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Planos
16.09.15
ED. 5207

AES avança sobre as termelétricas da Petrobras

A venda dos ativos termelétricos da Petrobras avançou algumas casas nos últimos dias. A AES teria apresentado uma oferta para adquirir uma participação minoritária de até 30% em sete das 21 térmicas a gás e a diesel controladas pela estatal. Os valores sobre a mesa giram em torno dos US$ 300 milhões. Segundo o RR apurou, fariam parte do pacote as duas maiores geradoras da Petrobras: Governador Leonel Brizola e Mario Lago, ambas no Rio de Janeiro, com capacidade somada de quase 2 mil MW. A proposta da AES incluiria ainda uma opção de compra futura do controle das geradoras. Esta cláusula teria deixado o grupo norteamericano em posição de vantagem em relação a outros candidatos ao negócio, como a Cemig e a Gas Natural Fenosa. A dupla não exibe a mesma disposição para colocar a mão no bolso: mineiros e espanhóis até admitem a compra de participações minoritárias nas usinas, mas seu modelo predileto é uma aliança estratégica com a Petrobras, o que reduziria a necessidade de aportes na operação. De todas as participações societárias que repousam sobre o balcão da Petrobras, em termos relativos as geradoras a gás e a diesel talvez sejam aquelas com maior valor potencial de venda. O momento é extremamente favorável para a negociação de parte ou mesmo do controle das térmicas. A escassez de recursos hídricos elevou os preços da energia e, consequentemente, a precificação dos ativos de geração. Segundo números da própria estatal, em pouco mais de um ano o valuation de todas as suas térmicas subiu de US$ 6,5 bilhões para quase US$ 8 bilhões. Além da negociação com a AES, a Petrobras ainda busca um sócio ou um comprador para outras de suas termelétricas. A desmobilização destes ativos é uma peça importante no quebra- cabeças que a empresa terá de montar para cumprir sua meta de desinvestimento. Ao todo, a área de energia e gás responde por quase 40% dos cortes de US$ 13,7 bilhões no plano estratégico da estatal entre 2015 e 2016. Do lado da AES, a operação alçaria o grupo a um novo patamar no mercado brasileiro de geração. Nos cálculos dos norte-americanos, sua capacidade instalada no Brasil cresceria de 2,6 mil MW para mais de 3,5 mil MW apenas com a compra das participações minoritárias. A AES se distanciaria, assim, da EDP, que produz cerca de 2,7 mil MW no país. Entre as empresas privadas, ficaria atrás apenas da Tractebel, com nove mil MW.

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16.09.15
ED. 5207

Calçado da Arezzo não derrapa na crise

Melhor do que ninguém Anderson Birman deve saber onde está pisando com seus bem lustrados sapatos de cromo alemão. As circunstâncias – recessão econômica, consumo em declínio, crédito escasso – dizem não; seus executivos, a começar pelo próprio filho, Alexandre Birman, pregam cautela. Mas, ainda assim, Birman acelera o passo nos planos de expansão da Arezzo. Ao longo deste ano, a empresa deverá abrir até 50 lojas – segundo o RR apurou, os imóveis já estão reservados, embora, oficialmente, a calçadista confirme apenas 40 inaugurações. No atual ritmo, a rede varejista vai romper a simbólica marca de 500 pontos de venda antes mesmo de novembro, como estava previsto originalmente. Para efeito de comparação, no ano passado, quando a conjuntura econômica e política ainda era palatável, a Arezzo abriu 58 lojas, não muito acima, portanto, do total de inaugurações previstas para este sombrio 2015. Anderson Birman não se guia apenas pela intuição de quem está há mais de quatro décadas gastando sola de sapato nessa estrada. Os números da Arezzo justificam a manutenção da estratégia expansionista intensificada nos últimos três anos. Nesse período, a empresa caminhou na contramão de boa parte do setor. Com um pé na produção e exportação de calçados e outro no varejo, acumulou mais de R$ 300 milhões de lucro e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão de faturamento.

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16.09.15
ED. 5207

Fissura

Os russos da Rosatom estão sem rumo. Com a prisão do ex-presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro da Silva, perderam seu grande aliado na estatal para participar do projeto de Angra 3.

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16.09.15
ED. 5207

Bulldog

Ecos do passado: então Chancellor of the Exchequer, cargo que ocupou de 1924 a 1929, Winston Churchill costumava deixar a residência oficial do Ministério das Finanças, na Downing Street 11, e caminhar a pé, de braços dados à esposa, com a peça do Orçamento nas mãos, até a sede do parlamento inglês, onde adentrava triunfalmente, dando baforadas em seu charuto. Pensar que bastava um homem para aprovar o Orçamento.

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16.09.15
ED. 5207

Ladeira acima

O Banco Central vai anunciar no fim deste mês um déficit nominal para os últimos 12 meses de 9,45% do PIB. O número está praticamente cravado. Se mudar algo, é por centésimos.

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16.09.15
ED. 5207

Nada certo

Apesar de todo esse caos, Lula permanece com 30% das intenções de voto para 2018. Com mais 10%, o Lula lá fica por um triz.

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16.09.15
ED. 5207

Novo tentáculo

A chinesa State Grid, que já investiu mais de US$ 4 bilhões na área de transmissão, está trazendo para o Brasil seu braço de TI, a Nari.

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16.09.15
ED. 5207

Mal não faria

Mesmo após ser hostilizado em uma livraria em São Paulo, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo recusa-se a reforçar sua escolta. Diz que se garante.

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 Conselho de um marechal do PMDB do Rio ao testemunhar, no último fim de semana, o deslumbramento com que Leonardo Picciani – até outro dia braço direito e esquerdo de Eduardo Cunha – relatava suas recorrentes idas ao Planalto: “Meu jovem, torça para o Eduardo sangrar até morrer. Se não, o que é seu está guardado”.

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