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Planos
16.01.15
ED. 5042

Quanto vale a reputação do Walmart no Brasil?

Há pouco mais de dois anos, o Walmart causou celeuma ao incluir o Brasil em sua black list dos países com maior risco de corrupção. Pois a recíproca, ao que parece, é verdadeira. A julgar pelos fatos, as autoridades brasileiras poderiam perfeitamente adicionar a rede norte-americana não apenas ao índex das mais heterodoxas práticas corporativas, mas também ao ranking das piores empresas para se trabalhar no país. O Walmart está a s voltas com dois graves problemas que poderão esgarçar ainda mais a sua já puída imagem institucional no Brasil, afetada por equívocos estratégicos, fechamento de lojas e demissões. De um lado, a companhia deve concluir neste ano um relatório com base no processo interno aberto em 2012 para investigar suspeitas de suborno a funcionários públicos no país – a devassa envolve ainda as subsidiárias do México, China e andia; do outro, tem sido alvo de uma saraivada de ações trabalhistas. Os maus tratos denunciados pelos funcionários incluem assédio moral, jornada excessiva, péssimas condições de trabalho, humilhações coletivas e acusações sem provas. O mais ruidoso processo trabalhista contra o Walmart é originário de Alagoas. O Ministério Público do Trabalho do estado (MPT-AL) ajuizou uma ação que pede a condenação do grupo e da controlada Bompreço e o pagamento de uma multa de R$ 125 milhões. A rede varejista venceu o primeiro round: a Justiça de Alagoas determinou, em primeira instância, a extinção do processo. No entanto, o MPT-AL confirmou ao RR que já recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O MP constatou uma série de irregularidades no Walmart que perduram por mais de quatro anos. O pelourinho da rede norte-americana inclui prorrogação ilegal da jornada, intervalo para almoço inferior ao período previsto em lei, descumprimento da concessão de descanso semanal remunerado e exigência de atividades que vão além das condições físicas do funcionário. Aos olhos do MPTAL, mais estarrecedores ainda são os episódios de advertências constrangedoras diante dos colegas e acusações explícitas a operadores de caixa quando o gerente da loja identifica diferenças no borderô do dia. A direção do Walmart não está preocupada apenas com a ação do MPT-AL, mas também com o seu efeito estimulante sobre a força de trabalho no país. A turma do Arkansas – por coincidência, um dos estados confederados que lutaram contra o fim da escravidão na guerra da secessão – já teria rastreado outras “intentonas” trabalhistas em gestação no Brasil, mais precisamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Procurado pelo RR, o Walmart informou que “possui políticas internas rigorosas que respeitam a legislação trabalhista vigente”. A rede varejista não quis comentar a informação sobre novos processos trabalhistas em outros estados. Como se não bastasse o acirramento nas relações trabalhistas, a tensão no Walmart cresce também a  medida que avançam as investigações internas sobre denúncias de corrupção no Brasil. Segundo o RR apurou, os norte-americanos dispõem de evidências de que funcionários graduados do Walmart Brasil subornaram autoridades para acelerar a abertura de lojas. Há indícios também de pagamentos ilícitos recebidos por empregados da rede varejista para beneficiar determinados fornecedores. Consultado sobre os resultados das investigações internas, o Walmart não se pronunciou sobre o assunto.

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16.01.15
ED. 5042

Menos gás

A BR Distribuidora, que detém o controle integral da concessionária de gás do Espírito Santo, pretende se desfazer de 49% da companhia. Oficialmente, a estatal nega a operação. No entanto, o RR apurou que a empresa já comunicou a intenção ao governador Paulo Hartung. Só não disse de que cartola vai tirar um investidor disposto a desembolsar R$ 1 bilhão no plano de expansão da concessionária sem ter o controle do negócio.

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16.01.15
ED. 5042

In memoriam

Já se vão quase sete anos da morte de Arthur Sendas e seus herdeiros ainda se engalfinham nos tribunais pela partilha dos bens. Homem religioso, “Seu” Arthur, caso pudesse estar assistindo a essa disputa centavo a centavo, acenderia uma vela e oraria pela regeneração dos seus.

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16.01.15
ED. 5042

Tênis apertado

A Alpargatas, leia-se Camargo Corrêa, está suando para cumprir o contrato de representação da Mizuno no Brasil, renovado no início de 2014. A maior dificuldade é atender a  obrigatoriedade de aumento da produção local de calçados da marca japonesa. Mais de 80% dos tênis Mizuno comercializados no país são importados. Se dependesse da Alpargatas, continuaria assim, mas contrato é contrato. Ou, não, né?

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16.01.15
ED. 5042

Riachuelo

Mesmo com a desaceleração das vendas no varejo, a Lojas Riachuelo promete inaugurar 45 pontos de venda em 2015, o mesmo número do ano passado. Tomara!

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16.01.15
ED. 5042

“Klein estate”

A carteira de ativos imobiliários do ex-Casas Bahia Michael Klein bateu nos R$ 5 bilhões em dezembro. Se o mercado de capitais não estivesse tão arisco, era a hora de juntar tudo numa empresa só e fazer um IPO de fechar o comércio.

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16.01.15
ED. 5042

Trem de pouso

Após inúmeras ameaças de aterrissagem, sempre seguidas de uma arremetida, tudo indica que a argentina Sancor, enfim, vai se instalar no Brasil. O grupo já teria, inclusive, um terreno no interior de São Paulo para a construção de sua primeira fábrica de laticínios. A queda do consumo na Argentina e o declínio das exportações para a China são fatores determinantes para a empresa atravessar a fronteira.

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16.01.15
ED. 5042

Estonteante

A nova diretora de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI), Carla Grasso, chegou a ser cogitada para assumir a presidência da Petrobras caso Aécio Neves vencesse a eleição. Carla era caixa de campanha do candidato tucano.

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16.01.15
ED. 5042

Iharabras

Mudanças a  vista no controle da Iharabras, fabricante de defensivos agrícolas pertencente a um condomínio de tradings e investidores japoneses. A Sumitomo negocia a compra das participações da Mitsubishi, da Takeda Chemical e da Toho Chemical. Uma vez consumada, a tríplice aquisição lhe deixará como o maior acionista da empresa, com mais de 40% do capital.

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