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Planos
08.01.14
ED. 4812

Gás boliviano vira a carta-trunfo de Dilma Rousseff

Em meio ao tiroteio de informações e de prognósticos alarmistas que tomou conta do setor elétrico nos últimos dias, um ponto em especial tem passado praticamente despercebido: o fator Bolívia. O Brasil nunca esteve em uma posição tão privilegiada para renegociar as condições que regem o fornecimento do gás boliviano, responsável por suprir quase a metade da demanda nacional pelo insumo. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, Evo Morales vem tentando de todas as formas antecipar a renovação do acordo de venda e transporte do combustível pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, que só vence em 2019. De acordo com o informante do RR, a questão foi discutida no recente encontro entre Morales e Dilma Rousseff em Cuba, por ocasião da realização da II Cúpula da Celac. O presidente boliviano, que também enfrentará as urnas em outubro, quer criar um fato político relevante capaz de estancar a perda de popularidade entre os seus. Este fato seria a extensão do atual acordo com o Brasil por mais 20 anos, garantindo, desde já, uma receita imprescindível para as contas públicas da Bolívia. A disposição do governo Dilma Rousseff é estressar as negociações, de forma a arrancar o máximo possível de vantagens, notadamente no que diz respeito a s tarifas e ao prazo do acordo. Em vez dos 20 anos previstos no acordo original, o Brasil quer esticar a corda por mais 30 anos, o que daria uma folga ainda maior para o planejamento de longo prazo da matriz energética. Em relação aos preços, de acordo com a fonte do RR, haveria espaço para uma redução de até 20% para as distribuidoras, o metro cúbico do gás boliviano custa algo em torno de R$ 0,86. As tratativas, ressalte-se, deverão ser conduzidas pela Petrobras, oficialmente a parte compradora do combustível produzido no país andino. Não custa lembrar que, na condição de Secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia e de diretora de petróleo e gás da estatal, Maria das Graças Foster participou de alguns dos momentos mais críticos nas negociações entre os dois países desde a construção do gasoduto Bolívia-Brasil. Diferentemente do que ocorreu na década de 1990, quando a Bolívia deu as cartas e praticamente ditou as regras para a assinatura do contrato de venda do gás, o Brasil se encontra hoje em uma situação de flagrante superioridade. Além da esquálida situação da economia boliviana, o governo brasileiro tem a  mão outros instrumentos de pressão. Poderá alegar que a YFPB não tem conseguido aumentar a produção de gás na velocidade prevista, a ponto de colocar em risco o pleno cumprimento do acordo. Outro trunfo são as recentes descobertas de reservas de gás natural, sobretudo o Campo de Libra, que, a médio e longo prazos, deverão reduzir a dependência do Brasil em relação ao combustível boliviano.

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08.01.14
ED. 4812

Yamaha esvazia seu tanque

“Onde estão os R$ 200 milhões que seriam investidos no Brasil”? A pergunta tem sido feita pelos próprios executivos da Yamaha. Da cifra anunciada pelos japoneses há quase dois anos, uma fração bem inferior teria sido efetivamente desembolsada na expansão e modernização da fábrica de Manaus. A julgar pelas condições do mercado, ainda não será neste ano que o alardeado investimento vai se consumar. Em janeiro, as vendas de motocicletas no Brasil caíram 5% em relação ao primeiro mês de 2013. Isso para não falar que, no ano passado, o setor teve o pior desempenho desde 2006. Procurada, a Yamaha garantiu que mantém seus investimentos no Brasil, mas não deu detalhes sobre os valores aportados. Na esteira da conjuntura do mercado, os dados da própria Yamaha explicam o desânimo dos japoneses em relação ao Brasil. Em 2011, o CEO da companhia no Brasil, Shigeo Hayakawa, anunciou a  imprensa o compromisso inarredável de alcançar 20% de market share até o fim da década. Hoje, as recorrentes citações no Google a  malfadada entrevista são motivo de constrangimento para o executivo. Três anos depois, segundo dados da Abraciclo, a companhia segue estacionada na casa dos 11% de participação. Nesse ritmo…

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08.01.14
ED. 4812

IPO da Policard

A mineira Policard, um das maiores empresas de cartões-benefício do país, retomou os planos de abrir seu capital. Já estaria, inclusive, na fase de contratação do adviser da operação. Consultada, a Policard disse que “não negaria a informação, mas que não poderia dar mais detalhes”.

