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Planos
20.05.15
ED. 5124

Réquiem para o herói da Avenida Chile

 “A verdade é um estranho que não nos olha nos olhos. É mais difícil de entender, mais complicada de se aceitar. Mais difícil de acreditar, e mais ainda de se dizer.” A tirada filosófica é da pouco divulgada Jéssica F., “pensadora” do segundo time para muitos. Pois saiba que os dizeres rasos bem poderiam dar a medida do calvário do BNDES. Sim, é difícil de dizer e mais complicado de se aceitar. O banco sofre, solitário, o maior atentado a  sua integridade desde o nascedouro. E os empresários, a quem cabe o seu usufruto, são os estranhos que não lhe olham nos olhos. A burguesia – aquela que o bardo Cazuza dizia “feder” -, inebriada pela tentação de afogar o capitalismo de Estado, quer apagar da memória coletiva o banco do fomento, do desenvolvimento da indústria de base, da inserção competitiva internacional, do “S” do social, da privatização, da criação da empresa brasileira de porte global e do financiamento a s concessões de obras públicas. Restaria a lembrança ingrata do BNDES representante do populismo da era Vargas, da megalomania do regime militar, da corrupção da venda das estatais, da transferência de renda para a iniciativa privada e, agora, do repasse das pedaladas do Tesouro. Sim, a burguesia nacional prefere se despir das vantagens concorrenciais em troca da morte da sua ama de leite. Há diversas formas de matar uma agência de renome internacional: asfixia financeira; legiferação predatória; e o insuperável estupro moral. O BNDES sofre das três. Terá seu orçamento drasticamente cortado, afinal serviu de agente da União para injetar dinheiro na veia da economia fragilizada; purgará os financiamentos a grandes empresas – um contraditório, pois a estigmatizada JBS, o mais emblemático “cavalo vencedor”, apresentou um espetacular resultado de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre; se transformará em uma agência recalcada de suporte do mercado de capitais e, finalmente, será o único banco do país a abrir compulsoriamente suas vísceras para Deus e o diabo. No que depender dos liberais de má cepa, o BNDES, ao contrário do BB, da CEF, do Basa e do BNB, estará em breve publicando detalhes dos contratos de financiamentos. É difícil de acreditar e complicado de aceitar. A prioridade a  capacidade de competição da empresa nacional, assim como a constitucionalidade do sigilo bancário, vão escorrer como água suja. Qualquer empresa que tomar recursos no BNDES terá que informar detalhes sobre o seu projeto. A concorrência que se locuplete. Se vivos estivessem, Ignácio Rangel, Roberto Campos, José Luiz Bulhões Pedreira, Marcos Vianna, Arthur Candal, Rômulo Almeida e outros tantos maestros da supliciante agência diriam perplexos: é mais difícil de entender, mais complicada de aceitar. “A verdade é um estranho que não nos olha nos olhos”.

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20.05.15
ED. 5124

Fundo norueguês

 Entre a Lava Jato e um mercado imobiliário em crise, o fundo soberano da Noruega nem pensa duas vezes. Nos últimos dias, o Government Pension Fund Global se desfez de um expressivo lote de ações da Alpargatas, leia-se Camargo Corrêa. Em contrapartida, tem disparado sucessivas ordens de compra de papéis da Gafisa.

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20.05.15
ED. 5124

Fora dos trilhos

O governo paulista já não sabe o que fazer para manter de pé o projeto de construção de uma fábrica de monotrilhos da malaia Scomi no estado. Haja incentivo fiscal!

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20.05.15
ED. 5124

Alcateia

O ministro Eduardo Braga espera que as recentes denúncias feitas pelo empresário Ricardo Pessoa apaguem o facho de Edison Lobão. Seu antecessor parece não ter deixado o cargo, tantas são suas tentativas de interferência na área de Minas e Energia. Até porque ainda há muitos “lobinhos” no Ministério.

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20.05.15
ED. 5124

Petrodólares

O grupo saudita Kingdom Holding tem interesse na compra de concessões de rodovias e portos no Brasil. Entre uma miríade de outros negócios, os árabes têm participação na EuroDisney e no mítico hotel George V, de Paris.

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20.05.15
ED. 5124

Namoro na TV

James Murdoch, filho de Rupert Murdoch, está de viagem marcada para o Brasil. Segundo o RR apurou, sua agenda prevê uma reunião com Silvio Santos – oficialmente, o SBT nega o encontro. As conversas envolveriam a criação de um canal a cabo. No entanto, a simples aproximação entre Murdoch e Silvio Santos tem causado um frenesi nos bastidores do SBT. Será que o controle remoto do empresário australiano não está apontado para a própria emissora?

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20.05.15
ED. 5124

Plantão médico

O fundo norte-americano KKR está em busca de ativos na área hospitalar.

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20.05.15
ED. 5124

Leilão de energia

A Aneel planeja um leilão de hidrelétricas para o segundo semestre. A intenção é licitar usinas de até 400 MW. Trata-se da única opção sobre a mesa para compensar o atraso nos estudos de viabilidade dos grandes projetos da Amazônia.

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20.05.15
ED. 5124

Voo com escala

A compra da participação da Engevix na Inframérica, concessionária do Aeroporto de Brasília, é apenas um rito de passagem. A Corporación América abriu tratativas com fundos para revender parte do que adquiriu. Consultada, a empresa afirma que sua prioridade agora é fazer o pagamento a  Engevix.

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20.05.15
ED. 5124

Derrotada pela Lactalis

Derrotada pela Lactalis na disputa pelos ativos da LBR, a Unaquita não desistiu de se instalar no Brasil. A empresa estaria mantendo conversações com a goiana Centroleite, que desconversa e nega tudo. Munição financeira é o que não falta aos venezuelanos. A companhia é controlada pelos grupos Cisneros e Fernandez, dois dos maiores conglomerados empresariais da Venezuela. A Centroleite, por sua vez, é a principal captadora de leite da Região Centro-Oeste. No início da década, a companhia quase se associou a  Itambé na criação de uma grande empresa de laticínios de capital nacional.

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