Categoria: Energia
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Energia
Leilão de baterias é mais uma promessa do governo Lula que perde energia
21/05/2026Em conversas com dirigentes do setor elétrico nos últimos dias, segundo relato de…
Energia
Chinesa CEEC mira a compra de usinas da Norsk Renewables no Brasil
14/04/2026A CEEC (China Energy Engineering Corporation) é apontada no setor como candidata à compra de ativos de energia solar da Norsk Renewables no Brasil. Desde o fim do ano passado, a empresa norueguesa busca um comprador para nove usinas fotovoltaicas em Minas Gerais. São geradoras maduras com contratos de longo prazo e benefícios tarifários previstos por lei até 2045. É um combo que apetece a CEEC. A estatal chinesa tem ampliado sua presença no Brasil, deixando de atuar exclusivamente como fornecedora de engenharia e infraestrutura, notadamente a grupos conterrâneos, para entrar diretamente na operação de fontes renováveis. Em novembro do ano passado, adquiriu um pacote de três usinas solares na Paraíba por R$ 520 milhões. Além do apetite por M&As, a CEEC planeja também desenvolver projetos de geração renovável greenfield no Brasil.
Energia
Empresa de transmissão da Brookfield põe mais um ativo sobre o balcão
6/04/2026O processo de desmobilização de ativos da Quantum, o braço de transmissão da Brookfield no Brasil, avança mais uma casa. A empresa busca um comprador para a Pampa Transmissão de Energia, uma de suas subsidiárias. A empresa reúne três linhas e uma subestação, somando cerca de 316 quilômetros de extensão, com concessão válida até 2049. No mercado, a colombiana ISA e a Argo Energia, joint venture entre o Grupo Energía Bogotá (GEB) e a Red Eléctrica de España, são apontadas como candidatas ao negócio. Esta última já comprou um pacote de 2,4 mil quilômetros em linhas transmissoras junto à própria Quantum, em 2022. Além disso, está com o caixa reforçado para aquisições: em outubro levantou R$ 1,7 bilhão por meio de uma emissão de debêntures.
Ao que tudo indica, não é de hoje que a Quantum vem preparando o terreno para a venda da Pampa. Há cerca de seis meses, comprou os 50% da companhia que até então pertenciam à espanhola Cymi, assumindo 100% do controle. Na ocasião, o mercado já especulava que a operação seria uma antessala para a posterior venda integral da Pampa a um valuation mais elevado. Ao longo dos últimos anos, a empresa de transmissão da Brookfield tem intensificado a estratégia de monetização de ativos mais maduros. A negociação mais emblemática foi a venda da Mantiqueira para a chinesa State Grid, em novembro do ano passado, transação que atribuiu à empresa um enterprise value de aproximadamente R$ 7 bilhões. Procurada pelo RR, a Quantum informou que “não comenta especulações de mercado”.
Energia
Um projeto de R$ 27 bilhões sob risco de curto-circuito
19/03/2026
Energia
Curtailment ameaça eletrocutar projetos da Atlas no Brasil
13/03/2026O imbróglio regulatório em torno do Curtailment – os cortes compulsórios na produção de energia determinados pelo ONS – começa a custar caro para o Brasil. Há informações no setor de que a Atlas Renewable Energy – controlada pelo fundo norte-americano Global Infrastructure Partners (GIP) – está reavaliando sua carteira de investimentos no Brasil. A empresa estuda vender ativos no mercado brasileiro e redirecionar recursos para outros países da América Latina em que atua, notadamente Chile e México. O portfólio da Atlas no Brasil soma 11 projetos em energia solar e eólica, com capacidade em torno de 4 MW. O redimensionamento da carteira no país estaria diretamente ligado às perdas impostas pelo curtailment, que pouco a pouco começam a minar projetos de investimento em energia renovável no Brasil. As amarras impostas pelo ONS se devem a um dos tantos gargalos estruturais do Brasil: a rede de transmissão não tem capacidade de receber e distribuir toda a energia gerada, o que obrigada usinas renováveis a suspenderem a produção e a comercialização. Ou seja: elas ficam impedidas de gerar receita sem reduzir na mesma proporção os custos fixos do projeto. Estima-se que, no passado, as empresas de geração solar e eólica perderam mais de R$ 1 bilhão.
Em março, a Atlas Renewable Energy fez uma série de demissões no Brasil. Os cortes se devem exatamente às perdas decorrentes do curtailment. Em contato com a RR, a empresa confirmou que “realizou um ajuste organizacional pontual no país após uma revisão de sua estrutura operacional, com o objetivo de adequá-la às condições atuais do mercado brasileiro de energia renovável”. A companhia ressalta que “o cenário de curtailment elevado e recorrente tem impactado os geradores ao afetar a previsibilidade de receitas e reduzir a visibilidade para novos aportes”. Perguntada sobre possíveis cortes de investimento, a Atlas disse que “realiza avaliações contínuas e criteriosas de seu portfólio de projetos, considerando as condições regulatórias, operacionais e de mercado vigentes em cada país onde atua. No Brasil, esse acompanhamento é especialmente atento diante do atual cenário de curtailment e dos desafios relacionados à infraestrutura de transmissão e à incerteza regulatória”. Ou seja: para bom entendedor… A Atlas afirma que “O Brasil continua sendo um mercado estratégico para a Atlas Renewable Energy e segue no radar prioritário da companhia na América Latina. Embora o cenário de curtailment e os gargalos de transmissão, bem como a falta de uma solução regulatória, tragam desafios relevantes para todo o setor, a empresa mantém seu compromisso de longo prazo com o país”. A emnpresa diz ainda que “avalia constantemente as condições de mercado em todas as geografias onde atua, mas isso faz parte de uma gestão responsável de portfólio e não representa um movimento de redirecionamento estrutural de investimentos para fora do Brasil. A companhia entende que o enfrentamento adequado das questões relacionadas ao curtailment é fundamental para preservar a confiança dos investidores e sustentar a expansão das energias renováveis no país.”Embora afirme que “não há, neste momento, qualquer decisão ou movimento de redistribuição de capital entre países da região”, a Atlas diz que “adota uma gestão disciplinada e técnica de seu portfólio na América Latina, baseada em avaliações contínuas das condições de cada mercado. Para isso, “considera um conjunto amplo e integrado de fatores em suas análises de investimento, incluindo estabilidade regulatória, previsibilidade de receitas, disponibilidade de infraestrutura, condições de financiamento e demanda de longo prazo por energia renovável”.
Energia
Será que Angra 3 estará nas cenas dos próximos capítulos da Âmbar?
25/02/2026A Eletronuclear é um jogo no qual os irmãos Batista entraram já antevendo o resultado final. A decisão da ENBPAr (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional) de abrir mão do direito de preferência sobre as ações da estatal em poder da Axia reforça a sintonia entre o governo Lula e Joesley e Wesley Batista. A coreografia de um parece feita sob medida para acompanhar os passos do outro. O movimento da ENBPar abre caminho para a Âmbar Energia, enfim, sacramentar a aquisição da participação da Axia na Eletronuclear. Para todos os efeitos, a União levou quatro meses para informar se exerceria ou não a opção de compra das ações. Mas, no setor, já era dado como certo que essa demora não passava de um filme de suspense fajuto. A questão que realmente prende a plateia é descobrir quais serão as próximas cenas dessa película. No fundo do cinema, surgem cochichos de que o governo poderá anunciar em breve um plano para a retomada das obras de Angra 3 com recursos federais. Para os novos sócios da Eletronuclear, não seria exatamente um plot twist.
Energia
Grupo indiano deve aumentar voltagem judicial no setor elétrico brasileiro
2/02/2026A judicialização do setor elétrico brasileiro – uma bola de neve que envolve mais de R$ 150 bilhões, nas estimativas mais conservadoras – está prestes a ganhar um novo capítulo. A indiana Two Square (antiga Sterlite) avalia entrar na Justiça contra a Aneel. Na semana passada, a agência confirmou os pedidos de caducidade antecipada das concessões da Serra Negra e Tangará, empresas de transmissão controlada pelo grupo asiático. A alegação é que ambas não cumpriram obrigações contratuais e acumulam atrasos no cronograma de seus respectivos projetos, incluindo a falta de licenças ambientais, o que é rechaçado pelos indianos. Na queda de braço com a Aneel, a Two Square sustenta que houve mudança de entendimento regulatório ao longo da execução dos projetos, além de entraves exógenos — ambientais, fundiários e financeiros — que teriam comprometido os cronogramas originais. A estratégia jurídica questionaria tanto o mérito da caducidade quanto o rito adotado pela Aneel, com pedidos de tutela para suspender os efeitos da decisão. Seja com o nome de Sterlite, seja rebatizada como Two Square, a história do grupo indiano no Brasil pode ser dividida em duas etapas. A primeira, de bonança, ao arrematar concessões de transmissão com investimentos somados da ordem de R$ 4 bilhões; a segunda, de tempestade: no ano passado, a empresa entrou em recuperação extrajudicial no Brasil na tentativa de repactuar dívidas de R$ 1,4 bilhão.
Energia
Novo gabinete da Aneel é recebido com ceticismo pelo setor elétrico
30/01/2026
Energia
Atvos prepara novo ciclo de investimentos no Brasil
21/01/2026Nos bastidores do setor sucroenergético, corre a informação de que a Atvos, leia-se Mubadala, está embalando um novo e aditivado programa de investimentos para o Brasil. As cifras sobre a mesa chegariam a R$ 12 bilhões, acima dos R$ 10 bilhões planejados anteriormente. O principal eixo no plano estratégico da empresa envolve a entrada mais robusta no etanol de milho, com foco no Mato Grosso do Sul. A Atvos estuda a implantação de ao menos duas plantas industriais no Estado, com investimentos que, somados, podem ultrapassar a casa dos R$ 2 bilhões. A lógica é aproveitar a abundância de grãos na região e reduzir a dependência do ciclo da cana, criando uma operação mais perene ao longo do ano. Outro vetor relevante é o biometano. Internamente, o projeto já anunciado em Nova Alvorada do Sul é tratado como piloto de uma estratégia mais ampla de monetização de resíduos industriais e agrícolas. A ideia seria replicar o modelo em outras unidades, com dupla finalidade: reduzir custos energéticos próprios e criar um novo fluxo de receita com a venda do combustível renovável. Há ainda estudos preliminares envolvendo rotas avançadas de biocombustíveis, incluindo etanol voltado à aviação sustentável (SAF) e derivados de maior valor agregado. Procurada pelo RR, a Atvos não se manifestou até o fechamento desta matéria.
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Claifund lança ofensiva em geração renovável e data centers no Brasil
19/01/2026O Claifund (China-LAC Industrial Cooperation Investment), que se associou ao Pátria Investimentos na termelétrica Marlim Azul, em Macaé, tem sondado empresas da área de geração renovável no Brasil. Os chineses miram oportunidades na fronteira entre energia e infraestrutura digital. No setor, corre à boca miúda que uma das companhias com quem o fundo mantém conversas é a Casa dos Ventos. Nesse caso, todas as pontas parecem se unir. A Casa dos Ventos está envolvida em um dos maiores investimentos em curso no Brasil: a instalação de um data center no Ceará, orçado em aproximadamente R$ 200 bilhões. Seu parceiro no projeto é a Omnia, o braço de infraestrutura digital do Pátria. E quem enfeixa esse empreendimento imobiliário é a chinesa TikTok – será o seu primeiro data center na América Latina. Ou seja: trata-se de um investimento estratégico para Pequim. O Claifund se encaixaria nesse ou em outros projetos de data centers/energia no Brasil, funcionando como mais um braço de apoio para os interesses chineses.
Energia
O que falta para a Fortescue tirar do papel megaprojeto de R$ 18 bi?
16/01/2026Clientes. Essa é a resposta para a pergunta do título. A australiana Fortescue tem peregrinado em busca de compradores para o hidrogênio verde e amônia que pretende produzir em Pecém, no Ceará. Segundo informações que circulam no mercado, já bateu à porta de grandes grupos como Shell, Basf e TotalEnergies. O objetivo da companhia é fechar um colar de contratos de longo prazo que viabilizem o megaprojeto no Nordeste. O empreendimento é considerado hoje o mais avançado do país na área. A Fortescue planeja investir cerca de R$ 18 bilhões para implantar uma planta integrada de produção de hidrogênio e amônia verdes, com início de operação estimado para 2030 e foco prioritário na exportação. A empresa já concluiu a engenharia conceitual, obteve licença ambiental prévia e firmou um pré-contrato com o Porto do Pecém, assegurando acesso à infraestrutura logística necessária para embarque em larga escala.
Energia
Serena busca parceiros para acelerar sua expansão nos Estados Unidos
13/01/2026
Energia
Geradoras pressionam governo por regra permanente para curtailment
6/01/2026
Energia
Alto-Comando da Enel deverá desembarcar no Brasil em meio ao risco de cassação
23/12/2025
Energia
Crise em São Paulo ameaça renovação da concessão da Enel no Ceará
12/12/2025O ciclone em São Paulo “atingiu” o Ceará. Ao menos no mapa de negócios da Enel no Brasil. A nova interrupção no fornecimento de energia em São Paulo aumenta a pressão sobre os italianos no momento em que o grupo negocia a renovação da concessão da Enel Ceará, sua distribuidora local. Segundo informações filtradas pelo RR, parlamentares cearenses têm feito gestões junto à Aneel para que a extensão do contrato seja condicionada a um novo e expressivo plano de investimentos no estado. Ou seja: a crise da companhia em São Paulo virou uma moeda de troca para a bancada e o próprio governo do Ceará. Até porque a ambiência dentro da Aneel permite tal instrumentalização. O que se vê na agência é um território cada vez mais hostil aos italianos. Ainda que a Enel São Paulo e a Enel Ceará sejam empresas completamente distintas, a diretoria do órgão regulador tem enxergado as atividades do grupo no país como uma coisa só. São flagrantes as demonstrações de falta de boa vontade em relação à Enel. Na última terça-feira, o colegiado se reuniu para analisar a renovação do contrato de quatro distribuidoras. A Aneel recomendou ao Ministério de Minas Energias a prorrogação das concessões da Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Coelba (BA) e Energisa Mato Grosso (MT). Mas adiou a votação sobre o pedido da quarta empresa, exatamente a Enel Ceará. Ressalte-se que o relator do processo, Fernando Mosna, já se posicionou contra a renovação da licença da empresa.
Energia
Governo avalia usar fundos regionais para compensar geradoras
5/12/2025O governo federal estuda alternativas para compensar as perdas sofridas por geradoras de energia renovável por conta do curtailment – os cortes obrigatórios de produção ordenados pelo ONS. Uma das ideias discutidas é o uso de recursos dos fundos de desenvolvimento regional, a exemplo do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e do FNO (Fundo Constitucional do Norte). Outra proposta em voga é a criação de uma linha específica do BNDES. O curto-circuito com os investidores se agravou após o governo Lula vetar o trecho da MP do setor elétrico que previa o pagamento de uma indenização às empresas de geração. A derrubada provocou forte reação no mercado. Somente neste ano as companhias já perderam mais de R$ 3,5 bilhões com o curtailment.
Energia
O duro recado da EDP (e não só da EDP) para o governo
7/11/2025A EDP subiu o tom — e dificilmente ficará sozinha. Ao anunciar seu novo plano de investimentos no Brasil, sem grandes projetos em geração renovável, a companhia sino-portuguesa inaugurou uma nova fase de tensão entre o setor elétrico e o governo. O Ministério de Minas e Energia já recebeu sinais de que mais uma grande empresa de energia deverá anunciar nos próximos dias a redução dos investimentos em usinas eólicas e solares enquanto não houver uma mudança nas regras do curtailment. Trata-se dos cortes compulsórios de geração impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), provocados pela incapacidade do sistema de escoar a energia produzida. O dispositivo virou símbolo da fadiga regulatória que trava o avanço das renováveis no país. Só neste ano, as empresas de geração já perderam mais de R$ 3 bilhões. Nesta semana, a EDP, controlada pela chinesa Three Gorges, anunciou investimentos de 1,3 bilhão de euros no Brasil, recursos que devem ser quase que inteiramente destinados a distribuição e transmissão. Ou seja: por ora, a geração está fora do game. A decisão da EDP deve ser lida com um instrumento de pressão que vocaliza o setor: sem compensação financeira e segurança jurídica, os investidores tendem a reduzir aportes em energia renovável no Brasil.
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Fundo canadense mira transição energética no Brasil
31/10/2025O fundo canadense Cordiant Capital tem planos de ampliar seu portfólio no Brasil. O que se ouve no mercado é o interesse em investir em usinas solares e na produção de hidrogênio verde. Também estão na mira projetos de bioenergia e etanol que integrem o agronegócio à geração elétrica. A seleção de novos ativos é conduzida a partir do escritório em São Paulo. Com uma estratégia concentrada em cadeias de valor do agronegócio, energia de transição e infraestrutura digital, a gestora enxerga o Brasil como um mercado de alto potencial para novas alocações. O Cordiant, que administra aproximadamente US$ 4 bilhões em ativos, já tem histórico de investimento em ativos de infraestrutura no país. Entre eles, o financiamento de US$ 79 milhões à Brazil Tower Company, empresa de torres de telecomunicações.
Energia
Fundos imobiliários apostam em energia solar para turbinar investimentos em galpões
20/10/2025Grandes investidores em galpões logísticos estão monetizando o “andar de cima”. A instalação de painéis solares no teto de centros de distribuição tem se revelado uma linha estratégica de receita e um fator de atratividade para inquilinos intensivos em energia, como empresas de automação ou de cargas refrigeradas, a exemplo de laboratórios farmacêuticos. O fundo IBBP11, da inVista Brazilian Business Park, vem concentrando seus aportes em estruturas com sistemas fotovoltaicos. A GLP Capital Partners também tem dado prioridade a galpões com a disponibilidade de energia solar. Nesses casos, a geração própria tem figurado como uma renda imobiliária complementar. Em regiões onde a tarifa industrial supera o valor de R$ 1,20/kWh, o payback desses sistemas pode ficar entre quatro e seis anos. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), mais de 40% das novas instalações de geração distribuída no país se dão em coberturas industriais e galpões de grande porte.
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Indústria projeta novo aumento da produção de biocombustíveis
15/10/2025Os grandes produtores de biocombustíveis do Brasil trabalham com projeções aditivadas para este ano. A previsão é que o volume de grãos esmagados chegue a 60 milhões de toneladas, o correspondente a mais de um terço da produção da commodity. Trata-se de um número superior às estimativas mais recentes da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), em torno de 58 milhões de toneladas. O principal motivo é o aumento de 14% para 15% da mistura de biodiesel ao diesel comum. O crescimento da rentabilidade das exportações de óleo e de proteína vegetal também contribui para o cenário positivo. China, Índia e União Europeia têm ampliado as compras diante da volatilidade dos preços do petróleo e da busca por alternativas energéticas sustentáveis
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A homeopática “privatização” da Cemig
11/09/2025Enquanto Romeu Zema roda feito biruta em relação ao futuro da Cemig – ora, fala em privatização; ora em federalização -, a companhia mineira prepara a venda de um novo pacote de ativos na área de geração. Segundo informações que circulam no setor, o combo deverá incluir, entre outras usinas, as PCHs Pai Joaquim e Tronqueiras. Possíveis compradores já vêm sendo sondados pela estatal. Consultada pelo RR, a Cemig não quis se manifestar. Desde o início do governo Zema, em 2019, ressalte-se, a companhia já levantou mais de R$ 9 bilhões com a venda de ativos e de participações societárias. Na prática, é como se a Cemig estivesse sendo submetida a uma “desestatização” em parcelas.
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Distribuidoras agradecem por sintonia entre Alexandre Silveira e o TCU
8/09/2025
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Hidrogênio verde entra no radar do Mubadala no Brasil
3/09/2025A Acelen, braço de energia do Mubadala no Brasil, avalia investir na produção de hidrogênio verde. Estudos deverão ser desenvolvidos no Acelen Agripark, o centro de inovação tecnológica inaugurado ontem pela empresa em Montes Claros (MG), um investimento da ordem de R$ 300 milhões. A entrada em hidrogênio verde adicionaria mais alguns bilhões ao já ambicioso plano de investimentos da Acelen. A companhia prevê um desembolso de R$ 12 bilhões na produção de combustíveis renováveis, como diesel verde e SAF (combustível sustentável de aviação, na sigla em inglês). A Acelen é uma peça importante no mosaico de negócios do Mubadala em transição energética, que, entre outros ativos, inclui a Masdar, nos Emirados Árabes, já com investimentos em hidrogênio verde.
Energia
Aneel deve manter tarifa vermelha na conta de luz de setembro
29/08/2025A Aneel vai anunciar hoje a bandeira tarifária para setembro. A julgar pelas discussões internas travadas ontem no fim da tarde, a agência reguladora deverá manter o acionamento vermelho, no patamar 2. Significa dizer que as contas de luz terão um adicional de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos. A decisão se deve aos níveis reduzidos dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que estão apenas com 58,4% da sua capacidade, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema). O armazenamento hídrico de Furnas, responsável por mais de 17% do subsistema, está em um patamar ainda mais baixo: 54%.
Energia
Governo quer indenizar usinas eólicas e solares em prestações
21/08/2025O Ministério de Minas e Energia avalia adotar uma solução intermediária para o impasse em torno do ressarcimento às geradoras de energia eólica e solar pelo chamado curtailment, quando a produção é interrompida por ordem do operador do sistema. A proposta em estudo prevê o pagamento de 50% dos valores devidos ainda em 2025 e a quitação da outra metade somente no próximo ano. O passivo total cobrado pelas empresas é da ordem de R$ 3 bilhões, retroativos a perdas sofridas em 2021. A ideia de fatiar o ressarcimento vem sendo discutida como forma de mitigar a pressão política das companhias afetadas, ao mesmo tempo que permitiria diferir o impacto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no entanto, resiste à medida e defende que não haja qualquer desembolso imediato, sustentando que a questão deve ser resolvida apenas após decisão definitiva sobre a legalidade dos contratos.
Energia
Uruguai tenta embagar parque eólico da Eletrobras na fronteira
21/07/2025A Eletrobras está no centro de um entrevero diplomático entre Brasil e Uruguai. O RR apurou que o governo uruguaio formalizou ao Itamaraty uma reclamação referente à construção do Parque Eólico Coxilha Negra, localizado em Sant’Ana do Livramento (RS), na fronteira
com o país vizinho.
As obras do empreendimento teriam avançado sobre uma região que é objeto de uma disputa bilateral, com ações na Justiça dos dois países. O Uruguai argumenta que, devido a um erro na demarcação da fronteira, em 1856, parte do Rincão de Artigas, com 237 km2,
passou ilegalmente para o Brasil, sendo incorporado ao município de Santana do Livramento.
No contato com autoridades brasileiras, os uruguaios têm deixado no ar a ameaça de buscar a Justiça para paralisar as obras do empreendimento da Eletrobras. Este é um dos maiores projetos de geração eólica da companhia. O Parque Eólico Coxilha Negra prevê a instalação de 72 aerogeradores com capacidade total de 302,4 MW. A previsão é que o parque esteja operando a pleno vapor até o fim de 2026. Isso se não vier uma rajada
judicial dos lados do Uruguai.
A Eletrobras está no centro de um entrevero diplomático entre Brasil e Uruguai. O RR apurou que o governo uruguaio formalizou ao Itamaraty uma reclamação referente à construção do Parque Eólico Coxilha Negra, localizado em Sant’Ana do Livramento (RS), na fronteira
com o país vizinho.
As obras do empreendimento teriam avançado sobre uma região que é objeto de uma disputa bilateral, com ações na Justiça dos dois países. O Uruguai argumenta que, devido a um erro na demarcação da fronteira, em 1856, parte do Rincão de Artigas, com 237 km2,
passou ilegalmente para o Brasil, sendo incorporado ao município de Santana do Livramento. No contato com autoridades brasileiras, os uruguaios têm deixado no ar a ameaça de buscar a Justiça para paralisar as obras do empreendimento da Eletrobras.
Este é um dos maiores projetos de geração eólica da companhia. O Parque Eólico Coxilha Negra prevê a instalação de 72 aerogeradores com capacidade total de 302,4 MW. A previsão é que o parque esteja operando a pleno vapor até o fim de 2026. Isso se não vier uma rajada
judicial dos lados do Uruguai.
Energia
Argentina busca no Brasil a luz que lhe falta
18/07/2025
Energia
Minas e Energia e Aneel têm novo curto-circuito
11/07/2025Surgiu mais um fio desencapado na relação entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. Na semana passada, Feitosa encaminhou um ofício ao Ministério solicitando o retorno à agência reguladora de servidores cedidos à Pasta, muitos deles ocupando cargos de alto coturno – casos do secretário de Energia Elétrica, Gentil Nogueira; do presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Thiago Prado; e do diretor financeiro de Itaipu, André Pepitone. Para todos os efeitos, a requisição se deu por conta do corte de 25% no orçamento da Aneel. No protocolo, Feitosa cita o “risco iminente” de que as atividades do órgão sejam afetadas de “modo crítico” pela falta de servidores qualificados. No entanto, Silveira e seus assessores enxergam algo mais na medida. Feitosa estaria instrumentalizando a redução das verbas para travar uma queda de braço e mostrar força no embate com Silveira. Ambos têm um histórico de curtos-circuitos. Em agosto do ano passado, por exemplo, o ministro criticou a Aneel de omissão e ameaçou intervir na regulação do setor por conta de atrasos em processos de responsabilidade da agência. O próprio Gentil Nogueira é uma personagem importante nesse roteiro de fagulhas. Consta que Silveira age nos bastidores para derrubar Feitosa e colocar Nogueira no cargo.