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08.01.14
ED. 4812

Acefalia na Alstom

Ecos do escândalo do metrô de São Paulo: a Alstom planeja extinguir o cargo de CEO no Brasil. Seu atual ocupante, Marcos Costa, desapareceria junto com a cadeira. Oficialmente, a Alstom nega a mudança.

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08.01.14
ED. 4812

Carlyle

O setor imobiliário é o novo alvo do Carlyle no Brasil. Vem coisa grande por aí.

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08.01.14
ED. 4812

Recuperação

A H.I.G. Capital promete turbinar a operação da rede de idiomas Cel-Lep, comprada em 2012. Os norte- americanos estão insatisfeitos com o ritmo de crescimento da companhia, que abriu apenas quatro unidades em dois anos. Para quem sonhava em disputar a liderança das chamadas escolas premium de idiomas, é quase nada. O plano, agora, é inaugurar 20 escolas até 2015, a maioria em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

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08.01.14
ED. 4812

Antiquário

A presidente da ašnica, Elizabeth Farina, tem andado para cima e para baixo com um longo estudo sobre o impacto do PIS/Cofins no setor sucroalcooleiro. Por onde passa, no entanto, tem deixado a impressão de que está discutindo uma agenda velha e caduca. Hoje, os problemas do setor são muito maiores.

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08.01.14
ED. 4812

A Energisa

A Energisa teria planos de uma emissão de papéis no exterior. O objetivo seria captar parte dos recursos necessários para reaprumar as finanças do Grupo Rede. A conta do almejado equilíbrio beira os R$ 4 bilhões. Procurada, a Energisa negou a captação.

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08.01.14
ED. 4812

Mitsubishi avança sobre as terras da Sollus

A Mitsubishi semeia uma grande operação no agronegócio no Brasil. Dona de 80% da Ceagro, negocia a compra da Sollus, pertencente ao fundo norte-americano Touradji Capital e a  Vinci Partners. Com a aquisição e a consequente associação entre as duas companhias, o grupo japonês passaria a controlar uma das três maiores proprietárias de terras agrícolas do país. Juntas, Ceagro e Sollus têm mais de 120 mil hectares de área plantada. Fontes que participam das negociações garantem que a operação pode chegar aos US$ 200 milhões. Esta cifra se somaria aos mais de US$ 500 milhões que a Mitsubishi desembolsou no ano passado para ficar com o controle da Ceagro, até então nas mãos da argentina Los Grobo. A eventual aquisição da Sollus possibilitaria aos japoneses queimar etapas e se aproximar da meta de 150 mil hectares de terras cultiváveis no país, inicialmente prevista para ser atingida apenas em 2018. Até o fim desta década, a trading japonesa pretende produzir em suas próprias fazendas 20% da soja comercializada em todo o mundo. A expectativa é que o Brasil responda por mais de um terço do volume total. Procurada pelo RR, a Mitsubishi/Ceagro afirmou “não ter informação sobre o assunto”. Esta é uma daquelas operações que juntam a fome de comprar com uma incontida vontade de vender. Se a Mitsubishi quer ampliar sua presença no setor agrícola no Brasil, Touradji e Vinci Partners só pensam em largar a enxada. No caso do private equity norte-americano, a Sollus já passou do prazo de validade: a intenção do fundo era concluir a fase de desinvestimento na empresa em meados do ano passado. Já a Vinci tem se desfeito de suas operações no agronegócio. Vendeu suas ações na Companhia Mineira de Açúcar e alcool (CMAA) e deixou o capital da própria Ceagro, no qual tinha uma participação indireta por meio da Los Grobo. Aliás, por conta desta oblíqua interseção societária, o mercado sempre cogitou que Sollus e Ceagro divi­diam, discretamente, o controle de diversas propriedades agrícolas ? o que sempre foi negado pelos acionistas das duas companhias. O fato de a própria Los Grobo ter prestado consultoria técnica a  empresa controlada pela dupla Touradji/Vinci só colocou mais adubo nas especulações. De qualquer forma, para a Mitsubishi está mais do que na hora da cerca que separa a Sollus da Ceagro ser retirada.

