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Planos
17.08.15
ED. 5186

Heineken pede uma Kaiser de saideira

A Heineken parece ter cansado de adiar o inadiável. A marca Kaiser, que resistiu aos canadenses da Molson e aos mexicanos da Femsa, entrou no corredor da morte. Será um fim gradativo, aliás, tão gradativo quanto a perda de importância da cerveja nos últimos anos. A ideia dos holandeses é tirar a marca de circulação em até dois anos. Pouca gente vai sentir saudades. A Kaiser detém hoje menos de 4% de market share no país, índice que não para de cair. Formalmente, a Heineken nega o fim da produção da Kaiser. A Heineken considera esse período de transição fundamental. O desafio é capturar o maior volume possível de consumidores da Kaiser para outras cervejas populares do grupo, notadamente a Bavaria. Trata-se de um processo que terá de ser feito com muito cuidado. A Kaiser é uma gotícula se comparada às outras grandes cervejas, mas responde por uma parcela razoável da operação holandesa no Brasil – algo em torno de 40% dos oito pontos de market share da Heineken. Com o fim da Kaiser, os holandeses se dedicarão ao que realmente interessa: trabalhar a própria marca Heineken no Brasil. As vendas crescem, em média, 20% ao ano. O marketing da companhia já reflete as mudanças estratégicas. A publicidade da Kaiser começa a sofrer um fade out. Os grandes eventos patrocinados pela empresa, como o Rock in Rio, são todos da Heineken.

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17.08.15
ED. 5186

Makro é o principal produto na gôndola do Makro

À primeira vista, o repentino retorno de Roger Laughlin à presidência do Makro, apenas quatro meses após deixar o cargo, parece reforçar a ideia de que os holandeses da SHV estão absolutamente perdidos em relação à operação brasileira. Afinal, o súbito vai-e-vem se soma a uma conta de juros compostos onde as demais parcelas são anos e mais anos de prejuízos, equívocos de gestão e perda da importância relativa da rede atacadista no país. No entanto, a reencarnação de Laughlin no comando da subsidiária significa exatamente o contrário: trata-se de um sinal de que os acionistas controladores do Makro, enfim, começaram a se encontrar e a admitir que não dá mais para brigar contra os fatos e fingir que tudo vai bem. A velha resistência da família Fentener van Vlissingen a mexer na estrutura societária de seus negócios no país parece cair por terra e Laughlin é um personagem importante neste enredo. O financista reassume o cargo com a missão de arrumar a casa para a chegada de novos moradores. Segundo fontes ligadas à companhia, a SHV trabalha com dois cenários: a venda de uma participação minoritária para um fundo de private equity ou mesmo a negociação do controle do Makro Brasil. Por ora, os caminhos apontam para a primeira hipótese. Segundo o RR apurou, Laughlin abriu conversações com o fundo norte-americano Advent, que tem um colar de participações em quase 20 empresas no país – de terminal portuário a grupo educacional. As gestões envolvem a transferência de até 30% do Makro no Brasil. Não custa lembrar que, no ano passado, a gestora de private equity captou cerca de R$ 5,5 bilhões para investimentos no país – até o momento, boa parte dos recursos ainda não foi utilizada. Seja nas mãos da família Fentener van Vlissingen, seja, eventualmente, sob a batuta de um novo controlador, o desafio do Makro é deixar de ser um gigante de calças curtas no Brasil. A imagem da rede atacadista no país é a de uma companhia anêmica, sem foco, sem punch para tirar mercado de seus principais competidores e sem capacidade de reação. O golpe mais duro veio no ano passado. Cada vez mais longe do líder do segmento, o Atacadão/Carrefour (com faturamento de R$ 15 bilhões), a empresa ainda perdeu o segundo lugar do ranking do atacado para o Assaí/ Pão de Açúcar. Os holandeses já perceberam que precisam fazer algo. Ou, então, restará à SHV apenas velar o longo sono do Makro no Brasil. * As empresas Makro e Advent não retornaram ou não comentaram o assunto.

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17.08.15
ED. 5186

O retorno

O banqueiro Daniel Dantas ressurgiu publicamente na última sexta-feira. Compareceu a seminário realizado pela Fundação Getulio Vargas. Sua aparição foi festejada pelos acadêmicos. Antes de ingressar no setor financeiro, Dantas figurava no top ten dos economistas mais reputados do país.

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17.08.15
ED. 5186

Gerdau

No epicentro da Operação Zelotes, a Gerdau estuda retirar os processos no Carf por meio dos quais contesta a cobrança de R$ 1 bilhão em impostos. O ato seguinte seria a adesão ao Programa de Redução de Litígios Tributários da Fazenda. Do ponto de vista fiscal, resolveria a pendenga. No aspecto jurídico-criminal, no entanto, talvez seja tarde demais. Consultada, a Gerdau disse que não comenta processos em andamento.

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Recomendação de Joseph Safra, que anda meio baleado, a Rossano Maranhão antes dele participar da reunião entre os banqueiros e Joaquim Levy: “Entre e finja-se de morto”.  *** Aliás, Joaquim Levy descortinou para Dilma Rousseff um mundo novo, ou seja, o de que os empresários têm mais votos no Congresso do que os seus ministros.

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17.08.15
ED. 5186

Postalis

O presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, balança feito vara verde no cargo. Recentemente, o MPSP pediu à Justiça o bloqueio dos seus bens por suspeitas de irregularidades na compra de um terreno pelo fundo de pensão em Cajamar.

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17.08.15
ED. 5186

Cardume em crise

É dura a vida no presidencialismo de coalizão. O senador Jader Barbalho já sinalizou que o “seu” PMDB retirará o apoio ao governo caso Dilma Rousseff leve adiante a ideia de extinguir o Ministério da Pesca, comandado pelo rebento Helder Barbalho.

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