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Planos
23.03.15
ED. 5085

A morte e a morte do capitalismo de Estado

O quartel-general do Insper, instituição de ensino da ciência econômica, administração e direito, nessa ordem de importância, fica localizado na Rua Quatá, Vila Olímpia, endereço nobre de São Paulo. Nas proximidades, no Ibirapuera, respirase o pouco ar puro que sobrou na cidade. O bucolismo do parque, contudo, não encontra qualquer associação com a usina efervescente de ideias que funciona nos porões do Insper. Naquela casa, o vice-presidente da instituição, Marcos Lisboa, é o maestro de uma sinfonia wagneriana sobre economia aplicada, cuja inspiração é o assassinato do capitalismo de Estado.”Marquinhos”, conforme é chamado na academia e no mercado, já jogou em vários times -pertenceu, por exemplo, aos quadros da FGV e foi secretário de política econômica na gestão de Antônio Palocci na Fazenda. Mas parece ter se encontrado no Insper, sobre os auspícios do ex-banqueiro Claudio Haddad, o menos parlapatão dos economistas conservadores do país. O discreto Haddad foi o quarto mosqueteiro do trio de ouro do Garantia -Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Não aparecia na foto e ganhava muito menos, o que, ainda assim, significava muito. Decidiu tirar o Ibmec do economista Paulo Guedes e depois extraiu o Insper das entranhas do Ibmec, deixando uma marca de ódio entre ambos os acionistas. É ele o grande patrono da nova agenda macro e microeconômica que vem sendo forjada por um batalhão de economistas. “Marquinhos”, seu regente eleito, constituiu uma joint venture informal com a faculdade de economia da PUC-RJ, celeiro do Plano Real, onde hoje se encontram os economistas reflexos do Insper. A agenda, assumidamente liberal, pretende desmontar a estrutura que deu ao PIB brasileiro 60 anos seguidos de crescimento médio em 7%. Será entregue ao futuro mandatário, em 2018 -ou antes, se for o caso. Os economistas do Insper sabem que trabalham sobre um cenário de terra arrasada. Não se trata de caracterizar o ajuste fiscal como uma política liberaloide. Até o professor Celso Furtado, que está sentado a  esquerda do deus exdesenvolvimentista, praticou um bruto arrocho com seu Plano Trienal, em idos hiperinflacionários. Mas o estrago que a presidente Dilma Rousseff provocou, com seu esquizofrênico ativismo estatal, não tem paralelo. O sistema de propulsão da economia brasileira sempre foi constituído de uma gigantesca companhia, a Petrobras -com funções de agência de interiorização e desenvolvimento -, um banco de fomento, o BNDES, dois grandes bancos varejistas, com impacto social e poder de mediação no mercado de crédito, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e o Complexo Eletrobras. Construí- lo demorou mais de seis décadas. Destruí-lo, custou só um quinquênio. A dizimação foi tamanha que eliminou os anticorpos contra a conquista pelos grupos de interesse. E os decantados investimentos sociais também serão reduzidos a título de melhoria da qualidade das políticas. O Insper vai fazer a sua agenda; outros farão também, homólogas. É o início apoteótico do ciclo conservador no Brasil, meio que na contramão do mundo. Tá tudo dominado!

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23.03.15
ED. 5085

Made in Brazil

As chinesas Asian Trade Link e Anshan têm trafegado pelos gabinetes do Ministério dos Transportes. Acenam com a construção conjunta de uma fábrica de equipamentos ferroviários no Brasil. No passado recente, as duas empresas foram desclassificadas de uma licitação para o fornecimento de trilhos a  Valec por não conseguirem apresentar garantias de produção nacional.

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23.03.15
ED. 5085

Arame farpado

O santo da ministra da Agricultura, Katia Abreu, não anda batendo com o do presidente da Embrapa, Maurício Antonio Lopes. Se depender da torcida canarinho, Lopes ganha essa partida de goleada.

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23.03.15
ED. 5085

Porto dividido

O ministro dos Portos, Edinho Araújo (sim, esse é o nome do ministro dos Portos), recebeu a missão de negociar diretamente com o governador do Paraná, Beto Richa, a privatização do Porto de Paranaguá. A tarefa é complexa. O terminal pertence a  União, mas há anos é administrado pelo estado. O próprio Richa já se manifestou reiteradas vezes ser contra a sua privatização

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23.03.15
ED. 5085

Princeton

O fundo de investimentos da Universidade de Princeton está sobrevoando o Brasil, em busca de ativos na área de educação. Agora, com o dólar nas alturas, está tudo baratinho.

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23.03.15
ED. 5085

Prumo certo?

A EIG Global também poderia atender pelo nome de Anglo American. É mais uma que se deu mal com a letra X. Ela estaria prestes a realizar um novo aporte na Prumo, ex- LLX. Formalmente, a EIG nega a capitalização. Não custa lembrar que a Prumo tem um passivo de curto prazo de R$ 2,5 bilhões. A EIG garante estar em negociação com Bradesco, Santander e BNDES para alongar o perfil dessa dívida.

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23.03.15
ED. 5085

Fundo árabe

O fundo saudita Red Sea Housing, que acaba de se associar a  Direcional Engenharia, pretende usar a empresa para entrar em concessões rodoviárias.

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23.03.15
ED. 5085

Nova missão

A Saudi Aramco procura um executivo para comandar suas operações no Brasil. Os árabes querem um nome local, com bom trânsito junto a  Petrobras e a  ANP. Só falta ter entrada no Planalto.

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23.03.15
ED. 5085

Telebras acéfala

Dedicado 101% a  articulação política, Ricardo Berzoini tem deixado o chapéu de ministro das Comunicações largado num canto da mesa. Entre as tantas pendências da Pasta, uma das principais é a nomeação do novo presidente da Telebras. Berzoini já “demitiu” publicamente o atual nº 1, Francisco Ziober Filho. Mas, até agora, nada de sucessor.

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23.03.15
ED. 5085

O câmbio está castigando a chilena

O câmbio está castigando a chilena CMPC, responsável por um dos maiores investimentos em curso na indústria brasileira de celulose. O custo de construção da nova linha de produção de Guaíba (RS) já saltou de R$ 4,8 bilhões para quase R$ 6 bilhões.

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