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Planos
19.05.14
ED. 4873

Governo arma uma barricada anti-Eike nos leilões de energia

 O sinal de alerta está aceso no Ministério de Minas e Energia e na Aneel. A associação entre a Eneva (ex-MPX) e a Prumo Logística (antiga LLX) para o leilão de energia A-5, marcado para setembro, causou alvoroço entre as autoridades do setor elétrico. No governo, há uma enorme resistência e, mais do que isso, uma boa dose de receio quanto a  participação da Eneva na licitação. Segundo uma alta fonte do Ministério, a Aneel chegou a encaminhar a  companhia um pedido de esclarecimento sobre a sua real situação financeira e a capacidade de honrar a eventual construção de novas térmicas. Mera formalidade. De acordo com o informante do RR, o governo já sabe a resposta para as suas indagações. E é exatamente por isso que a presença da antiga MPX no leilão é tratada como uma temeridade em Brasília. Com o desabastecimento dos reservatórios das hidrelétricas e o crescente risco de um racionamento, a licitação tornou-se fundamental. O que está em jogo é um acréscimo de 3.000 MW a  matriz energética, algo que exigirá um volume de investimentos superior a R$ 5 bilhões. Ou seja: não há margens para atrasos e muito menos para apagões financeiros que possam colocar em risco a implantação dos projetos que serão licitados. Consultada pelo RR, a Aneel limitou-se a dizer que”desconhece as informações”.  Por estas razões, o que o governo menos quer é ver um “X” no leilão de térmicas. O que dizer, então, dois “X”? O consórcio junta o enfermo com o alquebrado. A Prumo, controlada pela norte-americana EIG, ainda tem dado alguns sinais de recuperação – não obstante os sucessivos prejuízos. No caso da Eneva, a questão é bem mais grave. Mesmo com o aumento de capital recém anunciado, da ordem de R$ 1,5 bilhão, o futuro da companhia é uma incógnita. A própria reestruturação da Eneva ainda depende da venda de ativos estratégicos, como a termelétrica Pecém II. Ao mesmo tempo, a companhia está prestes a levar uma multa milionária da Aneel pelos atrasos na construção da usina Parnaíba II. Diante destes fatos, a entrada da Eneva nos leilões soa, no mínimo, como um atentado ao bom senso. Como uma empresa que não consegue manter seus próprios ativos e colocar suas usinas para rodar pode se comprometer com a construção de novas térmicas a gás? Por isso mesmo, a própria intenção da Prumo de se associar a  combalida Eneva foi vista no Ministério de Minas e Energia como um despropósito. Só não se pode dizer que a decisão causou perplexidade no governo. Afinal, as duas companhias podem até ter deixado de carregar o “X” em seu nome, mas ainda têm como fator de interseção Eike Batista, acionista minoritário de ambas. Ora, e a quem mais interessaria a associação?

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19.05.14
ED. 4873

Kinea ajusta a cintura da Lojas Avenida

A Lojas Avenida vai ganhar um novo figurino. A transformação terá a assinatura dos estilistas financeiros da Kinea, braço de gestão de recursos do Itaú, que adquiriu 20% do capital da empresa, com a opção de compra de outro tanto. Os planos passam pela duplicação da rede varejista em até três anos. Além dos R$ 250 milhões desembolsados na partida, a Kinea deverá aportar aproximadamente R$ 300 milhões. Se o croqui for seguido a  risca, até 2016 a Avenida vai entrar em sete novos estados, a maior parte no Nordeste. Hoje, a rede de vestuário está presente em 13 estados, onde se espalham suas 150 lojas. Em contato com o RR, a Avenida confirmou apenas o investimento inicial do Kinea, mas não se pronunciou sobre o novo aporte e os planos de expansão até 2016. Nos últimos três anos, a Lojas Avenida teve um desempenho financeiro tamanho G, com um crescimento médio próximo dos 30%. Mantida essa toada, a empresa baterá a marca de R$ 1 bilhão em faturamento em 2015. Ainda assim, a partir de um determinado momento os controladores da rede varejista começaram a se ver presos a uma camisa de força. A família Caselli passou a se ressentir da falta de musculatura financeira para dar um salto maior e transformar a Avenida em uma rede com abrangência nacional. Ao que parece, encontrou um remédio eficaz, não obstante o efeito colateral, leia-se a presença da espaçosa Kinea na gestão da companhia.

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19.05.14
ED. 4873

Que banca!

No momento em que o BTG anuncia a aquisição de duas instituições financeiras na Europa, o Safra estaria negociando a compra de um banco nos Estados Unidos.

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19.05.14
ED. 4873

Fusão agrícola

Circula pelas lavouras do Paraná a informação de que as cooperativas agrícolas Cocamar e Castrolanda semeiam uma associação. Da operação brotaria uma empresa com faturamento de R$ 5 bilhões ao ano. Oficialmente, a Cocamar nega a fusão.

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19.05.14
ED. 4873

Acacianas

Guido Mantega acha que não discordou de Aloizio Mercadante na discussão da semana sobre a política para preços e tarifas públicas. Entende que o ministro do Gabinete Civil falou que os preços são represados e ele, Mantega, disse que não são controlados, o que, na sua visão, é inteiramente diferente. Sacaram? Aqui vale a velha e boa tautologia: preços administrados não são preços livres. Preços administrados desde sempre são a-d-m-i-n-i-s-t-r-a-d-o-s.

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19.05.14
ED. 4873

Caixa Geral

A Caixa Geral de Depósitos estaria negociando a compra da corretora de valores Rico. Seria a segunda aquisição no Brasil em dois anos: em 2012, a CGD incorporou os patrícios da Banif Corretora.

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19.05.14
ED. 4873

Água com gás

O Grupo Edson Queiroz, dono da Minalba e da Indaiá, está servindo água em taças de cristal. A participação de mercado das duas companhias bateu nos 15% – há dois anos, o share estava estacionado nos 12%. Cada ponto percentual representa cerca de R$ 30 milhões por ano.

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19.05.14
ED. 4873

A sueca Ikea

A sueca Ikea, uma das maiores redes de móveis e artigos de decoração da Europa, estaria em busca de um local para abrir sua primeira loja no Brasil.

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