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Planos
12.08.15
ED. 5183

Renan tem seus 15 minutos de fama e descrédito

Renan Calheiros quer tudo ao mesmo tempo agora: criar um oceano entre ele e Eduardo Cunha, resgatar o protagonismo perdido para Michel Temer e purificar-se aos olhos incautos dos consumidores de factoides. Quem sabe não queira também fincar as bases de um “parlamentarismo branco”, de olho na disputa em seu próprio partido. A agenda da Terra do Nunca apresentada pelo presidente do Senado ao ministro Joaquim Levy é um conjunto de 27 propostas que vem se arrastando no Congresso como um ser invertebrado. As medidas, quando passaram pela porta do Executivo, foram malhadas de pancada pelo corporativismo dos  Ibamas, Feemas e Funais da vida (casos do fast track para a aprovação de licenças ambientais e da flexibilização das regras para investimentos em zonas costeiras e áreas naturais). Difícil dizer onde termina o compromisso com a governabilidade e começam a astúcia e a venda de ilusões. O imposto sobre heranças faz parte de qualquer compêndio sobre ludíbrios. Ficou faltando o tributo sobre fortunas. São medidas desejáveis desde sempre. É provável que Aécio Neves, em off the records, assinasse embaixo a maior parte delas. Mas com  o Congresso sublevado, por que milagre a agenda da salvação seria aprovada? Para o gáudio dos dois santos do PMDB, Renan e Temer? Ou para a redenção de Dilma Rousseff? É mais provável que a resposta se encontre nas entranhas da Lava Jato. Renan é um homem bem informado. E desembainhar suas armas ao lado de Cunha mais parece um convite à autoimolação. É possível que sobre uma coisa ou outra desse exagerado balão de ensaio. Roberto Campos, em sua peroração ultraliberal, dizia que costumava jogar dez iscas para fisgar um único peixe. Em meio ao colar de medidas salvacio­nistas, a repatriação de capital como fórmula de financiamento da reforma do ICMS pode ser o lambari a ser pescado. Digamos que seja uma tainha, afinal não é tão pouca coisa assim. A manobra diversionista, no melhor dos mundos, permitiria, inclusive, que o governo reduzisse um pouco a draconia­na multa com a qual pretende saudar os capitais que se dispuserem a tomar o risco do retorno. O fato é que Renan, pelo menos por um dia, saiu da última fila entre os líderes do PMDB e assumiu a pole position da política nacional. Os motivos para que nada aconteça, contudo, são muitos. A consequência mais antirrepublicana dessa fábrica de miragens fomentada por esses homens públicos e probos é fazer com que as pessoas, já descrentes, simplesmente não acreditem em fato algum. Mesmo sem saberem do que se trata.  

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12.08.15
ED. 5183

“Tucanews”

O PSDB vai espalhar uma série de “repórteres” pelas principais capitais do país para acompanhar os protestos do próximo domingo. O objetivo é não apenas cobrir as manifestações nas mídias sociais como enviar vídeos de “internautas” para redes de TV.

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12.08.15
ED. 5183

Petrodólares

A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) está vasculhando ativos de exploração da Petrobras nas bacias de Santos e Campos, notadamente reservas de gás.

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12.08.15
ED. 5183

Liquidação

Flagrante de inapetência do investidor estrangeiro em relação ao Brasil. Pouco mais de um ano após se associar ao Shopping JK Iguatemi, a TIAACREF pretende reduzir à metade a sua participação de 36%. Os Jereissati já avisaram ao fundo norte-americano que não aceitam devoluções. O grupo Iguatemi aumentou sua fatia de 50% para 64% no ano passado e não quer mais avançar no capital.

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12.08.15
ED. 5183

Buraco na pista

A Triunfo sofre com as perdas da Concer, concessionária da rodovia Rio-Juiz de Fora. A queda no tráfego se perto de 20%. Se a performance seguir nessa marcha até o fim do ano, a Triunfo deverá ter em 2015 mais prejuízo. Procurada, a empresa confirmou a queda do tráfego, mas ponderou que a perda será compensada com reajustes tarifários.

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Após uma breve temporada no capital da Camisaria Colombo, o Gávea ensaia uma nova investida no varejo. Estaria em negociações para a compra de uma participação na paranaense Super Muffato, sétima maior rede de supermercados do país, com 40 lojas e faturamento de R$ 3,5 bilhões. Consultada, a Super Muffato negou a operação.

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12.08.15
ED. 5183

Bilhete doméstico

No Planalto discute-se a decisão de Dilma Rousseff de fazer quatro viagens internacionais até o fim do ano – Turquia, Japão, Vietnã e Colômbia. Há quem defenda que Dilma fique perto dos seus e monte uma intensa agenda de viagens pelo país.

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12.08.15
ED. 5183

Era o que faltava

Lula não aceitou o convite para ser ministro por carradas de motivos. Entre elas, destaca-se a inevitável interpretação de que o desembarque no ministério de Dilma Rousseff seria o arrego frente a uma provável prisão. Ministros têm foro especial, não são encarcerados.

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12.08.15
ED. 5183

Borracha dupla

Luis Norberto Pascoal, dono da maior rede de revendas de pneus do país, parece estar dentro de uma câmara de ar imune à crise. Mesmo com a queda da demanda por peças e serviços automotivos, a DPaschoal pretende abrir 50 lojas em 2016, incluindo as primeiras no Nordeste.

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12.08.15
ED. 5183

A nota técnica do Cade

A nota técnica do Cade que embasou o arquivamento do processo de concentração de mercado contra Abilio Diniz, Carrefour e BRF causou enorme estranheza no varejo. O texto diz que o empresário é apenas acionista minoritário da Península Participações – holding onde estão pendurados seus negócios. O Cade levou em consideração que a maior parte das ações da companhia, mais precisamente 57,68%, está nas mãos de outros seis indivíduos. Faltou dizer que os seis são filhos de Abilio. E faltou dizer mais ainda: que dois deles têm seis e nove anos de idade.

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