Energia
Spic e Recurrent Energy podem investir mais R$ 1 bi em geração solar
18/06/2025
Energia
Hidrogênio verde entra no rol de investimentos da GWM no Brasil
6/06/2025O investimento da Great Wall Motors (GWM) no Brasil irá além da fabricação de automóveis. A FTXT (GWM Hydrogen), braço de energia limpa do grupo, está desembarcando no país. Há informações no setor de que os chineses vão desenvolver projetos de produção de hidrogênio verde – as portas estariam abertas para possíveis parceiros. A prioridade será o suprimento da fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), parte de um pacote de investimentos de R$ 10 bilhões no Brasil. No entanto, os planos da FTXT contemplam também a venda de energia para terceiros. A companhia firmou um acordo de cooperação com a Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais, voltado à transferência e ao intercâmbio de tecnologias associadas ao uso de hidrogênio verde em caminhões e outros veículos. Fundada há pouco mais de cinco anos, a FTXT tem cinco centros de pesquisa e desenvolvimento, dois deles na China e os demais no Japão, Alemanha e Canadá. O Brasil está prestes a estacionar nesse seleto clube.
Energia
Power China planeja construir segundo parque solar no Nordeste
30/05/2025O RR apurou que a Power China avalia a construção de um novo complexo de energia solar no Nordeste. Há conversas em andamento com os governos da Bahia e do Ceará. O investimento estimado beira os R$ 2 bilhões. Existe a possibilidade de o BNDES e o Banco do Nordeste (BNB) se juntarem no financiamento ao projeto. Recentemente, os dois bancos de fomento anunciaram novas linhas de crédito para geração renovável. O BNB, por exemplo, tem como meta liberar ao longo deste ano R$ 6 bilhões para investimentos em energia limpa, 18% a mais do que em 2024. Ressalte-se que a Power China já está erguendo um parque de geração fotovoltaica em território cearense, mais especificamente entre os municípios de Mauriti e Milagres, projeto da ordem de R$ 1,8 bilhão.
Energia
Plano de Zema para a Cemig ameaça criar uma nova “Eletrobras”
23/05/2025O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, precisa decidir se quer a privatização ou a federalização da Cemig. Entre os investidores da área de energia, a combinação entre as duas hipóteses soa como algo inviável, ao menos no formato idealizado por Zema e sua equipe. No setor, há o receio de que o governo mineiro esteja gestando uma nova “Eletrobras” no quesito governança, ou seja, uma public company sob risco constante de ingerências políticas. Zema pretende privatizar a Cemig, com a pulverização do seu capital. E posteriormente repassar ao governo federal o restante da participação de Minas Gerais na empresa, no âmbito da renegociação da dívida do estado junto à União. Significa dizer que, nesse modelo, os futuros acionistas privados da Cemig teriam como sócio minoritário o governo federal. Que governo federal? Se for o de Lula ou do PT, a Eletrobras é um “benchmarking” preocupante, vide as seguidas tentativas de interferência na gestão da ex-estatal. A ameaça – bastante plausível – de que a história se repita joga contra a própria privatização da Cemig. Trata-se, desde já, de um fator de depreciação do ativo. Aliás, desde o início do mês, quando o modelo de privatização sucedida da federalização ganhou corpo, a ação da empresa já acumula queda de 4%.
Energia
Energo-Pro parte para novas aquisições no Brasil
13/05/2025A tcheca Energo-Pro está elétrica, em busca de novos ativos no Brasil. No setor, há informações sobre o seu interesse na Ibitu Energia, controlada pelo fundo norte-americano Castlelake. Trata-se de um negócio avaliado em torno de R$ 2,5 bilhões. A empresa está à venda desde o ano passado. Seu portfólio reúne usinas hidrelétricas e eólicas em seis estados, além de um pipeline de projetos de energia renovável superior a 1 GW. Em fevereiro, a Energo-Pro adquiriu, junto à Copel, a hidrelétrica Baixo Iguaçu, no Paraná, por R$ 1,5 bilhão. Seus planos para o Brasil incluem investimentos da ordem de US$ 500 milhões nos próximos três meses. Com sede em Praga, a companhia opera mais de 50 usinas hidrelétricas, a maior na Europa, em países como Bulgária, Geórgia, Turquia e Espanha.
Energia
Argentina negocia compra de energia no Brasil com contratos de longo prazo
8/05/2025A estatal argentina Cammesa tem batido à porta de empresas do setor elétrico no Brasil para negociar a importação de energia. Há tratativas com Tradener e Eneva, entre outras. Em vez de compras pontuais, as conversas envolvem a assinatura de contratos por prazos mais longos, superiores a 12 meses. Mesmo com o fim do verão e a gradual queda do consumo, o país vizinho enfrenta seguidos problemas no abastecimento de eletricidade. A dependência do Brasil aumenta por conta da escassez de novos projetos de geração e transmissão na Argentina. Há uma licitação em curso para a construção de termelétricas. Ainda assim, a previsão é de que as primeiras usinas somente entrarão em operação dentro de quatro anos, devido à saturação das fabricantes de turbinas em todo mundo. A situação chegou a tal ponto que, além da importação de energia do Brasil, o governo Milei avalia comprar navios da empresa turca Karpowership, que geram eletricidade no local.
Energia
Banco do Nordeste aumenta financiamento para projetos no mercado livre
7/04/2025
Energia
TotalEnergies e Casa dos Ventos abrem o cofre para investir em hidrogênio verde
1/04/2025Há conversações entre a TotalEnergies e a Casa dos Ventos, de Mario Araripe, em torno de um novo aporte de capital na joint venture que ambas mantêm na área de energia renovável. Atualmente, os franceses detêm 34% do negócio, pelo qual pagaram aproximadamente R$ 4 bilhões – incluindo a assunção de dívidas. A injeção de recursos teria como principal objetivo dar fôlego para a entrada da empresa no negócio de hidrogênio verde. A Casa dos Ventos está envolvida em um projeto para a produção de até 160 mil toneladas de hidrogênio e outras 900 mil toneladas de amônia no Porto de Pecém (CE). O empreendimento já nasce com a promessa de demanda garantida, e dentro de casa. A própria TotalEnergies pretende comprar parte da produção para suprir refinarias na Europa. Consultadas pelo RR, Casa dos Ventos e TotalEnergies não se manifestaram.
Energia
Aneel avalia manter bandeira verde em abril
28/03/2025A Aneel vai anunciar até a próxima segunda-feira a cor da bandeira tarifária para o mês de abril. O assunto foi debatido pela diretoria da agência ao longo do dia de ontem, mas o martelo só deverá ser batido hoje. Há uma propensão do órgão regulador em manter a bandeira verde. Os reservatórios seguem em níveis confortáveis, ainda que com ligeira queda em algumas regiões do país. No subsistema do Norte, a Energia Armazenada (EAR) recuou de 96%, no fim de fevereiro, para 94,16%. No Sudeste/Centro-Oeste, o índice desceu de 70,5% para 68,1%. Já no Nordeste, o EAR está em 78,2%, contra 80% no mês passado. Caso mantenha a bandeira verde, será o quinto mês seguido sem custo adicional na conta de luz. O bolso do brasileiro agradece. E o governo Lula também.
Energia
Banco asiático energiza investimentos chineses no setor elétrico brasileiro
27/03/2025Informação que circula no Ministério de Minas e Energia: o Asian Infraestructure Investment Bank (AIIB) mantém entendimentos com grandes empresas chinesas do setor elétrico para financiar projetos em energia renovável no Brasil. Os valores sobre a mesa giram em torno dos US$ 5 bilhões. Uma das tratativas mais avançadas seria com a SPIC (State Power Investment Corporation). A estatal chinesa já investiu mais de R$ 14 bilhões ao longo dos últimos sete anos no país. E, em conversas com autoridades brasileiras, executivos da companhia mencionam novos aportes de até R$ 10 bilhões nos próximos anos. Entre outros negócios, a SPIC controla os parques eólicos Millennium e Vale dos Ventos (Paraíba) e os projetos termelétricos GNA I e GNA II.
Energia
BNDES pode ser a faísca que falta para hub de hidrogênio verde baiano
24/03/2025O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, do PT, está buscando o apoio do BNDES para a implementação do hub de hidrogênio verde no estado. No entendimento do governo baiano, o projeto precisa de uma fagulha de recursos públicos para sair do papel. Na paralela, há conversas também com grupos chineses, como a Sinopec, e árabes. Os assessores de Rodrigues trabalham com a estimativa de investimentos da ordem de R$ 50 bilhões. A portuguesa Galp deve dar a partida ainda neste ano, com a implantação de uma planta piloto de hidrogênio verde em Camaçari.
Energia
Depois do sol, PowerChina mira nos ventos brasileiros
18/03/2025Há informações no mercado de que a PowerChina International planeja instalar dois complexos de geração eólica no Nordeste. O investimento sobre a mesa gira em torno de R$ 2,5 bilhões. Seria a segunda fornada de aportes do grupo estatal no Brasil. Até o fim de abril, a PowerChina vai inaugurar, em parceria com a brasileira Pontoon Clean Tech, um parque solar entre os municípios de Mauriti e Milagres, no Ceará, ao custo de aproximadamente R$ 1 bilhão. Os chineses trazem credenciais importantes. Além dos empreendimentos em seu país, a empresa está à frente, por exemplo, da construção do maior parque eólico do Egito.
Energia
Multas aplicadas a distribuidoras viram poeira na Justiça
13/03/2025O governo finge que regula; a Aneel finge que fiscaliza e pune. E as empresas de energia? Essas não têm sequer a preocupação de fingir que pagam. Importantes negociações para a renovação de concessões de distribuidoras estão travadas por conta do emaranhado de processos judiciais movidas pelo setor para escapar de multas aplicadas pela agência reguladora. O montante das sanções contestadas na Justiça beira R$ 1 bilhão. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vem tentando montar um bem bolado: atrelar a prorrogação dos contratos ao pagamento ao menos de parte dessas multas. No entanto, as distribuidoras fingem que não é com elas. Para que gastar esse dinheiro se a Justiça tem lhes dado guarida, com várias decisões favoráveis? A campeoníssima no talonário de multas da Aneel é a Enel. Somadas suas distribuidoras no Ceará, Rio de Janeiro e, sobretudo, São Paulo, a capital nacional dos apagões, o valor passa dos R$ 600 milhões. É um dinheiro que faz uma falta à União…
Energia
Mobilidade e descarbonização são prioridade para a Pasta da Ciência e Tecnologia
11/03/2025A descarbonização do setor automotivo está no topo das prioridades da nova diretor do Instituto Nacional de Tecnologia – órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia -, Marcia Gomes de Oliveira. No fim de junho, o INT vai inaugurar seu Laboratório de Tecnologia em Mobilidade, um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos sistemas de motorização e de combustíveis. Um dos objetivos é acelerar os estudos sobre o uso de hidrogênio verde e de misturas Diesel-Biodiesel-HVO (Hydrotreated Vegetable Oil). Funcionária de carreira do INT, Marcia Oliveira foi escolhida para suceder Iêda Caminha, que se aposentou do órgão depois de cumprir mandato de quatro anos. Seu nome foi selecionado por um Comitê de Busca criado pelo Ministério, derrotando outros três candidatos técnicos: Marcos Campos (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RJ), Suzana Borschiver e Paula Fernandes (ambas da Escola de Química da UFRJ).
Energia
Estatal boliviana garimpa compradores no Brasil para o gás de Vaca Muerta
28/02/2025A YPFB vem mantendo conversas com a norte-americana New Fortress Energy em torno de um possível acordo para o fornecimento de gás da reserva de Vaca Muerta, na Argentina. O insumo abasteceria a térmica de Portocem I, em Barcarena (PA). Trata-se de um dos maiores projetos termelétricos em andamento no Brasil, um investimento total de R$ 5,4 bilhões. Ressalte-se que, no fim do ano passado, a YPFB já fechou com a TotalEnergies e a Matrix Energia o primeiro contrato para a comercialização no Brasil do gás extraído de Vaca Muerta e transportado pelo Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil).
Energia
A outra “Margem Equatorial” da Petrobras
25/02/2025Guardadas as devidas proporções, há outra “Margem Equatorial” no caminho da Petrobras. Trata-se do bloco marítimo GUA-OFF-0, na Colômbia, uma sociedade entre a Ecopetrol (55,56%) e a companhia brasileira (44,44%). A analogia se deve à pressão do governo do presidente colombiano Gustavo Petro sobre os órgãos ambientais locais para acelerar a concessão de todas as licenças para a operação. A perfuração do poço Sirius-2, no ano passado, mostrou que a área abriga a maior reserva de gás já descoberta na Colômbia, superior a seis trilhões de pés cúbicos. Para se ter uma dimensão do que isso representa, é o dobro do atual volume disponível no país. Há todo um interesse do governo Petro em acelerar os trabalhos, pois as projeções apontam risco de déficit de gás na Colômbia a partir do próximo ano. O início da produção formal em Sirius-2 está previsto para 2029. A ideia é antecipar a exploração em dois anos, pelo menos. Ecopetrol e Petrobras planejam investir US$ 1,2 bilhão na fase exploratória e outros US$ 2,9 bilhões na produção. Está prevista ainda a instalação de um gasoduto para o transporte do insumo do campo para uma unidade de tratamento em terra.
Energia
Rodrigo Pacheco tenta blindar Cemig de restrição na geração distribuída
25/02/2025A bancada mineira no Congresso, à frente o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está fazendo pressão para brecar o projeto de lei 671/2024. O PL propõe que empresas do mesmo grupo econômico de distribuidoras de energia sejam impedidas de atuar no mercado de geração distribuída. A iniciativa atinge em cheio a Cemig. Se aprovado, o projeto de lei significaria a sentença de morte da Cemig SIM, braço de geração distribuída da estatal mineira. O PL desencadeou lobbies e contra-lobbies elétricos na Câmara. De um lado, a Associação Brasileira de Geração Distribuída, que tacha a atuação das distribuidoras no segmento como concorrência desleal; do outro, grandes concessionárias, reunidas sob a égide da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). Em tempo: curiosamente, o autor do projeto de lei é um parlamentar mineiro, o deputado federal Marcelo Freitas (União).
Energia
Brasil e Emirados Árabes costuram parceria em geração renovável
19/02/2025O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mantém conversas com autoridades dos Emirados Árabes em torno de investimentos conjuntos em energia renovável no Brasil. De eólicas e solares a hidrogênio verde, há de tudo um pouco nas tratativas. Os árabes, sinônimo de combustível fóssil, já anunciaram que vão desembolsar globalmente mais de US$ 50 bilhões em projetos de descarbonização até 2030. Há pouco mais de um mês, não custa lembrar, Brasil e Emirados Árabes anunciaram um acordo de R$ 15 bilhões para investimentos em exploração de minerais estratégicos. Ou seja: transição energética na veia.
Energia
Quem vai ficar com as PCHs da família Caiado?
14/02/2025A Tradener é apontada no mercado como candidata à compra de um pacote de PCHs colocadas à venda pela Grupo Rialma. Trata-se da empresa de energia da família Caiado. À frente do negócio está Emival Ramos Caiado Filho, primo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Uma das principais comercializadoras de energia do país, a Tradener tem feito crescentes investimentos na área de geração. Já é dona de quatro PCHs, além de três complexos de energia eólica e uma termelétrica. Procurada, a Tradener informou que “não comenta negociações de mercado”. A empresa diz ainda que “todas as informações da marca são divulgadas sobre negócios que ela efetivamente tenha realizado”. Já o Grupo Rialma não se manifestou.
Energia
Entre idas e vindas, Elera busca mais recursos para ampliar parque solar
22/01/2025A Elera, braço de energia renovável da Brookfield, avalia uma captação em mercado para financiar a expansão do Complexo Solar Irapuru, em Minas Gerais. Trata-se do maior parque de geração fotovoltaica da América Latina. O empreendimento está pendurado na Irapuru Holding, sociedade controlada pela Elera. O projeto está orçado em cerca de R$ 1,2 bilhão. Em outubro do ano passado, o BNDES liberou um financiamento de R$ 600 milhões. A Elera, ressalte-se, tem sofrido alguns zigue-zagues na estratégia da Brookfield. Há pouco mais de um ano e meio, o conglomerado canadense colocou à venda um pacote de ativos da empresa. Não conseguiu o valor que queria e suspendeu a negociação.
Energia
New Fortress Energy desponta como candidata à aquisição da térmica Marlim Azul
20/01/2025
Energia
Bandeira verde em fevereiro? Haddad agradece
13/01/2025Na diretoria da Aneel, há uma tendência de manutenção da bandeira verde em fevereiro, segundo uma fonte do próprio órgão regulador. Caso se confirme, será o terceiro mês consecutivo sem cobrança extra na conta de luz – algo que não ocorre desde julho de 2024, quando foi interrompida uma sequência de dois anos e três meses de bandeira verde. Boa notícia para o governo Lula, em especial Fernando Haddad, que teria mais um mês sem a pressão inflacionária do custo adicional das tarifas de energia. É o caso de agradecer aos céus. Literalmente. O volume de chuvas, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, tem sido suficiente para manter os reservatórios em níveis confortáveis.
Energia
Depois do sol, GBZ Energia investe ao sabor do vento
7/01/2025A GBZ Energia, do ex-BNP Paribas Marcelo Giufrida, estaria garimpando ativos em energia eólica, notadamente no Nordeste. A empresa já tem participações em seis usinas de geração solar – a aquisição mais recente, de uma planta em Itaqui (RS), foi fechada no mês passado. A GBZ deve buscar recursos no mercado para as suas próximas investidas. Os pouco mais de R$ 50 milhões aportados até o momento saíram do bolso de Giufrida e de seus sócios, Marcelo Bernardini e Alexandre Zamith.
Energia
Ainda há muito fio enroscado no Tratado de Itaipu
20/12/2024No Ministério de Minas e Energia, o entendimento é que dificilmente Brasil e Paraguai conseguirão concluir dentro do prazo, ou seja, 31 de dezembro, a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu. Desta vez, ao contrário do que sugere o track records de divergências bilaterais em relação à hidrelétrica, os dois países não estão em rota de colisão. O problema é que ainda faltam detalhes relevantes no documento, notadamente no que diz respeito às bases financeiras, às condições de suprimento da energia gerada em Itaipu e aos custos de produção do insumo. A questão é que, uma vez sacramentado, o acordo ainda terá de ser submetido aos Congressos do Brasil e do Paraguai, o que deve atrasar ainda mais sua entrada em vigor.
Energia
Fundo estatal francês ensaia novo investimento em geração renovável no Brasil
17/12/2024
Energia
SPIC embala novo pacote de investimentos em energia limpa no Brasil
17/12/2024Informação que chegou ao gabinete do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira: a chinesa State Power Investment Corporation (SPIC) deverá anunciar em breve um novo pacote de investimentos em transição energética no Brasil, notadamente em geração eólica e solar. O que se diz é que as cifras sobre a mesa passam dos R$ 3 bilhões. Desde que chegou ao país, há pouco mais de sete anos, a SPIC já desembolsou aproximadamente R$ 14 bilhões. Recentemente, os chineses iniciaram a operação do complexo solar Luiz Gonzaga, em Pernambuco. Seu portfólio no Brasil inclui também dois parques eólicos na Paraíba.
Energia
Cemig dá um nó nas linhas de transmissão da Taesa
11/12/2024
Energia
Empresa sueca parceira da Vale quer investir em hidrogênio verde no Brasil
2/12/2024Informação que circula em petit comité na área de energia: a sueca Stegra, antiga H2 Green Steel, tem estudos avançados para investir na produção de hidrogênio verde no Brasil. O que se diz é que já existem conversas preliminares com os governos do Ceará e do Piauí, estados onde há planos em andamento para a instalação de um hub de hidrogênio. O projeto dos suecos seria atrelado a investimentos na área siderúrgica. É aí que a Vale pode entrar em cena. A mineradora e a Stegra assinaram, em setembro do ano passado, um acordo para estudar possíveis investimentos conjuntos em siderurgia de baixo carbono. É o caso, por exemplo, do briquete de minério de ferro, produzido a partir de uma tecnologia inovadora desenvolvida pela própria Vale.
Energia
Mubadala aumenta investimentos na produção de biometano
29/11/2024É até difícil contabilizar o volume de investimentos do Mubadala no Brasil tamanha a velocidade com que os árabes empilham novos projetos. Agora, é a vez da Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial. O braço sucroalcooleiro do fundo soberano de Abu Dhabi tem planos de construir mais uma usina de biometano a partir de biomassa de cana-de-açúcar. O mais provável é que Goiás receba o empreendimento – a empresa tem três plantas para a produção de açúcar e álcool no estado. Ressalte-se que a Atvos já está construindo uma planta de biometano no Mato Grosso do Sul, orçada em R$ 350 milhões. Não para por aí. A companhia tem feito estudos para entrar também no negócio de etanol de milho. Todos esses projetos estão dentro do grande pacote de investimentos da Atvos, que prevê um desembolso de R$ 4,5 bilhões no triênio 2023/24/25. Procurada pelo RR, a empresa não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Energia
Brasil é a próxima parada da Grenergy Renovables na América do Sul
26/11/2024Há um burburinho na área de energia que a espanhola Grenergy Renovables prepara-se para entrar no Brasil. Na mira, investimentos em geração solar e eólica no Nordeste. A empresa tem como estratégia desenvolver projetos de energia limpa do zero. O que se diz à boca miúda é que os ibéricos poderão tocar seus primeiros empreendimentos no país ao lado de um parceiro, como a portuguesa Galp, com quem tem negócios em comum na Europa. A Grenergy Renovables já atua em países da América do Sul, como Colômbia e Chile, onde está um de seus mais relevantes investimentos no momento: o projeto “Oasis Atacama”, considerado o maior complexo de armazenamento de energia em baterias, com capacidade para 11 gigawatts.
Energia
Argentina vira concorrente do Brasil por investimentos em transmissão
14/11/2024As medidas que começam a ser lançadas pelo governo de Javier Milei para atrair investimentos em transmissão de energia acenderam um sinal amarelo no Ministério de Minas e Energia. O receio é que grandes grupos de energia acabem remanejando sua estratégia de negócios na América do Sul, com a transfusão para a Argentina de recursos anteriormente programados para o Brasil.
Para reduzir o gap de décadas em infraestrutura de transmissão, o governo Milei está flexibilizando a regulamentação e criando mil e uma facilidades para investimentos estrangeiros. Há ainda o chamado programa RIGI, um combo de benefícios fiscais, cambiais e alfandegários que abrange diversos setores da economia. O risco argentino é elevado, muito maior do que o Brasil, mas as oportunidades de ganho são enormes, tamanho o volume de projetos que terá de começar do zero. A chinesa State Grid já sinalizou o interesse em investir no país. A Iberdrola, controladora da Neoenergia, também tem negócios na Argentina.
Energia
Minas e Energia vai autorizar mais empresas a importar energia do Paraguai
8/11/2024Ainda neste mês, o Ministério de Minas e Energia vai autorizar uma nova leva de empresas a importar energia do Paraguai. A informação que circula na Pasta é que, nessa fornada, a medida deve contemplar cinco companhias. Na última terça-feira, a Pasta deu o sinal verde para quatro empresas – Infinity Comercializadora de Energia, Matrix Comercializadora de Energia Elétrica, Vitol Power Brasil e Engelhart CTP. Ao todo, há 18 pedidos em análise no Ministério de Minas e Energia. É só um aquecimento. A venda de energia paraguaia no Brasil deverá disparar mesmo a partir de 2027. Pelo novo acordo de Itaipu, a partir desse ano o Paraguai poderá ofertar do lado de cá da fronteira o excedente da cota a que tem direito da produção da hidrelétrica binacional.
Energia
Investimentos da Casa dos Ventos ganham ainda mais voltagem
25/10/2024A Casa dos Ventos está dando tratos a seu novo plano de investimentos. As cifras sopradas por uma fonte do RR chegam a R$ 14 bilhões até o fim de 2027. Trata-se, portanto, de um montante superior aos R$ 12 bilhões anunciados pela empresa para o triênio 2024-26. Além da geração eólica, a gênese que dá nome ao grupo, o valor é impulsionado por novos projetos na área de energia solar, segmento no qual a companhia de Mario Araripe entrou recentemente. A Casa dos Ventos tem planos ainda de investir em hidrogênio verde, mais precisamente no hub que está sendo montado no Complexo de Pecém, no Ceará. E, quando se fala, nos planos da Casa dos Ventos está se falando também da TotalEnergies, que detém 34% do seu capital.
Energia
Os cenários possíveis para a reestruturação da 2W Ecobank
18/10/2024A transferência de 85% do capital aos credores não é a única proposta em estudo na 2W Ecobank. O que se diz no setor é que as discussões internas contemplam também outros cenários. Um deles é a venda do controle da companhia a um novo investidor. Outra hipótese seria a alienação de ativos separadamente. Não são muitos. A 2W Ecobank tem um braço de comercialização de energia, com uma carteira de aproximadamente R$ 300 milhões. É dona também do parque eólico Anemus, no Rio Grande do Norte, já em operação. Para fechar, há ainda o projeto de outro complexo eólico, Kairós II, no Ceará. Até agosto, havia também um Kairós I, mas a companhia se viu forçada a entregar o empreendimento ao Darby International Capital, como pagamento de uma dívida de US$ 64 milhões.
