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Planos
15.09.14
ED. 4957

Makro surge como uma ponte entre Abílio e o Carrefour

 O caminho mais curto entre São Paulo e Paris passa por Amsterdã. Ao menos nas linhas imaginárias que demarcam os pensamentos de Abílio Diniz. Por ora, o Carrefour, o mais cobiçado dos destinos, pode esperar. Neste momento, o Boeing Abílio embica na direção do Makro, uma das últimas redes de atacado puro-sangue em operação no Brasil. O empresário enxerga a operação da rede holandesa no país como porta entreaberta para a sua reentrada no setor. Difícil encontrar no mercado um espécime, ao mesmo tempo, tão corpulento e fragilizado. Com quase 80 lojas e faturamento anual próximo dos R$ 8 bilhões, o Makro é a maior rede atacadista do Brasil. Em compensação, sofre com resultados pífios e uma operação que não ata nem desata. Há muito que o Makro se tornou uma ilha no país. Faltam-lhe foco, um melhor planejamento estratégico e sinergias, na mesma proporção que sobram a Abílio conhecimento, expertise gerencial e, sobretudo, uma enorme gana de voltar a circular entre as prateleiras do setor. No roteiro idealizado por Abílio Diniz, o Makro pode ser uma escala para a França, esta sim a viagem dos sonhos do empresário. A aquisição dos ativos da rede holandesa no Brasil permitiria a Abílio reabrir as conversações com o Carrefour numa nova perspectiva. Em vez de aparecer como um mero predador, o empresário colocaria sobre a mesa uma possibilidade concreta de associação em condições razoavelmente equânimes. Um caminho mais do que natural seria juntar na mesma prateleira as operações do Makro e do Atacadão. Abílio e o grupo francês passariam a controlar um negócio de R$ 23 bilhões por ano e quase 140 pontos de venda. Não custa lembrar que há tempos o Carrefour estuda formas para capitalizar o Atacadão, do IPO a  venda de uma participação no capital. Talvez os franceses engavetem todos esses planos e encontrem em Abílio Diniz um inesperado, mas conveniente companheiro de viagem.

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15.09.14
ED. 4957

Moody’s desclassifica sua própria conduta

A ameaça de rebaixamento da avaliação do Brasil pela agência de classificação de risco Moody’s, praticamente a s vésperas das eleições, revela falta de respeito com a soberania do país. Seria de bom tom que a agência não exercesse esse intrusivo papel de grande eleitora. Com mais algumas semanas de diferença, ela poderia se certificar sobre a renitência no abalo da confiança do investidor. Checaria também as expectativas e novas sinalizações na macroeconomia. Os critérios da Moody’s parecem ter um viés de implicância quando se trata de Brasil. O crescimento do PIB e a deterioração das contas públicas não são levados tão a sério nos países da Europa, por exemplo. Quando o foco é a América Latina, então, a avaliação beira a birutice. Diversos “paisecos” têm um rating acima do nosso. A Moody’s estranhamente parece não levar em consideração a “mãe de todos os critérios”, a solvência. Pelo conceito de liquidez, estamos com US$ 379 bilhões em reservas, somos o quinto do mundo em lastro cambial e o terceiro maior investidor em títulos do Tesouro norte-americano. Se fossem considerados os quase ativos de liquidez parcial, mas não necessariamente realizáveis, teríamos mais US$ 22 bilhões, referentes a s cotas do Banco dos Brics e da CAF. Não foram computados as linhas de crédito do FMI sem condicionalidades e o Fundo Soberano Pré- Sal, que, em 2026, alcançará US$ 26 bilhões. Para se ter ideia do salto na disponibilidade cambial, basta lembrar que no final do governo FHC o total de reservas atingia somente US$ 39 bilhões. Hoje, o Brasil está sentado em um poço de solvência, em posição certamente superior a sua participação na economia mundial, 7° PIB do planeta. Se a Moody’s fosse brasileira, ela seria tachada de oportunista, interesseira, até corrupta, por fechar os olhos para tantas evidências. Mas, protegida pela infantaria do capital internacional, a agência, um anjo do pau oco da globalização, posa de santa padroeira dos bem comportados.

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15.09.14
ED. 4957

Voz de Slim

Quando anuncia o plano de investir em infraestrutura no Brasil por meio de fundos de private equity, o banco espanhol La Caixa não fala apenas por si. Dubla também a voz de Carlos Slim, seu discretíssimo parceiro na empreitada. Slim, aliás, já tem negócios com o banco na Europa.

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15.09.14
ED. 4957

Red Bull

A Red Bull anda louca para misturar seus energéticos com os da TNT para ver o barato que dá. Controlada pela Petrópolis, a TNT detém 5% do mercado. Consultada, a cervejeira negou a venda da marca. Mas ninguém falou em venda. Só uma mistura, entende?

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15.09.14
ED. 4957

Carro de gesso

François Dossa, presidente da Nissan no Brasil, é um executivo de sorte. Nem precisará perder tempo em explicar ao board do grupo por que a subsidiária vai fechar o ano com 2% de market share, sem crescer um tiquinho sequer. Há 14 anos, é exatamente a mesma história: carro vai, carro vem, e a Nissan segue atolada na mesma participação.

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15.09.14
ED. 4957

Custo premium

Cálculo recente da Petrobras: o custo projetado para a construção da refinaria Premium I, no Maranhão, já teria passado dos R$ 40 bilhões. É o dobro do valor original.

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15.09.14
ED. 4957

Luz de alerta

A chinesa CMEC negocia com a estatal CEEE a construção de uma térmica no Rio Grande do Sul. Tratando-se de quem é, melhor ver para crer. Há uma década, os chineses tinham tudo pronto para a implantação de uma termelétrica a carvão em terras gaúchas, mas sumiram do mapa sem deixar qualquer rastro.

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15.09.14
ED. 4957

Joaquim Barbosa é o rei da abstenção

Joaquim Barbosa é o rei da abstenção. Além da já declarada ausência no primeiro turno das eleições, Barbosa tem confidenciado a amigos que também deverá estar longe na batalha final entre Dilma e Marina. O destino mais provável é Miami.

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