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Planos
11.09.15
ED. 5204

Edson Bueno é o “doutor paciência”

Edson Bueno foi abalroado pela depreciação cambial, pelo rebaixamento do rating do Brasil, pela elevação do custo de captação no mercado internacional. Portanto, seus planos de construir ainda neste ano o maior grupo hospitalar do país com participação do capital estrangeiro ficam por ora adiados. O projeto de Bueno, que conta com toda a simpatia do governo, passa pela consolidação de hospitais independentes, notadamente de médio porte – leia-se em torno de 250 leitos – e fora dos grandes centros do país. Para tanto, o empresário chegou a conversar com grandes investidores internacionais. O fundo soberano de Abu Dhabi e um private equity ligado ao Goldman Sachs demonstraram interesse em se associar à Impar, holding de Bueno, estimulados pela mudança na lei que abriu as portas dos hospitais ao capital estrangeiro. No entanto, as moléstias da conjuntura falaram mais alto e as gestões não avançaram. Um dos empresários mais próximos de Dilma Rousseff, Edson Bueno não entrega os pontos. O projeto está bem guardado no bolso de seu jaleco e será retomado tão logo o pulso da economia volte a pulsar. Com uma carteira de oito hospitais e um faturamento próximo dos R$ 2 bilhões, a Impar pode avançar tanto por meio de aquisições como também pela construção de centros de referência em determinadas especialidades, como traumatologia, oncologia e cardiologia.

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11.09.15
ED. 5204

“Não fazer o que é correto é falta de coragem”

Em sua fase confucionista, Dilma Rousseff vai seguir pelo caminho do meio. A presidente tomou a decisão de fazer um blended do malte de Joaquim Levy com a cevada de Nelson Barbosa. Talvez seja possível. Dilma seguirá Confúcio, que recomenda agir antes de falar, exatamente o que ela não fez no episódio do rebaixamento pela S&P. Confúcio, em seus Analetos, dizia: “Não são as ervas más que afogam a boa semente, e, sim, a negligência do lavrador”. Ou seja, leseira é governar somente depois dos fatos e lambança é antecipar os fatos, mas ficar esperando eles acontecerem para tomar as medidas que haviam sido anunciadas antes e não foram executadas. Dilma vai pegar Levy por um braço e Barbosa por outro. Mesmo que os meninos só se olhem de soslaio, o sentido de unidade da equipe deve prevalecer nessa nova fase de ativismo junto aos meios de comunicação. Gafanhoto, eis algo a evitar: dois ministros disputando espaço na mídia e entulhando o noticiário com medidas que, na maioria das vezes, não passam de conjecturas. Dilma, a confucionista, pretende usar as palavras do filósofo para professar a quintessência da verdade: “Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe; aquilo que não se sabe, saber que não se sabe; na verdade é este o saber.” Ou seja: o pacote de medidas do ajuste sempre esteve pronto, à disposição da mão tíbia da presidente. Portanto “quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente”. Melhor dizer: “Saber o que é correto e não fazer é falta de coragem”. Por exemplo: confundir presidencialismo de coalizão com mandarinato de servidão ou czarismo poltrão. Se estivesse vivo, Confúcio diria: “Faz o que tem de ser feito agora, que compromisso da boca para fora é semente que não germina.” Pacífica e suave como em poucas vezes, Dilma atravessaria a pé a distância que separa o Palácio do Planalto do Congresso Nacional e, acompanhada do ministro da Defesa, dos comandantes militares e do presidente do STF, entregaria solenemente sua proposta de ajuste fiscal ao presidente do Senado Federal. Ato contínuo, discursaria sobre a gravidade da crise no plenário da Câmara, pedindo a colaboração dos congressistas em transmissão direta pela TV. Remediaria com água benta uma inundação.

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11.09.15
ED. 5204

A vez da Funcef

A Lava Jato acelera na direção da Funcef. Alberto Youssef teria revelado à Justiça detalhes de como ele e o ex-deputado André Vargas influenciavam investimentos da fundação no setor imobiliário de acordo com seus interesses. A Funcef afirma que “não tem e nunca teve nenhum investimento com empresas do grupo de Alberto Youssef.” Por falar em Funcef, a fundação caminha para fechar o quarto ano seguido com déficit atuarial. Os resultados negativos acumulados nesse período já teriam superado a marca de R$ 6 bilhões. Oficialmente, a fundação diz que os dados do atual exercício “só serão consolidados no fim de 2015”.

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Frase que teria sido disparada por José Serra durante o jantar de lançamento da pré- candidatura de Andrea Matarazzo à Prefeitura de São Paulo: “Só quem apoia o João Doria é o Aecio Neves, que vota em Minas e mora no Rio”.

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11.09.15
ED. 5204

Calendário

A cada dois ou três dias até o final do mês, o calendário promete ser trepidante. No feriado judaico do Rosh Hashaná, na próxima segunda-feira, os operadores de mesa, notadamente nos Estados Unidos, reduzem sua exposição aos riscos. Com isto, a terça-feira pode ser de ajuste de posições e elevação dos spreads. No dia 17, para que ninguém desacelere, está marcada a reunião do Federal Reserve. Há apostas no mercado de que o FED poderá promover uma pequena alta dos juros, de até 0,25%. Em outra conjuntura, uma elevação nesse patamar não faria cosquinha. Agora, são outros quinhentos. Seguindo a aventura, é esperada a partir do dia 20 de setembro a divulgação da pesquisa de popularidade CNT/MDA.

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Há uma revoada no comércio eletrônico de tickets para shows e eventos esportivos. Além do Ingresso.com e do Ingresso Fácil, o Tickets For Fun também procura um comprador. De repente aparece um gigante internacional e consolida a turma toda.

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11.09.15
ED. 5204

Belo Monte

A Alstom estaria disposta a reduzir sua participação no consórcio ELM, responsável pelo fornecimento de turbinas para a usina de Belo Monte. Já teria, inclusive, oferecido parte das ações para suas sócias no negócio, a alemã Voith e a suíça Andritz. Formalmente, a Alstom nega a operação.

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