Conforme informou o Pipeline, do Valor, ontem, a 2W Ecobank deverá pedir recuperação extrajudicial. Com um passivo de R$ 2 bilhões, o empresário Ricardo Delneri, fundador da empresa, tem sofrido uma forte pressão dos credores. No mês passado, detentores de debêntures emitidas pela companhia para financiar o projeto Anemus executaram uma dívida de R$ 620 milhões, exercendo, assim, a fiança bancária dada pelo BTG Pactual e pelo Banco Sumitomo. Em maio, Delneri esteve perto de vender a 2W para a Matrix Energia, do fundo de investimentos Prisma e do grupo Duferco. No entanto, a Matrix desistiu do negócio.
Energia
Com queda de reservatórios, Brasil deve aumentar compra de energia do Uruguai
18/10/2024O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e sua equipe discutem aumentar a compra de energia do Uruguai em novembro e dezembro. As contas de luz estão com tarifa vermelha há dois meses seguidos, o que não acontecia desde o primeiro trimestre de 2022. A sequência reflete o aumento do risco hidrológico no país. A Usina de Santo Antônio, por exemplo, tem gerado apenas 10% da sua capacidade. No caso da hidrelétrica de Belo Monte, a situação é ainda mais inquietante: desde setembro, vem operando a menos de 5% da capacidade. O reforço das importações de energia do Uruguai é visto no Ministério como uma medida necessária. A estatal uruguaia UTE tem condições de injetar o insumo no sistema elétrico pelos departamentos de Rivera e Cerro Largo, ambos próximos da fronteira com o Rio Grande do Sul.
Energia
PetroRecôncavo está de volta ao radar da endinheirada Eneva
16/10/2024O follow-on da Eneva, concluído na semana passada, tem causado frenesi no mercado. O que se diz é que a empresa vai partir com tudo para aquisições e fusões em óleo e gás. Nos últimos dias, circula a informação de que a Eneva retomou conversas com a PetroRecôncavo. O que não lhe falta é calibre financeiro. Com a nova emissão de ações, a empresa levantou R$ 3,2 bilhões. Como se não bastasse, tem como principais acionistas o BTG e os Moreira Salles. Consultada, a Eneva não quis comentar o assunto.
Energia
Mato Grosso do Sul quer ser a capital do etanol de celulose
16/10/2024Há informações de que o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e seus assessores estão debruçados sobre um plano de ação com o objetivo de atrair investimentos na produção de etanol de celulose. Riedel vislumbra a possibilidade de o estado se tornar o grande polo de fabricação do biocombustível no país. No entorno do governador, fala-se em até R$ 10 bilhões em investimentos em uma primeira etapa com a construção de até seis usinas.
O alvo prioritário são os grandes fabricantes de celulose já presentes no Mato Grosso do Sul, como Suzano, Eldorado e Arauco. No entanto, o governo do estado entende que há espaço para buscar também importantes fabricantes de etanol. É o caso da Raízen, que anunciou recentemente investimento de R$ 1,2 bilhão na instalação de uma usina de etanol celulósico na vizinha Goiás.
Energia
Polaris Renewable mira geração solar no Brasil
15/10/2024O nome da Polaris Renewable Energy está na ponta da língua de executivos de outros grupos canadenses presentes no Brasil, como Brookfield e CPP Investments. A empresa está vasculhando projetos em energia solar no país. A Polaris ainda é um peixe relativamente pequeno: seu portfólio de ativos gira em torno de US$ 700 milhões. Com negócios em geração fotovoltaica em diversos países da América Latina, como Peru, Equador, Panamá, Nicarágua e República Dominicana, costuma entrar como minoritária ao lado de investidores mais graúdos.
Energia
Biometano é a nova aposta do Mubadala no Brasil
23/09/2024O Mubadala avança a passos largos em transição energética no Brasil. O que se ouve aqui e ali no setor sucroalcooleiro é que a Atvos, controlada pelo fundo de Abu Dhabi, tem planos de construir mais duas fábricas de biometano. Ressalte-se que a empresa já anunciou a instalação de uma unidade para a produção do biocombustível em Nova Alvorada do Sul (MS), ao custo de R$ 350 milhões. Ao todo, os investimentos do Mubadala nas três plantas de biometano devem superar a marca de R$ 1,2 bilhão
Energia
Gás de Vaca Muerta está mais perto do Brasil
17/09/2024De primeira: o Brasil poderá importar gás das reservas de Vaca Muerta, na Argentina, já a partir de janeiro de 2025. O governo da Bolívia – terceira e fundamental peça desses quebra-cabeças – informou ao Ministério de Minas e Energia que toda a operação para a passagem do insumo pelo seu território será concluída até dezembro. O processo de reversão do Gasoduto Norte, que permitirá o transporte do gás de Vaca Muerta até a fronteira com a Bolívia, deve ser concluído ainda neste mês. De lá, o combustível será enviado para o Brasil por meio do Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil).
Energia
Brasil pode ser a próxima parada da Mainstream Renewable Power
16/09/2024
Energia
Usina solar flutuante vira uma dor de cabeça para Itaipu
12/09/2024O projeto-piloto de Itaipu Binacional de instalar uma usina de energia solar flutuante em seu lago está dando pano para manga. A estatal pretendia anunciar na semana passada o resultado da concorrência para definir a empresa que será responsável pela montagem e administração da geradora. No entanto, a decisão foi postergada para 25 de setembro.
O RR apurou que a conclusão do certame foi postergada devido a uma série de questionamentos feitos pelos candidatos. E não são poucos: há dez interessados, de acordo com a mesma fonte.
Um dos pontos mais controversos é a exigência para que a empresa vencedora forme um consórcio binacional com algum player do Paraguai. Por ora, é um voo no escuro. A gestão paraguaia sequer definiu como será o processo de escolha pelo seu lado.
Energia
Velhos conhecidos do setor rondam térmicas no Brasil
11/09/2024
Energia
Ecopetrol recorre à Petrobras contra déficit de combustível de aviação na Colômbia
11/09/2024A Ecopetrol bateu à porta da Petrobras. A estatal colombiana manifestou interesse em comprar combustível de aviação da empresa brasileira. E tem pressa: há informações de que a companhia precisa de expressivos volumes do produto para entrega ainda neste mês. A Colômbia enfrenta escassez de combustível, em função de problemas em uma refinaria em Medellin. Apesar do governo de Gustavo Preto alegar ter a situação sob controle, nas últimas semanas, tanto a Latam quanto a Avianca cancelaram voos para o país, em função da redução na oferta de combustível de aviação.
Energia
Goldwind pretende montar um cinturão de fornecedores na Bahia
29/08/2024A chinesa Goldwind, uma das maiores fabricantes de turbinas eólicas do mundo, mantém tratativas com o governo da Bahia em busca de incentivos fiscais. Não necessariamente para si. Ao menos não diretamente. Seria uma forma de viabilizar uma espécie de cinturão de fornecedores, com a vinda de fabricantes de peças e componentes da China. Nesta semana, a Goldwind inaugurou sua fábrica de aerogeradores em Camaçari. Trata-se basicamente da antiga unidade da GE, adquirida pelos chineses em junho.
Energia
Fundo de Cingapura avança no capital da Equatorial
27/08/2024
Energia
Bandeira amarela deve voltar às contas de luz por falta de chuvas
26/08/2024
Energia
Itaipu é usada para reduzir risco de crise hídrica no Sudeste
22/08/2024Itaipu vai baixar o nível do seu reservatório dos atuais 219 metros acima do mar para 216 metros. A redução já foi aprovada pela área técnica e será submetida à apreciação do Conselho na próxima reunião. Não é exatamente o volume d´água ideal para Itaipu. No entanto, mais do que uma medida restrita ao âmbito corporativo, a abertura das comportas pode ser interpretada como uma decisão de Estado. O objetivo é melhorar o nível dos reservatórios de hidrelétricas do Sudeste que estão no curso das águas da usina binacional e sofrem com os efeitos do El Niño. Na média, as usinas da região estão com apenas 55% da sua capacidade. Significa dizer que, em menos de um mês, o nível dos reservatórios do Sudeste caiu oito pontos percentuais. E a situação tende a piorar com as chuvas de agosto abaixo da média histórica.
Energia
Equinor avança a passos largos em hidrogênio verde no Brasil
22/08/2024Informação que circulava ontem entre executivos da área de energia: a Equinor tem estudos avançados para instalar duas usinas de hidrogênio verde no Brasil. A companhia vem mantendo, não é de hoje, tratativas com o governo do Ceará envolvendo o futuro hub de hidrogênio de Pecém.
Mas, neste momento, a bússola da estatal norueguesa aponta em outra direção: a Bahia. A Equinor vai construir no estado seu primeiro projeto híbrido de geração limpa no Brasil, juntando energia solar e eólica, justamente o insumo necessário para a produção de hidrogênio verde.
Em conversa com o RR, a Equinor confirmou que “No Brasil, em relação ao hidrogênio, temos participado de forças-tarefa e fóruns governamentais onde as agendas regulatórias, de produção e de mercado estão sendo discutidas com o objetivo de desenvolver essa cadeia de valor no país.”.
A companhia norueguesa afirmou ainda que “Estamos constantemente avaliando o desenvolvimento do mercado e as oportunidades de contribuição.”
Energia
Um vendaval chinês na geração eólica no Brasil
20/08/2024
Energia
Chineses fazem lobby elétrico por subsídios para eólicas offshore e hidrogênio verde
7/08/2024Grandes grupos chineses de energia, entre os quais a SPIC (State Power Investment Corporation Limited) e a Energy China International, têm feito gestões junto ao ministro Alexandre Silveira pela manutenção dos subsídios para geração renovável. Os asiáticos querem, sobretudo, garantias de que o benefício seguirá em vigor para os projetos de eólicas offshore e de hidrogênio verde. O lobby é pesado. Tem a regência direta do próprio governo chinês. Há ainda os governadores do Nordeste, como o cearense Elmano de Freitas e o baiano Jerônimo Rodrigues, que atuam como backing vocal, reforçando o canto junto a Alexandre Silveira. A região é a que mais recebe investimentos em novas fontes de geração e, consequentemente, mais depende da subvenção. O chamado desconto no fio é um subsídio para projetos de energia limpa, com a redução dos valores pagos pelo uso de linhas de transmissão. A diferença sai do bolso dos consumidores, via conta de luz.
Energia
Athon deve receber uma recarga financeira para acelerar investimentos
31/07/2024Há um bochicho no setor de energia de que os acionistas da Athon, à frente a gestora AZ Quest, teriam planos de um novo aporte de capital na empresa. A ver. Os recursos seriam combustível para acelerar a expansão da companhia, seja com projetos greenfield, seja por meio de aquisições. No início do ano, a Athon comprou, de uma só tacada, 13 usinas fotovoltaicas de uma joint venture entra a Raízen e o Grupo Gera. O programa de investimentos da empresa prevê um desembolso superior a R$ 1 bilhão nos próximos dois anos.
Energia
“Curto-circuito” à vista nas termelétricas de Roraima
23/07/2024O Ministério de Minas e Energia concluiu a instalação das 96 torres de transmissão que permitirão, enfim, a conexão de Roraima com o Sistema Interligado Nacional. No entanto, a solução trouxe um problema colateral: a equipe do ministro Alexandre Silveira está quebrando a cabeça sobre o que fazer com as 14 térmicas do estado, que serão desligadas. As usinas pertencem a diferentes grupos, entre os quais Eneva, Oxe Energia e Oliveira Energia, que cobram de Silveira uma solução. Por solução, leia-se alguma medida, ainda que temporária, para compensar os investimentos feitos nas termelétricas.
Energia
Paraguai despeja o primeiro carregamento de energia no Brasil
19/07/2024A estatal paraguaia Administracion Nacional de Eletricidad (Ande) deverá anunciar no próximo dia 26 o resultado da primeira licitação para a venda direta de energia no mercado livre brasileiro. No setor, a trading Mercosul Energy é tida como uma das mais fortes candidatas à aquisição. O Paraguai está ofertando 100 megawatts produzidos na hidrelétrica de Acaray, na região de Hernandarias. Embora o volume seja razoavelmente limitado, há uma expectativa entre os players do setor elétrico em relação ao preço final do negócio e seu eventual impacto sobre o mercado do lado de cá da fronteira. Mesmo porque outras licitações virão. A permissão para que o Paraguai venda o insumo no Brasil é decorrência do acordo firmado entre os dois países para a definição da tarifa da energia de Itaipu.
Energia
Há mais otimismo do que gigawatts nas projeções sobre geração renovável no Brasil
18/07/2024A julgar por informativo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o setor de infraestrutura, o governo nem precisaria dar subsídios para o segmento de energias alternativas, leia-se renováveis. Essas subvenções, como se sabe, são transformadas em “empobrecimento poluente” no bolso dos consumidores. O relatório prevê que, até 2028, as usinas solares fotovoltaicas (UFV) têm uma brutal possibilidade de aumento da capacidade instalada, com um crescimento de 132%. Em segundo lugar, ficam as eólicas, com previsão de 12% de aumento de capacidade. Mas, mesmo com as UFVs crescendo em uma marcha aceleradíssima, as usinas eólicas ficarão na frente das fotovoltaicas, no mesmo período. Explica-se: apesar da previsão de que essa fonte permanecerá no atual patamar de 16% da geração total de energia do país, ela parte de uma base muito mais alta do que as UFVs. Estas últimas, em 2028, deverão responder por 10% da capacidade instalada total. O relatório da CNI, em sua projeção otimista, estima que a participação da geração a partir de fontes de energia alternativa alcance 41% da capacidade instalada total. Talvez haja mais otimismo do que energia renovável nas previsões da CNI.
Energia
Petrobras recebe sinais de que suas licenças ambientais na Bolívia vão sair
16/07/2024
Energia
Fúria de Caiado contra a Enel vai doer no caixa de Goiás
16/07/2024A Equatorial vai ganhar uma “receita” inesperada em Goiás. O Tribunal de Justiça do Estado anulou as mudanças nas regras do Fundo de Apoio à Celg (Funac) feitas pelo governador Ronaldo Caiado em 2019. À época, Caiado estava em guerra aberta contra a Enel, então controladora da Celg, por conta das seguidas falhas no fornecimento de energia elétrica no estado. Na prática, a modificação nas normas do Funac e a consequente redução dos subsídios públicos repassados à distribuidora goiana serviram como instrumento de pressão para forçar a saída da Enel do negócio. Deu certo – em 2022, a Equatorial comprou a Celg; mas também deu errado. Com a decisão do TJ-GO, o governo do estado terá de ressarcir a distribuidora com um valor correspondente aos recursos não transferidos desde 2019. A cifra ainda será calculada com base em uma perícia técnica.
Energia
Alupar estica suas linhas de transmissão na América do Sul
9/07/2024A Alupar pretende ficar bandeira em novos mercados da América do Sul. No setor, é voz comum que a empresa mira países como Equador e Argentina. O grupo, controlado pela família Godoy Pereira, tem negócios em transmissão e geração no Chile, Colômbia e Peru. Neste último, arrematou, em junho, duas concessões de linhas transmissoras, por um prazo de 30 anos. No ano passado, a Alupar aportou cerca de R$ 57 milhões em seus projetos no Peru.
Energia
Será que tudo é o que parece ser na suspensão dos leilões da Cemig?
4/07/2024Observadores mais argutos do setor de energia chamam a atenção para o timing da suspensão dos leilões da Cemig para cessão dos direitos de exploração de quatro hidrelétricas. Para todos os efeitos, o recuo se deu pela falta de candidatos interessados nos ativos. Pode ser. No entanto, a decisão da Cemig veio justo na semana em que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reacelerou as negociações para a repactuação da dívida de Minas Gerais com a União, que passa pela federalização da empresa de energia, além da Copasa e da Codemig.
Energia
Hidrogênio verde entra no radar da SPIC no Brasil
2/07/2024
Energia
Brasil avança mais algumas jardas sobre o gás de Vaca Muerta
2/07/2024Segundo informações que circulam no Itamaraty, a diplomacia brasileira aproveitou a Assembleia Geral da OEA, em Assunção, na semana passada, para manter contatos com os ministros das Relações Exteriores da Argentina e do Paraguai, Diana Mondino e Rubén Ramírez. Em pauta, a integração energética no Mercosul. Ou, mais precisamente: a compra de gás da reserva de Vaca Muerta, em território argentino, e a possibilidade de construção de um gasoduto até o Brasil. O Paraguai é parte importante dessa equação: os estudos mostram que o traçado economicamente mais viável teria de passar pelo país.
Energia
Athon Energy tem planos elétricos de aquisição
25/06/2024A Athon Energy vem chamando atenção na área de energia pelo seu apetite por aquisições e parcerias. Após a aquisição de 13 usinas solares da Raízen Gera Desenvolvimento, no início do ano, corre à boca miúda no setor que a empresa tem interesse nos ativos de geração solar da Ibitu Energia, colocados à venda pela norte-americana Castlelake. Existem também relatos elétricos de conversas com a Eneva para investimentos conjuntos. A Athon tem entre seus acionistas a gestora AZ Quest e family offices. Procurada, a empresa não se pronunciou.
Energia
Uma nova “briga de vizinhos” entre os acionistas de Itaipu
21/06/2024A sensação é que sempre há um fio solto entre os sócios “soberanos” da hidrelétrica de Itaipu. O novo curto-circuito entre Brasil e Paraguai diz respeito a uma multa aplicada pelo Ministério da Gestão Organização do país vizinho a Justo Irún. Trata-se do diretor-geral da usina do lado de lá da fronteira, ou seja, o “Ênio Verri paraguaio”. Irún foi punido por não ter apresentado no prazo estipulado relatórios de gestão ao governo do Paraguai. O valor da sanção é uma gotícula para Itaipu, em torno de US$ 1 milhão. Ocorre que, a priori, o dinheiro vai sair do caixa da usina, ou seja, em última instância do bolso dos acionistas. O Ministério de Minas e Energia já sinalizou que o governo brasileiro não está disposto a pagar pela leniência alheia e quer que os recursos sejam descontados da participação do Tesouro do Paraguai no lucro da hidrelétrica
Energia
Alexandre Silveira prepara novo “road show” na China
19/06/2024Informação que circula entre os principais assessores da Pasta de Minas e Energia: o ministro Alexandre Silveira articula uma nova viagem à China para se reunir com grupos locais e buscar investimentos em transição energética no Brasil. Uma das paradas obrigatórias seria na sede da China Energy International. Desde o ano passado, a estatal chinesa tem mantido conversações com o governo brasileiro – notadamente o próprio Silveira e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e da Indústria, Geraldo Alckmin. Em 2023, dirigentes da China International anunciaram a intenção de investir US$ 10 bilhões em energia renovável e fertilizantes no Brasil, mas as tratativas pouco avançaram.
Energia
Turbinas eólicas da WEG devem ficar “congeladas” até 2025
19/06/2024O “inverno” do setor eólico congelou os planos da WEG Motores. No setor de energia, a informação é que a empresa já trabalha com a previsão de manter a linha de produção de aerogeradores de Jaraguá do Sul (SC) desativada até o início de 2025. As atividades foram suspensas em março, pela baixa demanda por equipamentos. No momento, a gigante da área industrial não tem novos pedidos por turbinas eólicas. A última entrega se referente a uma encomenda da Eletrobras, para o seu parque eólico em Santana do Livramento (SC). Procurada, a WEG não se pronunciou.
Energia
Auren se depara com várias “lâmpadas queimadas” na AES
11/06/2024A AES vendeu sua operação no Brasil há apenas três semanas, mas é como se já tivesse abandonado o negócio há muito mais tempo. Essa é a percepção entre os executivos da Auren – leia-se Votorantim e a canadense CPPIB -, que comprou os ativos do grupo norte-americano no país. A informação no setor é que a due diligence feita pela empresa apontou um nível razoável de obsolescência em algumas das 12 hidrelétricas de maior porte localizadas em São Paulo. A Auren teria constatado também atrasos no cronograma da construção do Complexo Eólico Cajuína 2, no Rio Grande do Norte, e do parque solar AGV II, no interior de São Paulo. O RR entrou em contato com a Auren, mas a empresa não se manifestou
Energia
Casa dos Ventos desce o mapa em busca de hidrogênio verde
10/06/2024Informação que teria sido soprada ao pé do ouvido do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira: a Casa dos Ventos estaria mantendo conversações com potenciais parceiros para investimentos em hidrogênio verde no Sudeste. Um dos projetos em voga seria a instalação de uma usina no Complexo do Açu, da Prumo Logística, no litoral norte do Rio de Janeiro. Seria mais um passo a mais no processo de diversificação da sua carteira de investimentos em transição energética. Além da geração eólica – como o seu nome sugere, o começo de tudo -, a Casa dos Ventos já anunciou a intenção de investir até US$ 900 milhões em uma planta de hidrogênio verde em Pecém (CE) e a entrada em projetos de construção de usinas solares.
Tanta energia vem da associação entre a francesa TotalEnergies e o empresário Mario Araripe, dono de um patrimônio estimado em mais de R$ 10 bilhões. Em conversa com o RR, a Casa dos Ventos informou que pretende investir mais de R$ 12 bilhões em ativos das fontes eólica e solar até o fim de 2026. A empresa ressaltou também que o projeto de produção de hidrogênio e amônia verde em Pecém “encontra-se em fase de especificação de engenharia e viabilidade econômica”. A Casa dos Ventos não se manifestou especificamente sobre possíveis investimentos em hidrogênio verde no Sudeste.
Energia
Paraguai monta o seu balcão de energia do lado de cá da fronteira
6/06/2024
Energia
Risco de crédito pode dificultar venda de óleo diesel para a Argentina
4/06/2024
Energia
Geração renovável entra na mira de fundo inglês
28/05/2024Bizu do mercado de energia: a gestora inglesa Appian está garimpando ativos em geração renovável no Brasil. A ideia seria comprar participações em projetos já operacionais. Munição é o que não falta no coldre dos britânicos. A Appian levantou recentemente um novo fundo de US$ 2 bilhões, voltado notadamente à América Latina. Não faltam também “mercadorias” relevantes sobre o balcão. Um exemplo: a norte-americana Castlelake acaba de colocar à venda a sua carteira de ativos em geração limpa no Brasil, reunidos na Ibitu Energia. A Appian tem investimentos em mineração no Brasil: a Mineração Vale Verde, que explora cobre em Lagoas, e a Atlantic Nickel, detentora de uma das maiores minas de níquel sulfetado do mundo, na Bahia.
Energia
Eneva monta uma escolta financeira para comprar térmicas da Eletrobras
28/05/2024A Eneva está buscando munição extra na disputa pelas térmicas da Eletrobras, um negócio avaliado em mais de R$ 7,5 bilhões. O que se diz no mercado é que a empresa conversa com dois grandes fundos de investimentos – um brasileiro e outro estrangeiro – para uma possível oferta conjunta. Os dois fundos em questão já têm negócios em infraestrutura no Brasil. O pacote da Eletrobras engloba 13 termelétricas. Procurada, a Eneva não se manifestou
Energia
Termelétrica Rio Grande terá mais um round nos tribunais
13/05/2024A AGU vai entrar com recurso contra a decisão da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, que obrigou a Aneel a restituir a licença de construção e operação da Termelétrica Rio Grande. Mais do que isso: a agência reguladora deverá pedir também a condenação da espanhola Cobra por litigância de má-fé. Os ibéricos travam uma disputa nos tribunais. Contam com um aliado importante: o governador Eduardo Leite faz pressão política pela retomada de um projeto que já deu muita dor de cabeça à Aneel. A pendenga remonta a 2014, quando o Grupo Bolognesi ganhou o leilão para a construção da hidrelétrica, a um custo de R$ 6 bilhões. A usina teria de entrar em operação até 2019. No entanto, as obras não andaram, e a agência cancelou a licença em 2017. E o que fez a Bolognesi? Três anos depois, mesmo com a decisão do órgão regulador, transferiu o projeto para a Cobra.
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Energia
Brasil é o sol da Shangai FengLing na América Latina
2/05/2024Informação que circula na linha direta entre o Itamaraty e canais diplomáticos da China no Brasil: a Shanghai FengLing Renewables planeja instalar uma fábrica de equipamentos para energia solar no país. A unidade teria um importante papel geoeconômico: atenderia não apenas a demanda interna, mas a outros países da América Latina. Algo similar ao projeto de dois bilhões de euros que a Shanghai FengLing está desenvolvendo na Sérvia, com o intuito de criar um hub de exportação para mercados europeus.
Energia
Há um canhão apontado para a hidrelétrica de Itaipu
25/04/2024Como se não bastassem as divergências entre Brasil e Paraguai em relação ao tema, a renegociação das tarifas de energia de Itaipu tem sido marcada também por ressentimentos históricos. Segundo uma fonte do Itamaraty, em meio às duras conversações, as autoridades paraguaias colocaram sobre a mesa a exigência de devolução do canhão “El Cristiano”. O obuseiro sempre foi tratado do lado de cá da fronteira como um troféu de guerra.
O equipamento foi tomado das Forças Armadas do Paraguai depois que o Exército brasileiro derrotou as tropas de Francisco Solano Lopez. A peça de artilharia está em exposição no Museu Histórico Nacional, no Rio. O “El Cristiano” tem forte simbolismo no Paraguai. Dá nome a cidade, rodovia, ruas, praças e hospitais.
