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Planos
22.07.15
ED. 5168

Levy flerta com target fiscal em dose dupla

Joaquim Levy tem mais cartuchos no coldre do que furiosamente tentam desmentir os empenhados na desestabilização da política econômica. A ideia de que Levy está no limite de suas alternativas foi, em parte, construída por ele próprio, com seu perfil de ortodoxo padrão FMI. Mas o avanço do processo recessivo amadureceu e flexibilizou o ministro de aço. Levy foi descobrindo que o fundo da cesta das receitas extraordinárias é bem mais em baixo do que pensava. E que é possível calibrar o ajuste fiscal com a gestão de ativos e a extração dessas riquezas ao menos enquanto a economia permanecer um trigal devastado. Uma das ideias em ensaio na Fazenda é a criação de um segundo target fiscal, como medida das intenções firmes do governo em promover o ajuste das receitas e despesas, mas também da equação dívida pública/PIB. A lógica desse raciocínio é que é plenamente factível instituir- se uma banda ou um intervalo para a redução da dívida bruta em um horizonte de tempo não muito longo – até porque uma das intenções é sinalizar o compromisso com as agências de rating -, independentemente da obtenção ou não da meta (um fetiche) do superávit primário no período. As classificadoras de risco sabem que são dois os fatores que prejudicam o alcance do marco fiscal: a derrubada da atividade econômica, bem superior à  estimada, e a ação demolidora do Congresso, votando nas medidas fiscais como se votasse na permanência de Dilma Rousseff. Mas cabe dar algum sinal à s agências que não sejam justificativas do fracasso. A ideia é instituir que, em três ou quatro anos, hipoteticamente, a relação dívida bruta caia dos atuais 62% do PIB para um intervalo de piso de 55% e teto de 58%, independentemente da obtenção da meta de superávit primário. O governo se comprometeria a extrair as receitas necessárias para a redução do débito. Esse ano, como exemplo, o governo reduziria a rolagem dos swaps cambias – o que tem um efeito de venda de dólares das reservas – abatendo da dívida bruta o valor correspondente. Digamos que o início fosse cauteloso, com a suspensão da rolagem equivalente a 4% das reservas cambiais, da ordem de US$ 370 bilhões. Seriam cerca de R$ 50 bilhões que poderiam ser abatidos da dívida bruta, na verdade o principal indicador para as agências de rating. Nos últimos dois anos, o Brasil se desfez de 3,71% das reservas cambiais. Saiu no suor, ninguém sentiu. A medida tiraria ainda o efeito de enxuga gelo que a operação do superávit primário nanico produz junto à  dívida bruta, tendo em vista os juros praticados pelo BC e o próprio impacto fiscal das operações de swap cambial. Há outros dados positivos: a balança comercial melhorou – é possível prever até um superávit comercial entre US$ 13 bilhões e US$ 15 bilhões – e o câmbio caminha para uma taxa de equilíbrio mais confortável. à‰ claro que ninguém vai fazer barbeiragem com as reservas. E para frente, que é para onde se anda, existem outras fontes de recursos que podem ser acionadas para abater a dívida bruta. Com a inflação retornando à  meta e os juros da Selic desinflando, tudo voltaria a ficar mais confortável. A Fazenda, então, perseguiria duas metas: o superávit primário e a redução da dívida bruta, interligadas, mas não necessariamente dependentes. Portanto, o RR insiste. Levy não tem somente uma bala de prata no coldre. Tem algumas. Se segurar o tranco, não vai faltar munição.

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22.07.15
ED. 5168

Eduardianas

A CPI que está saindo do pacote de vendettas de Eduardo Cunha não provocou nem soluços no BNDES. Segundo o entendimento da área jurídica, o banco está absolutamente forrado e garantido quanto à  constitucionalidade do sigilo das suas operações. *** Por falar em Eduardo Cunha, o presidente da Câmara vem sendo chamado no Congresso de Jânio Quadros versão malévolo 2.0. A comparação não se deve aos óculos horrorosos comuns a ambos, mas ao entendimento de que Cunha renunciou a uma posição confortável, que lhe permitia ditar as ordens na Câmara, em nome da obsessão em cindir o PMDB.

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22.07.15
ED. 5168

Efeito moral

 Aldemir Bendine considera fundamental que a Petrobras anuncie a venda de ao menos um bloco no pré-sal até o fim de outubro. A premissa é que a operação teria um enorme valor simbólico, interferindo positivamente nas expectativas do mercado e das agências de rating.

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22.07.15
ED. 5168

Pacote aéreo

Diante da escassez de candidatos à  concessão de seis aeroportos regionais em São Paulo, Geraldo Alckmin negocia com o governo federal a venda de todas as licenças num só embrulho.

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22.07.15
ED. 5168

Boa safra

Enquanto a Bayer corta, o grupo norte-americano Platform Specialty Products segue na direção contrária no setor agroquímico. Com a placa da controlada Arysta, fez uma oferta de compra de um dos galpões industriais da concorrente alemã em Belford Roxo (RJ).

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22.07.15
ED. 5168

Aposta na Gafisa

Na semana passada, a Polo Capital aumentou sua participação na Gafisa de 14% para 18%. Agora, negocia com fundos a compra de mais 2%. Coincidência ou não, as movimentações da Polo se dão no momento em que circulam informações no mercado sobre o interesse do fundo árabe Red Sea Housing em adquirir o controle da Gafisa, o que dispararia um rentável tag along.

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22.07.15
ED. 5168

Bilhete na mão

Na ANP, a chinesa China National Petroleum Company (CNPC) é considerada presença certa na 13º rodada de licitações de óleo e gás, prevista para outubro. A conferir.

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22.07.15
ED. 5168

Coalizão

Está todo mundo querendo tirar uma casquinha do definhamento do PT. O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, articula sua candidatura ao governo de São Paulo, encabeçando uma aliança entre o seu PSD e o PT, com as bênçãos do próprio Lula.

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22.07.15
ED. 5168

Saída Sete

As negociações para um aporte do China Development Bank (CDB) na Sete Brasil se estendem também ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS). No rastro da operação, a chinesa Cosco deverá se associar ao estaleiro controlado por Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Uma coisa está ligada à  outra: o EAS depende do soerguimento da Sete Brasil, com a qual tem contratos para a construção de sete sondas.

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