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Planos
17.09.15
ED. 5208

O verdadeiro Pacote Levy não rima com Dilma

 O ministro Joaquim Levy deveria apresentar o seu verdadeiro plano – e ele o tem, desde o início – sob pena de danificar de forma indelével sua imagem. O pacote fiscal, que vai e volta com remendos do Congresso, é absolutamente supérfluo. Seu impacto é pífio, frente à magnitude do problema. O plano de ajuste econômico não promete nenhuma solução além da esquina. Serviria, e olhe lá, como uma ponte para que se recomece mais à frente do ponto em que estamos, e isso se fosse crível. Mas, qualquer coisa que emane do atual governo dificilmente será crível.  Levy é um homem de elevado espírito público e tem enfrentado com sacrifício pessoal a missão que lhe foi delegada. Se pudesse agir conforme pensa, anunciaria já a reforma da previdência, medida sabidamente inevitável no tempo. Também declararia a impossibilidade de construir as bases de um superávit fiscal estrutural sem quebrar o engessamento das despesas obrigatórias e reiteraria a necessidade dos gastos com o funcionalismo serem estabilizados. E afirmaria ainda que, sem o controle do crescimento das despesas da União e dos entes federativos abaixo do crescimento do PIB, o déficit nominal será permanente. Levy acredita nisso.  O pacote de desarranjos fiscais que tanto excita os estamentos mais arrebitados não entregará, em 2016, um PIB positivo, um superávit primário ou qualquer redução da dívida pública bruta. O aumento do desemprego e a queda dos salários e da renda já estavam em qualquer das posologias. Levy sabe de tudo isso. E sabe igualmente que os investimentos somente virão se cada um dos empresários puder colocar em uma planilha Excel a divina trindade, nessa ordem: PIB, inflação e câmbio. Para isso, a conjugação da política fiscal e monetária – juros mais baixos – terá de ser virtuosa, e, antes de tudo confiável.  Levy não desconhece que o lucro das empresas, no anualizado de 12 meses encerrado no primeiro semestre, é cadente. E que, sem lucro, empresário não investe. O ministro teve um lapso quando disse que a CPMF é um “impostozinho”. Ele sabe que não é. Trata-se de um tributo cumulativo, direto na veia. Basta ver o tamanho da arrecadação. Se houvesse disposição realmente de resolver o problema fiscal, a CPMF, ainda que nefanda, seria um imposto transitório até 2016, e não previsto por quatro anos.  Antes que a mácula se generalize, é bom que Levy fixe um limite da sua convicção. O personagem que está no Ministério da Fazenda não demonstra em público as ideias do economista que assumiu a pasta para colocar ordem na economia do país. Ele sabe.

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17.09.15
ED. 5208

CNR reserva seu bilhete para a Amsted Maxion

No momento em que os investimentos em infraestrutura rareiam, um dos maiores fabricantes de equipamentos ferroviários do mundo está prestes a desembarcar na Estação Brasil. A China North Railway (CNR) estaria em negociações para a compra dos 50% da Amsted na Amsted Maxion. Com uma fábrica em Hortolândia (SP), a joint venture entre os norte-americanos e a Iochpe-Maxion concentra 70% da produção nacional de vagões. Pelo acordo de acionistas, os Ioschpe têm o direito de preferência sobre a participação dos sócios. No entanto, a família já sinalizou que não se opõe à entrada dos chineses no capital da Amsted Maxion – divisão responsável por um terço de todo o faturamento do grupo, em torno de R$ 6 bilhões/ano. Maior fabricante de locomotivas e vagões de toda a Ásia, com um faturamento anual de mais de US$ 160 bilhões, a CNR planeja sua chegada no Brasil há pelo menos três anos. Seu projeto é montar em terras brasileiras uma base de operações para acessar todo o mercado latino-americano. Inicialmente, a companhia estudou a instalação de uma fábrica própria no país – chegou, inclusive, a tratar do projeto com os governos de São Paulo e de Minas Gerais. Hoje, no entanto, os asiáticos estão convictos de que a investida só se justifica mediante a compra imediata de mercado: a carteira de pedidos da Amsted Maxion soma aproximadamente dois mil vagões. * Procurada, a Amsted Maxion não comentou sobre o assunto.

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 A Estre Ambiental, que recebeu um novo aporte do BTG, estaria negociando a compra de uma participação na Águas do Brasil. A holding reúne 13 concessões de saneamento no Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. Procurada, a Águas do Brasil garante que não está à venda. * A Estre não nos respondeu quando perguntada sobre a negociação.

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17.09.15
ED. 5208

Desvincular, eu?

 Quem disse que Murilo Ferreira saiu da Petrobras para desvincular seu nome do de Dilma Rousseff? Bobagem! Ele não é homem disso. Mais fácil assumir a Casa Civil.

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 À luz do dia, Eduardo Cunha posterga a apreciação dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff; na calada da noite, estaria instruindo deputados do PSDB e do DEM de como usar o próprio regimento da Câmara para acelerar a tramitação das requisições.

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A inglesa Pearson está sofrendo para conduzir o processo de integração das redes Yázigi, Wizard, Skill, Quatrum, Microlins, SOS e People, compradas num intervalo de dois anos. Os custos administrativos – de fechamento de unidades a demissões – se revelaram cinco vezes maiores do que os projetados. * A Pearson não retornou nosso contato.

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17.09.15
ED. 5208

Jornalão

O assunto Estadão voltou à primeira página. São fortes os rumores de que o jornal estaria sendo negociado. O adviser seria o banco da moda.

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17.09.15
ED. 5208

Anglo American

A Anglo American estaria em busca de um comprador para sua participação de 50% na Ferroport, joint venture com a Prumo Logística, antiga LLX. A empresa é dona de um terminal de minério no Porto de Açu. Formalmente, a Anglo American nega a operação.

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