Incluir o canhão nas discussões sobre a renegociação dos preços da energia de Itaipu não deixa de ser uma artimanha dos paraguaios para constranger o governo brasileiro. No ano passado, em encontro com Lula, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, manifestou a intenção de recuperar o canhão. Mas, até agora, nem sinal de devolução do “El Cristiano”.
Energia
General Atlantic está no páreo pelos ativos da Ibitu
24/04/2024A General Atlantic está na disputa pela compra da Ibitu Energia, controlada pela também norte-americana Castlelake. A pedida gira em torno dos R$ 3 bilhões – mas o que se diz no mercado é que se alguém chegar com R$ 2,5 bilhões, leva. O pacote engloba parques eólicos e hidrelétricos em Minas Gerais, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Santa Catarina, com aproximadamente 800 megawatts (MW) de potência instalada, além de um pipeline de 1,2 GW em futuros projetos. A General Atlantic herdou uma importante carteira de ativos em energia no Brasil com a recente aquisição do fundo inglês Actis, em janeiro. Com isso, tornou-se a principal acionista da Serena, antiga Ômega Energia, e ficou com mais de 850 quilômetros de linhas de transmissão adquiridas pela Actis junto à EDP em novembro do ano passado por R$ 2,7 bilhões.
Energia
Ministério de Minas e Energia prepara leilão de PCHs
22/04/2024O RR teve a informação de que o governo pretende realizar até julho um leilão de PCHs. Ainda que por vias indiretas, será um afago ao agronegócio. A Frente Parlamentar da Agricultura reivindica ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a licitação de novas licenças de PCHs. Esse modelo de geradoras é feito sob medida para o setor agrícola, pelo custo de construção e de transmissão mais em conta, além da capacidade de geração 24h. Os empreendimentos selecionados terão de dar início à operação comercial 1º de janeiro de 2026. Daí o pleito por novos leilões agora, pois há um tempo para execução dos projetos. Cada contrato de fornecimento deverá valer por 20 anos. Estudos em poder do MME apontam que o Brasil tem potencial para elevar a sua capacidade de geração de energia renovável proveniente das PCHs em até 15.000 MW.
Energia
Apollo busca um negócio mais limpo do que a Braskem
15/04/2024De primeira: a Apollo Management, que chegou a avaliar a aquisição da Braskem, é apontada no setor como candidata à compra da Ibitu Energia, colocada à venda pelo fundo norte-americano Castlelake. No ano passado, o Apollo lançou um fundo global da ordem de US$ 4 bilhões para investir em energia limpa.
Energia
Gás da Argentina provoca um impasse tripartite
9/04/2024Brasil, Argentina e Bolívia não saíram do lugar na primeira rodada de negociações em relação ao gás de Vaca Muerta. A equação tripartite é complexa. Os governos do Brasil – por meio de assessores do ministro Alexandre Silveira e do Itamaraty – da Argentina acenaram à Bolívia com o pagamento de uma taxa. Ela funcionaria como uma espécie de pedágio pela passagem do combustível extraído da reserva argentina pelo território boliviano até chegar ao Brasil. Seria uma solução provisória e necessária, até que a construção do gasoduto entre Santa Fé e Uruguaiana saísse do papel. No entanto, segundo informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, a estatal boliviana YPFB não topou e contrapropôs comprar o produto e revendê-lo aqui, naturalmente colocando uma bela margem de lucro. As partes voltarão a conversar nas próximas semanas, segundo a fonte do RR. No Ministério de Minas e Energia comenta-se que a postura da YPFB também pode embutir algum ranço bilateral, já que a Argentina deixará de utilizar o gás boliviano em outubro próximo. É possível um acordo, na ótica de negociadores brasileiros. A Bolívia precisa de recursos para manutenção e exploração de suas reservas. Os volumes de exportação caíram, inclusive obrigando um ajuste no contrato com a Petrobras, exatamente pela falta de recursos no país vizinho.
Energia
Compra de energia da Venezuela sofre blecaute
22/03/2024O governo Lula e, mais especificamente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, têm um abacaxi elétrico para descascar. A estatal venezuelana Corpoelec fez chegar a Silveira e seus assessores que está com dificuldades operacionais para cumprir o contrato de venda de energia firmado com o governo brasileiro no fim do ano passado. Por dificuldades operacionais entenda-se falta de “mercadoria” para entregar.
A estatal venezuelana não tem conseguido gerar nem mesmo o mínimo de 13 mil KW necessário para abastecer o território da Venezuela. Na semana passada, dos 24 estados venezuelanos, 23 tiveram apagões. Segundo as informações que chegam ao Ministério de Minas e Energia, as três maiores usinas hidrelétricas do país vizinho estão com severos problemas de manutenção, notadamente a maior e mais estratégica delas, a de Guri, conectada a Roraima por uma linha de transmissão de 676 km.
Trata-se de uma agenda com potencial de gerar certo desgaste para o governo Lula. Assim que assumiu a Presidência, em 2019, Jair Bolsonaro suspendeu o contrato de compra de energia da Venezuela que vigorava desde 2001. Logo no primeiro ano de seu terceiro mandato, Lula religou o acordo. Não sem justificativas. Roraima, que não está interligada ao Sistema Nacional, sofre com seguidos blecautes e precisa de uma fonte extraordinária de fornecimento de energia. Só que a Venezuela não está conseguindo acender nem suas próprias lâmpadas, quiçá as do país ao lado.
Energia
Petrodólares pairam sobre a Casa dos Ventos
18/03/2024Um grande fundo soberano do Oriente Médio, grande mesmo, bateu à porta da Casa dos Ventos sedento para investir em energia eólica no Nordeste. O casório envolveria ainda outro gigante, a francesa Total, que comprou uma participação na empresa brasileira.
Energia
Chilena Colbún vai investir em usinas eólicas no Brasil
14/03/2024De primeira: a chilena Colbún fez chegar ao Ministério de Minas e Energia o interesse em investir em geração eólica no Brasil. A prioridade, segundo o RR apurou, é desenvolver projetos greenfield. O investimento no mercado brasileiro é peça chave para o grupo atingir a meta de adicionar 4 mil MW em sua capacidade instalada até 2030. Terceira maior empresa de geração do Chile, a Colbún tem também investimentos no Peru.
Energia
Investidores âncora podem ficar de fora de leilão de transmissão
8/03/2024Motivo de apreensão para o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira: até o momento, State Grid e ISA CTEEP, duas das maiores investidoras do setor de transmissão no Brasil, não deram o firme quanto a sua participação no leilão de concessões marcado para o próximo dia 28 de março. O que está em jogo para o governo é o sucesso ou não de uma licitação que envolve investimentos da ordem de R$ 18 bilhões.
Energia
Investidores canadenses miram geração renovável no Nordeste
4/03/2024Um grupo de fundos canadenses, capitaneados pela Invest Alberta, braço de investimentos da província de mesmo nome, tem feito gestões junto aos governos de Pernambuco e do Ceará. Em jogo projetos em transição energética, a começar pela participação no futuro hub de hidrogênio verde de Pecém (CE).
Energia
Eletrobras não tem refresco: Aneel vai confirmar multa de mais de meio bilhão de reais
27/02/2024A Eletrobras está às vésperas de sofrer uma derrota na Aneel. O RR apurou que a agência reguladora deverá confirmar, ainda nesta semana, a multa aplicada à empresa, que terá de devolver R$ 558,3 milhões à conta da Reserva Global de Reversão – em cargo destinado a financiar o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos). A ex-estatal foi punida no dia 26 de dezembrodo ano passado, mas recorreu ao órgão regulador. A empresa alegou prescrição do direito de cobrar pelo governo federal, tese recusada pela Procuradoria Federal da Aneel. Ressalte-se que o relator do processo, o diretor da agência Hélvio Neves Guerra, já votou contra o recurso da Eletrobras – informação confirmada ao RR pela própria Aneel. Também consultada, a empresa não se manifestou.
Energia
Diamante Energia e QWEC repetem dobradinha em negociação com Eletrobras
22/02/2024A Diamante Energia, do empresário Nicolas Gutierrez Londono, conseguiu um aliado de peso na disputa pelo pacote de termelétricas colocadas à venda pela Eletrobras. A Qatar Electricity & Water Company (QWEC), que mantém investimentos com a empresa na área de gás, já teria se comprometido a entrar com uma parcela expressiva do funding. Trata-se de um negócio de alta voltagem. Os valores sobre a mesa giram em torno dos R$ 8 bilhões, e entre os concorrentes estão a Eneva e a Brookfield.
Energia
Itaipu: Brasil e Paraguai estão perto de acordo tarifário
21/02/2024Segundo fonte do Ministério de Minas e Energia, nos últimos dois dias Brasil e Paraguai avançaram nas tratativas para fechar o preço da energia de Itaipu em US$ 15,50 KW/mês para o ano de 2024. O valor é o meio termo entre o valor proposto pelo Brasil (14,77 KW/mês) a pedida do Paraguai (16,71 KW/mês). O anúncio do acerto deve ocorrer nos próximos dias.
Energia
A grande marcha energética da CGN no Nordeste
20/02/2024O RR apurou que a chinesa CGN vem mantendo conversações com os governos de Pernambuco e da Paraíba para investimentos na produção de hidrogênio verde. O projeto estaria vinculado à instalação de um complexo de energia eólica. Seria mais um passo do grupo asiático para transformar o Nordeste brasileiro em um de seus grandes hubs de geração renovável fora da China. Em 2019, a CGN herdou uma carteira de projetos de usinas eólicas na Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte com a aquisição da Atlantic Renováveis. A companhia já anunciou também planos de construir uma planta para a produção de hidrogênio verde no sertão baiano.
Energia
Energia da Venezuela se dissipa no ar
19/02/2024Há um problema de razoável voltagem sobre a mesa do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Até o momento, a Venezuela não deu garantias de que conseguirá cumprir o fornecimento de energia da hidrelétrica de Guri para Roraima. Em dezembro, a Aneel autorizou a retomada das importações do insumo junto ao país vizinho, que haviam sido suspensas em 2019, no governo Bolsonaro. No entanto, a Venezuela não tem conseguido gerar energia sequer para atender o suprimento interno. Durante o mês de janeiro foram registrados três apagões. Do lado de cá, a situação também é crítica. Roraima, único estado brasileiro que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), tem sofrido com as interrupções no abastecimento de energia. No último dia 1, um grande blecaute atingiu todos os municípios do estado.
Energia
Setor elétrico quer abrir a porteira para a exportação de energia
8/02/2024Grandes grupos do setor elétrico, entre os quais Eletrobras, AES e Engie, pressionam o ministro Alexandre da Silveira para que o governo libere a exportação de energia hidrelétrica. O alvo é a Argentina, que, nas últimas semanas, aumentou a compra do insumo junto a países vizinhos, em caráter emergencial. O RR apurou que, desde o último dia 29, térmicas brasileiras situadas no Sul e no Nordeste despacharam 1.529 MW para o lado de lá da fronteira, a partir de contratos com a Cammesa, estatal argentina.
As empresas do setor querem aproveitar a janela de oportunidade para vender também energia gerada por hidrelétricas. No entanto, esse tipo de exportação está proibido pelo Ministério de Minas e Energia em meados do ano passado. Eletrobras, AES, Engie e cia. alegam que os reservatórios se encontram em níveis confortáveis e que estão perdendo dinheiro por excesso de conservadorismo do governo.
Energia
Governo quer surfar na maré de investimentos em transmissão
1/02/2024O RR apurou que a Aneel e o Ministério de Minas e Energia trabalham para realizar três leilões de transmissão ao longo de 2024 – um a mais do que o previsto originalmente. O otimismo do governo é alimentado pela demanda verificada na mais recente licitação, em dezembro. Nos bastidores, a State Grid, que amealhou um pacote de linhas com investimentos somados de R$ 18 bilhões, avisou que quer mais.
E grupos que ficaram de fora, como a Eletrobras, já sinalizaram interesse nos projetos a serem leiloados. Outro indicador de melhora do cenário captado pelo governo: apenas pesos-pesados entraram na disputa de dezembro. Na cúpula da Aneel e do Ministério, ainda está viva a lembrança do controverso leilão de junho do ano passado, quando o Consórcio Gênesis, formado por empresas sem negócio no setor, apareceu do nada e arrematou dois lotes com investimentos da ordem de R$ 16 bilhões. Deu no que deu: o novato acabou desqualificado pela agência reguladora por “inconsistências de ordem jurídica, fiscal e trabalhista”.
Energia
Colombianos querem fatia da Eletrobras em empresa de transmissão
25/01/2024Os dados ainda estão rolando na ISA CTEEP. A Eletrobras desistiu de vender sua participação de 34% na empresa de transmissão, mas a colombiana ISA não desistiu de comprar. Maior acionista da CTEEP, com 37,6%, a empresa quer assumir o controle majoritário do negócio.
Energia
O apagar das luzes da Amazonas Energia
23/01/2024A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vai se reunir daqui a pouco para decidir o futuro da Amazonas Energia. Segundo o RR apurou, o órgão regulador deverá referendar a recomendação de que o Ministério de Minas e Energia decrete a caducidade e a consequente extinção do contrato de concessão. O entendimento é que não há muito a fazer. De acordo com informações filtradas da própria Aneel, em trecho do voto que lerá na reunião de hoje, o relator do processo, Ricardo Tili, destacará que foram dadas “oportunidades” nos últimos anos para que a companhia fizesse a troca de controle. No entanto, a avaliação é que faltou “eficiência na gestão econômica e financeira da concessão”.
Em novembro, a Aneel já havia determinado a caducidade do contrato. No entanto, o assunto voltou ao colegiado da Aneel após recurso interposto pelo Grupo Oliveira Energia, atual concessionário. O apagar das luzes da Amazonas Energia tem sido um processo lento e melancólico. Em dificuldades, o Grupo Oliveira tentou transferir o controle da empresa para a Green Energy Soluções em Energia. No entanto, a operação foi vetada pela própria Aneel. No entendimento da agência, a Green não comprovou capacidade técnica e econômico-financeira para assumir a distribuidora.
Caso o Ministério de Minas e Energia acate a recomendação da Aneel, o mais provável é que o próprio governo federal assuma a operação de distribuição no Amazonas até encontrar um novo concessionário. Não vai ser fácil. Com receita líquida negativa e dívida da ordem de R$ 9,6 bilhões, a Amazonas Energia não consegue mais garantir a qualidade dos serviços e muito menos realizar investimentos na rede. A companhia foi federalizada em 2001, com a sua transferência para a Eletronorte, então subsidiária da Eletrobras. Em 2016, a estatal não participou do processo de renovação do contrato. Posteriormente, a Amazonas Energia foi parar nas mãos do Grupo Oliveira. Hoje, há problemas em praticamente todos os 62 municípios amazonenses sob sua jurisdição.
Energia
Cemig e Eneva na rota do gás boliviano
23/01/2024A Bolívia está despejando seu gás no Brasil por tudo que é lado. Após fechar um novo contrato com a Petrobras, que prevê o fornecimento de 20 milhões de metros cúbicos por dia, a YPFB tem batido à porta de grandes grupos brasileiros da área de geração de energia. Segundo o RR apurou há conversas com Cemig e Eneva. Esta última, ressalte-se, produz gás natural no Brasil. No entanto, o consumo do combustível deve aumentar significativamente diante dos seus planos de expansão. Além das negociações para uma fusão com a Vibra, a Eneva – leia-se BTG e a Cambuhy, de Pedro Moreira Salles – é apontada no setor como uma forte candidata à compra de térmicas a gás da Eletrobras.
Energia
CTG Brasil tira da gaveta seu plano de IPO na B3
22/01/2024O RR apurou que a CTG Brasil, subsidiária da chinesa Three Gorges Corp, está retomando os planos de IPO na B3. A ideia é realizar a oferta de ações na bolsa brasileira ainda neste semestre. Internamente, segundo informações filtradas da companhia, os chineses trabalham com a estimativa de levantar algo em torno de R$ 3 bilhões. O IPO já esteve no radar da CTG Brasil em 2022 e no ano passado. Nas duas vezes, foi para a gaveta pelas condições adversas do mercado. Mas não só. No setor corre à boca miúda de que o recuo na oferta de ações seria uma represália pelo contencioso envolvendo as hidrelétricas Capivara, Chavantes, Taquaruçu e Rosana, pertencentes à Three Gorges. Em 2022, o Ministério de Minas Energia reduziu o índice de garantia física das usinas. Na prática, diminuiu a quantidade de energia que as hidrelétricas podem entregar ao sistema. A decisão até hoje gera mal-estar entre o governo brasileiro e o grupo chinês. O assunto chegou a ser tratado, inclusive, na visita de Lula a Pequim em abril do ano passado.
Energia
Stratkraft vai aumentar os seus negócios em energia renovável no Brasil
16/01/2024É irradiante o plano de negócios da Stratkraft, líder em geração de energia renovável na Europa, que em agosto do ano passado comprou dois parques de geração de eólica da EDP, no Rio Grande do Norte, com capacidade conjunta de 260 MW, pelos quais pagou R$ 1,57 bilhão. O RR apurou que o grupo europeu de energia renovável planeja adquirir outros ativos de geração eólica e solar no Brasil, ainda este ano. Um montante de R$1 bilhão estaria provisionado para essas operações.
Consultada pelo RR, a Stratkraft afirmou que “se manterá aberta para estudar propostas de mercado, mas focará na consolidação e integração das compras realizadas em 2023, além de finalizar duas importantes obras: a inauguração do Complexo Ventos de Santa Eugênia, o maior empreendimento do Grupo fora da Europa, na Bahia, e o término da construção de Morro do Cruzeiro, projeto eólico greenfield”.
Energia
Mais um curto-circuito entre a Enel e os agentes reguladores
12/01/2024Os advogados da Enel avaliam recorrer à Justiça na tentativa de reverter ou ao menos reduzir substancialmente a multa de R$ 95,8 milhões aplicada pela Aneel por problemas no fornecimento de energia em São Paulo em 2021. A empresa usaria a seu favor as divergências na própria diretoria da agência reguladora em relação ao valor da sanção. A discordância ficou evidente na reunião do colegiado do último dia 8 de dezembro, quando os diretores da Aneel defenderam punições distintas, em um intervalo de R$ 53 milhões aos R$ 95,8 milhões impostos inicialmente. O embate chegou a tal ponto que o processo foi retirado de pauta. A Enel, por sinal, é figurinha carimbada na Aneel quando o assunto é multa. Desde que assumiu a distribuição de energia em São Paulo, em 2018, já recebeu R$ 157 milhões em sanções da Aneel por problemas operacionais. Some-se os recentes R$ 12,7 milhões aplicados pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) pelo apagão na capital paulista no início de novembro.
Energia
Brasil e Paraguai divergem sobre tarifa de Itaipu
11/01/2024Quanto a energia de Itaipu vai custar em 2024? As primeiras conversas entre Brasil e Paraguai sobre o assunto mostraram que há uma distância entre os dois países maior do que os 1,8 mil km que separam Brasília de Assunção. No Ministério de Minas e Energia, extraoficialmente a informação é que o país vizinho aumentará a tarifa para US$ 20,75 MW/mês, a mesma cifra praticada em 2022. O preço atual é de US$ 16,71 KW/mês. O Brasil vai na contramão e defende uma redução do valor. O RR apurou que os Ministérios de Energia dos dois países fizeram estudos técnicos distintos – no caso do Brasil, o relatório deverá ser encaminhado à Presidência da República em até duas semanas. Sob a ótica do Paraguai, a sua gula é justificável. O país quer ganhar dinheiro em cima do sócio: os paraguaios não consomem integralmente a parte que lhes cabe da produção de Itaipu. Com isso, vendem o excedente para o Brasil.
Energia
Brasil faz “doação” de gás para evitar desabastecimento na Argentina
11/01/2024O governo Lula pretende fazer um gesto de boa vizinhança com a Argentina por meio da Petrobras. A estatal deverá liberar uma parcela do gás que recebe da Bolívia para a Enarsa, estatal de energia do país vizinho. A boliviana YPFB também vai entrar no “rachucho”. Fechado o acordo, o insumo desviado para a Argentina seria abatido do valor pago pela Petrobras à Bolívia. Toda essa engenharia tem o objetivo de reduzir o risco de desabastecimento de gás em território argentino.
Trata-se de uma solução temporária, até que o governo Milei consiga tirar do papel a reversão do fluxo do Gasoducto Norte, um investimento em torno de US$ 700 milhões. O projeto permitirá a distribuição de gás da bacia de Neuquén para o norte da Argentina, reduzindo a necessidade de importações da Bolívia.
Energia
Goldwind investe em dose dupla no Brasil
9/01/2024O RR apurou que a chinesa Goldwind já faz planos de montar sua segunda fábrica de equipamentos para geração eólica no Brasil. O alvo, mais uma vez, é o Nordeste. Há informações de que os governos do Ceará e da Paraíba saíram na frente, colocando sobre a mesa um pacote de contrapartidas para fisgar o empreendimento. Em novembro, a Goldwind firmou um acordo com o governo da Bahia para a assumir a antiga fábrica de aerogeradores da GE em Camaçari. Será a sua primeira unidade industrial fora da China.
Energia
Brasil e Bolívia estudam “costurar” suas linhas de transmissão
2/01/2024Os governos do Brasil e da Bolívia têm mantido conversações em torno de uma cooperação na área de energia elétrica, inclusive com a possibilidade de interligação entre sistemas de transmissão. Isto possibilitaria a venda de eletricidade, tal como ocorre com o gás, de parte a parte. Se o presidente Lula tiver um momento de saudosismo, pode até ressuscitar um projeto que chegou a ser discutido com os bolivianos em seu segundo mandato, pelos idos de 2007 e 2008: a construção de uma hidrelétrica binacional no Rio Madeira.
Energia
Marco regulatório das eólicas offshore está sujo de carvão
22/12/2023Há um cheiro de fuligem no projeto do marco regulatório das eólicas offshore, já aprovado na Câmara e agora em tramitação no Senado. A bancada de Santa Catarina se movimenta para ampliar ainda mais o prazo para a contratação de térmicas a carvão mineral. Seria o jabuti do jabuti: os deputados já conseguiram pendurar no projeto de lei a prorrogação dos contratos com termelétricas movidas a carvão de 2028 para 2050. Se deixarem, a bancada de Santa Catarina, maior região carbonífera do Brasil, ainda emplaca uns subsídios para a construção de novas térmicas.
Energia
Eólicas entram no radar da Fortescue no Brasil
22/12/2023A australiana Fortescue tem estudos avançados para investir em energia eólica no Brasil. Ceará e Bahia são fortes candidatos a receber os primeiros empreendimentos, segundo uma fonte do Ministério de Minas e Energia. Em novembro, o CEO global da companhia, Andrew Forrest, esteve reunido com o presidente Lula, quando confirmou o plano de investir US$ 5 bilhões no hub de hidrogênio verde no Porto de Pecém, no Ceará.
Energia
Grupo espanhol busca seu lugar ao sol no Brasil
1/12/2023A Gonvarri Solar Steel – uma das principais fabricantes europeias de rastreadores solares, entre outros equipamentos fotovoltaicos – prepara sua aterrissagem no Brasil. A empresa vem mantendo conversações com grupos da área de geração no país. Espera fechar seus primeiros contratos de fornecimento no mercado brasileiro no início de 2024. A Gonvarri Solar Steel já tem um pé na América Latina, com fábricas na Colômbia e no Peru.
Energia
BNDES deve energizar hub de hidrogênio verde potiguar
30/11/2023A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e seus assessores estão debruçados sobre o projeto de criação de um complexo de hidrogênio verde no estado. Fátima já levou a ideia ao governo federal. Segundo o RR apurou, recebeu garantias firmes de que o BNDES entra no negócio. Ressalte-se que Fátima tem prestígio junto ao presidente Lula. Foi, inclusive, coordenadora da sua campanha no Nordeste.
Energia
Geração renovável traz fundo holandês ao Brasil
29/11/2023A holandesa Triodos Investment Management prepara seu desembarque no Brasil para investir em energia renovável. Há informações de conversas com um grande grupo do segmento eólico. A gestora já tem negócios em geração no Chile, por meio do fundo Triodos Emerging Markets Renewable Energy Fund – recentemente, aportou naquele país cerca de US$ 90 milhões para a construção de 23 estações fotovoltaicas. Ao todo, a Triodos administra quase US$ 6 bilhões em ativos.
Energia
Um processo de alta voltagem nos bastidores da Aneel
28/11/2023Um imbróglio que se arrasta desde 2019 ganhou ainda mais voltagem com uma súbita decisão da Aneel. Aos 44 do segundo tempo, a agência adiou a análise da transferência do projeto de construção da termelétrica Rio Grande (RS) da Bolognesi Energia para o grupo espanhol Cobra. A avaliação estava prevista na pauta da reunião de diretoria do órgão regulador marcada para hoje. O que se diz nos bastidores é que o adiamento teria se dado após gestões das duas empresas junto à Aneel.
Seria uma tentativa da dupla de ganhar tempo e buscar uma virada em um placar que lhe é desfavorável. Tarefa difícil. De acordo com informações filtradas da própria Aneel, o relator do caso, o diretor Helvio Guerra, entende que a alteração contratual necessária para a transferência do projeto não teria respaldo em dispositivos legais ou regulatórios.
Procurada, a agência reguladora não se manifestou. Bolognesi e Cobra também não se pronunciaram até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto a todos os citados.
