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Planos

A disposição de Dilma Rousseff em criar um núcleo duro empresarial no seu governo, com forte participação em uma futura reforma ministerial, está esbarrando na diversidade dos interesses e ideias da categoria. O apoio do empresariado foi apresentado à presidente como uma terceira via para lidar com a borrasca perfeita do seu governo: base aliada dividida, Congresso hostil, crash de popularidade, corrupção, ministério fisiológico, inflação, recessão etc. A ideia de trazer a burguesia para compor a regência é um chiclete mastigado. Lula defende um diálogo maior com o setor privado desde a formação do ministério do segundo mandato. O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tem bons amigos entre os empresários, é entusiasta antigo dessa aproximação e adepto da criação de um conselho consultivo de dirigentes do setor privado – a presidente ouve falar em conselheiros e quer logo pegar em uma pistola. Na última vez, mirou o alvo e assassinou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Joaquim Levy veio bater na mesma tecla de atração do empresariado. A estratégia caiu na boca do povo, e ministros como Armando Monteiro e Nelson Barbosa, além dos “aliados” Michel Temer e Renan Calheiros, correram para os braços dos empresários. Os interesses nesses jantares, almoços e reuniões variam do oportunismo mais rastaquera até nobres tentativas de apoio. Em comum, o fato de que todos batem cabeça. Os empresários não têm “uma agenda para o desenvolvimento”, até porque, “agendas” – enfatize-se o plural – é o que não falta. Não há nada nesse empresariado que lembre os Srs. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Gastão Bueno Vidigal, Antonio Gallotti, Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, Cândido Guinle de Paula Machado e… Roberto Marinho. Uma elite orgânica, conservadora modernizante, frequentadora entre si, empreendedora, com um projeto permanente de conquista do Estado e ciosa de previsibilidade. O atual rating dos endinheirados varia conforme as notas sobre a gradação financeira, respeitabilidade, presença na mídia e dependência financeira do governo. Há análises combinatórias. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tem relacionamentos com o governo, respeitabilidade e porte financeiro. O presidente do Itaú, Roberto Setubal, respeitabilidade e grana, mas nunca foi bem visto no Planalto. Jorge Gerdau, arroz de festa nas especulações ministeriais, é, no momento, potencial candidato a pedir o auxílio do governo. O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, já foi aspirante a ministro da Fazenda antes de Joaquim Levy. É identificado como um sincero colaborador. Os dirigentes da Natura, Guilherme Leal e Pedro Passos – este último presidente do IEDI – são anunciados como presentes em todos os encontros, mas nunca participaram de nenhum. E tome de Benjamin Steinbruch, Rubens Ometto, Edson Bueno, Cledorvino Belini, Joesley Batista e tantos e tantos outros. Ressalvas para Paulo Skaf, considerado pelos seus pares o “Guido Mantega do empresariado”. São tantas as diferenças para um único consenso: Dilma é vista por todos como um estorvo. Se a realidade refletir o que é dito pelos empresários à boca pequena, o apoio à presidente não passa de um autoengano de Dilma.

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31.08.15
ED. 5196

Serra é “saudado” com vaias e xingamentos pelo Sindipetro

José Serra, autor do projeto que desobriga a Petrobras a participar de todas as concessões no pré-sal, foi “saudado” com todo tipo de impropérios durante manifestação do Sindicado dos Petroleiros na última sexta-feira, na Praça XV, no Rio. As vaias e xingamentos se repetiram ao longo de todo o protesto. Até um boneco com suas feições foi queimado.

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31.08.15
ED. 5196

Ajuste fiscal

A Eletrobras cancelou a construção da nova sede na Av. Chile. A Caixa Econômica, que faria o financiamento, já foi comunicada. A alta direção da estatal permanecerá no prédio da Av. Presidente Vargas, no Centro do Rio. Aliás, a Eletrobras deverá cancelar o aluguel de escritórios na cidade. Aperta daqui, encolhe dali, e todos os executivos serão agrupados no edifício sede. * A Eletrobras não quis comentar sobre o cancelamento.

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31.08.15
ED. 5196

Migalhas

Ivens Dias Branco está prestes a bater o martelo, esfarelando o projeto da M. Dias Branco de abrir uma fábrica de biscoitos na África.

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Luiz Felipe Scolari pode virar dono da bola e das camisas. O bilionário chinês Jack Ma, dono do site de e-commerce Alibaba e do Guangzhou Evergrande, time comandado por Felipão, pretende montar uma equipe de futebol nos Estados Unidos. E quer que o treinador seja seu sócio e atue como consultor técnico do projeto.

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31.08.15
ED. 5196

“Nova Estácio”

A Estácio, que construiu toda a sua história no segmento universitário, prepara sua entrada no ensino médio. A intenção é criar uma empresa à parte para o negócio. * Ainda não obtivemos retorno da Estácio.

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31.08.15
ED. 5196

Plantão médico

 Preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Grande Curitiba, o ex-deputado Luiz Argôlo teria sido diagnosticado com depressão. Argôlo ficou notório na Lava Jato pelo apelido que lhe foi dado por Alberto Youssef: “Bebê Johnson”.

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31.08.15
ED. 5196

Liquidação

Quanto pior, melhor! O fundo árabe Red Sea Housing, que já se associou à mineira Direcional Engenharia, vai aproveitar a secura do mercado imobiliário para comprar ativos a preço de banana. Já está em negociações com outras duas incorporadoras.

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