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Planos
23.04.15
ED. 5106

Rosoboronexport chega ao Brasil em um veículo blindado

Há uma “corrida armamentista” em direção ao Brasil. Alguns dos principais parceiros comerciais do país, notadamente nações emergentes, vêm travando uma intensa disputa nos espelhados salões da diplomacia, tendo ao fundo, como trilha sonora, os mais diversos interesses econômicos e geopolíticos. O que está em jogo é a primazia no fechamento de contratos na área de defesa. É o caso dos chineses, que tentam emplacar a venda de aeronaves de treinamento e ataque, como o K-8, comercializado pela Catic. No entanto, ao que tudo indica, a bola da vez no momento são os russos, mais precisamente a Rosoboronexport, que traz consigo a promessa de farta munição financeira. Escoltada por bancos de fomento conterrâneos, a companhia fez chegar a  Casa Civil e ao Ministério da Defesa o projeto de instalar uma fábrica de veículos blindados no Brasil. As negociações orbitam em torno dos acordos bilaterais assinados nos últimos meses entre os governos dos dois países. Vai carne, vem tecnologia para a produção de gás natural; vai soja, vêm blindados, helicópteros e outras parafernálias bélicas. Segundo fonte do governo, o investimento gira em torno dos US$ 200 milhões – São Paulo e Minas Gerais são os estados mais cotados para receber o empreendimento. A planta industrial teria capacidade para produzir 350 veículos por ano. Em um segundo momento, seria possível montar também caminhões de apoio a tropas terrestres, como o Kamaz e o Ural. A contrapartida para o investimento da Rosoboronexport seria um contrato de venda de blindados GAZ Tiger para o Exército. Além de fincar sua bandeira em território brasileiro e abastecer o mercado interno, a companhia vislumbra no projeto a possibilidade de montar uma cabeça de ponte para outras regiões, notadamente a América Latina e a africa. As negociações passam também por São José dos Campos. Com as bênçãos dos governos Dilma Rousseff e Vladimir Putin, a Rosoboronexport poderá selar um acordo estratégico com a Embraer Defesa & Segurança para o desenvolvimento de tecnologias voltadas a aviões de combate e aeronaves de carga.

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23.04.15
ED. 5106

Esteves, BNDES e as tetas da traição

 O banqueiro André Esteves está sendo chamado de assador de porcos entre os técnicos do BNDES – uma alusão a uma fábula de origem espanhola que ficou célebre após ser citada na publicação argentina “Juicio a la escuela”, de 1976. Os funcionários do banco nunca simpatizaram com o estilo predador do dono do BTG. Mas agora ele teria passado dos limites. Esteves detonou a agência de fomento, chamando a instituição de “um monstrengo que beira o disfuncional”. Disse que o “uso dos recursos deve ser represado” e que estaria “menos preocupado com a qualidade técnica e até com casos de corrupção do que com o tamanho do BNDES”. No banco, o mínimo que se diz é que o banqueiro é um bufão – não confundir com porcão. A dinheirama que ele queria tirar para si não vale para os outros. Quem não se lembra da tentativa de Esteves de juntar o Pão de Açúcar com o Carrefour com o dinheiro – de quem? – do BNDES. E da rocambolesca operação de fusão da EBX com a Vale, igualmente envolvendo o capital do banco.  Esteves é o personagem certo para a fábula do porco assado. Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os donos dos animais, acostumados a comê-los crus, experimentaram e acharam a carne assada deliciosa. A partir daí, toda a vez que queriam comer porco assado incendiavam um bosque. O BTG, como se sabe, bem que tentou assar alguns projetos emporcalhados no BNDES, mas o banco, que obedece a critérios técnicos, não deixou Esteves queimar o bosque. Até surgir a oportunidade de torrar um novo suíno, o banqueiro vai mandar a ripa no lombo do BNDES.

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23.04.15
ED. 5106

Lava Jato

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco teria colocado a  venda sua mansão na Joatinga, na Zona Sul do Rio. O imóvel é avaliado em R$ 6 milhões, uma ninharia perto dos quase US$ 100 milhões que o executivo declaradamente embolsou em propinas. O RR entrou em contato com os advogados de Barusco, mas não obteve retorno.

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Michel Temer já deu seu voto a favor de Delcídio do Amaral, mas Renan Calheiros ainda manobra para que Romero Jucá seja o líder do governo no Senado.

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23.04.15
ED. 5106

Fim de linha

A memória de Abraham Kasinsky, representante de uma estirpe de industriais em extinção no Brasil, não merecia tamanha ignomínia. Atuais acionistas da fabricante de motocicletas Kasinski, a chinesa Zongshen e o empresário Claudio Rosa estão ultimando os preparativos para o fechamento da companhia.

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23.04.15
ED. 5106

Escanteio

A Amsterdam Arena tem interesse em assumir a gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador, no lugar da OAS. Os holandeses, no entanto, impõem cláusulas draconianas que responsabilizam a empreiteira baiana até mesmo por eventuais pendências financeiras que surjam a futuro.

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23.04.15
ED. 5106

Porta de saída

O empresário argentino Gustavo Grobocopatel teria colocado a  venda a operação da Los Grobo no país. A empresa detém um moinho de trigo em Jundiaí (SP). Consultado pelo RR, Grobocopatel negou a operação.

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23.04.15
ED. 5106

Em política, nunca se diz nunca

Em política, nunca se diz nunca. Mas, no momento, a ruptura nas relações entre o ex-senador e hoje vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, e o deputado Jair Bolsonaro parece ser irreversível. Dornelles tomou como uma ofensa pessoal a decisão de Bolsonaro de deixar o estigmatizado PP. O vice de Pezão havia se empenhado como poucos para dissuadir o parlamentar da ideia, mas ficou de mãos abanando.

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