O que está em jogo é um empreendimento da ordem de R$ 6 bilhões que insiste em não sair do papel. Em 2014, a Bolognesi venceu o leilão da Aneel e arrematou a licença para a construção da térmica, que deveria estar em operação até janeiro de 2019. A empresa não apresentou plano de execução de obras no prazo estipulado, o que levou a agência a revogar a concessão.
No meio do caminho, a Cobra entrou em cena, com uma proposta para assumir a licença e levar o empreendimento para Pecém (CE). Desde então, Bolognesi e o grupo espanhol travam uma batalha em duas frentes, na Aneel e na Justiça, para cancelar a suspensão do contrato e aprovar a transferência do controle. A dupla não tem tido muito êxito. No ano passado, o ministro do STJ Humberto Martins anulou decisões de instâncias inferiores favoráveis às duas empresas e restabeleceu a revogação da licença decretada pela Aneel.
Energia
Equatorial paga um preço alto pela herança da Enel em Goiás
27/11/2023A italiana Enel, que enfrenta duras cobranças, a começar pelo governador Tarcísio Freitas, pelos problemas no fornecimento de energia em São Paulo, deixou para trás um breu em Goiás. A Equatorial Energia já investiu mais de R$ 1 bilhão e prevê desembolsar outro tanto ao longo de 2024 para arrumar a operação de distribuição no estado. O grupo adquiriu a companhia local, a Celg, junto à Enel no ano passado. Os italianos deixaram Goiás praticamente expulsos pelo governador Ronaldo Caiado.
Energia
Transição energética é o assunto da vez no “Conselhão”
17/11/2023O Palácio do Planalto pretende discutir na última reunião do Conselhão em 2023, no próximo dia 12 de dezembro, medidas para destravar investimentos em energia verde no país. O grupo de trabalho dedicado ao tema deverá apresentar propostas para a construção da Política Nacional de Transição Energética. Ótima pauta. Mas o governo poderia ajudar mesmo se acelerasse a aprovação dos marcos regulatórios das eólicas offshore e do hidrogênio verde.
Energia
Brasil é rota obrigatória do Standard Bank em geração renovável
16/11/2023O sul-africano Standard Bank está prospectando ativos em energia renovável no Brasil. O RR apurou que emissários do banco sul-africano têm feito contato com dois grupos do setor que tocam empreendimentos em geração eólica e solar no Nordeste. O Brasil é peça relevante de um grande projeto global do banco, que pretende investir aproximadamente US$ 14 bilhões em transição energética até 2026.
Energia
Chinesa CGN Energy aumenta investimento em geração renovável no Nordeste
13/11/2023O RR apurou que a chinesa CGN Energy vem mantendo conversações com os governos do Ceará e de Pernambuco para investir em geração eólica offshore e na produção de hidrogênio verde. As cifras mencionadas passam dos R$ 4 bilhões. O Nordeste já é o grande hub de transição energética do grupo no Brasil. A CGN investiu R$ 1,1 bilhão na instalação do Complexo Eólico Tanque Novo, na Bahia. Os chineses estão à frente de outro projeto no estado, a construção de um parque de energia eólica e solar com capacidade de 14 GW, em parceria com a brasileira Quinto Energy.
Energia
Argentina busca no Brasil sócios privados para gasoduto
6/11/2023O RR apurou que Daniel Scioli, embaixador da Argentina no Brasil, iniciou uma rodada de conversações com empresas de energia e fundos de investimento do lado de cá da fronteira. Busca parceiros para a construção da chamada fase 2 do gasoduto Nestor Kirchner, o trecho de 467 km que ligará Buenos Aires à província de Santa Fé. Esta pode ser a última grande missão de Scioli no cargo: a saída do ex-ministro da Economia da Argentina do posto de embaixador está prevista para 10 de dezembro.
Energia
BYD aumenta aposta em energia solar no Brasil
31/10/2023A BYD está em lua de mel com o Brasil. Além da produção de veículos elétricos em Camaçari, os chineses pretendem ampliar sua fábrica de painéis fotovoltaicos em Campinas. A capacidade deverá sair de 400 MW para cerca de 500 MW em equipamentos por ano. Os chineses miram não apenas no fornecimento a grandes usinas, mas também no varejo, com as vendas a residências e ao comércio. A aposta no setor é alta: recentemente, a BYD anunciou três novos centros de distribuição de equipamentos solares no Brasil
Energia
Grupo chinês planeja produzir painéis solares no Brasil
30/10/2023Segundo informação filtrada do Ministério de Minas e Energia, a chinesa Jinko Solar fez chegar ao governo brasileiro o seu interesse em instalar uma fábrica de painéis solares no Brasil. Trata-se de um dos maiores fabricantes de equipamentos fotovoltaicos do mundo, com vendas anuais da ordem de US$ 15 bilhões. A Jinko Solar mira a oportunidade de replicar no Brasil algumas de suas maiores parcerias no mercado chinês. Entre outros, a empresa é um dos grandes fornecedores de painéis para a PowerChina, que está investindo R$ 1,8 bilhão na construção de um parque solar no Ceará. O Brasil, ressalte-se, já é o segundo maior importador de painéis solares da China, depois da Europa.
Energia
As aproximações sucessivas entre Brasil e Bolívia
25/10/2023O presidente Lula vai enviar o próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à La Paz para conduzir as negociações sobre a retomada dos investimentos da Petrobras na Bolívia. A visita de Silveira deverá resultar em uma espécie de memorando de entendimentos com a YPFB. O terreno para a viagem do ministro de Minas e Energia está sendo preparado pelos executivos da Petrobras que desembarcaram na capital boliviana no fim da semana passada. Os representantes da estatal manterão uma agenda de reuniões com a direção da YPFB para possíveis investimentos conjuntos na extração de óleo e gás e também na produção de lítio – – conforme o RR antecipou.
Energia
Os bons ventos que sopram para a ArcelorMittal no Brasil
24/10/2023A ArcelorMittal avança em seu projeto de transição energética no Brasil. O grupo pretende instalar uma usina eólica offshore no litoral do Espírito Santo, estado onde concentra uma parte importante das suas operações no país. A ideia é buscar um sócio para o empreendimento, nos moldes da joint venture criada com a Casa dos Ventos para a construção de um parque de energia eólica na Bahia. O complexo baiano, por si só, deverá suprir quase 40% do consumo total de energia do grupo no país. A meta da ArcelorMittal é alcançar a marca de 100% do insumo proveniente de fontes renováveis até 2030. Consultada, a ArcelorMittal não quis se pronunciar.
Energia
Petrobras quer ficar com uma costela da Emae
23/10/2023Diante da iminente privatização da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), o Ministério de Minas e Energia discute possíveis cenários em relação à usina térmica Piratininga, arrendada pela estatal paulista à Petrobras. Uma das ideias é buscar um acordo com o futuro controlador da empresa para manter o contrato de arrendamento, que vence em março do próximo ano. A Pasta cogita também a hipótese, mais complexa, da própria Petrobras apresentar uma proposta de compra da usina.
Com capacidade instalada de 190 MW, a termelétrica não é uma peça isolada no mosaico da petroleira na área de geração. A usina opera de forma integrada à Nova Piratininga, antiga Usina Fernando Gasparian, esta pertencente à Petrobras. O potencial energético combinado das duas plantas é de 576MW.
Além disso, a térmica cumpre um papel dentro do programa de geração emergencial do governo. O problema é que qualquer de solução de continuidade dependerá fundamentalmente da boa vontade de Tarcísio Freitas. O governador de São Paulo terá de topar um acordo que tire um pedacinho da Emae do balcão de privatização.
Energia
Equinor negocia sua entrada no hub de hidrogênio verde do Ceará
13/10/2023Segundo o RR apurou, a Equinor mantém conversações com o governo do Ceará para investir no futuro hub de hidrogênio verde do Porto de Pecém. O governador Elmano Freitas articula uma viagem a Oslo ainda neste ano para encontros com a cúpula da estatal norueguesa. Em números absolutos, este é não apenas o maior projeto da sua gestão, mas também um dos principais empreendimentos na área de transição energética em curso no Brasil. Os memorandos de entendimento assinados com grupos internacionais já somam mais de US$ 10 bilhões. A Equinor, ressalte-se, já tem engatilhados projetos para a instalação de duas eólicas offshore na costa do Ceará, dentro do acordo firmado com a Petrobras.
Energia
China Energy International vai investir em eólicas offshore no Brasil
13/10/2023Segundo informações filtradas do Ministério e Minas e Energia, a China Power International já levou ao governo brasileiro o projeto de instalar cinco usinas eólicas offshore no Nordeste do país. De acordo com a mesma fonte, o cronograma dos chineses prevê a construção das duas primeiras usinas até 2025. O grupo deverá contar com o financiamento do China Development Bank (CDB). Há conversas para que a Petrobras seja sócia de alguns dos empreendimentos. Ressalte-se que a estatal e a China Energy International criaram, há cerca de seis meses, um grupo de trabalho para estudar investimentos conjuntos em geração eólica e produção de hidrogênio verde no Brasil. O Brasil é uma peça importante no mosaico de investimentos globais do grupo chinês em transição energética. A China Energy promete despejar uma dinheirama em geração renovável: cerca de US$ 100 bilhões até 2025.
Energia
Sinal de alerta na Sala de Crise do setor elétrico
11/10/2023Eletrobras e Cemig levaram ao ONS (Operador Nacional do Sistema) e ao Ministério de Minas e Energia a proposta de antecipação para esta semana da reunião da Sala de Crise da Região Norte, inicialmente marcada para o próximo dia 20. Números levantados nas últimas horas mostraram mais um declínio nos reservatórios de hidrelétricas na Amazônia. E a previsão meteorológica indica chuvas em apenas algumas áreas do Norte do país para os próximos 15 dias. Ainda assim, as projeções apontam índices pluviométricos abaixo da média histórica dos últimos dez anos. A Eletrobras é controlada da Usina de Santo Antônio. E é sócia da hidrelétrica de Belo Monte, ao lado da Cemig.
Energia
Cemig aumenta investimentos em transição energética
9/10/2023A Cemig vai aumentar sua aposta na transição energética. A estatal iniciou estudos para a instalação de mais três geradoras solares flutuantes em reservatórios de suas grandes hidrelétricas. Uma delas deverá ficar na usina de Irapé. O investimento estimado é da ordem de R$ 1,2 bilhão. A estratégia da Cemig é potencializar seu parque gerador, aproveitando seus lagos para a produção não apenas de energia hidrelétrica, mas também solar. A empresa já anunciou a construção de quatro usinas fotovoltaicas em outros reservatórios em Minas Gerais, ao custo de R$ 1,8 bilhão. O atual plano da estatal em geração renovável soma cerca de R$ 13 bilhões em investimentos.
Destaque
Ipiranga e Liquigás são as “surpresas” de Jean Paul Prates?
6/10/2023O termo “surpresas” usado publicamente pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, não foi uma mera força de expressão. Segundo o RR apurou, a estatal pretende retornar não apenas à distribuição de combustíveis, mas também ao setor de GLP. A dupla investida é tratada no governo Lula como um movimento carregado de forte simbolismo, uma vez que representaria a reversão de duas decisões da gestão Bolsonaro, marcada por uma política de desinvestimentos na estatal.
A alta direção da Petrobras está discutindo possíveis caminhos para levar os dois projetos adiante. O primeiro movimento não chega a ser surpreendente, já que o próprio Lula repetiu algumas vezes a intenção de recomprar a antiga BR Distribuidora. “Surpresa” mesmo seria a estratégia adotada para o retorno da Petrobras à comercialização de combustíveis. Em vez da reestatização da Vibra Energia, em voga desde a campanha eleitoral, a Petrobras partiria para a compra da Ipiranga, do Grupo Ultra.
Segundo informações filtradas da própria companhia, o próprio Prates é um entusiasta da ideia de uma proposta para a aquisição da companhia. O entendimento é que as circunstâncias podem favorecer o movimento. Não obstante a histórica gestão de excelência do Ultra, a Ipiranga vem apresentando seguidos engasgos na sua operação. A empresa tem sofrido com o binômio perda de margens e aumento das despesas. No segundo trimestre deste ano, o Ebitda caiu 43% em relação a igual período em 2022.
A queda da rentabilidade levou a empresa a cortar na própria carne, com o fechamento de mais de 400 postos no primeiro semestre.
Ao comprar a Ipiranga, a Petrobras voltaria ao setor com seis mil postos. Uma vez mantido o atual contrato de cessão do brand à Vibra Energia – um tema também em discussão na estatal -, a bandeira BR passaria a estar presente em mais de 14 mil unidades, o equivalente a um terço de todos os pontos de venda de combustível do país. Ou seja: a Petrobras multiplicaria consideravelmente a exposição da marca com uma dimensão superior até mesmo ao número de postos da antiga BR Distribuidora em seus tempos de estatal. A ofensiva sobre a rede do Grupo Ultra seria também uma forma de contornar as notórias dificuldades para a aquisição da própria Vibra.
O estatuto da empresa tem uma série de barreiras erguidas exatamente para impedir ou ao menos dificultar a reestatização da empresa. A principal delas é a pílula de veneno imposta a qualquer investidor que atingir 25% do capital. A título de exercício: tomando-se como base apenas a cotação em bolsa, ou seja, sem qualquer prêmio, o valuation para 100% da Vibra é R$ 22 bilhões.
No caso do GLP, segundo uma fonte da própria estatal, entre as cartas colocadas sobre a mesa, a principal delas seria a recompra da Liquigás. A empresa pertence à Copa Energia, mas ainda carrega grande associação com a Petrobras, sobretudo pela manutenção da antiga marca dos tempos de estatal. Além do investimento estratégico per si, a operação seria vital para posicionar a Petrobras na direção da sustentabilidade. O GLP é um combustível mais limpo e alternativa natural de transição para uma matriz de baixo carbono.
O regresso da Petrobras ao segmento de gás de cozinha permitiria, ainda, a ampliação do relacionamento da estatal com as camadas mais baixas da população, importante e histórica base de apoio a Lula. Não por outro motivo, Jair Bolsonaro instituiu o Auxílio Gás no apagar das luzes de 2021, ano anterior às eleições presidenciais – o que, inclusive, lhe valeu uma investigação no Tribunal de Contas, conforme informou o RR.
Destaque
Brasil entra no mapa da Petronas na transição energética
4/10/2023A Petronas, estatal de petróleo e gás da Malásia, prepara sua entrada no setor de geração renovável no Brasil. O RR apurou que os asiáticos estão se movimentando no mercado para comprar ativos em transição energética no país, notadamente usinas eólicas e solares. Segundo a mesma fonte, o alvo prioritário é a Ibitu Energia, controlada pelo fundo norte-americano Castlelake.
À venda há mais de um ano, a empresa está avaliada em aproximadamente US$ 1 bilhão. Seu portfólio soma quase 1,5 MW de capacidade: são três usinas solares, cinco eólicas e duas hidrelétricas em operação, além de três projetos em desenvolvimento no Nordeste. A Ibitu, ressalte-se, não está sozinha na alça de mira da Petrobras.
De acordo com as informações apuradas, o grupo malaio mantém uma segunda frente de conversas, com a Enel, que colocou à venda um pacote de geradoras eólicas e solares. Consultados pelo RR, Petronas e Castlelake não se manifestaram até o fechamento desta matéria. A Enel, por sua vez, disse que “não comenta rumores”.
Grandes petroleiras internacionais começam a disputar uma corrida por ativos em energia limpa no Brasil. Um dos movimentos mais recentes foi protagonizado pela norueguesa Equinor, com a aquisição da Rio Energy por R$ 3,5 bilhões. No caso da Petronas, conglomerado que fatura quase US$ 90 bilhões ao ano, o Brasil está prestes a entrar em um mapa que já tem Ásia e Austrália.
Até o momento estas são as regiões em que o grupo malaio tem concentrado maior volume de investimentos para a descarbonização da sua matriz energética. Os projetos são conduzidos pela Gentari, o braço de geração renovável da petroleira. Entre outros investimentos, a empresa está desembolsando mais de US$ 1 bilhão para gerar 8 GW em energia limpa na Austrália até 2030. Em fevereiro deste ano, gastou outro tanto para a aquisição das usinas de energia solar da alemã Wirsol Energy em território australiano.
Destaque
Preço da energia de Itaipu provoca faíscas entre Brasil e Paraguai
21/09/2023As tratativas diplomáticas entre o Brasil e o Paraguai em torno da renovação do Tratado de Itaipu tiveram uma reviravolta nos últimos dias, com o surgimento de uma zona de atrito. De acordo com uma fonte do Itamaraty, no início da semana, o presidente paraguaio, Santiago Peña, fez chegar ao governo brasileiro que voltou atrás na decisão de usar integralmente a cota de 50% da produção da hidrelétrica a que o país tem direito. Segundo a informação que circula no Ministério das Relações Exteriores, o Paraguai pretende absorver apenas 20% da energia, vendendo o excedente para o seu sócio na hidrelétrica binacional.
Até aí, não seria exatamente um problema para o Brasil, que historicamente sempre consumiu mais da capacidade de Itaipu do que o país vizinho. O fio desencapado está no impasse em relação ao preço já colocado sobre a mesa. Os paraguaios pretendem elevar a chamada tarifa de serviços de Itaipu para a casa dos US$ 20 por quilowatt. Hoje, ela está em US$ 16,71. A taxa é um balizador dos contratos de compra e venda de energia entre os dois países sócios da hidrelétrica.
Há uma forte pressão política no Paraguai, sobretudo do Congresso local, para que o recém-empossado Peña arranque o aumento do valor pago pelo governo brasileiro. Um dos argumentos é que o Brasil ganha dinheiro em cima da compra de parte da cota dos paraguaios e da revenda dessa energia no mercado interno. A tarifa de repasse, ou seja, o valor pago pelas distribuidoras brasileiras à Itaipu está hoje em US$ 20,23 kW/mês. Ou seja: quase 20% acima do que o Paraguai arrecada com a venda do insumo ao Brasil.
A questão é que o eventual reajuste da tarifa no contrato com os paraguaios vai provocar um inevitável efeito cascata, com o aumento do valor cobrado às distribuidoras e, na última linha, aos consumidores. Em contato com o RR, o Ministério de Minas e Energia informou que “no atual momento, tem realizado estudos e avaliações, bem como participado de reuniões com outros órgãos com o objetivo de definir a posição do governo brasileiro quanto à revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu.” Segundo a Pasta. apenas após essa etapa, “é que podem ser iniciadas as negociações sobre o tema com o Paraguai”. Consultado especificamente sobre as exigências do governo paraguaio e a possibilidade de aumento da tarifa paga pelo Brasil, o Ministério não se manifestou.
As tratativas diplomáticas, abertas há pelo menos dois meses, são uma primeira etapa de um longo processo – que já começou com faíscas. O Itamaraty prepara o terreno para que, em um segundo momento, o Ministério de Minas e Energia entre em cena. A renovação do Tratado de Itaipu é hoje uma das principais agendas do governo brasileiro na área de política externa, notadamente no mosaico das relações regionais. Como se não bastasse a importância per si da usina, o tema pode ter desdobramentos sobre outras negociações delicadas no âmbito do Mercosul. O Paraguai é um aliado do Brasil no esforço para isolar o Uruguai e barrar suas pretensões de fechar acordos bilaterais à margem do bloco econômico. Não por acaso, o próprio Lula já se encontrou duas vezes com Santiago Peña para tratar do assunto Itaipu, uma delas, em julho, antes mesmo do presidente paraguaio tomar posse. Há cerca de duas semanas, Lula se reuniu também com o presidente de Itaipu, Enio Verri.
Há um razoável componente de incerteza e, mais do que isso, insegurança nas tratativas diplomáticas entre os dois países. O Paraguai vem se notabilizando por um comportamento um tanto quanto mercurial, o que tem contribuído para os impasses na renovação do Tratado. A repentina mudança em relação ao aproveitamento da energia de Itaipu se deve um enrosco tripartite, que envolve também a Argentina. Na semana passada, o governo de Santiago Peña decidiu usar integralmente a sua cota na produção da hidrelétrica de Yacyretá, usina binacional controlada por paraguaios e argentinos. Até o mês passado, os paraguaios ficavam com 15%. Trata-se de uma resposta à dívida que a Argentina tem com o Paraguai de quase US$ 150 milhões referente à compra da própria energia da usina. Com esse excesso do insumo, não há mais razão do Paraguai ficar integralmente com a sua parte de Itaipu.
Destaque
Governo embala medidas para estimular investimentos em eólicas offshore
19/09/2023Enquanto o marco regulatório não sai, o governo está quebrando a cabeça em busca de medidas para estimular investimentos em usinas eólicas offshore. Uma das propostas em discussão no Ministério de Minas e Energia é vincular a cessão das áreas a contratos de venda de energia de até 20 ou 30 anos, ancorados no mercado cativo. Ou seja: o investidor teria, já na partida, a garantia de compra do insumo por acordos de longo prazo e com o chamado preço definido, ou seja, fixado pela Aneel, regime no qual os consumidores não têm liberdade para negociação das tarifas.
Segundo estudos da área técnica do Ministério de Minas e Energia, as eólicas offshore em funcionamento no mundo somente atingiram seu breakeven entre 15 e 20 anos. Os contratos de longo prazo seriam uma maneira de assegurar o retorno do investimento. Outra medida que ganha corpo no governo é a participação direta do BNDES no financiamento dos projetos.
Uma das ideias é o uso de debentures incentivadas de infraestrutura. As empresas ou consórcios à frente dos projetos emitiriam os papéis com a garantia firme de que o banco de fomento ficaria com uma parcela mínima. Seria um considerável reforço, além das linhas de crédito já criadas pelo BNDES para financiar projetos em energia renovável, que somam até o momento algo em torno de R$ 15 bilhões.
Um dos maiores óbices à construção de eólicas em alto-mar é justamente o seu elevado custo. Para cada 1 GW de capacidade instalada, estima-se que é necessário um investimento da ordem de US$ 2,5 bilhões, mais de duas vezes maior valor exigido em usinas onshore.
As discussões dentro do governo vêm sendo conduzidas diretamente pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira – à frente também das articulações junto ao Congresso para a aprovação do marco regulatório das eólicas offshore ainda neste ano. Um dos principais colaboradores de Silveira na formulação de propostas para o setor é Mauricio Tolmasquim, gerente de Estratégia e Planejamento da Petrobras. Durante o período de transição, Tolmasquim foi quem elaborou boa parte das diretrizes do governo Lula para a área de transição energética.
Na Petrobras, é o executivo responsável pelos projetos para o segmento. A própria estatal, conforme já anunciado pelo governo, terá um forte papel como indutora de investimentos em energia renovável e, mais especificamente, em geração eólica offshore. Na semana passada, a empresa divulgou já ter protocolado junto ao Ibama estudos para licenciamento ambiental em dez projetos na costa brasileira, com capacidade somada de 23 GW.
Destaque
Petrobras e Saudi Aramco têm um encontro marcado na energia renovável
18/09/2023O governo Lula reserva um papel relevante para a Petrobras nas relações bilaterais entre Brasil e Arábia Saudita. Há articulações para uma parceria entre a estatal e a Saudi Aramco na área de transição energética. A ideia é que as duas companhias façam investimentos conjuntos em geração eólica e na produção de hidrogênio verde no Brasil.
O acordo poderá ser turbinado com aportes do PIF (Public Investment Fund), fundo soberano saudita, que já anunciou um mega plano de desembolsar globalmente US$ 1 trilhão ao longo da próxima década em setores estratégicos, como energia limpa e cadeia de alimentos. O acordo reforçaria a estratégia do governo de impulsionar a atuação da Petrobras em geração renovável por meio da associação com grandes grupos internacionais, vide a Equinor. A estatal já firmou um memorando de intenções com a petroleira norueguesa para a construção de até sete usinas eólicas offshore no litoral brasileiro. Procurada pelo RR, a Petrobras não quis comentar o assunto.
As tratativas envolvendo Petrobras e Saudi Aramco se dão em um contexto diplomático mais amplo e favorável ao Brasil. O presidente Lula foi um dos principais articuladores da entrada da Arábia Saudita, assim como de outros países, no bloco dos BRICs. Seu prestígio junto aos sauditas pode ser medido pelo recente encontro reservado com o príncipe Mohammed bin Salman por ocasião da reunião de cúpula do G20 na Índia.
O Brasil tem a oportunidade surfar na enxurrada de investimentos que a Arábia Saudita está fazendo para renovar sua matriz energética e econômica – baseada em petróleo, petróleo e petróleo. Recentemente, a própria Saudi Aramco anunciou investimentos de US$ 2,5 bilhões na instalação de duas usinas solares no país. Nos planos sauditas cabem projetos colossais, como The Line, a cidade futurista que está sendo construída no deserto e será toda abastecida com energia limpa. A associação com a Petrobras em transição energética tem correlação também com outros investimentos já feitos pelos árabes no Brasil, como a recente aquisição de 13% da Vale Metals pela Manara Minerals, leia-se o próprio PIF. Com o acordo, a Arábia passou a ter em território brasileiro uma privilegiada fonte de suprimento de níquel e cobre, essenciais para a produção de baterias elétricas.
