Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
02.02.15
ED. 5053

Herdeiros da CR Almeida não falam a mesma língua

A CR Almeida está parecendo uma versão paranaense da OAS, que vive um inferno astral e vê sua imagem ser desmanchada pelo escândalo do “Petrolão”. Ela tem sofrido as dores de ser incluída entre os suspeitos de envolvimento em irregularidades na construção da linha 5 do Metrô de São Paulo. Além disso, padece com as brigas de poder entre os filhos do fundador do grupo, Cecílio do Rego Almeida, perda de parceiro e fracasso em licitações de rodovias e aeroportos. A derrota do filho caçula de Cecílio, Marcelo Almeida, na disputa recente por uma vaga ao Senado pelo Paraná apenas agravou os problemas. Marcelo esteve bastante afastado dos assuntos do grupo por quase um ano em função da disputa eleitoral. Encerrada a campanha, voltou com carga total. Se por um lado, o seu entusiasmo é motivador; por outro, desagrega. Ele tem medido forças na companhia com o irmão César e com o cunhado Marco Antônio Cassou, conselheiros da CR Almeida. Os argumentos e planos do filho caçula de Cecílio para retomar o comando cabem em uma plataforma eleitoral. Ele defende que a construtora precisa de uma nova estratégia e de um choque de gestão para sair do ostracismo e ocupar novamente espaço no cenário nacional. O primeiro passo seria encontrar um parceiro que ocupe o vazio deixado pela Impregilo, ex-sócia na EcoRodovias, e pela Invepar, que fez parte do consórcio derrotado na licitação do Galeão. Marcelo sonha em atrair um grupo internacional para marchar junto. Abriu, por conta própria, negociações com a espanhola ACS, um dos maiores grupos de construção no mundo, interessado em surfar na onda do enfraquecimento de grandes construtoras nacionais por causa do “Petrolão”. O difícil será Marcelo avançar nas negociações sem antes acertar os ponteiros com César, que leva alguns corpos de vantagem porque conta com o apoio dos outros três irmãos. Além disso, enquanto Marcelo buscava votos para a sua candidatura ao Senado, César, junto com Cassou, se movimentou a  vontade no comando do grupo, deixando o campo minado para a volta do caçula. A disputa fratricida permanece, e qualquer resultado aparenta ser menos favorável aos interesses da companhia, pois, com toda a certeza, dividirá ainda mais o clã dos Almeida. Consultada, a CR Almeida afirmou não ter “disputas de poder”, mas apenas “diferenças de visão estratégica”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.15
ED. 5053

O enigma do onipotente dr. Coimbra

Como um executivo consegue ter tanta ascendência sobre um punhado de três dezenas de sócios de uma das maiores distribuidoras de medicamentos do país? O ator principal desse misterioso enredo é o diretor de relações com investidores da gaúcha Dimed, Roberto Coimbra. Nos corredores da empresa, a impressão clara é que ele tem todos os sócios em suas mãos. O executivo é uma espécie de general Golbery do Couto e Silva da companhia. Julio Mottin, presidente do conselho de administração, CEO e maior acionista da Dimed, por exemplo, se comporta como um subordinado de Coimbra. Sua fama já correu o mundo. Antes mesmo de se aproximar do grupo para tratar da compra da rede de farmácias Panvel, controlada pela Dimed, a norte-americana Walgreens – ver RR 5.033 – procurou especificamente o doutor Coimbra. O “poderoso” apresentou o negócio ao conselho e recebeu mandato pleno para conduzir a venda da Panvel. Pois bem. É ele quem está centralizando as conversas sem prestar conta aos acionistas. A desenvoltura de Coimbra tem provocado a resistência de fundos de participações que detêm juntos em torno de 15% do capital da distribuidora. Por trás dos panos, estaria em gestação uma disputa para que esses fundos tenham mais voz e vez na gestão da empresa, que, apesar de ter o seu capital bastante pulverizado – com o maior sócio tendo apenas 12% das ações – é tratada como se fosse um assunto familiar. Julio Mottin gostaria de alterar o balanço de forças na companhia, aproximando-se mais dos fundos. Porém, sua subordinação a Coimbra parece falar mais alto do que seu interesse.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.15
ED. 5053

Anglo American

O que mais falta acontecer a  Anglo American no Brasil? Como se não bastassem o efeito Eike Batista, as perdas com os ativos comprados da MMX, os atrasos na concessão de licenças ambientais, aumento dos custos dos projetos, agora a empresa corre sério risco de não ter água para garantir o funcionamento do mineroduto Minas-Rio… *** Por falar em Anglo American, a Zamin Ferrous está colocando a  venda o Sistema Amapá, com reservas de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro. O negócio, comprado junto ao grupo inglês, tem se revelado ferrugem pura.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.15
ED. 5053

Lá do purgatório onde se encontra

Lá do purgatório onde se encontra, il formidabile fascista Agostino Rocca, fundador da Techint – cujo ventre pariu a Ternium – pensa com os botões da sua camisa preta: “Que carne de pescoço é esse Benjamin Steinbruch!”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.15
ED. 5053

Carrefour

 No que depender de Abílio Diniz, o Carrefour vai abandonar sua histórica timidez em algumas regiões do país. É o caso do Rio Grande do Sul, onde Abílio olha com especial interesse para o Grupo Unidasul, dono das bandeiras Rissul e Macromix. São 49 lojas, contra apenas seis do Carrefour no estado. Consultada, a Unidasul negou garantiu que não está a  venda.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.15
ED. 5053

Segunda chance

Candidato morto, candidato posto. A belga Solvay negocia com a francesa Arkema a venda de 70% da sua operação de PVC, a Solvay Indupa. A empresa esteve nas mãos da Braskem, mas a negociação foi vetada pelo Cade.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.02.15
ED. 5053

Na NeoEnergia, só se fala em cortes

Na NeoEnergia, só se fala em cortes, cortes e mais cortes. Por lá, o “Joaquim Levy” atende pelo nome de Elvira Presta, diretora de Planejamento e Controle.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.