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Planos

 Para início de conversa, Aldemir Bendine não veio para ficar. O ex-presidente do BB assume o comando da Petrobras em caráter provisório. Dilma Rousseff estava dividida entre ele e Luciano Coutinho para ocupar temporariamente a direção da estatal. No fim, escolheu o primeiro, dado o entendimento de que Coutinho deverá ficar mais um tempo a  frente do BNDES – por sinal, em um segundo movimento, o mais provável é que o próprio Bendine seja deslocado para a presidência do banco. O substituto de Maria das Graças Foster entra em campo ciente de que não é o titular e que Dilma continuará procurando o nome certo. A princípio, o tempo de Bendine será apenas o tempo necessário para varrer as gambiarras contábeis e limpar o balanço da empresa. Sua missão é desacreditar o que já está desacreditado e reverter a lambança feita por Graça Foster ao divulgar, a  revelia do próprio governo, um arremedo de demonstrações financeiras. Caberá a Bendine apresentar um novo balanço, com critérios contábeis mais claros e dados que expressem a real situação financeira da Petrobras. Segundo informações filtradas pelo RR junto ao epicentro das decisões, o mais grave dos erros contidos no arrazoado de números apresentado por Graça Foster foi o índice adotado para a revisão do valor contábil dos ativos da estatal. Os escritórios a serviço da Petrobras identificaram 52 ativos que podem ter sido contaminados pelos malfeitos na companhia. Segundo os números divulgados, 21 desses projetos estavam subavaliados e, uma vez redimensionados, devem gerar um lucro de R$ 27 bilhões. Em contrapartida, outros 31 ativos teriam sido superapreciados, gerando um prejuízo de R$ 88 bilhões. Deste encontro de contas, a companhia chegou a  baixa potencial de R$ 61 bilhões. O mercado, no entanto, não consegue entender por que a estatal adotou o conceito de Capital Asset Pricing Model, que não leva em consideração eventuais sinergias entre os diferentes projetos e é mais comumente aplicado em processos de venda de ativos – o que, até prova em contrário, não é o caso. O RR ouviu três consultores integrantes do conselho fiscal de grandes estatais. O trio foi unânime em afirmar que a Petrobras deveria ter adotado o conceito do Custo Médio Ponderado de Capital (WAAC, na sigla em inglês). Neste caso, a taxa de desconto sobre o fluxo de caixa seria de 6,5% e não de 12%, como ocorreu. A pedido do RR, os três refizeram as contas e chegaram a  mesma conclusão: se a Petrobras tivesse usado o WAAC, o alardeado prejuízo de R$ 61 bilhões se transformaria em um lucro de R$ 46 bilhões. O índice de 12% aplicado pela Petrobras chama mais atenção se comparado aos padrões contábeis da própria estatal. A companhia costuma usar uma taxa média de 6,5% para calcular o nível de depreciação de suas instalações. O número é bem superior também ao custo médio da dívida da empresa em moeda estrangeira, 4,9% ao ano. Não é por acaso, portanto, que os indicadores divulgados por Graça tenham causado tanto assombro no governo. O próprio ministro Joaquim Levy não conseguiu esconder a perplexidade ao ser comunicado dos números. Segundo uma fonte da Fazenda, Levy teria dito a um de seus assessores: “Só se a Graça aplicou uma taxa de desconto com um ‘custo-propina’ que está apenas na cabeça dela”. Bendine terá a missão de decantar a contabilidade da estatal e mostrar ao mercado a Petrobras como ela é. Se cumprir tal missão, quem sabe o “interino” não se transforma em “permanente”?

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09.02.15
ED. 5058

Custo-calote

O Credit Suisse está entrando na Justiça contra a OAS em razão do calote dado pela construtora no pagamento de R$ 101 milhões em debêntures. O banco é cotista de um fundo detentor dos papéis. Ao RR, a OAS garantiu que ainda não foi “oficialmente intimada”. Mas, pelo jeito, já dá a ação do Credit Suisse como fato consumado, ao dizer que “a decisão foi tomada com base em informações incompletas”.

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09.02.15
ED. 5058

Bacia chinesa

Os chineses avançam no pré-sal. A Repsol Sinopec – muito mais Sinopec do que Repsol – tem interesse em aumentar sua participação no bloco BM-C-33. A operação se daria por meio da compra de parte das ações em poder da Statoil. Hoje, cada um tem 35% do capital. Os 30% restantes pertencem a  Petrobras.

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09.02.15
ED. 5058

Milhagem

Nos últimos dias, fundos ligados ao Morgan Stanley teria encarteirado um considerável volume de ações da Smiles. Não demora muito e o banco bate nos 5%.

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09.02.15
ED. 5058

Abril Educação

Mesmo com o desincentivo governamental ao setor, a Abril Educação deverá matricular mais um nome na sua lista de aquisições. Trata-se do Energia, uma das principais redes de ensino de Santa Catarina. Oficialmente, o grupo catarinense nega a venda do controle. *** By the way: o que se diz nas salas de aula da Abril Educação é que a nova temporada de aquisições do grupo será antecedida por um aumento da participação da Tarpon. Significa dizer que os Civita, donos de 20,7% do capital, deverão reduzir ainda mais a sua fatia no negócio.

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09.02.15
ED. 5058

Reprise

O fantasma das demissões paira novamente sobre a fábrica da John Deere em Horizontina (RS). Em outubro do ano passado, os norte-americanos dispensaram cerca de 170 funcionários. O problema é que, de lá para cá, as vendas de tratores caíram ainda mais. Consultada, a John Deere disse “não confirmar as novas demissões”.

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09.02.15
ED. 5058

Zigue-zague

A GP voltou atrás: até segunda ordem, desistiu da venda da BRZ Investimentos, gestora criada a partir de sua costela.

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