Energia
Enel põe suas cartas na mesa pela renovação da concessão da Coelce
15/09/2023O CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, aterrissou em Brasília cheio de cifrões. Nas reuniões que teve com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Cattaneo adiantou que o grupo pretende investir US$ 4 bilhões no Brasil até 2026. Segundo o RR apurou, o executivo teria enfatizado também a intenção da companhia em duplicar os aportes previstos em energia renovável, chegando perto de US$ 2 bilhões. É literalmente a moeda de troca que a Enel está colocando sobre a mesa para assegurar a renovação antecipada da concessão da Coelce – condição fundamental para a venda do controle da empresa. A atual licença vence em 2028. Cattaneo passou a conduzir diretamente as negociações com o governo brasileiro, conforme o RR antecipou (https://relatorioreservado.com.br/noticias/enel-cerca-governo-por-todos-os-lados-para-estender-concessao-da-coelce/).
Energia
Déficit de energia na Argentina é um bom negócio para o Brasil
14/09/2023A Edenur, maior distribuidora do setor elétrico na Argentina, está batendo à porta de grandes empresas brasileiras, como CPFL e Engie, para comprar energia. A súbita necessidade decorre de decisão tomada pelo novo governo paraguaio. O presidente Santiago Peña determinou que o Paraguai use 100% da sua cota na usina binacional de Yaciretá, uma associação com a Argentina.
Historicamente, os paraguaios sempre ficaram com apenas 15% da produção, deixando o excedente com o país vizinho. Parte desse volume atende exatamente à Edenur. A empresa busca energia no Brasil para afastar o risco de desabastecimento a seus clientes na Argentina. Em tempo: a necessidade da Argentina serve como combustível ao lobby das grandes geradoras brasileiras para que o governo volte a flexibilizar as regras para exportação de energia.
Em junho, o Ministério de Minas Energia restringiu a venda do insumo ao exterior, por conta da proximidade do período de redução das chuvas no país. Os grandes grupos do setor elétricos classificam a medida como excesso de conservadorismo, dado o elevado nível dos reservatórios das hidrelétricas.
Destaque
Alemanha quer fazer do Brasil o seu “hub” de energia limpa
6/09/2023O acordo bilateral entre Brasil e Alemanha para investimentos em transição energética começa a sair do papel. Segundo uma fonte do Ministério de Minas e Energia, há negociações para que o governo alemão seja um dos financiadores do futuro hub de hidrogênio verde no Porto de Pecém, no Ceará. Trata-se de um dos maiores projetos de geração renovável em curso no país. A previsão de aportes beira os R$ 70 bilhões.
A Alemanha surge como o primeiro investidor soberano a se associar ao empreendimento – unindo-se a mais de 20 grupos privados que já assinaram memorandos de entendimento para participar do projeto, entre os quais se destacam a Eneva e a australiana Macquarie. Os recursos deverão sair do Fundo para o Clima e a Transformação, criado pelo governo alemão. São mais de 210 bilhões de euros reservados para financiar projetos de transição energética em todo o mundo.
De parte a parte, há outras pontas que se juntam nessa costura bilateral. De acordo com a mesma fonte, as conversações passam também pelo KfW, o banco de fomento alemão. A instituição deverá entrar no projeto de criação do hub de Pecém financiando a compra de equipamentos. O fio dessa meada leva ao próprio BNDES. Na última segunda-feira, o banco brasileiro e o KfW IPEX-Bank, braço de exportações da agência de fomento alemã, assinaram um acordo para expandir sua cooperação comercial, com foco exatamente em projetos de transição energética, clima e preservação ambiental.
O Porto de Pecém deve ser apenas o ponto de partida. O Brasil tem tudo para ser um dos principais se não o grande hub de fornecimento de energia limpa para que a Alemanha consiga cumprir suas metas de descarbonização. Estima-se que o país europeu terá de importar o equivalente a 70% da sua demanda interna por hidrogênio verde para alcançar a neutralidade climática até 2045.
Energia
Petroecuador sai a caça de investidores no Brasil
6/09/2023Executivos da Petroecuador têm feito uma espécie de road show no Brasil em busca de parceiros para investimentos em exploração e produção de petróleo em seu país. Segundo o RR apurou, houve conversas com a Petrobras e com uma petroleira privada. A estatal equatoriana precisa de sócios para acelerar projetos em desenvolvimento e compensar o duro golpe que sofreu recentemente.
Em plebiscito realizado em agosto, 90% da população local decidiram proibir a exploração de petróleo no Parque Nacional Yasuní, na Amazônia equatoriana, uma das maiores e mais promissoras jazidas do país. Além de ter de encerrar suas operações na região, a Petroecuador ainda será obrigada a gastar aproximadamente US$ 700 milhões para o desmantelamento de suas instalações.
Energia
Enel cerca governo por todos os lados para estender concessão da Coelce
5/09/2023A alta direção da Enel está mobilizada em torno da renovação antecipada da concessão da Coelce, que vence em 2028. Segundo o RR apurou, o próprio CEO global do grupo italiano, Flavio Cattaneo, tem mantido interlocução direta com o governo brasileiro, mais precisamente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Cattaneo engrossa o coro que já conta com as vozes do CEO e do chairman da companhia no Brasil, respectivamente Nicola Cotugno e Guilherme Lancastre, na linha de frente das conversações com o próprio Ministério e também com a diretoria da Enel.
A tour de force do grupo italiano é mais do que justificável. A extensão do contrato de concessão da Coelce é tida como condição sine qua non para a negociação do controle da distribuidora cearense. E quem o diz não é a parte vendedora, ou seja a Enel, mas os próprios candidatos à aquisição. CPFL e Equatorial Energia, os dois principais interessados no negócio, só aceitam levar as negociações adiante com a garantia de que a licença da empresa será estendida por mais 15 ou 20 anos.
A venda da Coelce, avaliada em aproximadamente R$ 8 bilhões, é mais um movimento chave na reestruturação dos negócios da Enel no Brasil. Os italianos já se desfizeram da operação de distribuição de energia em Goiás.
Energia
Maturati empilha contenciosos para construir PCHs
4/09/2023A Maturati Participações, do empresário Fernando Villela, entrou com um mandado de segurança contra a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso. A empresa tenta por vias judiciais o que não conseguiu no âmbito administrativo: a licença ambiental para a construção de seis PCHs no Rio Cuiabá, um projeto orçado em aproximadamente R$ 1,8 bilhão. O pano de fundo é um faiscante contencioso que envolve o próprio STF. A Secretaria Estadual se recusa a conceder o licenciamento, sob a alegação de que, entre outras pendências, a Maturati não apresentou uma Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica – por meio do documento, o investidor se compromete a destinar um determinado volume de águas para as populações do entorno. A empresa alega que a Secretaria não tem competência para fazer tal exigência, que seria atribuição da ANA (Agência Nacional de Águas).
Energia
Leilão da Aneel deve marcar o desembarque de mais um gigante chinês no Brasil
28/08/2023O leilão de linhas de transmissão da Aneel previsto para o dia 15 de dezembro deverá marcar a entrada de mais um grande grupo chinês no Brasil. A China Southern Power Grid já deu garantia firme ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que vai participar da disputa. O grupo tem uma carteira com mais de US$ 180 bilhões em ativos na China, quase todos concentrados nas províncias de Guangdong, Guangxi, Yunnan, Guizhou, and Hainan. A China Southern já fez recentemente um movimento mais agudo na América do Sul, ao comprar ativos em distribuição de energia da italiana Enel no Peru, ao valor de US$ 2,9 bilhões.
Energia
Déficit de etanol na Índia é uma oportunidade de ouro para o Brasil
23/08/2023Notícia publicada há poucos minutos pelo The Indu, um dos grandes jornais da Índia: está faltando etanol puro na Índia, o chamado E 100.
Até 2026, o país precisará de um volume adicional 1,4 bilhão de litros para cumprir o percentual exigido de mistura a outros combustíveis. Os indianos buscam soluções de todos os lados. Uma parte virá de investimentos da indústria sucroalcooleira local, que prevê um aumento de capacidade da ordem de 750 milhões de litros por ano. Mas levará tempo até que os projetos sejam executados. Outra possibilidade sobre a mesa vem da Indian Oil Corporation, envolvida em um projeto experimental para a produção de etanol do próprio bagaço da cana. Ainda assim, é líquido e certo que a Índia terá de aumentar as importações.
OBS RR: O déficit indiano soa como música aos ouvidos dos usineiros brasileiros, especialmente aos respectivos ramos da família Ometto que controlam a Cosan e a São Martinho, as duas maiores exportadoras de álcool do país. O Brasil é o maior produtor global do etanol puro, sendo responsável por quase 30% do volume mundial. A Índia já é o quinto maior comprador do combustível brasileiro, atrás de Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão e Filipinas. Pelo andar da carruagem, logo, logo vai subir nesse ranking.
Energia
Paraguai coloca um bode na sala do Tratado de Itaipu
23/08/2023Em meio à negociação do novo Tratado de Itaipu, surge um curto-circuito entre Brasil e Paraguai. A hidrelétrica de Yacyretá tem oferecido energia a grandes indústrias da Região Sul cobrando tarifas mais baixas do que as praticadas por Itaipu Binacional. Segundo informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, entre outros potenciais compradores, há conversas razoavelmente avançadas com um importante fabricante de papel e celulose. A hidrelétrica de Yacyretá, também uma binacional, é controlada pelo Paraguai e pela Argentina. Na Pasta de Minas e Energia, a ofensiva comercial da usina em território brasileiro e a tentativa de dumping têm sido interpretadas como uma manobra dos paraguaios para aumentar seu cacife à mesa de negociações de Itaipu. É quase um bode na sala: só foi colocado para ser retirado depois. O recém-empossado presidente Santiago Peña tem dito que o Paraguai vai ficar com toda a cota da produção de Itaipu que lhe cabe. Entre o ministro Alexandre Silveira e seus assessores, no entanto, a aposta é que tudo não passa de um blefe para forçar o aumento das tarifas pagas pelo Brasil por parte da energia pertencente ao Paraguai – o país vizinho usa menos de 20% do insumo produzido por Itaipu e a venda do excedente aos sócios é uma importante fonte de receita.
Destaque
Governo aumenta a dosagem de conteúdo local na indústria de óleo e gás
18/08/2023O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e seus assessores estão elaborando uma proposta a ser enviada à ANP, no mais tardar até outubro, para o aumento da exigência de conteúdo local na exploração e produção de óleo e gás. Mas que ninguém espere uma reprise dos primeiros mandatos de Lula e da gestão Dilma, quando o sarrafo foi lá para cima. A ideia do governo seria estabelecer faixas “intermediárias”, na casa dos 50% ou 60%, dependendo da fase do projeto e da área (onshore ou offshore).
Em 2004, no pico da obrigatoriedade, a exigência de equipamentos nacionais chegou a 86% na etapa de exploração e a 89% nas atividades de desenvolvimento. Hoje, o índice para exploração está fixado em 18%. No caso da produção, as alíquotas variam de 25% a 40%. A medida é tratada pelo governo como condição sine qua non para a retomada da indústria naval brasileira – promessa de campanha do presidente Lula. E a ANP nessa história?
No Ministério de Minas e Energia, o entendimento é que a agência reguladora não será um obstáculo para a mudanças nas regras. O diretor-geral da agência, Rodolfo Saboia, é tido como uma figura maleável. Não custa lembrar que foi na sua gestão, por meio da resolução 848/2021, que a ANP mudou o procedimento em relação às petroleiras que descumprem as regras de conteúdo local. A agência passou a permitir Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) para a conversão de multas em novos investimentos obrigatoriamente em bens e serviços nacionais. Somente nos 12 primeiros meses de vigência da nova norma, 25 empresas apresentaram proposta de acordo, totalizando R$ 2 bilhões em multas que acabaram convertidas em encomendas à indústria local.
Falar de conteúdo local é falar de Petrobras. Assim como no passado, a estatal será a grande responsável por fomentar as encomendas à indústria naval brasileira. Toda essa engrenagem se cruza também com o PAC. A companhia tem 47 projetos incluídos no Programa, um pacote de investimentos da ordem de R$ 320 bilhões. Nove desses projetos estão na Margem Equatorial, considerado o novo pré-sal brasileiro.
Energia
Piauí costura megaprojeto para a produção de hidrogênio verde
18/08/2023O que pode vir a ser um dos grandes projetos de transição energética do Brasil está começando a ganhar forma no Piauí. A espanhola Solatio Energia assinou um memorando de entendimentos com o governo do estado para investir na produção de hidrogênio verde. Segundo o RR apurou, em outro front o governador Rafael Fonteles está em conversações também com outros dois grupos internacionais da área de energia, um deles chinês. O objetivo é unir essas pontas para a implantação de um hub de hidrogênio verde no Piauí. O projeto é razoavelmente ousado: as estimativas de investimento passam dos R$ 50 bilhões.
Energia
Negociações sobre o gasoduto de Vaca Muerta avançam
18/08/2023Segundo informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, uma comitiva do governo argentino vai desembarcar no Brasil até o fim de agosto. Na agenda, reuniões em Brasília e na Petrobras. É mais uma etapa do processo de negociação para o possível financiamento do Brasil à construção do gasoduto de Vaca Muerta. O apoio está condicionado à garantia de fornecimento de gás. A Secretaria de Energia da Argentina acena com duas possibilidades para o suprimento do insumo. A primeira é a construção de um ramal saindo do Noroeste da Argentina, do trecho do pipeline entre Sallequieló e San Gerônimo para se conectar com o gasoduto Bolívia-Brasil. A outra é a abertura de um ramal do Sul argentino até Uruguaiana, seguindo posteriormente para Porto Alegre
Energia
Prazo de concessão vira entrave para a venda da Coelce
15/08/2023A direção da Enel abriu tratativas com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia com o objetivo de antecipar a renovação da licença da Coelce, que vence em 2028. Segundo o RR apurou, o ministro Alexandre da Silveira tem se mostrado mais flexível ao pleito, ao contrário da agência reguladora, que condiciona a extensão do contrato a uma série de exigências, especialmente em relação a investimentos. São garantias que a Enel não pode dar. Os italianos estão de saída do negócio e tentam a renovação antecipada justamente como forma de destravar a venda da distribuidora cearense. A CPFL e a Equatorial, principais candidatas à aquisição da Coelce, estariam condicionando o negócio à prorrogação da concessão. Entre outras questões, o fim da concessão em 2028 é um óbice à tomada de crédito por prazos mais longos.
Energia
Nordeste vira o grande hub de transição energética da Fortescue
10/08/2023O Nordeste brasileiro será uma peça-chave nos investimentos globais da australiana Fortescue em transição energética. O RR apurou que executivos do grupo vêm mantendo tratativas com os governos do Ceará e da Bahia para a construção de usinas solares e eólicas nos dois estados – no segundo caso, também com empreendimentos offshore. Parte energia deverá ser usada, inclusive, para projetos de dessalinização da água do mar. É a variável mais ambiciosa da empreitada. Mas é o mais ousado e com componentes de marketing do pioneirismo. Por enquanto, ninguém falou em dessalinização.
Ressalte-se que a Fortescue já assinou um memorando de entendimentos com o próprio governo cearense para se instalar no futuro hub de hidrogênio verde do Porto de Pecém, um projeto da ordem de US$ 6 bilhões. Com negócios que vão da mineração à energia, o conglomerado australiano tem feito pesados investimentos para limpar sua matriz energética: a empresa vai gastar cerca de US$ 9 bilhões para neutralizar suas emissões até 2030.
Energia
Os planos da Land Rover para a transição energética no Brasil
7/08/2023A Land Rover deu a partida no projeto de produzir carros elétricos no Brasil, mais precisamente na fábrica de Itatiaia (RJ). Segundo fonte ligada à empresa, o grupo tem feito estudos para a fabricação de dois modelos, a ser iniciada em 2025. Trata-se de uma direção diferente da que vem sendo tomada por outros grupos do setor. Volkswagen e Stellantis – esta última conforme o RR antecipou já anunciaram planos de fabricar veículos híbridos no país, combinando eletrificação e etanol. No caso da Land Rover, o que está em jogo é a própria sobrevivência da fábrica de Itatiaia e da operação brasileira. O grupo inglês já anunciou que encerrará a produção de veículos a combustão em todo mundo até 2030. A julgar pelo aumento da publicidade da montadora, notadamente nas redes sociais, a ameaça a operação da companhia no país pode ser considerada amena. A Land Rover garante que o Brasil é um mercado estratégico para o grupo a longo prazo. Foi o que próprio diretor global de estratégia e sustentabilidade da companhia, François Dossa, disse ao vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, no encontro que tiveram em março.
Energia
Chineses miram participação da Cemig na Taesa
4/08/2023A China Southern Power Grid International (CSG) estaria em conversações com a Cemig para comprar sua participação na Taesa, uma das maiores holdings de transmissão do Brasil. Tomando-se como base apenas o valor de mercado da companhia, a fatia da estatal mineira gira em torno de R$ 4,6 bilhões. A negociação faria da CSG a principal acionista da Taesa, com 36,7%. Há um detalhe importante, talvez mais do que uma simples coincidência: o grupo chinês é um velho conhecido da colombiana ISA, segundo maior acionista da empresa de transmissão, com 26%. Ambos são sócios em uma operação no Chile. Procuradas pelo RR, Cemig e CSG não se pronunciaram
Energia
Grupo chinês dobra a aposta em transição energética no Ceará
3/08/2023A chinesa Mingyang Smart Energy Group negocia com o governo do Ceará um pacote de investimentos em energia solar e eólica. Neste segundo caso, o projeto envolve também a instalação de usinas offshore. Trata-se de um passo a mais dos asiáticos no estado. A Mingyang já assinou um memorando de entendimentos para projetos em hidrogênio verde no porto de Pecém. O espectro de investimentos não para por aí. De acordo com a fonte do RR, as tratativas miram, em um segundo momento, a produção de turbinas no estado – a Mingyang é uma importante fabricante de equipamentos para a área de energia na China.
Energia
Consórcio Gênesis fez a festa no leilão da Aneel. Agora, precisa de um sócio
2/08/2023Corre no setor elétrico que o consórcio Gênesis saiu busca um sócio majoritário para levar adiante a construção de duas linhas de transmissão, uma entre a Bahia e Minas Gerais e a outra em Recife. Os investimentos somam aproximadamente R$ 3,3 bilhões, o que seria um passo muito além da capacidade financeira dos acionistas do consórcio – The Best Car, sócia majoritária, e Entec, empresas praticamente desconhecidas na área de energia. O Gênesis gerou forte estranheza no setor ao arrematar dois lotes no mais recente leilão de transmissão da Aneel, no fim de junho. Deixou a impressão de que vai apenas esquentar a cadeira para algum outro investidor. O RR tentou contato com a The Best Car, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Energia
Casa dos Ventos negocia financiamento para seus projetos eólicos
31/07/2023A Casa dos Ventos estaria em conversações com o Citi em torno de um financiamento para projetos eólicos. Uma das possibilidades sobre a mesa é uma engenharia nos moldes da sofisticada operação recém-coordenada pelo banco norte-americano, leia-se uma linha de crédito para a Norsk Hydro e Macquarie instalarem uma usina eólica no Nordeste. Foi o primeiro “mini-perm” em dólar para projetos em transição energética no país. Trata-se de um financiamento com prazo mais longo do que, por exemplo, um empréstimo, mas inferior à média dos empréstimos para a área de infraestrutura. Consultados pelo RR, Casa dos Ventos e Citi não quiseram se manifestar.
A Casa dos Ventos tem uma meta ousada: até 2025, duplicar a capacidade instalada das suas usinas eólicas em operação – ainda neste ano, a empresa deve chegar à marca de 1,5 GW. Fôlego não falta. Além do acesso a crédito farto, pela qualidade da sua carteira de ativos, a companhia recebeu no ano passado um aporte da TotalEnergies, que comprou 30% do seu capital.
Destaque
Venda de ativos da Cemig vira um curto-circuito na Justiça
28/07/2023O governador Romeu Zema deverá ter, nos próximos dias, uma amostra das dificuldades que enfrentará para levar adiante seus planos de privatização da Cemig. O RR apurou que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) prepara uma ofensiva com o objetivo de barrar o leilão de 15 PCHs da estatal, marcado para o dia 10 de agosto. A entidade prepara duas ações em paralelo: uma no âmbito administrativo, com um recurso junto ao Tribunal de Contas de Minas Gerais, e outra no Judiciário – neste segundo caso, de acordo com a mesma fonte, por meio de uma ação conjunta com o PT. Em contato com o RR, o Sindicato confirmou que estuda “medidas jurídicas para tentar evitar a venda dessas usinas”. O argumento central é que a alienação das PCHs precisa de autorização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o que não ocorreu. O governo mineiro, por sua vez, tem se escorado em uma interpretação anterior do próprio TCE-MG. O Tribunal de Contas considerou que o Executivo podia vender ativos da Codemge – Companhia de Desenvolvimento do Estado – sem aval do Legislativo, sob o entendimento de que a venda de propriedades não depende de autorização da Assembleia. Por similitude, o governo tem extrapolado a decisão a outras estatais. Consultada pelo RR sobre a legalidade da operação e o risco de suspensão judicial do leilão das PCHs, a Cemig não se manifestou sobre os temas acima.
O imbróglio vai além do leilão das 15 PCHs. Trata-se de um contencioso que traz algum risco para o próprio plano de desmobilização de ativos da Cemig, visto pelo governo mineiro como uma antessala para a posterior privatização da companhia. O objetivo do Sindiletro-MG – e do PT, minoria na Assembleia de Minas Gerais – é barrar a venda de outros negócios e de participações societárias da estatal. No pipeline da companhia está prevista, ainda para este ano, a alienação de hidrelétricas e de fatias societárias na Norte Energia, leia-se a Usina de Belo Monte, e na empresa de transmissão Taesa. O Sindicato promete artilharia pesada na Justiça. No entendimento da entidade, “o governador Romeu Zema tem buscado vender a empresa em fatias dilapidando o patrimônio e repassando para a iniciativa privada parcelas importantes das propriedades do povo mineiro, mesmo sem obter a autorização legal para isso”.
Em tempo: os movimentos do Sindiletro-MG, em conjunto com o PT, reforçam a ideia de que há uma espécie de coalizão, ainda que tácita, entre o governo e o sindicalismo contra as privatizações – tanto as por fazer quanto as já feitas. Há pelo menos seis ações movidas por entidades representativas dos trabalhadores contra a privatização da Eletrobras. Essa ofensiva tem servido ao menos para fazer barulho – e aumentar a sensação de insegurança jurídica no país. Em março, o juiz Adriano Saldanha Gomes de Oliveira, da 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou a realização de uma perícia para avaliar se a desestatização da Eletrobras trouxe um risco de desindustrialização do país, conforme alegam os sindicatos. No Rio Grande do Sul, após um imbróglio judicial, o contrato de venda da Corsan para a Aegea só foi assinado em julho, quase sete meses após o leilão de privatização da empresa. Ainda assim, o Sindiágua e a bancada do PT na Assembleia Legislativa já sinalizaram que vão entrar com novas ações judiciais na tentativa de reverter a operação.
Energia
State Grid quer investir R$ 17 bi em linha de transmissão
28/07/2023No Ministério de Minas e Energia, a State Grid é considerada pule de dez para assumir a construção do linhão de 1,4 mil km que atravessará três estados – Maranhão, Tocantins e Goiás. A licença é a joia da coroa do leilão de ativos de transmissão que será realizado pela Aneel em dezembro. O que está em jogo é um investimento que pode chegar a R$ 17 bilhões. Há cerca de duas semanas, o ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, reuniu com representantes da State Grid. O projeto foi uma das agendas tratadas.
Energia
China Southern mira o setor de transmissão no Brasil
24/07/2023Representantes da China Southern Power Grid vêm mantendo conversações com a cúpula do Ministério de Minas e Energia. A empresa já manifestou o interesse em disputar o próximo leilão de transmissão da Aneel – a licitação está marcada para 31 de outubro, mas deve ser adiada para dezembro. A chegada da China Southern ao Brasil se daria no rastro dos recentes acordos firmados pelos presidentes Lula e Xi Jinping para investimentos na área de energia, notadamente em geração e transmissão.
O grupo chinês fez recentemente um movimento importante na América do Sul: em abril, desembolsou 2,7 bilhões de euros pelos ativos de distribuição da italiana Enel no Peru. Além disso, já tem um pé no Chile, onde é acionista da Transelec, uma das maiores companhias de transmissão daquele país.
Energia
Starboard e Perfin têm interesse em térmica a carvão da Eletrobras
18/07/2023As gestoras Starboard e Perfin estariam mantendo conversações com a Eletrobras para a compra da usina Candiota 3, no Rio Grande do Sul. Trata-se da última termelétrica a carvão da ex-estatal. A venda faz parte da estratégia da Eletrobras de ser carbono zero até 2030. A companhia busca também compradores para suas geradoras a gás. Curiosamente, a Starboard e a Parfin parecem estar na contramão da transição energética. Recentemente a dupla desembolsou R$ 2,2 bilhões para ficar com a térmica a carvão Pampa Sul, também no Rio Grande do Sul, até então pertencente à Engie.
Energia
Um lobby de alta voltagem no Congresso
18/07/2023As distribuidoras de energia abriram guerra contra o projeto de lei nº 373/2023, do deputado Fausto Santos Jr. (União-AM). As empresas do setor, reunidas sob a égide da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), já se mobilizam para acionar o Supremo com o objetivo de derrubar a proposta. O PL estabelece a proibição do Sistema de Medição Centralizada (SMC), tecnologia que permite o monitoramento remoto e em tempo real do consumo de luz. A alegação é de que o sistema impede o consumidor de acompanhar os seus gastos de energia. Ressalte-se que as distribuidoras já conseguiram uma primeira e importante vitória na Suprema Corte. Em março deste ano, o STF declarou a inconstitucionalidade de uma lei no Amazonas que proibia a instalação do SMC. Na esteira da decisão, a Amazonas Energia já anunciou investimentos de R$ 2 bilhões para instalar o sistema em toda a sua área de atuação. Outras distribuidoras ainda maiores vão seguir o mesmo caminho.
