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Planos
14.10.14
ED. 4978

Santander é uma máquina de triturar presidentes

O Santander não tem um minuto de paz. As recentes modificações na diretoria – deflagradas com a transferência de Pedro Coutinho da vice-presidência de novos negócios para o comando da GetNet, credenciadora de cartões do grupo – são apenas a ponta do iceberg. No banco circulam informações de que a herdeira do conglomerado financeiro, Ana Patricia Botín, vai promover mudanças ainda mais drásticas na operação brasileira. Por mais drásticas entenda-se a substituição do próprio presidente do Santander Brasil, Jesus Zabalza. A troca seria consumada no fim de janeiro, logo após a divulgação dos resultados de 2014. Assim como Zabalza, o novo presidente viria da própria matriz. Oficialmente, o Santander nega a saída de Jesus Zabalza. No entanto, o histórico recente do banco aponta na direção contrária. Quando o assunto é Brasil, os espanhóis estão habituados a trocar de presidente como quem muda de roupa: Zabalza é o terceiro ocupante do cargo em quatro anos. Para efeito de comparação, desde 2007 o comando do Santander na instável Argentina está nas mãos do mesmo executivo – Jose Luis Enrique Cristofani. A substituição de Jesus Zabalza seria uma demonstração de força de Ana Patricia Botín perante os demais acionistas do grupo na Espanha. Ana, que assumiu o cargo de CEO Global com a morte de seu pai, Emílio Botín, teria sido contrária a  indicação de Zabalza para o comando da operação brasileira, em junho do ano passado. Mas acabou sendo voto vencido, como, aliás, eram todos que ousassem se opor a  vontade de Dom Emílio. Se o objetivo de Ana Botín é demarcar território, nada melhor do que começar uma era mudando o comando de uma subsidiária que responde por um quarto do lucro global do grupo. Caso o troca-troca se confirme, o substituto de Jesus Zabalza terá espinhosas missões. A maior delas é o desafio de sempre: elevar a rentabilidade. Nos últimos cinco anos, em média, o Santander Brasil registrou um lucro sobre patrimônio da ordem de 13%. Os resultados do primeiro semestre apontam para um balanço desalentador. O lucro de R$ 1 bilhão projeta uma rentabilidade anualizada da ordem de 3,5% sobre o patrimônio. O Santander, portanto, segue longe da nota de corte de 20% que o próprio Zabalza chegou a anunciar como meta para o banco no Brasil. Essa nem Jesus.

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14.10.14
ED. 4978

Roupa suja a Camargo Corrêa lava em casa

Enquanto acompanha os desdobramentos da Operação Lava Jato, que ainda deve dar muito pano para manga, a Camargo Corrêa avança na reestruturação de seus negócios no setor têxtil. Após o fechamento de capital da Tavex nas bolsas de Madri, Valência e Bilbao, o grupo vai transferir para o Brasil o centro de decisões da fabricante de tecidos denim, sua controlada. Os planos incluem ainda o fechamento de uma das fábricas da companhia no exterior. A principal candidata a  degola é a unidade da Argentina – as demais plantas internacionais ficam na Espanha, Marrocos e México. O mercado argentino passará a ser atendido pela produção brasileira. Aliás, uma boa notícia para os funcionários da Tavex no Brasil: ao menos por ora, a Camargo Corrêa não cogita a desativação de qualquer uma das quatro fábricas no país. Ao trazer a direção da Tavex para perto de sua vista, o alto-comando da Camargo Corrêa espera aprumar um negócio que tem sido mais problema do que solução. E não é por falta de aperto. Mudanças de gestão e programas de corte de custo passaram a fazer parte da rotina da companhia, mas sem surtir os efeitos desejados. A Tavex caminha para fechar no vermelho pelo quarto ano consecutivo. Se serve de consolo, as vendas deverão crescer cerca de 10%, contra uma queda de 15% no ano passado. Além disso, ao longo de 2014, a Camargo Corrêa conseguiu reduzir em aproximadamente 20% a dívida líquida da empresa, hoje na casa dos 230 milhões de euros.

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14.10.14
ED. 4978

Mitsubishi

A Mitsubishi, por meio da controlada Agrex, é forte candidata a  compra da NovaAgri, empresa de logística agrícola colocada a  venda pelo Pátria Investimentos. O private equity pede cerca de US$ 1 bilhão pelo negócio. Oficialmente, a Agrex nega a negociação.

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14.10.14
ED. 4978

Meia-sola

A Arezzo está escaneando todos os números da Via Uno, calçadista gaúcha que está em recuperação judicial há mais de um ano e carrega um passivo de R$ 240 milhões.

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14.10.14
ED. 4978

Preto e branco

As negociações entre a Canon e a Flextronics, que assumiria a fabricação de impressoras a laser da marca japonesa no Brasil, estão perdendo cor. As duas empresas vão acabar com o tonner e, ainda assim, não conseguirão imprimir todas as exigências de parte a parte.

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14.10.14
ED. 4978

Se São Paulo sofre com a falta de água

Se São Paulo sofre com a falta de água, Paraná e Santa Catarina travam uma guerra fria na área de saneamento. A Sanepar, que já tem um cluster em terras catarinenses, mais precisamente na cidade de Porto União, está se movimentando para fisgar a concessão de mais três municípios do estado até o fim deste ano. O prejuízo vai para a conta da estatal catarinense do setor, a Casan.

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14.10.14
ED. 4978

Galho em galho

Rubens Ometto está sempre dentro da margem de erro. Já foi Lula e Dilma, virou Aécio, flertou com Marina e agora voltou com tudo para a campanha do tucano. Ometto tem sido uma espécie de “ministro do etanol”, participando ativamente da elaboração do programa de governo de Aécio na área de biocombustíveis.

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14.10.14
ED. 4978

Pane seca

Por falar em Ometto, a Petróleo Sabbá, distribuidora de combustíveis da Raízen, é hoje um dos negócios menos rentáveis do grupo. Se fosse pela vontade da Shell, a empresa já teria sido vendida há tempos. Mas a Cosan segura a Sabbá o quanto pode.

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