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Planos
11.03.15
ED. 5077

Gasoduto paulista pega desvio para longe do “petrolão”

O vácuo deixado pela Petrobras em alguns negócios de médio porte começa a ser preenchido. Ao menos é o caso do projeto de construção de um gasoduto entre a Bacia de Santos e Cubatão, orçado em aproximadamente R$ 2 bilhões. Shell, Total e Galp são fortes candidatas a ocupar o lugar da estatal. A tríade está em negociações com o governo de São Paulo para desembarcar no empreendimento, assumindo a instalação e a operação do pipeline. O projeto, conduzido pela Secretaria de Energia do estado, foi originalmente concebido para ser pendurado na Petrobras, a principal fornecedora de gás para as três distribuidoras que operam em terras paulistas – Comgás, Gás Natural Sul e Gas Brasiliano, da qual, inclusive, a estatal é uma das sócias. No entanto, havia um “petrolão” no traçado do gasoduto – como, aliás, de tantos outros investimentos da companhia sob risco de serem carregados pela Lava Jato. Na reta final da gestão Graça Foster, a Petrobras formalizou sua saída do negócio, alegando não se tratar de um empreendimento estratégico. O que está em jogo é a instalação de uma estrutura com capacidade para o transporte de 16 milhões de metros cúbicos diários de gás, praticamente metade do Bolívia-Brasil. Caso Total, Shell e Galp assumam o investimento, este será um dos poucos entre os tantos projetos de gasodutos tracejados nos últimos anos que efetivamente sairão da prancheta. De igual porte, até o momento, só deve vingar o pipeline de 450 quilômetros no Triângulo Mineiro, que será usado para abastecer a fábrica de amônia da própria Petrobras em Uberaba. Os três grupos europeus entrarão no negócio com uma dupla identidade: atuarão tanto com o chapéu de operadores do duto quanto o de fornecedores de matéria-prima – todos têm participação em blocos de gás na Bacia de Santos. O projeto passa obrigatoriamente pelo Palácio Bandeirantes. Além de responsável pela cessão da chamada faixa de servidão por onde passará o gasoduto, o governo paulista poderá ter uma participação no equity do negócio. Muito provavelmente seu ingresso na operação se dará por meio da Empresa Metropolitana de aguas e Energia (EMAE), que, inclusive, já dispõe de uma área de servidão próxima ao traçado idealizado para o gasoduto, por onde passam tubulações de água.

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11.03.15
ED. 5077

Soros troca etanol por energia elétrica

 A Adecoagro, companhia de investimentos agrícolas controlada por George Soros, cansou de moer cana-de-açúcar e transformar seu caixa em bagaço. Com perdas em torno de US$ 100 milhões nos últimos três anos, os norte- americanos ensaiam uma drástica guinada em sua operação no Brasil. Aos poucos, a companhia vai se afastando do setor sucroalcooleiro e se aproximando cada vez mais da área de energia elétrica. Desde o ano passado, a Adecoagro procura um comprador para as suas três usinas de álcool e açúcar no país, duas no Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais. Em contrapartida, planeja a construção de mais duas unidades de cogeração de energia no país – um contrato de longo prazo com o novo controlador das destilarias asseguraria o fornecimento do bagaço de cana utilizado como matéria- prima. As próprias circunstâncias empurram a Adecoagro para uma reestruturação de seus negócios no Brasil. Ocorre com a companhia fenômeno semelhante ao registrado em outros setores da indústria – o caso mais emblemático é o segmento de alumínio. Hoje, a empresa ganha muito mais dinheiro com a venda de energia do que em seu próprio core business. No ano passado, a Adecoagro comercializou o insumo ao preço médio de R$ 680 o megawatt/ hora, uma alta de quase 170% em relação ao valor médio praticado em 2013. Enquanto a receita com etanol cresceu parcos 4%, o faturamento com a comercialização de energia avançou 90%.

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11.03.15
ED. 5077

Paquetá

Está aberta a contagem regressiva para a sucessão na gaúcha Paquetá, uma das maiores fabricantes de calçados do país – além de uma operação no varejo, com mais de 30 lojas. O fundador, Adalberto Leist, deverá se afastar da gestão até o próximo ano. Por ora, há duas possibilidades sobre a mesa de Leist: a ascensão de sua filha Carina ou a contratação de um executivo de fora do grupo.

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11.03.15
ED. 5077

Queda da Bastilha

O que se diz no mercado é que o BNP Paribas também prepara-se para encerrar suas operações de varejo no Brasil. Coincidência, ou não, seguiria os passos do compatriota Société Générale.

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11.03.15
ED. 5077

A rádio-corredor do Congresso

A rádio-corredor do Congresso informa que Eduardo Cunha estaria presenteando os filhos com a transferência de alguns imóveis no Rio. É um pai zeloso.

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11.03.15
ED. 5077

Xepa imobiliária

Sinal dos tempos: a direção da Gafisa planeja uma temporada de descontos de até 50% para reduzir os estoques de imóveis, notadamente no Rio e em São Paulo. Há empreendimentos em que a construtora já vai se dar por satisfeita se pagar o custo da obra. Procurada, a Gafisa não se pronunciou sobre a redução dos preços.

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11.03.15
ED. 5077

Logística

A Gavilon, produtora de grãos controlada pela japonesa Marubeni, deverá anunciar em breve a instalação de um terminal portuário na Região Norte para o escoamento de soja do Centro-Oeste. O investimento gira em torno dos US$ 100 milhões.

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11.03.15
ED. 5077

Á€° de dar inveja

É de dar inveja a harmonia societária na Amsted Maxion, fabricante de equipamentos ferroviários. Os norte-americanos da Amsted fecharam o cofre e jogaram a chave fora; a metade brasileira da joint venture, a família Iochpe, também. Os executivos da empresa preferiam quando os sócios se desentendiam e os investimentos não paravam de jorrar.

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