movidos pela Gerdau para contestar cobranças do Fisco da ordem de R$ 4 bilhões. Em janeiro do ano passado, a conselheira Susy Hoffmann pediu vistas dos dois processos, interrompendo o julgamento. Poucos dias depois, Silva deixou o Carf.

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01.10.15
ED. 5218

Pé fora

Por falar em Carf, Robert Rittscher, presidente da MMC Automotores, representante da Mitsubishi no Brasil, está com um pé fora da companhia. A montadora e o executivo são investigados na Zelotes. Consultada, a empresa negou a saída de Rittscher.

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01.10.15
ED. 5218

Chocolate em pó

O presidente da Mondelez no Brasil, Cyro Gazola, já jogou a toalha em relação às metas de 2015. A antiga Kraft Foods dá como fato consumado uma queda em torno de 10% das suas vendas de chocolate no país. E pensar que, no início do ano, a companhia chegou a trabalhar com um crescimento projetado próximo dos dois dígitos. Procurada, a Mondelez não se pronunciou.

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01.10.15
ED. 5218

Na ponta do lápis

Conta rápida: entre a quinta-feira passada e ontem, período em que o dólar saiu de R$ 4,24 para R$ 3,95, a dívida em real da Petrobras caiu R$ 21 bilhões. A grosso modo, metade do Ebitda da companhia em todo o primeiro semestre.

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01.10.15
ED. 5218

Efeito cambial I

A Bayer do Brasil caminhava para fechar o ano com o quarto maior faturamento em dólar do grupo em todo o mundo. Caminhava. Com esse câmbio, o sonho do G-4 vai ficar para a próxima temporada.

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01.10.15
ED. 5218

Efeito cambial II

Enquanto o andar de baixo do mercado imobiliário abre o bico e põe a língua de fora, a portuguesa Design Resorts está se instalando no Brasil com o objetivo de construir condomínios de alto luxo no Nordeste. Bahia e Pernambuco estão no seu radar. A empresa mira, sobretudo, nos gringos. Com o dólar nas alturas, está tudo uma pechincha.

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01.10.15
ED. 5218

Inflação

O aumento da gasolina praticamente melou a possibilidade de o governo recorrer à Cide. É muito combustível para a inflação.

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01.10.15
ED. 5218

Grupo RBS

Ontem, alguns tresloucados tentaram estender a reforma ministerial ao Grupo RBS, espalhando boatos sobre a saída do presidente Eduardo Melzer. Não tem a menor procedência.

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