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Planos
13.07.15
ED. 5161

Fazenda peneira novas pepitas no veio do ajuste fiscal

Em sua busca para extração de riquezas, o garimpo do Ministério da Fazenda já identificou na bateia duas pepitas, pequenas é bem verdade, que, devidamente polidas, podem prestar sua colaboração para o ajuste fiscal. A pepita menos opaca, que aparece bem a  vista em meio ao cascalho das demais ideias, é a instituição do imposto sobre heranças. Não se trata de uma descoberta nova, nem de uma grande jazida. O governo nem considera expressiva a arrecadação proveniente. Mas a medida pode ter uma utilidade maior para a negociação de joias bem mais raras no Congresso Nacional. Seria especialmente um aceno para o PT, que considera o imposto uma resposta fundamental para o programa de austeridade econômica. No arrastão tributário, poderiam ser negociadas outras medidas microeconômicas capazes de ampliar a arrecadação do Estado. O salto percentual do imposto não seria tão acanhado. A proposta é que a alíquota média do tributo sobre as heranças suba dos atuais 3,86% para 8% a 10%. Um número vistoso a  primeira vista, mas conservador se comparado com outros países, tais como o Chile (13%), França (32,5%) e Inglaterra (40%). O discurso de sustentação é justo, justíssimo: o Brasil é um dos últimos do ranking das contribuições do imposto sobre herança – Suécia, Noruega e Austrália não gravam a transmissão de riquezas. Se a medida fiscal já se encontra quase reluzente, a pepita inesperada é a venda de carteiras de créditos maduros do BNDES e da Caixa Econômica Federal a  banca privada. O Banco do Brasil não poderia ser incluso no programa devido a sua condição de companhia aberta, o que exigiria a  realização de um aumento de capital. A ideia é devolver parcela dos repasses do Tesouro a essas instituições. Bancos como Bradesco, Itaú e Santander – somente para citar os privados, longe de qualquer ilação de caráter político – seriam compradores potenciais desses créditos. Trata- se de uma mina de altíssimo teor. A carteira de empréstimos e repasses do BNDES soma R$ 698 bilhões. Desse total, cerca de 41%, ou R$ 286 bilhões, se referem a operações com os 10 maiores clientes do banco. A clientela do segundo andar é bem mais pulverizada é constituída de muitas empresas líderes nos seus mercados. A Caixa Econômica, por sua vez, que sempre teve uma atuação mais voltada para a pessoa física, tem ampliado significativamente a carteira de crédito a empresas. Os empréstimos a pessoa jurídicas somam hoje cerca de R$ 125 bilhões. Com esta medida, os dois bancos públicos fariam caixa e antecipariam receita. Ambos estariam comprando ativos creditícios valiosos. O Tesouro agradeceria, sensibilizado. Um bom negócio para gregos e troianos. Não há consenso ainda sobre o timing de uso das duas pepitas. As pedras, inclusive, ainda estão sendo valoradas. A expectativa é que sejam lustradas e, em breve, venham a público.

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13.07.15
ED. 5161

CAF espera o trem de volta para a casa

Os trilhos da CAF no Brasil parecem seguir numa só direção: o caminho de volta para casa, no País Basco. Envolvido no escândalo do cartel do metrô de São Paulo, o grupo estaria arrumando as malas para deixar o Brasil. Segundo informações filtradas junto a  própria CAF, a companhia teria aberto conversações para a venda de sua fábrica de vagões em Hortolândia (SP). De acordo com as mesmas fontes, o principal interessado no negócio seria a Hitachi, que, no início do ano, comprou o controle mundial da italiana AnsaldoBreda – também com negócios no Brasil. Consultado, o grupo japonês nem confirmou, nem negou. Disse “não ter informações” sobre a operação. A CAF, por sua vez, garantiu que a fábrica não está a  venda e negou a intenção de deixar o Brasil. Está feito o registro. Há evidências de que a CAF pode estar percorrendo seus últimos quilômetros no Brasil. Desde que as denúncias sobre formação de cartel se intensificaram, espalhando- se por negócios do grupo em outras capitais, como Porto Alegre, os espanhóis teriam reduzido gradativamente seus investimentos no país. O envolvimento no escândalo do metrô paulista teve sério impacto sobre a imagem da companhia na Espanha. É cada vez maior a pressão dos acionistas para que a CAF deixe o mercado brasileiro, não obstante sua importância para os negócios da empresa.

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13.07.15
ED. 5161

Baixa tensão

A Cemig e o fundo FIP Coliseu, administrado pelo Banco Modal, têm feito uma peregrinação em busca de um sócio para a Taesa – criada a partir do spinoff da área de transmissão da estatal mineira. Até o momento, a dupla tem colecionado algumas negativas. A mais recente veio da colombiana Empresas Públicas de Medellin.

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13.07.15
ED. 5161

Check out

O Caesar Park, um dos hotéis mais tradicionais do Rio de Janeiro, está a  venda. O motivo é a baixa rentabilidade que, há tempos, se hospedou na operação. A francesa Accor pretende reinvestir os recursos na abertura de um hotel no Centro do Rio, com outra bandeira do grupo.

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13.07.15
ED. 5161

Gritos do silêncio

Apontado como lobista do PMDB, Fernando Baiano teria recusado mais uma “oferta” da Justiça para fechar um acordo de delação premiada.

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13.07.15
ED. 5161

Real Grandeza

A Fundação Real Grandeza prepara uma limpa na sua carteira imobiliária. Mesmo com a depreciação dos ativos, pretende se desfazer de terrenos, salas e participações no setor hoteleiro – informação confirmada pelo fundo de pensão. Na entidade, fala-se na arrecadação de até R$ 1 bilhão.

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13.07.15
ED. 5161

Lacuna

“Quando a CPI do Carf começa para valer?”. A pergunta tem sido feita nos corredores do Senado. Sai convocado, entra convocado e nada de a CPI convidar qualquer dirigente da Gerdau, apontada pelas investigações como uma das principais beneficiadas pelo suposto esquema de venda de decisões do Carf.

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13.07.15
ED. 5161

O fundo P2

O fundo P2, leia-se Pátria Investimentos e Promon, é candidato a  compra da OAS Soluções Ambientais. Oficialmente, o private equity nega qualquer negociação.

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