Energia
Noruega vai financiar energia renovável no Brasil
14/07/2023O governo brasileiro negocia com a Noruega um apoio para projetos em transição energética. O acordo envolverá a liberação de recursos para atividades de pesquisa e desenvolvimento e a construção de usinas de geração eólica e solar. O dinheiro deverá sair do Norfund, fundo do governo norueguês para países em desenvolvimento. A entidade já liberou aproximadamente US$ 3 bilhões para mais de 170 projetos de infraestrutura, notadamente em geração.
Energia
Itaipu abre as comportas da sua carteira de imóveis
14/07/2023O presidente de Itaipu, Enio Verri, vai acelerar o plano de desmobilização de ativos da empresa, projeto que hibernava desde o governo Bolsonaro. Além da licitação de 48 casas já marcado para 1º de agosto, a estatal pretende realizar mais dois leilões ainda neste ano. A meta de Verri é zerar o portfólio de imóveis disponíveis para negociação até o fim de 2026. Segundo o RR apurou o levantamento mais recente indica a existência de 905 propriedades nessa situação, em sua maioria residências que remontam ao período de construção da hidrelétrica. Estimativas apontam um potencial de arrecadação superior a R$ 400 milhões.
Energia
PowerChina estende seus investimentos no Brasil à geração eólica
13/07/2023O investimento de R$ 1,8 bilhão em um complexo de energia solar no Ceará é só o aquecimento. A PowerChina fez chegar ao ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, a disposição de aportar o equivalente a R$ 4 bilhões em projetos de transição energética no Brasil. O grupo pretende entrar também no segmento de eólicas. A PowerChina é um gigantesco conglomerado de negócios, que combina serviços de engenharia, construção pesada, e gestão de ativos na área de energia. A empresa tem esticado seus tentáculos para além do mercado chinês. Seu portfólio reúne 28 projetos em 13 países, com investimento total superior a US$ 32 bilhões. O Brasil está chegando nesse seleto rol.
Energia
Appian Capital vai da mineração à geração renovável
11/07/2023O fundo inglês Appian Capital Advisory está prospectando ativos em energia eólica no Brasil. Há conversas com uma grande empresa europeia do setor que colocou à venda parte de seu portfólio em geração renovável no país. O Appian tem feito uma inflexão em seus negócios no Brasil. Especializado no setor de mineração – entre outros negócios no país, é sócio do projeto de ouro e cobre da Vale Verde na Serra do Serrote (MG), o fundo entrou recentemente no setor de energia, investindo na construção de 20 parques de geração solar em Minas Gerais. A Appian administra cerca de US$ 3 bilhões em ativos.
Destaque
Governo quer reativar investimentos em energia nuclear
11/07/2023O governo Lula pretende avançar no programa nuclear brasileiro. A Pasta de Minas e Energia tem feito estudos em torno não apenas da conclusão das obras de Angra 3 – já anunciada pelo ministro Alexandre Silveira -, mas também da instalação de novas usinas atômicas no país. O ministro Alexandre da Silveira e seus assessores trabalham com a possibilidade de construção de até três geradoras, notadamente no Nordeste. Sob certo aspecto, é como se o Lula III estivesse voltando no tempo até o Dilma I: em seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff lançou o projeto de implantação de cinco usinas nucleares até 2030 – com o impeachment, a iniciativa viraria poeira atômica. Por coincidência – ou talvez não -, a própria composição da atual cadeia de comando da Eletronuclear sugere uma certa influência de Dilma Rousseff sobre a área. A ex-presidente indicou o presidente da estatal, Raul Lycurgo Leite. Foi responsável também pela nomeação do ex-diretor da Eletrobras Valter Cardeal para o Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), controladora da Eletronuclear.
O governo enxerga a ampliação do parque nuclear brasileiro como parte de um projeto maior: ao lado de outras fontes de geração limpa, como eólicas, solares e hidrogênio verde, trata-se de mais um movimento com o propósito de consolidar o Brasil como uma das grandes potências globais da transição energética. É justamente a peça de mais difícil encaixe nesse quebra-cabeças. A retomada do programa nuclear é uma questão delicada. No front interno, resvala em grupos de interesse e agentes institucionais sensíveis, como ambientalistas e militares. Os novos investimentos esbarram também na resistência de auxiliares próximos a Lula. É o caso de Nelson Hubner, que comandou o Ministério de Minas e Energia no segundo mandato do petista e hoje também ocupa um assento no Conselho da ENBPar. Dentro do governo, Hubner é tido como uma das vozes mais fortes contra a construção de novas usinas atômicas e até mesmo a entrada em operação de Angra 3.
Na área internacional, por sua vez, o tema também depende de intrincadas conexões. Em abril, o presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, aproveitaram a passagem do chanceler russo Serguei Lavrov por Brasília para discutir possíveis cenários de parceria no setor. O ponto focal foi o fornecimento de combustível para o reator do submarino de propulsão nuclear que está sendo construído pela Marinha do Brasil. Mas a conversa envolveu também Angra 3. Ressalte-se que, em 2021, a Eletronuclear e a estatal russa Rosatom assinaram um memorando de entendimentos em torno de investimentos em energia nuclear. O acordo continua em vigor, mas a declaração de guerra da Rússia à Ucrânia esfriou as tratativas entre as duas empresas. Neste momento, avançar em uma negociação com o governo Putin em uma área tão complexa como essa no mínimo criaria pontos de fricção com os Estados Unidos e a União Europeia. No governo Lula, a China é vista como a alternativa mais à mão para um possível acordo de cooperação na energia nuclear. Nesse caso, todos os caminhos apontam na direção da CNCC (China National Nuclear Corporation), que seria um potencial parceiro não somente para a construção de Angra 3 como de futuras usinas.
Energia
Suzlon deverá produzir turbinas eólicas no Brasil
7/07/2023Emissários da indiana Suzlon, gigante global da indústria de energia elétrica, têm mantido conversações com o governo do Ceará para instalar uma fábrica no estado. A unidade seria focada na produção de turbinas para usinas eólicas. A Suzlon já ensaiou se instalar no país em meados da década passada, mas ficou no quase. Desta vez, a operação ganha mais sentido diante do crescente volume de investimentos em energia renovável no Brasil. Ainda que o setor tenha apresentado alguns engasgos, como a crise da Siemens Gamesa e a decisão da GE Renewable Energy de suspender a fabricação de turbinas no país.
Energia
Banco de fomento alemão vai financiar projetos em geração renovável no Brasil
27/06/2023O Banco do Nordeste está em conversações com o KFW – banco de desenvolvimento da Alemanha – para obter uma linha de crédito voltada a projetos de transição energética na região. A operação tem como pano de fundo as tratativas entre os governos do presidente Lula e do primeiro-ministro Olaf Scholz para investimentos conjuntos em energia renovável no Brasil. Em janeiro deste ano, após reunião com Lula, Scholz falou textualmente do interesse da Alemanha em financiar projetos em hidrogênio verde no país.
Energia
Investimento bilionário no Amapá começa a sair do papel
27/06/2023O RR apurou que o governo do Amapá vai liberar, em até duas semanas, a licença para a construção da termelétrica do Rio Matapi. Trata-se de um dos maiores projetos da área de geração prestes a sair do papel na Região Amazônica: a usina está orçada em R$ 2 bilhões. O empreendimento é capitaneado pela Evolution Power Partners.
Energia
Empresas e países vizinhos pressionam por retomada das exportações de energia
23/06/2023A decisão do governo brasileiro de brecar a exportação de energia hidrelétrica para Argentina e Uruguai deflagrou reações por todos os lados. Nos últimos dias, autoridades dos dois países iniciaram gestões junto ao Ministério de Minas e Energia na tentativa de reverter a medida. Há também a pressão que vem de dentro, de quem vai sentir no caixa os efeitos da determinação. Um grupo de empresas encabeçado por Engie, Eletrobras e AES tenta convencer o ministro Alexandre da Silveira a voltar atrás. O trio, especialmente a Engie, se notabilizou nos últimos meses pela venda de energia para Argentina e Uruguai. As companhias do setor alegam que o governo está sendo exageradamente cauteloso e baseou sua decisão em uma premissa equivocada, de que pode haver risco no abastecimento interno de energia. Mesmo com o fim do período de chuvas no país, as empresas garantem que os atuais níveis dos reservatórios permitem a retomada da exportação de energia sem ameaça ao fornecimento doméstico. O setor conta com o apoio, ainda que discreto, do ONS, Operador Nacional do Sistema.
Energia
CGN vai investir em hidrogênio verde no Brasil
21/06/2023O RR apurou que a China General Nuclear Power Group (CGN) pretende investir em hidrogênio verde no Brasil. Há informações de que os chineses conversam com o governo do Ceará para entrar no projeto de implantação de um hub para a produção do insumo energético no Porto de Pecém. Acenam com a possibilidade de aportes da ordem de US$ 3 bilhões, dentro de um programa estratégico mais amplo para a área de energia renovável. A CGN Brazil Energy, subsidiária do conglomerado chinês, anunciou recentemente uma parceria com a Quinto Energy para a construção de um complexo de geração eólica e solar na Bahia, que prevê também a produção de hidrogênio verde em larga escala. A empresa já tem um portfólio com nove usinas em desenvolvimento ou operação, a maior parte herdada da compra da Atlantic Renováveis em 2019.
Ao menos no papel, o hub de hidrogênio verde de Pecém é o empreendimento mais ousado do setor já anunciado até o momento no país: o governo cearense trabalha com a previsão de investimentos de R$ 70 bilhões, que deverão ser efetuados em cinco anos, contabilizando apenas os memorandos de entendimento já assinados com três investidores: um consórcio formado por Casa dos Ventos, TransHidrogen Alliance e Comerc; AES Brasil e Fortescue.
Energia
EDP aumenta investimentos em venture capital no Brasil
20/06/2023A EDP Ventures, o braço de venture capital da EDP, quer acelerar seus investimentos no Brasil. A estratégia é montar um cinturão de startups voltados à geração renovável, ou seja, empresas nascentes que tenham sinergia com os investimentos do grupo em transição energética no país. Hoje, o portfólio da EDP Ventures no Brasil ainda é razoavelmente pequeno: cerca de R$ 40 milhões em participações em sete empresas. O objetivo é duplicar o valor. Ressalte-se que essa cifra representa o equivalente a 15% dos investimentos totais do fundo em 15 países.
Energia
Paraguai quer toda a sua energia em Itaipu. Quer mesmo?
16/06/2023A Administração Nacional de Energia Elétrica do Paraguai fez chegar ao Ministério de Minas e Energia no Brasil que concluirá, até o fim de julho, a instalação de um novo sistema de transmissão conectado a Itaipu. Significa dizer que o país vizinho poderá receber 100% da sua cota sobre a energia produzida na hidrelétrica, algo até então inviável por restrições de ordem técnica. Este é um movimento que promete trazer mais tensão para a negociação do novo Tratado de Itaipu – o atual, em vigor desde 1973, expira neste ano. O Paraguai já deixou claro às autoridades brasileiras que vai usar plenamente o volume de energia a que tem direito. Será?
No Ministério de Minas e Energia, há quem diga que o governo do presidente Mario Abdo Benitez está criando dificuldades para arrancar um preço mais alto na cessão de parte de sua cota. No ano passado, a energia cedida ao Brasil rendeu aos cofres do Paraguai algo em torno de US$ 360 milhões. A conta dessa luz deve subir a partir do novo Tratado. Até porque, o Paraguai tem razão para cobrar mais. O Brasil hoje paga US$ 44 por KWh do excedente, enquanto no mercado internacional o valor está em torno de US$ 220 por KWh.
Energia
Cemig e Vale negociam venda da participação em Belo Monte
14/06/2023Vale e Cemig, sócias na Aliança Energia, parecem caminhar em sentidos opostos. Ao menos no que diz respeito à participação da joint venture na Norte Energia S/A, controladora da Usina de Belo Monte. A estatal mineira não apenas quer vender a fatia de 9% na hidrelétrica para a Eletrobras como já teria até iniciado conversações nesse sentido. A Vale, no entanto, pensa diferente e estaria disposta a permanecer no negócio, seguindo ao lado da Eletrobras. No caso da Cemig, o que está em jogo é a própria parceria com a mineradora. Não é de que a estatal mineira busca uma saída para encerrar a joint venture com a Vale. No ano passado, chegou a contratar a BR Partners para buscar um comprador para a sua participação no negócio (45%). Mas as tratativas não avançaram. O assunto parece causar algum desconforto, notadamente no caso da Cemig. Perguntada sobre a venda da sua participação em Belo Monte e sobre a possibilidade de rompimento da joint venture, a estatal mineira disse ao RR que o assunto deveria ser tratado com a própria Aliança Norte Energia, o consórcio detentor da participação na hidrelétrica. Esta, no entanto, não quis se pronunciar, assim como a Vale.
Em tempo: do lado da Eletrobras, a compra dos 10% de Belo Monte pertencentes à Aliança Energia seria um passo a mais na sua estratégia de consolidar posições acionárias em grandes empresas do seu portfólio de ativos. Foi assim na Usina de Santo Antônio, com a recente compra das participações da própria Cemig, Andrade Gutierrez e Novonor (antiga Odebrecht).
Energia
SLC Agrícola planeja investir em biocombustíveis
13/06/2023A SLC Agrícola, uma das maiores proprietárias de terras do país, pretende entrar no negócio de biocombustíveis. Uma das ideias é investir na produção de etanol, inclusive por meio de parcerias com grupos que já atuam no setor. A SLC tem a matéria-prima na mão para se tornar um dos grandes players desse segmento: a companhia soma mais de 138 mil hectares de área plantada de milho. Trata-se do equivalente a um quinto de todo o banco de terras da empresa: cerca de 675 mil hectares distribuídos entre 23 fazendas. Consultada, a SLC confirmou que “estuda biocombustíveis desde longa data, mas que não existe qualquer planejamento de investimento definido”.
Energia
Leilão da Cemig corre o risco de um apagão de candidatos
7/06/2023A direção da Cemig teme que o leilão de 15 PCHs da companhia programado para o dia 10 de agosto seja um fracasso de bilheteria. Potenciais candidatos à licitação têm desistido do negócio após analisar os números das usinas. O mais recente, segundo o RR apurou, foi a Brasal Energia – conglomerado sediado em Brasília com negócios no setor elétrico e também nas áreas de seguros, construção, distribuição de bebidas, revenda de veículos. Em conversa com o RR, a Brasal confirmou que “iniciou os estudos das 15 PCHs da Cemig, no entanto decidiu não prosseguir nas análises e declinou do processo.” Ressalte-se que o pacotão está longe de custar uma fortuna: o lance inicial é de apenas R$ 48 milhões.
Energia
Sinopec planeja investir em hidrogênio verde no Brasil
6/06/2023A chinesa Sinopec vem mantendo conversações com o governo do Ceará para investir no hub de hidrogênio verde do Porto de Pecém. Trata-se de um dos maiores projetos de transição energética em gestão no país. A australiana Fortescue Future Industries já assinou um memorando de entendimentos para investir US$ 6 bilhões no complexo. A Sinopec está à frente de alguns dos principais projetos em hidrogênio verde não apenas na China, como em países vizinhos, caso da Mongólia. Neste último está investindo cerca de US$ 1 bilhão na instalação de uma usina do insumo energético na cidade de Ordos.
Energia
EnergyX mira na extração do lítio brasileiro
6/06/2023A startup norte-americana EnergyX está de olho no lítio brasileiro. A empresa, que desenvolve tecnologias para a extração do mineral, pretende se instalar no país. Vem, inclusive, conversando com mineradoras que já atuam na exploração de lítio no Brasil, como a canadense Sigma Lithium. A EnergyX é hoje uma espécie de darling da transição energética entre as empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Em abril, recebeu um aporte de US$ 50 milhões liderado pela General Motors. Na contramão, a EnergyX sofreu um duro revés olhando-se para a geoeconomia do lítio: no ano passado, foi desqualificada pelo governo boliviano na disputa para explorar reservas do mineral no país. Ficou de fora de uma região absolutamente estratégica para a sua expansão global. A Bolívia detém mais de 60% das jazidas mundiais de lítio. Por essa razão, o Brasil tornou-se um negócio ainda mais estratégico para a EnergyX.
Energia
BNDES quer ser uma fonte renovável de recursos para a Energisa
5/06/2023O recente empréstimo do BNDES à Energisa, no valor de R$ 700 milhões, foi apenas o ponto de partida. A empresa da família Botelho e a agência de fomento conversam sobre outros caminhos para acelerar os projetos do grupo em geração renovável. Entre os cenários contemplados está até mesmo a possibilidade de uma capitalização da Energisa – o banco, ressalte-se, já é acionista da companhia, com 11,3% das ações totais. Pela própria relação societária, o BNDES enxerga a empresa como um candidato natural para desaguar uma parcela expressiva dos recursos alocados para fomentar a transição energética no país. A Energisa já anunciou investimentos de R$ 2,3 bilhões até o fim de 2024 para aumentar sua produção de energia renovável. No ano passado, a companhia criou, inclusive, uma nova subsidiária, a (re)energisa, que assumiu todos os projetos do grupo em fontes renováveis. Consultada pelo RR, a Energisa disse que “não comenta interesse em ativos ou possíveis transações futuras”. O BNDES, por sua vez, não se manifestou.
Energia
Sterlite Power promete alta voltagem em leilão de transmissão
2/06/2023A indiana Sterlite Power vai entrar pesado no próximo leilão de transmissão da Aneel, marcado para 30 de junho. Trata-se de uma guinada em relação à postura conservadora do grupo nas últimas concorrência. Na licitação mais recente, em dezembro, a Sterlite teve uma participação apagada e não arrematou qualquer ativo. Agora, os indianos deverão concentrar suas baterias em Minas Gerais, onde está o filé mignon do leilão. Ao todo, serão seis blocos no estado, com investimentos previstos superiores a R$ 14 bilhões. A Sterlite, ressalte-se, já desembolsou mais de R$ 8 bilhões em projetos licitados pela Aneel.
Energia
Minas e Energia busca uma trégua com a China Three Gorges
1/06/2023O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi escalado pelo Palácio do Planalto para desarmar um curto-circuito com a China Three Gorges. Silveira vem tentando costurar um acordo para encerrar o contencioso dos chineses com a Aneel e a própria União, que se arrasta desde o governo Bolsonaro. A questão vai além da esfera corporativa e trisca na política externa. Na recente passagem de Lula por Pequim, autoridades chinesas cobraram uma solução para o impasse. No governo, há, inclusive, quem interprete os seguidos adiamentos do IPO da CTG no Brasil como uma represália do grupo por conta do imbróglio. O receio é que a desforra venha também com a redução dos investimentos programados no país. Consultadas pelo RR, a CTG e o Ministério de Minas e Energia não se manifestaram.
Todo o contencioso gira em torno da revisão do volume de energia que quatro hidrelétricas controladas pela CTG – Capivara, Chavantes, Taquaruçu e Rosana – podem entregar ao sistema, a chamada garantia física. Na prática, trata-se da quantidade máxima do insumo a ser comercializado pelas usinas. Uma das ideias discutidas no Ministério de Minas e Energia é uma mudança no período crítico de chuvas a ser usado como referência do histórico de garantia das geradoras. Esse novo modelo incorporaria as hidrologias de 2020 e 2021, um pleito da CTG Brasil, a subsidiária brasileira da China Three Gorges. Essa mudança aumentaria a garantia física das quatro usinas, ou seja, ampliaria o volume de energia liberado para a venda.
Energia
Maturati vai recorrer ao STF por PCHs no Mato Grosso
19/05/2023A Maturati Participações vai subir o tom: estuda ingressar com ação no STF para construir seis PCHs no Rio Cuiabá. Os empreendimentos estão no centro de uma polêmica que se arrasta há meses. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Mato Grosso negou pedido para a instalação das usinas, baseando-se em uma legislação local. Mais precisamente, a lei nº 11.865/2022) aprovada pela Assembleia do estado, que proibiu a construção de PCHs no Rio Cuiabá. Ocorre que, uma semana antes, o Supremo havia considerado a legislação inconstitucional. Ressalte-se que o próprio governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, é contrário à proibição e tem feito gestões políticas para liberar os projetos da Maturati. E como ser diferente? No estado, há informações de que o filho do governador, o empresário Luiz Antônio Taveira Mendes, também tem planos de implantar uma PCH no Rio Cuiabá.
Energia
China Huaneng acena com US$ 3 bilhões em investimentos no Brasil
17/05/2023Na esteira da recente passagem de Lula por Pequim, a China Huaneng Group está alinhavando um plano para investir em geração renovável no Brasil. De acordo com informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, as tratativas passam por projetos de usinas solares e eólicas. As primeiras conversas envolvem cifras da ordem de US$ 3 bilhões. Com ativos de aproximadamente US$ 250 bilhões, a China Huaneng Group é uma das cinco maiores estatais chinesas do segmento de geração. A empresa segue a trilha da Energy China International, que anunciou recentemente um novo pacote de investimentos no Brasil também na onda da aproximação entre Lula e o governo de Xi Jinping. Após a recente reunião entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente da companhia, Lyu Zexiang, no fim de abril, a Energy China anunciou a intenção de investir mais de US$ 10 bilhões na produção de energia verde e em transmissão no Bras
Energia
State Grid prepara nova temporada de investimentos no Brasil
16/05/2023Vem aí uma nova fornada de investimentos chineses no setor elétrico no Brasil. Nos corredores da Aneel, a State Grid é dada como nome certo no leilão de concessões de transmissões marcado para o dia 30 de junho. O foco principal seria Minas Gerais, onde os asiáticos têm negócios e já investiram mais de R$ 2 bilhões até o momento.
Energia
Fundo inglês é candidato à compra de parque eólico da EDF
9/05/2023Corre no mercado de energia a informação de que o fundo inglês VH Global Sustainable Energy Oportunities (GSEO) está entre os interessados na compra do parque eólico Folha Larga, colocando à venda pela francesa EDF. Localizado na Bahia, o complexo tem capacidade projetada para a produção de 344 MW. Trata-se de um investimento da ordem de R$ 1,5 bilhão. Administrado pela Victory Hill Capital Partners, o VH Global já colocou um pé na área de energia no Brasil. No ano passado, em associação com a Paraty Energy, o fundo britânico comprou a hidrelétrica Mascarenhas, da EDP, por R$ 1,2 bilhão.
Energia
Pátria deve disputar a aquisição de PCHs da Cemig
8/05/2023O Pátria Investimentos já teria manifestado interesse em disputar o pacote de 15 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que serão leiloadas pela Cemig em agosto. O valor mínimo dos ativos é de R$ 48 milhões. O Pátria tem investido seguidamente em geração renovável, sobretudo por parte da controlada Essentia Energia. No ano passado, fechou a aquisição, de uma só vez, de nove PCHs da britânica ContourGlobal por aproximadamente R$ 1,7 bilhão.
Destaque
Governo estuda medidas para impulsionar a produção de lítio
3/05/2023O RR apurou que o Ministério das Minas e Energia estuda a criação de um departamento nacional do lítio, que terá recursos para induzir a pesquisa e exploração do mineral estratégico. O departamento assumiria os estudos para a prospecção das reservas do metal no país, hoje conduzidos pelo Serviço Geológico do Brasil. Seria responsável, sobretudo, por estimular novos projetos de exploração do lítio, em parceria com grupos privados nacionais e estrangeiros. Atuaria em dobradinha com o BNDES. O banco teria um papel importante no financiamento de futuros empreendimentos – o que, aliás, se encaixaria na estratégia da agência de fomento de focar em setores ligados à inovação.
Entre as grandes nações produtoras de lítio, há um poder cada vez maior do Estado sobre o setor. O Chile, por exemplo, não apenas anunciou a criação da Empresa Nacional do Lítio como já sinalizou a intenção de nacionalizar toda a produção do metal, inclusive restringindo a atuação do capital privado a participações minoritárias em projetos de controle estatal. Antes dos chilenos, o México já havia nacionalizado, no ano passado, todos os seus depósitos de lítio. O governo brasileiro pensa distante das decisões políticas dos seus companheiros da América Latina. Quer fomentar, mas não quer controlar.
A produção de lítio no Brasil ainda é incipiente. Os poucos projetos já existentes são tocados por empresas privadas. A Companhia Brasileira de Lítio explora a Mina da Cachoeira. A AMG Brasil tem uma operação em Nazareno. O player mais novo é a canadense Sigma Lithium, que promete iniciar neste mês a produção em sua mina, na divisa entre os municípios de Araçuai e Itinga. Todos estão concentrados em Minas Gerais, que reúne as maiores reservas já conhecidas de lítio do Brasil. Não por acaso, Romeu Zema vem tentando atrair o protagonismo do estado no setor, sob certo aspecto saindo na frente até mesmo do governo federal. Na semana passada, Zema anunciou a criação do Lithium Valley Brazil, projeto que será apresentado na Nasdaq no próximo dia 9 e tem como meta atrair mais de R$ 5 bilhões em investimentos na cadeia do lítio em cidades mineiras.
