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Planos
02.06.15
ED. 5133

Falta fair play ao ex-futuro ministro da Fazenda

O ex-ministro Mario Henrique Simonsen estava longe de ser um primor de elegância na sua apresentação pessoal. Costumava usar ternos amarrotados e nós de gravata que ora parecia o de uma forca, ora estavam tão frouxos que quase abriam. Mas, na postura e na atitude, Simonsen era de uma distinção imbatível. Quando deixou o Ministério da Fazenda por discordância com a orientação do governo, chegou ao Rio e foi logo para a praia. Detalhe: Simonsen nunca ia a  praia, que fica logo ali, em frente ao prédio onde ele morava, em Ipanema. Foi deitado na areia que deu uma entrevista coletiva para todos os veículos da imprensa. E depois não mais falou. Simonsen cunhou um aforismo que deveria ser talhado em bronze e pendurado nos gabinetes de ministérios e autarquias: ex-integrantes do governo têm de pensar no que falam, pois são formadores de expectativas. Quanto mais elevado for o prestígio do manda-chuva, maior o cuidado que precisa ter com o que diz. Comparar Simonsen com Arminio Fraga é um desatino, por tudo o que foi dito e muito mais. No entanto, as entrevistas regulares do ex-presidente do Banco Central, desancando a gestão econômica, merecem registro. Arminio é um ex-futuro ministro da Fazenda, que, durante a campanha, performava mais nos jornais do que o seu próprio ex-futuro presidente. Os seus méritos acadêmicos são reconhecidos. Foi administrador de recursos na Casa George Soros. Não chegou a ser um festejado ganhador de dinheiro naquelas plagas. Veio para o BC agradar ao mercado. Como autoridade monetária, vestiu a fantasia de criador do regime de metas de inflação, quando, na verdade, foi o então diretor do BC Sergio Werlang quem colocou a mão na massa. Voltou ao mercado e criou sua própria administradora de recursos. Choveram fortunas inabituais em circunstâncias do gênero. Contudo, a alta rentabilidade, que era o promessa do Gávea Investimentos, acabou virando case de marketing: a melhor não entrega do mercado. Em síntese: Arminio ainda considera ser aquilo que nunca foi. O próspero financista, em suas regulares entrevistas, decreta em tom de epitáfio a morte agonizante da economia brasileira. Sova Joaquim Levy com seus punhos de pilão. Segundo a Cassandra tucana, o superávit de 1,2% não dá nem para a saída – teria de ser de 3% no mínimo -, a dívida bruta vai a 100% daqui a quatro ou cinco anos, não voltaremos a crescer a 4% tão cedo, com a atual política a inflação não recua para a meta de 4,5% de jeito nenhum. Não há fato novo: Arminio entoa essa cantilena a toda hora. No seu caso, convém lembrar que foi um reputado presidente do BC, o que lhe cobra certas responsabilidades. Formar expectativas sendo maquinista de um trem financeiro exige pruridos ainda maiores. Sem censura, mas com atenção ao seu papel histórico. N.R. Pela média histórica, a próxima entrevista de Arminio Fraga deve ocorrer entre 20 ou 30 dias.

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02.06.15
ED. 5133

SwissLeaks

Corre no mercado a informação de que o Safra negocia a aquisição de mais um banco na Suíça. A conferir.

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02.06.15
ED. 5133

Queiroz Galvão

A Queiroz Galvão está revendo sua participação na construção da hidrelétrica de Tumarín, na Nicarágua, orçada em pouco mais de US$ 1 bilhão. Em tempos de Lava Jato, uma boa dose de prudência não faz mal a ninguém. O controverso projeto da Eletrobras tem sido duramente questionado pelos minoritários da empresa. Ainda assim, a estatal segue no empreendimento.

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02.06.15
ED. 5133

Mais Abilio

Abilio Diniz, dono de 10% do Carrefour Brasil, já comunicou aos franceses que vai exercer a opção de compra de mais 2% da companhia, que vence no fim de junho. Será que alguém esperava o contrário?

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02.06.15
ED. 5133

Nas estrelas

As relações bilaterais entre o Brasil e a China foram para o espaço. No melhor dos sentidos. A Agência Espacial Brasileira negocia com a China Aerospace Science and Technology Corporation um acordo para o lançamento conjunto de foguetes na base de Alcântara (MA).

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02.06.15
ED. 5133

Rumo à  bolsa

Uma das maiores cooperativas agrícolas do país, com faturamento superior a R$ 1,5 bilhão, a paranaense Copagril estuda criar uma sociedade anônima com capital negociado em bolsa. A intenção é ofertar até 49% do capital.

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02.06.15
ED. 5133

Isonomia

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, tem pensado com seus botões: ora, se o governo aceitou reduzir a participação obrigatória da Infraero nas concessões de aeroportos, por que não fazer o mesmo com a Petrobras no pré-sal?

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02.06.15
ED. 5133

Sherlock

Desde que Aldemir Bendine chegou a  Petrobras, o diretor de governança, risco e conformidade, João Elek, vem conquistando cada vez mais poder. Não custa lembrar que há cerca de 150 funcionários da empresa sendo escaneados de cima a baixo nas investigações conduzidas pelos escritórios Gibson, Dunn & Cruchter e Trench, Rossi Watanabe.

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02.06.15
ED. 5133

Biodiesel

A Caramuru Alimentos, que já tem uma unidade de biodiesel em Goiás, tem se animado a construir uma nova fábrica, agora que a mistura ao diesel passou de 5% para 7%.

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02.06.15
ED. 5133

O esfarelamento do lucro dos Correios

O esfarelamento do lucro dos Correios e a revelação das pedaladas contábeis feitas com o intuito de manter a última linha do balanço no azul estão minando as chances de permanência de Wagner Pinheiro na presidência da estatal. Pinheiro perdeu praticamente toda a sua base de sustentação dentro do próprio PT – até mesmo seu padrinho político, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, já lavou as mãos. A situação deve piorar ainda mais diante da forte tendência de prejuízo no balanço do primeiro trimestre. Tem problema, não… A ex-ministra Ideli Salvatti já está a  beira do gramado, pronta para entrar no lugar de Pinheiro. Isso, claro, se o papa-cargos PMDB deixar.

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