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Planos
11.06.15
ED. 5139

O quintal privativo dos donos da transparência

O homem é o lobo do homem, já dizia o romano Plauto, em frase popularizada por Hobbes. E as empresas, filosofa o RR, são os cordeiros das grandes auditoras independentes, um oligopólio com demanda obrigatória. PwC, KPMG, Deloitte e E&Y são as big four que sobraram -já foram big six. Embaixo delas sobrevivem centenas de pequenos auditores microbacteriológicos. Estes só sobem um andar se os quatro de cima deixarem ou recusarem o serviço. Puro gigantismo, que pode ser mais bem traduzido como abuso de poder econômico. As auditoras chefonas mandam também no Instituto Brasileiro de Contabilidade (Ibracon), um apêndice acadêmico do setor, que, na realidade, serve para fazer o lobby das manda-chuvas em assuntos regulatórios e ditar a norma culta em “contabilês”. Alguém lembra qual foi a posição do Ibracon por ocasião das discussões com a CVM para instituir o rodízio de clientes nas auditoras? Ganha um terno cinza, o preferido dos auditores, quem respondeu que os universitários do Instituto entregaram cérebro e alma a serviço do seu patronato. A verdade é que, colocada as devidas diferenças, as mega-auditoras são iguais a s superempreiteiras como estrutura de organização: gigantes pela própria natureza, vendedores de serviço únicos, indispensáveis. As empreiteiras tomam whisky com o dono da empresa; as auditoras, cafezinho com o terceiro escalão. Ainda recentemente, as auditoras menores e o governo desperdiçaram uma rara oportunidade de quebrar o monólito. A ideia era instituir uma coauditoria, que funcionaria como a segunda opinião funciona na medicina. Assim, o serviço dos chefões estaria condicionado a  contratação de uma empresa de porte menor para passar o seu trabalho a limpo. O trabalho ganharia uma chancela de qualidade. Seria lido e relido. Pois bem, a medida foi implementada compulsoriamente na França. Veio para cá ser objeto de estudo. Adivinhem onde foi parar? No Ibracon. Entrou para morrer. E a CVM sequer tomou conhecimento do cadáver. A francesa Mazars, uma das dez maiores auditoras europeias, mas uma empresa fora do clube das bambambãs no Brasil, também tentou defender a coauditoria. Nem chegou a balbuciar a tese, e o discurso foi engolido. Moral da história: auditor prefere que não se corrija o seu trabalho, mesmo correndo o risco de que o resultado seja um escândalo de dimensões internacionais. Os auditores são fundamentais para a democracia do país, fiadores que são da transparência, tanto quanto os empreiteiros são relevantes para a construção pesada. Mas os últimos acontecimentos revelam que há algo apodrecido no sistema de coordenação, funcionamento e comercialização dessas organizações. A questão é como extrair o quisto do sistema que é, ao mesmo tempo, parturiente e nutriente dessas empresas, sem necessariamente ferir com gravidade as lendárias dominadoras do setor. Sugestões a  redação.

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11.06.15
ED. 5139

Longe da CBF

 Na Volkswagen é indisfarçável o alívio com a decisão tomada no ano passado, quando a companhia resolveu não estender o contrato de patrocínio com a CBF. Reza a lenda que, na ocasião, durante as tratativas para a renovação do acordo, o então presidente da entidade, José Maria Marin, insistiu em trafegar perigosamente no meio-fio.

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11.06.15
ED. 5139

Creme de papaya

Se o IPO na Nasdaq, no valor de até US$ 90 milhões, é o prato principal no cardápio da Fogo de Chão, a sobremesa poderá ficar por conta da emissão de BDRs na BM&F Bovespa.

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11.06.15
ED. 5139

Tabacolândia

A norte-americana Universal Leaf estaria interessada na compra da CTAContinental, produtora de tabaco de Venâncio Aires (RS). Ressalte-se que os ianques já têm uma fábrica no estado, na cidade de Santa Cruz do Sul. Oficialmente, as duas empresas negam qualquer negociação.

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11.06.15
ED. 5139

Liquidação

Há seis meses no cargo, o presidente da Rodobens Negócios Imobiliários. Milton Hage, ainda não conseguiu colocar de pé nenhum novo empreendimento. A ordem na incorporadora é baixar os estoques de imóveis encalhados.

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11.06.15
ED. 5139

Bumerangue

A petroleira australiana Karoon pretende reduzir a participação em seus cinco blocos na Bacia de Santos. A operação está a cargo de Tim Hosking, diretor geral da empresa na América do Sul. Consultada, a Karoon informou que “tem sido procurada por empresas e avalia as melhores opções para o desenvolvimento futuro da campanha exploratória.” Para bom entendedor…

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11.06.15
ED. 5139

Em cartaz

O nome de Flavio Decat, nº 1 de Furnas, está de volta aos letreiros da Eletrobras como candidato a  presidência da estatal no lugar de José da Costa Carvalho Neto.

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11.06.15
ED. 5139

Shopping center

A BR Malls teria oferecido o shopping Casa & Gourmet, no Rio de Janeiro, a  israelense Gazit-Globe. Faz todo o sentido. A BR Malls só pensa em reduzir o número de empreendimentos. Os israelenses, por sua vez, já fecharam oito aquisições no Brasil em seis anos.

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11.06.15
ED. 5139

Wilson Sons

A gestora de recursos Aberdeen está elevando sua aposta na área de logística no Brasil. Negocia o aumento da sua participação no capital da Wilson Sons, que tem terminais marítimos na Bahia e no Rio Grande do Sul. Os escoceses devem pular de 15% para 20%.

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11.06.15
ED. 5139

Na esteira do novo plano

Na esteira do novo plano de concessões, o governo estuda lançar um programa de financiamento para a modernização da frota ferroviária nacional, um contingente composto por mais de 50 mil vagões e 1,5 mil locomotivas. O assunto está na mesa de Aloizio Mercadante, o que significa dizer que está na mesa de Dilma Rousseff. A concessão de crédito seria atrelada ao cumprimento de um índice de nacionalização na compra de equipamentos e na contratação de serviços da ordem de 60%.

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