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Planos
30.04.13
ED. 4638

Dedini caminha para longe de seus fundadores

Não há sequer um restinho de açúcar, mas, sim, muito amargor no palato de Giuliano Dedini Ometto, um dos principais acionistas e presidente do Conselho de Administração da Dedini. O empresário já parece conformado em assumir o doloroso papel de verdugo da saga familiar iniciada por seu bisavô, Mario Dedini, há quase um século. Giuliano Dedini estaria preparando o caminho para a venda do controle da fabricante de equipamentos para usinas de álcool e açúcar. Neste caso, todas as trilhas deste canavial apontam na direção da Elecon, empresa com a qual a Dedini mantém uma parceria operacional desde o ano passado. Analistas clarividentes descartam qualquer mudança de rota mesmo com as novas medidas do governo para o estímulo do setor sucroalcooleiro. Eles enxergam que o acordo com o grupo indiano deve ser apenas uma antessala para a posterior transferência do controle. Pode ser. Até porque já existem conversações neste sentido. A família ficaria com um minifúndio no capital, provavelmente não superior a 10%. Sua permanência no negócio convém a  própria Elecon. Especializados na produção de equipamentos para o setor de mineração, os indianos têm pouco know how na área sucroalcooleira e, ao menos em um primeiro momento, precisariam sorver a expertise dos Dedini Ometto. Em um primeiro momento, ressalte-se. E – quem sabe? – nada mais. A situação da Dedini agravou- se nos últimos meses, na esteira da desaceleração dos mercados de açúcar e etanol. Com o cancelamento de diversos projetos no setor, as perdas de contrato e os prejuízos se intensificaram, numa bola de neve que não para de crescer – só entre 2010 e 2011, a companhia perdeu mais de R$ 100 milhões. A própria parceria com a Elecon foi uma entre as tantas tentativas dos Dedini Ometto de reanimar o negócio. Com o encolhimento da carteira de contratos no setor sucroalcooleiro, a companhia partiu para um processo de diversificação do portfólio. O acordo com os indianos trouxe a reboque a esperança de a Dedini ampliar as vendas para a indústria de mineração, responsáveis por 10% do seu faturamento. Como se este mercado vivesse um período de prosperidade… É triste ver um brasão com dois sobrenomes ilustres estar prestes a ser incinerado com a combustão do mesmo álcool que os catapultou a  nobreza industrial. Procurada, a Dedini informou que “não comenta especulações”.

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30.04.13
ED. 4638

Correios querem só meia-entrada no trem bala

O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, tem percorrido os trilhos de alguns dos principais gabinetes de Brasília. Pinheiro trabalha intensamente para evitar que a estatal seja obrigada a entrar com uma participação ainda maior no consórcio vencedor da licitação do trem-bala. Pela proposta original, a fatia da empresa foi fixada em 5% do capital. No entanto, diante da crônica dificuldade de encontrar investidores dispostos a embarcar neste comboio, o governo está disposto a empurrar até 10% das ações para cima dos Correios. Pinheiro não esconde sua objeção a  mudança. Se fosse outro, talvez já tivesse até sido enfiado em um envelope e remetido a local incerto. O executivo, no entanto, se fia na boa relação com a presidente Dilma Rousseff, que, não custa lembrar, convidou-o pessoalmente a deixar a direção da Petros e assumir o comando dos Correios. Consultada, a estatal informa que “sempre deixou clara sua disposição em se associar, na condição de minoritária, ao consórcio vencedor”. Em relação a  fatia acionária, a companhia limitou- se a dizer que, “conforme já divulgado pela imprensa, a participação seria de até 5%”.

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30.04.13
ED. 4638

Centauro

Sebastião Bomfim Filho, dono da Centauro, adoraria levantar a plaquinha a  beira do gramado e anunciar a entrada da KKR no lugar da GP. O problema é como sacar do time um jogador reconhecidamente difícil e detentor de um terço das ações do clube.

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30.04.13
ED. 4638

Alstom

A Alstom quer porque quer comprar a participação da Bardella na fábrica de equipamentos industriais da dupla em Porto Velho (RO) – cada um tem 50% do negócio. Procurada, a Alstom informou que não “existem outras indicações de divisão societária”. A Bardella, por sua vez, não se pronunciou. Segundo fontes ligadas a  própria Alstom, aos olhos dos franceses, há muito que a empresa brasileira deixou de ser um sócio e se tornou um peso sobre os ombros. Pena!

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30.04.13
ED. 4638

Aché 1

 Surgiu uma nova possibilidade de desfecho para o conturbado processo de venda do Aché. Hypermarcas, EMS e União Química – sócias da empresa no BioNovis, um dos “superlaboratórios” criados sob os auspícios do BNDES – estariam costurando uma oferta conjunta a s famílias Sialyus, Baptista e Depieri, controladoras da companhia.

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30.04.13
ED. 4638

Aché 2

 Os Depieri, que insistem em permanecer no negócio, sinalizaram aos demais sócios ter na manga um parceiro disposto a pagar cerca de R$ 12 bilhões pelo Aché. Mas, até agora, plata que é bom…

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30.04.13
ED. 4638

Águas turvas

O Brasil tornou-se um rio barrento na vida da aguas de Barcelona, leia-se Suez. O grupo aperta, torce e nada de aumentar a rentabilidade da sua operação, focada na consultoria para empresas de saneamento. Foi pelo mesmo motivo que os catalães suspenderam seus investimentos em concessões públicas no país.

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