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Planos
21.07.15
ED. 5167

A quem Roberto Setubal quer enganar?

Eram idos de 2013. Restava pouca areia na parte superior daquele primitivo instrumento de métrica do tempo, quando Roberto Setubal chacoalhou a ampulheta, interferiu no curso dos fatos e alterou a contagem regressiva para a sucessão no Itaú. Ao mudar o estatuto do banco e estender seu mandato na presidência até 2017, Setubal ganhou tempo para azeitar o modelo de transição, fatiando a gestão entre uma tríade de executivos. Passados dois anos, o banqueiro está mais para um ator de teatro do que um homem corroído pela incerteza. Que a dúvida persiga os demais acionistas e a família corporativa do Itaú. Perguntam eles: “Quem será o próximo Roberto Setubal?” O dilema não se refere propriamente à  administração executiva. Os três copilotos sentados ao lado de Setubal -Marcio Schettini, nº 1 de tecnologia e operações, Marco Bonomi, responsável por varejo, seguros e cartões, e Candido Bracher, tutor das áreas de atacado e de gestão de fortunas -já estão carecas de conhecer o banco. A equação aberta não é a do Itaú do batente, mas, sim, a do Itaú institucional. Quem vai falar pelo banco? Quem terá contato com os principais stakeholders? Alguém vai se contentar com a opinião da troika ou do líder eleito, sem procurar saber o que o dono pensa? Até parece a reprise de um filme em preto e branco, no qual o operário se chamava José Carlos de Moraes Abreu, presidente contratado, e o banqueiro de quatro costados, Olavo Setubal. Essa é fácil! Ganha um VGBL do Itaú quem acertar o nome do novo Dr. Olavo na versão atualizada da história. O senso comum é que o presidente do Itaú a partir de 2017 atenderá pelo nome de Candido Bracher, Marcio Schettini ou Marco Bonomi. Os três são parte da solução, e também do problema. O que se diz no banco é que nenhum dos príncipes regentes tem o physique du rôle para assumir plenamente o papel que desde 1994 cabe ao quarto dos sete filhos do Dr. Olavo. Bonomi e Schettini são vistos como personagens de perfil essencialmente operacional -executivos na essência da palavra. O segundo, egresso do Unibanco, ainda carrega o estigma de não ser um Itaú puro-sangue. Bracher, por sua vez, também é um “cristão novo”, embora se saiba que a conversão de seu antigo banco se deu em condições distintas das do Unibanco -o BBA não foi incorporado pelo Itaú levando a pecha de “derrotado”. Além disso, também é dono, o que, na hora H, pode fazer toda a diferença. E o próprio Roberto Setubal? Nas raras vezes em que o assunto vem à  tona e se discute as limitações de seu sucessor, a visão do engenheiro prevalece, de forma pragmática. Ele diz que tudo depende da prática. Tá bom! Nas salas onde realmente se decide o destino do banco, ninguém acredita que Setubal vá pescar trutas na Serra da Bocaina. A aposta é que ele continuará mandando do alto do Conselho de Administração. Os escolhidos serão títeres, nada muito diferente do que ocorre hoje; apenas uma mudança de fachada no organograma para que tudo continue como está. E a história, então, se repetirá sob forma de farsa. Com Dr. Olavo Setubal, uma vez barão sempre declaradamente barão. Com Roberto, um despiste: “Vou ser barão pela metade”. Ora, bem se sabe que isso não existe.

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21.07.15
ED. 5167

Vila Galé

A portuguesa Vila Galé, que tem cinco hotéis no Nordeste, rabisca no papel a construção de mais um resort na região. Ora, pois, com o dólar nas alturas, vale a aposta futura no turismo doméstico.

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21.07.15
ED. 5167

Costura sem fim

A Karsten tece um novo plano de reestruturação de longo prazo, que deverá contemplar reposicionamento de marcas, extinção de linhas de negócio e até mesmo o fechamento de capital. Não é fácil colocar a tecelagem catarinense nos eixos. Nos últimos três anos, a companhia teve um prejuízo acumulado de R$ 150 milhões.

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21.07.15
ED. 5167

Pescaria

O Grupo Ultra prepara o bote sobre aproximadamente uma centena de postos da BR Distribuidora, a maioria no Nordeste. São revendedores que não veem a hora de trocar de bandeira, insatisfeitos com o aumento dos royalties imposto pela estatal.

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21.07.15
ED. 5167

Papel-moeda

A Klabin considera o momento propício para uma captação no exterior. Com o câmbio a favor e a demanda por celulose razoavelmente firme na China, a ação da empresa acumula uma alta de 40% no ano. Procurada, a Klabin não se pronunciou, alegando estar em período de silêncio.

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21.07.15
ED. 5167

BM&F Bovespa

O alto-comando da BM&F Bovespa e os maiores acionistas da empresa articulam um aumento de capital. Os recursos têm endereço certo: reforçar o caixa para a compra de participações em outras bolsas latino- americanas.

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21.07.15
ED. 5167

Aposta de risco

Nestes tempos de atraso nos pagamentos do Minha Casa, Minha Vida, Rubem Menin, dono da MRV, anda se perguntando se não exagerou na dose. Neste momento, mais de 80% dos negócios da construtora estão pendurados no programa habitacional.

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21.07.15
ED. 5167

Segunda demão

 O novo CEO da holandesa Akzo Nobel no Brasil, Heder Frigo, está descascando a gestão do antecessor, Jaap de Jong. A reforma inclui mudanças estratégicas e a troca de executivos afinados com a antiga gestão. Tudo para trazer de volta a cor do lucro ao balanço da fabricante de tintas. Consultada, a Akzo disse que “as mudanças fazem parte do cotidiano da organização”.

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21.07.15
ED. 5167

Tal lá como cá

Edir Macedo estaria negociando a compra de um canal de TV em Portugal, uma das maiores bases ultramarinas da Igreja Universal.

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21.07.15
ED. 5167

Laercio Cosentino

Laercio Cosentino, controlador da Totvs, quer ser uma espécie de “papa-tudo” de startups. Está montando um fundo para a compra de participações em empresas emergentes ligadas à  área de inovação -no cardápio, de TI a biotecnologia. Ressaltese que a aquisição de ativos é o esporte preferido de Cosentino. Em duas décadas, a Totvs comprou quase 50 empresas.

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