Categoria: Telecom
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Telecom
Pátria e Kinea avaliam aporte de capital da Winity
5/06/2026A possibilidade de uma nova injeção de capital na Winity Telecom entrou no radar do Pátria Investimentos e da Kinea, os dois principais acionistas da empresa. Segundo informação que circula no mercado, as duas gestoras avaliam o aporte com o objetivo de acelerar a guinada da companhia para infraestrutura móvel no atacado, com foco em redes neutras, cobertura indoor, conectividade corporativa e soluções wireless para operadoras. A Winity atua hoje na locação de infraestrutura passiva de telecom, incluindo torres e rooftops, além de soluções built-to-suit, DAS e SLS. Entre os contratos relevantes está o acordo com o Metrô de São Paulo para prestação de serviços de DAS e Wi-Fi nas Linhas 1, 2 e 3. O alvo agora é ampliar essa base de ativos e ocupar espaços em que as grandes teles preferem dividir capex a construir tudo sozinhas. Procuradas, Kinea e Pátria não se manifestaram.
Ressalte-se que essa “nova Winity” ainda carrega sombras da “velha Winity”. Em 2021, a empresa chegou a arrematar a faixa nacional de 700 MHz no leilão do 5G, pagando cerca de R$ 1,4 bilhão. O plano original era transformar a frequência em uma grande plataforma de infraestrutura móvel compartilhada para operadoras. O projeto, no entanto, esbarrou em uma sucessão de entraves regulatórios. A Anatel passou a impor restrições à utilização da faixa e aos acordos que a Winity pretendia firmar com as grandes teles, comprometendo a viabilidade econômica do modelo de negócios. Por fim, a companhia se viu forçada a devolver a concessão. A controvérsia, porém, ainda está longe de ter sido encerrada. O Conselho Diretor da Anatel avalia a ampliação das sanções contra a empresa, sob o entendimento de que a devolução da frequência não eliminaria automaticamente as obrigações assumidas no leilão nem os efeitos do atraso na execução da política pública associada ao certame.
A polêmica regulatória, ressalte-se, não inibiu a Kinea de apostar na Winity. O braço de private equity do Itaú se junto ao Pátria Investimentos no negócio no fim do ano passado, endossando o potencial de crescimento da empresa. A Fitch, por exemplo, estima que a empresa poderá alcançar receita acima de R$ 155 milhões em 2027, com margem Ebitda superior a 55%.