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08.01.14
ED. 4812

Three Gorges

A chinesa Three Gorges, controladora da EDP, negocia com a Eletrobras a formação de um consórcio para disputar o leilão da primeira hidrelétrica do rio Tapajós.

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08.01.14
ED. 4812

Cid Gomes pesca um sócio para a Cagece

O recente mergulho de Cid Gomes em uma adutora na cidade de Itapipoca para consertar um vazamento de água – o vídeo virou febre no Youtube (http://youtu.be/VVONLsQAe1Q) – é sintomático. O governador cearense entrou em 2014 submerso no projeto de transformar a Cagece em um grande player do setor de saneamento no Nordeste. Cid Gomes elegeu como uma das prioridades de seu último ano de mandato a venda de até 49% do capital da concessionária. A chegada de um sócio estratégico daria folga para a estatal não apenas cumprir seu plano de investimentos – estão previstos aportes de R$ 300 milhões para a expansão da rede de esgoto no Cea­rá – como também desembarcar em estados vizinhos. Os planos incluem tanto a entrada em concessões municipais quanto a compra de participações em outras empresas estaduais. Procurada pelo RR, a Cagece nega a venda de parte de capital. Como o controle da Cagece permanecerá nas mãos do estado, Cid Gomes acredita que conseguirá driblar eventuais obstáculos políticos e obter a aprovação da Assembleia Legislativa para a operação. Em contrapartida, é provável que o governo ofereça algumas iscas para atrair um investidor privado. A principal delas seria um acordo de acionistas, que garantiria ao novo sócio participação na gestão executiva da companhia. Em tempo: há alguns litros de rivalidade política nas águas da Cagece. Cid Gomes quer sair na frente do ex-aliado e hoje adversário Eduardo Campos. O governador pernambucano tem planos similares para expandir a atuação da Compasa a outros estados nordestinos.

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08.01.14
ED. 4812

Plano de voo 1

O projeto da GJP, leia-se Guilherme Paulus, de construir um hotel no aeroporto de Confins está perdendo altitude. A CCR, que assumiu a concessão do terminal, decidiu rever o contrato firmado entre a Infraero e a rede hoteleira por discordar dos valores. Procurada, a GJP disse “não ter confirmação sobre a revisão do acordo”. Já a CCR informou que aguarda a assinatura do contrato de concessão do aeroporto para se manifestar sobre o tema.

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08.01.14
ED. 4812

Plano de voo 2

Já em Campinas, a GJP está em céu de brigadeiro. A empresa acerta com o Grupo Triunfo os últimos detalhes para a construção de um hotel no aeroporto de Viracopos. Oficialmente, a GJP informa que “aguarda o andamento da seleção”. Mera formalidade, garante uma fonte que participa das negociações.

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08.01.14
ED. 4812

Troca de guarda

Dono de quase 10% da Estácio Participações, Chaim Zaher selou um acordo com a GP para se tornar o maior acionista individual do grupo esse ano. Atualmente, a gestora de recursos tem 12% do capital.

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08.01.14
ED. 4812

Totvs no exterior

Disposta a aumentar sua presença internacional, a Totvs está garimpando ativos no Chile e no Peru.

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08.01.14
ED. 4812

Floresta soberana

O QIA, fundo soberano do Catar, reservou uma dinheirama para investir em projetos de manejo sustentável de florestas no Brasil, notadamente na Região Amazônica.

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