09.11.18
ED. 5991

Credores rasgam as páginas da Saraiva

A decisão do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, que representa os maiores selos do país à mesa de negociações com a Saraiva e recusou a proposta de recuperação extrajudicial feita pela empresa, é apenas o prefácio. A relação entre a rede varejista e seus credores está à beira da implosão. Muitos têm se negado a renegociar os pagamentos das dívidas da empresa. Bancos, editoras e demais fornecedores acusam a Saraiva de usar deliberadamente a ameaça de recuperação judicial como instrumento de pressão. A companhia estaria tentando inverter a ordem do jogo e empurrar os credores contra a parede, para arrancar deles um corte das dívidas que, em alguns casos, chegaria a 90%. A manobra não tem surtido efeito. Os credores cobram da família Saraiva um aporte de capital na rede varejista. Há cerca de três anos o grupo amealhou mais de R$ 700 milhões com a venda do seu braço editorial para a então Abril Educação, hoje Somos Educação. A dívida total da rede de livrarias é de aproximadamente R$ 320 milhões.

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