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Planos
20.07.15
ED. 5166

Darwin dita o futuro da siderurgia nacional

O BNDES anda meio por baixo, mas, se pudesse fazer política industrial como em outros tempos, partiria para estimular a consolidação do setor siderúrgico. Pelo que se diz na área técnica do banco, o encolhimento do mercado brasileiro de aço é estrutural: veio para ficar. Portanto, pode tirar o cavalinho da chuva quem pensa se tratar apenas de um ciclo de retração da indústria siderúrgica condizente com o quadro de demanda internacional reduzida, ou mesmo com a recessão que assola o Brasil. O problema é sério, de tirar o sono. Os analgésicos que a siderurgia quer tomar nessa hora são os mesmos de sempre: câmbio e incentivos fiscais. Mas o momento não é bom sequer para obter esses paliativos. A percepção é de que não há mais lugar para tantos protagonistas na indústria do aço. Teria chegado a hora da seleção natural: entre Gerdau, ArcelorMittal, CSN e Usiminas, uns e outros teriam de ser incorporados. A racionalidade neste setor, contudo, é mais difícil. Há um clash de culturas empresariais e um desfile de personalidades de impossível combinação. Imagine misturar no tubo de ensaio Benjamin Steinbruch, Jorge e André Gerdau e os visigodos da Techint, só para mencionar os mais idiossincráticos. Esses barões do aço terão de conviver entre si ou, então, pular fora do barco – sempre existe a possibilidade de um investidor externo olhar para o negócio à  medida que o Brasil vai ficando mais barato. Ainda que a produção brasileira de aço tenha subido um bocadinho no primeiro semestre (2%), no geral os indicadores da indústria são desalentadores. O parque siderúrgico nacional opera com uma ociosidade da ordem de 30%: no momento, há 20 usinas completamente paradas no país, número que não pode ser dissociado da retração do mercado interno. No primeiro semestre, as vendas de aço no Brasil caíram 12,9% em relação a igual período no ano passado. Não surpreende que o setor tenha se tornado um laminador de empregos: foram mais de 11 mil demissões nos últimos 12 meses. Essa conta vai aumentar. E a má notícia vem de fonte insuspeita. O próprio Instituto Aço Brasil prevê que mais 3,9 mil postos de trabalho irão para o altoforno até dezembro. As condições que levaram a siderurgia a vicejar não existem mais. O preço da energia é alto demais. O câmbio dificilmente voltará a ficar desvalorizado como no tempo da corrida do aço – na relação com o salário, então, é melhor esquecer. E mesmo as injeções de dinheiro barato do BNDES parecem coisa do passado. Estão mesmo se materializando as catastróficas projeções do legendário economista industrialista Arthur Candal. No início dos anos 90, ele dizia: “A indústria brasileira africanizou. Setores como a petroquímica e a siderurgia estão derretendo. Vamos voltar à  extração primitiva primária.” Parecem hoje sentenças bem razoáveis.

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20.07.15
ED. 5166

O Horn que manda

A rigor, os irmãos Efraim e Rafael Horn seguem dividindo a presidência da Cyrela. Na prática, porém, desceram um andar. Com a crise no setor, o patriarca Elie Horn é quem estaria dando as cartas na gestão. Formalmente, a Cyrela garante que não houve mudanças na administração.

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20.07.15
ED. 5166

Postalis

O encalacrado fundo de pensão dos Correios, o Postalis, estaria com dificuldades para honrar pagamentos a fornecedores. Consultada, a fundação informou que todos os “débitos considerados pacíficos” têm sido pagos em dia.

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20.07.15
ED. 5166

Endereço certo

Para ouvidos menos belicosos – ou muito otimistas – do Palácio do Planalto, a declaração de Michel Temer de que o PMDB terá candidato à  presidência em 2018 soou como uma palavra de apoio a Dilma Rousseff e uma mensagem nem tão cifrada ao rebelado Eduardo Cunha. à‰ como se Temer tivesse dito: o PMDB terá, sim, candidato, mas “só em 2018”.

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20.07.15
ED. 5166

Quarto reservado

A BHG, leia-se GP Investimentos, teria feito uma oferta pelo imóvel onde está instalado o Hotel Sheraton, no Rio. Procurada pelo RR, a BGH negou a operação.

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20.07.15
ED. 5166

Conta-gotas

O repasse emergencial de R$ 3,8 bilhões da Caixa Econômica para a Eletronorte resolveu apenas parte do problema. A subsidiária da Eletrobras ainda precisa de R$ 11 bilhões para garantir a execução das obras de Angra 3.

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20.07.15
ED. 5166

Aviso prévio

Dificilmente a fábrica de caminhões da Mercedes em São Bernardo conseguirá escapar de uma temporada de demissões. Nos cálculos da montadora, mesmo após o PDV aberto na semana passada, a unidade ainda terá um excedente de 1,8 mil operários. Oficialmente, a Mercedes afirma que não haverá demissões.

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 No que depender de Aldemir Bendine, um executivo de fora da Petrobras – portanto, à  sua imagem e semelhança – assume a presidência da BR Distribuidora e a missão de conduzir o processo de IPO. Indicado pelo ex-ministro Edison Lobão, o atual nº 1 da BR, José Andrade de Lima Neto, está por um fio. *** Bendine, aliás, lamenta com seus botões que Paulo Rogério Caffarelli não esteja mais no mercado. Recentemente contratado pela CSN, Caffarelli foi um dos principais colaboradores da gestão Bendine no BB.

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20.07.15
ED. 5166

O ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou a balançar com a proposta de mudança da meta após reunião com diversos economistas, entre os quais Mario Mesquita e Samuel Pessoa. Durou pouco a labirintite. Levy autopsicanalizou seu complexo de ortodoxia aguda e partiu para fortalecer o ajuste fiscal nanico decorrente da redução de despesas de aumento de impostos com a gestão de ativos e extração de novas riquezas. Se quiser, faz um superávit primário de 2% do PIB neste ano.

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