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Planos
23.01.15
ED. 5047

Gávea Investimentos enjoa do repetitivo cardápio da Camil

Houve um momento em que a família Quartiero, dona da Camil Alimentos, sentiu o gostinho de ser sócia do futuro ministro da Fazenda. Efêmero sabor. Ficou sem o ministério e agora deverá perder o parceiro: o Gávea Investimentos, de Armínio Fraga e do JP Morgan, procura um comprador para a sua participação de 32% na empresa. Os atritos entre a gestora de recursos e os acionistas controladores da Camil chegaram ao seu limite. A maior das divergências diz respeito a  política de aquisições conduzida pelos Quartiero. Em quatro anos, a companhia comprou quase uma dezena de ativos, inclusive no exterior. Com isso, aumentou receita, ganhou peso e consolidou- se com um dos maiores conglomerados da área de alimentos. Em contrapartida, o lucro da Camil tem caído seguidamente nos últimos dois anos. Na ótica financista do Gávea, um efeito colateral imperdoável, tanto quanto o impacto das aquisições sobre o balanço da empresa. Desde 2012, o passivo subiu quase 50% e já beira a marca de R$ 1 bilhão. Há dois anos, a dívida equivalia a aproximadamente 60% do patrimônio líquido. Hoje, esta relação é de um para um. Já há algum tempo o Gávea Investimentos defendia uma freada de arrumação na Camil, com a suspensão de novas aquisições e o foco na renegociação da dívida – ver RR edição nº 4.876. Foi voto vencido. A gota d’água, ou melhor, os dois pingos que fizeram o copo transbordar vieram em dezembro passado. No início do mês, a Camil fechou a compra da trading peruana Romero, especializada na comercialização de cereais e outros produtos agrícolas. No mesmo período, teria iniciado negociações para a compra da Copagro, produtora de arroz de Santa Catarina. Entre se confrontar ainda mais com a família Quartiero ou arrumar as malas, o Gávea preferiu seguir a velha máxima de que “os incomodados que se mudem”.

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23.01.15
ED. 5047

Prysmian se enrosca em seus próprios cabos

O alto-comando da Prysmian, maior fabricante de cabos de fibra óptica do país, começa 2015 com os nervos a  flor da pele. As expectativas indicam um cenário tão ou mais sombrio do que o enfrentado pela companhia no último biênio. O volume de vendas contabilizado entre janeiro e setembro aponta que a empresa fechará o balanço de 2014 com um faturamento similar ao do ano anterior, em torno de US$ 370 milhões. Se confrontado com o péssimo desempenho de 2013, quando a receita caiu 25%, poderia até se dizer que 2014 foi um ano de superação para a Prysmian. Mas não foi bem assim. Não na conta dos italianos. O grupo trabalhava com uma estimativa de aumento das vendas no Brasil da ordem de 10%. Com base nessa projeção, a Prysmian, inclusive, desembolsou pouco mais de US$ 30 milhões para expandir a produção de cabos na fábrica de Sorocaba a  espera de um volume de pedidos que não veio. As perspectivas para 2015 aumentam a tensão na Prysmian. A empresa, assim como outros fabricantes de equipamentos para o setor de telecomunicações, deverão sofrer um duro revés. Em meio a  nova política de austeridade fiscal, dificilmente o governo vai renovar o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações (REPNBL-Redes). A extinção do programa, que prevê isenção de PIS/Cofins e IPI, terá inevitável impacto sobre a conta de investimentos das empresas de telefonia e, consequentemente, sobre o número de encomendas de equipamentos. Ou seja: pelo andar da carruagem, não vai ser em 2015 que a Prysmian conseguirá recuperar suas vendas no país.

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23.01.15
ED. 5047

Nova Caledônia

A Vale iniciou estudos sobre a venda das minas de níquel da Nova Caledônia. Não há decisão fechada e muito menos qualquer associação com o boquirrotismo de Mike Davis, ex-CEO da Xstrata. O dito cujo afirmou que rasparia todo o níquel da Vale.

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23.01.15
ED. 5047

Presença fugaz

Lula cravou Joaquim Levy no coração do governo e bateu em retirada. Tirando a exibição para as câmeras durante a posse, não tem falado com Dilma Rousseff. Segundo um interlocutor íntimo, Lula estaria se mordendo por dentro com o autismo político da presidenta, que dá ministério, dá apoio e só recebe rasteira.

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23.01.15
ED. 5047

Fora do aço

Alexandre Grendene busca um comprador para os 50% que tem na Sitrel, siderúrgica de Três Lagoas (MS), cuja sócia é a Votorantim. Mas logo agora que os preços do aço estão despencando? Procurado, o empresário nega a venda.

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23.01.15
ED. 5047

Made in China

A Xiaomi, uma das grandes fabricantes de smartphones da China, prepara sua entrada no Brasil.

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23.01.15
ED. 5047

Há fortes indícios de que a Casa das Garças deixará de ser somente um think tank

Há fortes indícios de que a Casa das Garças deixará de ser somente um think tank e acrescerá a  sua tradicional atividade cursos papa fina, de alto nivel, dedicados a  formação e ao aperfeiçoamento de homens públicos. Para manter o humor em alta, valeria compor um jingle em homenagem a  grande ideia. No antigo e tijucano Instituto Lafayette, a musiquinha era assim: “Instituto Lafayette, entra burro e sai vedete, entra bobo e sai pivete”. Para a Casa das Garças, sugerimos: “Garça, Garça, Garça, entra marreco e sai boneco, entra normal e sai ultraliberal”.

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23.01.15
ED. 5047

Crônica

Por volta das 11h30 de ontem,a ex-ministra do STF Ellen Gracie, atualmente uma espécie de corregedora da Petrobras, atravessava a calçada da Av. Rui Barbosa, em passos lépidos e saltitantes. Ao invés de pastas de papel, Gracie carregava tão somente uma bolsa de grife. Entrou em um pequeno táxi que a aguardava, deixando no ar uma brisa perfumada. Mais parecia um passarinho do que uma águia cuja missão é destrinchar a contabilidade da estatal.

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