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Planos
24.09.15
ED. 5213

Os 30 dias que abalarão os restos do governo Dilma

O ano de 2015 acabou. Resta olhar para o porvir. O calendário dos próximos 30 dias vai determinar os próximos três anos. Em qualquer das hipóteses, as decisões a serem tomadas não significarão melhores dias nesse intervalo, mas, dependendo das resoluções, o ruim pode piorar ainda mais. Partindo-se da premissa de que a reforma ministerial já está precificada, a agenda da sinistrose começa na próxima segunda-feira, com a divulgação pela Fundação Perseu Abramo, uma espécie de think thank do PT, de um documento pilotado pelo ex-presidente do Ipea Marcio Pochmann. Além das críticas de praxe à condução da política de estabilização, o arrazoado trará propostas de arrepiar o cabelo, tais como: a recompra de títulos com expansão da base monetária, o que hipoteticamente levaria à queda de juros; redução do compulsório bancário com o crédito direcionado para a expansão do consumo; e CPMF de 0,38%, com o objetivo de redistribuição de recursos para os governos estaduais, sabidamente quebrados. O plano da “novíssima matriz econômica” aceitaria tacitamente uma inflação anual de até 15%, que, por essa lógica transversa, ajudaria a fechar as contas do governo. Algo assim como curar uma facada com doses de morfina. Na hora, alivia a dor, mas, no tempo, mata. O feixe de medidas aparenta ser non sense, mas o governo Dilma Rousseff também não pode ser observado sob a ótica da racionalidade. Ela própria sempre demonstrou simpatia por essa linha de pensamento. O simples fato de o documento vir à tona já vai provocar febre na selva do mercado. Digamos que esse receituário seja só um susto. Ainda assim, os próximos dias prometem. A partir de hoje, com a viagem de Dilma para os Estados Unidos, o Brasil poderá experimentar como o mordomo de velório, Michel Temer, pilota o comboio da crise em meio a rumores de toda a ordem. Ontem mesmo, circulou freneticamente no mercado o boato de que Joaquim Levy já teria anunciado sua decisão de deixar o cargo. Para a semana que vem, as emoções fervilham, com a divulgação da nova pesquisa do Ibope sobre a popularidade de Dilma Rousseff. Não custa lembrar que no último levantamento, de julho, apenas 9% consideraram o governo “bom” ou “ótimo”. Imagine o que ocorreu de lá para cá. Que ninguém relaxe: logo depois vem o Datafolha. Ainda na próxima semana, o Congresso votará os seis vetos presidenciais restantes, entre eles os dois mais nevrálgicos: o reajuste do Judiciário e a vinculação do reajuste do salário mínimo a todos os benefícios do INSS. A montanha russa continua nos dias seguintes, com a expectativa do anúncio pela Fitch da mudança ou não da nota de crédito do Brasil. Para a segunda quinzena de outubro, está prevista a votação do relatório do TCU sobre as contas do governo Dilma em 2014. Nos dias 20 e 21 de outubro, o Copom poderá, ou não, retomar o ciclo de alta dos juros. Na última semana do mês, mais um ingrediente entra no caldeirão: a reunião do FED, marcada para os dias 27 e 28 de outubro. Todas essas medidas estão emolduradas pela variação do dólar no período, que pode levar o BC a vender alguma parcela das reservas cambiais em moeda física. O busílis é saber qual será essa cotação. Especulava-se ontem no mercado que o overshooting poderia ir de R$ 5 a R$ 6. Tudo isso pode ser absolutamente irracional. Ou não.

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24.09.15
ED. 5213

Barganha

O deputado Celso Pansera, indicado por Eduardo Cunha para o novo Ministério da Infraestrutura, é um dos mais fieis integrantes da tropa de choque do presidente da Câmara. Cunha costuma despachá-lo em seu lugar para reuniões de menor calibre para tratar de assuntos miúdos. Isso quando Pansera não está se dedicando ao seu restaurante em Caxias (RJ), que atende pelo sugestivo nome de “Barganha”.

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24.09.15
ED. 5213

Sentimento paterno

O deputado estadual Jorge Picciani tentou demover o filho, Leonardo Picciani, desse protagonismo na reforma ministerial. Para o Papai Sabe-Tudo, o rebento é cristão novo e deveria esperar pelo seu momento. Mas o jovem não lhe deu ouvidos.

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24.09.15
ED. 5213

Manobrista

A própria General Motors estaria estimulando suas maiores redes de revenda no país, como a Viamar, a comprar concessionárias de menor porte. O objetivo é evitar o fechamento de distribuidoras em meio à crise no setor.

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Executivos da Rosoboronexport estiveram reunidos com o ministro da Defesa, Jaques Wagner. Apresentaram garantias firmes de financiamento de bancos russos para a venda de equipamentos às Forças Armadas brasileiras. Com orçamento militar à míngua, Wagner ouviu, ouviu e apenas ouviu.

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24.09.15
ED. 5213

Sorriso aberto

A Jequiti deverá fechar o ano com faturamento em torno de R$ 550 milhões, um terço da receita de todas as empresas de Silvio Santos. E dizer que, no passado recente, o homem do baú foi aconselhado por consultores a se livrar da fabricante de cosméticos.

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24.09.15
ED. 5213

Fora de hora

Com a escassez de crédito e o agravamento da crise econômica, a Electrolux projeta um Natal bem magrinho e uma queda de até 10% em suas vendas neste ano. O CEO da empresa, Ruy Hirschheimer, já anda até arrependido de ter autorizado um reajuste nos preços dos produtos no primeiro semestre. Não ajudou em nada.

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24.09.15
ED. 5213

Todos ao outlet

As espanholas Allegra Europea e Neinver Real State estão se unindo para construir outlets no Brasil.

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24.09.15
ED. 5213

Carro-forte

A Peugeot Citroën, que, no ano passado, foi forçada a descarregar cerca de R$ 2,6 bilhões na subsidiária brasileira, estaria preparando um novo aporte. Desta vez, o valor chegaria perto de R$ 1,8 bilhão, recursos que seriam usados para capital de giro e pagamento de dívidas de curto prazo.

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24.09.15
ED. 5213

Geração

A Suez teria interesse no lote de cinco hidrelétricas em Santa Catarina que pertenciam à Celesc, com capacidade de 63MW. Isso, claro, se houver mesmo o leilão da Aneel marcado para 30 de outubro.

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