Se, no front interno, o governo estuda a criação de uma autarquia para o setor, da fronteira para fora todos os esforços da política externa do governo Lula têm como prioridade a entrada do Brasil na “Opep do Lítio”. Trata-se do bloco que está sendo formado por Bolívia, Chile e Argentina, trio que detém quase 70% das reservas globais do metal. O Brasil tenta conquistar um lugar à mesa, ainda que com um poder de barganha bem menor do que seus vizinhos – estima-se que o país tenha algo com 8% de todo o lítio existente no mundo.
Energia
CGN Energy avança sobre usinas solares da Atlas
2/05/2023A chinesa CGN Energy está garimpando mais ativos em energia renovável no Brasil. Segundo fonte próxima à empresa, há conversações em curso para a aquisição de usinas solares da Atlas Renewable Energy. A companhia norte-americana tem buscado, desde o ano passado, compradores para uma parte do seu portfólio – entre projetos ainda em desenvolvimento e plantas já em operação, a carteira inclui oito parques de energia solar, com capacidade superior a 1 GW. A CGN Energy já tem investimentos relevantes em energia verde no Brasil. Em 2019, na maior tacada, comprou duas usinas solares e uma eólica da EDP, a um custo total próximo dos R$ 3 bilhões. Consultada, A Atlas não quis se pronunciar. A CGN, por sua vez, disse ao RR que “possui um sólido projeto de crescimento no Brasil e está sempre atenta a oportunidades de negócios que possuam sinergia com seu plano de desenvolvimento.”
Energia
Brasil entra no mapa de fundo verde norte-americano
27/04/2023Ao mesmo tempo em que a Casa Branca anuncia o aporte de US$ 500 milhões no Fundo Amazônia, o ValueAct Spring Fund estuda entrar no Brasil. Criado pelo gestor Jeff Ubben, o fundo norte-americano investe somente em projetos sustentáveis e empresas fortemente ligadas à temática ESG. Seu portfólio de ativos é da ordem de US$ 1 bilhão. O ValueAct Spring Fund tem como característica participar ativamente da gestão das empresas em que investe.
Energia
Renegociação do Tratado de Itaipu promete alta voltagem
25/04/2023A renegociação do Tratado de Itaipu, que vence neste ano, promete ser um fio desencapado tanto para a área de Minas e Energia quanto para a de relações exteriores do governo Lula. Por meio de canais diplomáticos, o Paraguai já sinalizou que pretende utilizar integralmente a energia que lhe cabe na hidrelétrica. O país vizinho tem direito a 50% da produção de Itaipu, mas, em média, utiliza algo em torno de 20%. O Brasil compra o excedente a preços mais baixos do que no mercado. O Paraguai não só pretende exercer integralmente sua cota, como ter direito a vender a energia a clientes no Brasil. Na prática, portanto, quer concorrer diretamente com o lado brasileiro da usina.
Energia
Cleantech americana estuda investir em hidrogênio verde no Brasil
24/04/2023A norte-americana Plug Power poderá desembarcar no Brasil. A cleantech já acebou ao governo do Ceará o interesse em investir no hub de hidrogênio verde que está sendo montado no Porto de Pecém. Especializada no desenvolvimento de sistemas para a produção de combustível a partir de hidrogênio, a empresa reúne uma carteira de projetos da ordem de US$ 6 bilhões. Os planos do governo cearense para o Porto de Pecém são audaciosos. A australiana Energix Energy, por exemplo, já assinou um protocolo de intenções para investir US$ 5,5 bilhões na instalação de uma planta no local. Por sua vez, a Fortescue, também da Austrália, sinaliza aportes de US$ 6 bilhões para a produção de hidrogênio verde.
Energia
Aneel faz pressão por obras do Linhão do Tucuruí
24/04/2023A Aneel subiu o tom contra a Eletronorte, leia-se Eletrobras, e a Alupar, sócias do consórcio Transnorte Energia. A agência reguladora cobra a aceleração das obras de construção do chamado Linhão de Tucuruí, rede de transmissão de 720 quilômetros que interligará Roraima ao Sistema Interligado Nacional de Energia. O apagão de cinco horas no estado, registrado no fim de semana retrasado, aumentou a pressão sobre as duas empresas. O Linhão de Tucuruí é uma novela do setor elétrico, em cartaz há mais de uma década. A obra deveria estar concluída em 2015, mas travou diante da falta de licenciamento ambiental e dos questionamentos do povo indígena Waimiri Atroari. Em setembro do ano passado, a Justiça selou um acordo entre o consórcio Transnorte Energia e a comunidade originária local. Eletronorte e Alupar já sinalizaram à Aneel sucessivas datas para a retomada das obras, mas, até agora, nada. O novo prazo é julho deste ano. Ressalte-se que a pressão da agência reguladora coincide com uma mudança societária na Transnorte Energia. A Eletronorte/Eletrobras está assumindo a posição de acionista majoritária, antes pertencente à Alupar.
Energia
Depois do sol, fundo americano também quer investir no vento brasileiro
19/04/2023O RR apurou que a norte-americana Augment Infrastructure está garimpando projetos de energia renovável no Brasil. De acordo com a mesma fonte, há conversas com um grupo de geração eólica com negócios no Nordeste. A gestora já tem um pé no país: em janeiro aportou o equivalente a R$ 250 milhões. Composta por ex-executivos do IFC (International Finance Corporation), o braço do anco Mundial para o setor privado, a Augment Infrastructure parece ter um olhar especial para os Brics. Um de seus maiores investimentos é a indiana Clean Max.
Energia
Eletrobras busca primazia societária nas grandes hidrelétricas do país
17/04/2023A Eletrobras quer fazer um arrastão no controle da Usina de Belo Monte. Segundo o RR apurou, a companhia vem mantendo conversações para a compra das participações da Neoenergia e do consórcio Amazônia Energia, leia-se a Cemig e a Light. Seria o suficiente para a ex-estatal ampliar sua participação de 49% para quase 70%, consolidando-se como acionista majoritária da hidrelétrica. E poderia ser mais. No ano passado, a Eletrobras chegou a entabular conversações com a Petros e a Funcef para a compra dos 20% do capital pertencente à dupla. O assunto morreu, o que não chega a causar nenhuma estranheza na atual circunstância. Ainda que indiretamente, a participação dos dois fundos de pensão é um tentáculo do governo federal no capital e na gestão da hidrelétrica de Belo Monte.
Fica cada vez mais patente a disposição da Eletrobras de ter supremacia societária em algumas das maiores e mais estratégicas hidrelétricas do país. Assim foi na Usina de Santo Antônio. No mês passado, a companhia adquiriu as ações até então pertencentes à Cemig, à Andrade Gutierrez e à Novonor (antiga Odebrecht). Passou a ter 92% da Madeira Energia, a holding controladora de Santo Antônio. Sob certo aspecto, trata-se de um movimento geoeconômico relevante. A ex-estatal, que carregou, na privatização, alguns dos maiores parques hidrelétricos do país, se defende, por exemplo, da crescente presença dos chineses no segmento. Grandes companhias chinesas, como SPIC e Three Gorges, têm feito pesados investimentos em geração de energia no Brasil.
Energia
Déficit de petróleo na Bolívia pode dar gás para a Petrobras
13/04/2023A YPFB tem consultado a Petrobras e companhias privadas para a compra de petróleo no Brasil. A estatal boliviana estaria disposta a importar cerca de 200 mil toneladas em uma primeira encomenda e outras 300 mil toneladas nos próximos seis meses. No caso da Petrobras, a operação abre brecha para uma negociação ainda mais ampla. Na estatal, já se discute a possibilidade de um “bem-bolado”, leia-se uma composição envolvendo a importação de gás boliviano. O país andino vive um déficit de petróleo. Suas refinarias estão operando bem abaixo da capacidade.
Energia
CDPQ acena com investimentos de alta voltagem no Brasil
31/03/2023O CDPQ (Caisse de Dépôt et Placement du Québec) está garimpando ativos em energia renovável no Brasil. A movimentação dos representantes do fundo, liderados pelo country head, Eduardo Farhat, tem causado frisson no setor: a informação é de que os canadenses planejam investir no país algo em torno de US$ 1 bilhão. Ou seja: metade dos investimentos alocados pela instituição para toda a América Latina. O CDPQ administra mais de US$ 350 bilhões em ativos em todo o mundo.
Energia
Brasil empurra crise hídrica para longe
29/03/2023Uma ótima notícia para o Brasil – e para o governo Lula. Segundo o RR apurou, a energia armazenada nos reservatórios do Sistema Interligado Nacional deverá atingir até o fim desta semana os maiores níveis desde 2007. De acordo com informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, a estimativa é que o subsistema Norte chegue a 99%. Ou seja: as hidrelétricas da região estão praticamente a plena carga. No caso do Nordeste, as projeções apontam para um indicador próximo dos 91%. O índice mede a energia potencialmente disponível por área a partir do volume de água dos reservatórios e consequentemente da capacidade de geração das usinas. Os dados apontam reduzida necessidade de acionamento de térmicas no país no início do outono, estação marcada pela queda da ocorrência de chuvas. No mapa energético nacional, a região que mais preocupa as autoridades do setor é o sul do país. Há cerca de duas semanas, a energia armazenada nos reservatórios da área estava em 40%. Na próxima medição, é provável que este número caia ainda mais – as previsões na Pasta giram em torno dos 38%.
Muito provavelmente, o puxão de orelhas de Lula na gestão das hidrelétricas do país não foi por acaso. Na semana passada, durante a posse de Enio Verri no comando de Itaipu, o presidente criticou o desperdício de água pelas grandes usinas, batendo na tecla de que o país não sabe lidar com a abundância dos mananciais. Nos últimos meses, por exemplo, as usinas de Belo Monte, Tucuruí, São Simão – as duas primeiras operadas pela Eletrobras e esta última controlada pela chinesa Spic – abriram suas comportas para reduzir o nível dos reservatórios, deixando de gerar a energia equivalente.
Energia
As centrais hidrelétricas são pequenas, mas a polêmica é grande
27/03/2023Segundo o RR apurou, a AGU deu parecer favorável a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que corre no STF para derrubar uma lei da Assembleia Legislativa de Mato Grosso proibindo a construção de hidrelétricas no Rio Cuiabá. Ainda que indiretamente, trata-se de uma pequena vitória da Maturati Participações, neste momento a principal interessada na questão. A decisão da Assembleia mato-grossense barrou o projeto da companhia de instalar seis PCHs no Rio Cuiabá. A lei resultou em um curto-circuito jurídico e político. A Maturati, escoltada pela Associação Brasileira de Geração de Energia, alega que deputados estaduais não poderiam legislar sobre a matéria, uma vez que o Rio Cuiabá é de competência da União. Não vai ser por falta de apoio político que a empresa vai perder a parada. A Maturati tem ao seu redor um arco de importantes aliados, que vai do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ao governador do Mato Grosso, Mauro Mendes. Por sinal, o empresário Luiz Antônio Taveira Mendes, filho do governador, também tem um projeto de implantação de uma PCH no Rio Cuiabá.
Destaque
BNDES é a ponta de lança do governo para a reestatização da Eletrobras
24/03/2023A gestão Lula pretende usar o BNDES como instrumento para a polêmica reestatização da Eletrobras. A ideia em discussão no governo passa pelo aumento da posição do banco no capital da empresa, seja com a aquisição de papéis em mercado, seja com a compra em bloco de ações pertencentes a outros sócios relevantes. Hoje, somando sua participação direta e os títulos na carteira do BNDES e da BNDESPar, a União detém 40,18% das ordinárias da Eletrobras. Apenas como um exercício meramente ilustrativo: a compra das ações em poder do BlackRock (5,1%) e do GIC, fundo soberano de Cingapura (6,4%), permitiria ao governo ter mais de 51% do capital da companhia – mais precisamente 51,6%. Significa dizer que a União voltaria a ser, matematicamente, a controladora da Eletrobras. Mas essa aritmética não basta. No quebra-cabeças petista da reestatização da Eletrobras, toda essa operação precisa estar encaixada com outra peça: a ofensiva do governo para modificar o estatuto da empresa.
Conforme noticiou a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, a Casa Civil e a AGU planejam entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no STF. O objetivo principal é retirar o dispositivo que limita o poder de voto dos acionistas da Eletrobras a 10% mesmo que sua participação seja superior a esse patamar. Com essa barreira, tanto faz um investidor ter 10% ou 40%: vai mandar igual. A derrubada desse teto abriria caminho para o Estado retomar as rédeas na companhia, seja como o maior acionista individual, status que já possui, seja novamente em uma posição de controle, isto é, com 50% mais um das ações ordinárias. Esse segundo cenário é um motivo a mais para o governo tentar dinamitar o atual estatuto da Eletrobras. O governo Bolsonaro criou uma “cláusula de barreira” ou uma espécie de “trava anti-PT” – como se vê, com certa dose de razão. Trata-se da pílula de veneno estabelecida no Artigo 10 do estatuto: “O acionista ou grupo de acionistas que, direta ou indiretamente, vier a se tornar titular de ações ordinárias que, em conjunto, ultrapassem 50% do capital votante da Eletrobras e que não retorne a patamar inferior a tal percentual em até 120 (cento e vinte) dias deverá realizar uma oferta pública para a aquisição da totalidade das demais ações ordinárias, por valor, no mínimo, 200% (duzentos por cento) superior à maior cotação das respectivas ações nos últimos 504 (quinhentos e quatro) pregões”. Ou seja: pelas regras do jogo em vigor, se a União ultrapassar a marca de 50% das ONs, terá de pagar três vezes pelo restante das ações. Em sua sanha reestatizante, o governo quer dar um cálice de cicuta para essa poison pill, o que lhe permitiria reassumir o controle da companhia sem ter de desembolsar uma fortuna.
Toda essa complexa arquitetura, que vai do mercado de capitais à Suprema Corte, junta a fome com a vontade de comer. De um lado, a disposição do governo de que o BNDES volte a ser um agente de participação do Estado em empresas ou setores estratégicos; do outro, a notória intenção do presidente Lula de promover a reestatização da Eletrobras, manifestada recorrentemente durante a campanha eleitoral. O governo teria novamente uma máquina para fazer políticas públicas na área de energia. Ao lado da Petrobras, a empresa seria também uma propulsora de investimentos em transição energética. Pelo menos é a lógica petista que rege todo esse movimento. Uma lógica tão tortuosa quanto contestável, em razão dos riscos que traz a reboque.
As manobras do governo Lula para reestatizar a Eletrobras geram automaticamente insegurança jurídica. Caso a retomada do controle da empresa se concretize, estará aberta a porteira para outros casos similares. É como se o Brasil inventasse o modelo das privatizações por temporada, que poderão valer para um determinado governo, mas não para outro. Ao mesmo tempo, a investida joga por terra a ideia de public company, que poderia ser adotada para outras estatais. Não poderia haver recado pior para os investidores, já ressabiados. Recentemente, por exemplo, surgiram rumores de que a Petrobras poderia cancelar vendas de ativos fechadas na reta final do mandato de Bolsonaro. Se há um partido que deveria se preocupar em afastar a pecha de “rasga contratos” é o PT.
Em tempo: sob certo aspecto, o Lula III está bebendo na fonte do Lula I. Guardadas as devidas proporções, a estratégia de usar o BNDES como ponta de lança para o Estado retomar seus antigos poderes na Eletrobras remete a uma operação conduzida pelo próprio banco em 2003. Na ocasião, sob o comando do economista Carlos Lessa, o BNDES comprou uma participação de 8,5% na Valepar, holding controladora da Vale, que pertencia à Investvale – fundo de investimento dos funcionários da mineradora. Com esse movimento estratégico, à época muito contestado pelos privatistas puro-sangue, Lessa fechou a porta para uma eventual desnacionalização da companhia e até mesmo uma transferência da sua sede para o exterior. Àquela altura a Vale tinha um bloco de controle definido. A Mitsui, por exemplo, poderia assumir o mando da empresa caso adquirisse as ações em poder da Investvale. Ainda que as circunstâncias não sejam exatamente as mesmas, a Vale da vez se chama Eletrobras. E o BNDES vai voltar a ser aquele BNDES.
Energia
Cemig aumenta investimentos em energia solar
24/03/2023O RR teve a informação de que a Cemig estuda a instalação de mais duas usinas solares em Minas Gerais ainda neste ano. O investimento seria da ordem de R$ 1 bilhão. Há conversas com a CET Brazil Transmissão de Energia, braço de engenharia da chinesa State Grid. A empresa já é responsável pela construção de outras duas usinas solares fotovoltaicas da estatal mineira – Boa Esperança e Jusante. As geradoras devem entrar em operação em setembro. De acordo com a mesma fonte, além dos projetos greenfield, a Cemig está vasculhando o mercado em busca de ativos em geração renovável, inclusive fora de Minas Gerais.
Destaque
Petrobras e Sinopec ensaiam parceria em energia renovável
23/03/2023A Petrobras terá lugar de destaque na agenda de Lula em Pequim. Segundo o RR apurou, a companhia poderá se associar à Sinopec para investimentos em transição energética no Brasil. De acordo com informações que circulam no Ministério de Minas e Energia, a estatal chinesa já sinalizou interesse em investir em geração eólica e solar no país. Outro alvo na mira da empresa é a instalação do hub de hidrogênio verde do Ceará – empreendimento que já conta com alguns investidores-âncora, como a australiana Energyx Energy.
Tanto do lado brasileiro quanto do lado do chinês, pode se dizer que a possível parceria entre as duas companhias segue um projeto de Estado. O governo Lula está recolocando a Petrobras nos trilhos da geração renovável, um caminho do qual a estatal se afastou durante o mandato de Jair Bolsonaro. Mais do que isso: a companhia será uma propulsora da transição energética no Brasil. O presidente da empresa, Jean Paul Prates, já anunciou, inclusive, a criação de uma nova diretoria específica para essa área. Dentro dessa estratégia, a tendência é que a Petrobras monte um arco de parcerias com grandes grupos internacionais. É o caso do acordo recém-firmado com a estatal norueguesa Equinor para a instalação de até sete usinas eólicas offshore no Brasil.
Por sua vez, na condição de maior consumidora de energia do mundo – algo como 25% de toda a produção global -, a China busca uma posição privilegiada na geoeconomia da geração renovável. E a Sinopec tem um papel fundamental nesse processo. A gigante dos combustíveis fósseis vem fazendo uma inflexão para a produção de energia limpa. No momento, está construindo em Xinjiang a maior fábrica de hidrogênio verde a partir de fontes renováveis do mundo. É responsável também pela instalação de uma mega planta na Mongólia. Somente nesses dois empreendimentos, vai investir mais de US$ 1,5 bilhão, uma “ninharia” perto do seu poder de fogo – a estatal chinesa fatura quase meio trilhão de dólares por ano.
Energia
Os próximos gigawatts da Cubico no Brasil
22/03/2023A Cubico Sustainable Investments prepara uma nova investida no Brasil. A empresa estaria em conversações com um grande grupo da área de energia para a compra de ativos em geração eólica. Pertencente a dois potentados da previdência privada do Canadá – Ontario Teachers Pension Plan e PSP Investments – a Cubico é uma das maiores aceleradoras de projetos de energia verde do mundo. Seu portfólio reúne mais de 200 projetos em 12 países, entre os quais Estados Unidos, Inglaterra e França. Em janeiro, a companhia comprou da Zeg Energias Renováveis o projeto de energia solar Sobral, no Ceará, com previsão de investimentos da ordem de R$ 3 bilhões. Na mão contrária, em 2022, vendeu três parques eólicos no país para a norte-americana AES.
Energia
Brasil entra na mira da Low Carbon
16/03/2023A inglesa Low Carbon está vasculhando o mercado brasileiro em busca de ativos em geração renovável. A empresa tem uma carteira de projetos em energia verde superior a 5 GW. São quase 50 ativos, com investimentos somados da ordem de US$ 27 bilhões.
Energia
Aumento da alavancagem provoca faíscas na Eletrobras
15/03/2023O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, elegeu como prioridade a repactuação da dívida da companhia. A empresa estuda instrumentos financeiros para alongar o perfil do seu passivo, entre os quais a emissão de títulos. A venda de ativos considerados menos estratégicos também é cogitada, segundo informações apuradas pelo RR. Hoje, o endividamento de curto prazo da Eletrobras está na casa dos R$ 7 bilhões – de um passivo total em torno de R$ 55 bilhões. Um fator de preocupação é o acelerado crescimento do nível de alavancagem da empresa. No balanço de março de 2022, o último publicado ainda sob controle estatal, a relação dívida líquida/Ebitda era de 0,9. Em setembro de 2022, esse múltiplo rigorosamente dobrou. Segundo a fonte do RR, Ferreira Junior tem repetido reiteradas vezes que, pelo seu porte, a Eletrobras tem de ter o menor custo de capital do setor elétrico no Brasil. Consultada, a empresa não se manifestou.
Energia
Consórcio Nordeste sai à caça de investidores em energia renovável
14/03/2023Baqueado por denúncias de corrupção na compra de respiradores durante a pandemia, o Consórcio Nordeste está de “volta”. O pool de governadores – liderado por Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará – discute projetos conjuntos com o objetivo de atrair investimentos em geração renovável. Segundo a fonte do RR, os estados trabalham em um plano para a integração de linhas de transmissão no Nordeste, com o apoio do governo federal. Além de usinas eólicas e solares – vocação natural da região – os governadores começam a trabalhar, cada qual do seu lado, em projetos para a produção de hidrogênio verde. Jerônimo Rodrigues pretende aproveitar a viagem à China no fim do mês, na comitiva oficial do presidente Lula, para se reunir com empresas com empresas do setor. O Ceará, por sua vez, saiu na frente e já anunciou a instalação de um hub de hidrogênio verde no Porto de Pecém, empreendimento orçado em mais de US$ 6 bilhões.
Energia
CDPQ pode se enroscar nas linhas de transmissão da NeoEnergia
10/03/2023Corre que no mercado que o fundo canadense CDPQ vem conversando com a NeoEnergia para uma possível associação na área de transmissão. A operação envolve a compra de até 49% em projetos já desenvolvidos pela empresa de energia. Desde o ano passado, a companhia busca um sócio financeiro no setor. Ao todo, o portfólio da NeoEnergia em transmissão reúne nove ativos, com um entreprise value estimado em R$ 4,3 bilhões. O CDPQ, um potentado com mais de US$ 300 bilhões sob gestão, tem investimentos agressivos na compra de linhas transmissoras. No ano passado, pagou 265 milhões de euros pelo pacote de operações da italiana Terna não apenas no Brasil, mas também no Peru e Uruguai.
Energia
Cemig está com um pé fora da Usina de Santo Antônio
9/03/2023A Cemig estaria em conversações com a chinesa State Power Investment Corporation (SPIC) para a venda da sua participação na Usina de Santo Antônio. A estatal mineira detém 10% do capital da hidrelétrica. Trata-se de um movimento importante no plano de alienação de ativos da companhia, que pretende concentrar investimentos em geração eólica e solar. Se bem que, nesse caso específico, não dá nem para dizer que a Cemig vai fazer caixa com o negócio. Na prática, ainda que indiretamente, a operação ajudaria a “financiar” o pagamento que a empresa terá de fazer a oito fundos de pensão, entre os quais a Forluz – entidade de previdência privada dos funcionários da própria estatal. No início do ano, em processo de arbitragem, a Cemig foi condenada a indenizar as fundações em R$ 653 milhões, valor referente a opções de venda de ações da Usina de Santo Antônio.
Energia
O aditivado lobby dos produtores de biodiesel deu certo
9/03/2023O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai referendar, na reunião marcada para o próximo dia 17, o aumento do percentual obrigatório de biodiesel acrescido ao diesel. A informação é de uma fonte do próprio Ministério de Minas e Energia. O índice, atualmente de 10%, passará a ser de 15%. Ponto para os produtores de biodiesel, que, desde a reta final do governo Bolsonaro, reivindicam o aumento da mistura para escoar os elevados estoques no país.
A dúvida é se o CNPE vai aplicar o novo índice de 15% de forma gradativa ou integralmente já a partir de abril. Uma pista: a queda dos preços do biodiesel dá margem para que a segunda opção seja a escolhida sem grande impacto sobre o custo do diesel na bomba, justamente no momento em que o governo reonerou o produto. Segundo dados da ANP, nas últimas 12 semanas a cotação médio do biodiesel acumula uma queda de 17%.
Energia
Fundo inglês planeja investir em hidrogênio verde no Brasil
7/03/2023O fundo inglês Actis tem planos de alta voltagem para o Brasil. A informação é que os britânicos pretendem transformar a Ômega Energia, da qual são importantes acionistas, em ponta de lança para investimentos em hidrogênio verde no país, além de eólicas offshore, duas das novas fronteiras da transição energética. No mercado, o que se diz é que as cifras passam do equivalente a R$ 2 bilhões em futuros projetos nesses dois segmentos. O Actis, ressalte-se, já aportou cerca de R$ 1,2 bilhão na empresa por meio de um aumento de capital. Hoje, a Ômega tem um portfólio de eólicas e usinas solares com capacidade de 2,5GW.
Energia
Geradoras brasileiras lucram com crise hídrica no Uruguai
27/02/2023Prejuízo de uns, ganhos de outros: as fortes secas registradas em território uruguaio deverão beneficiar grupos brasileiros da área de energia. A Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas do Uruguai (ETE) está batendo na porta de empresas de geração para comprar energia. Bolt Energy e Tradener já receberam sinal verde do Ministério de Minas e Energia para vender o insumo ao país vizinho. A CPFL também já teria sido contatada pelos uruguaios. A situação do outro lado da fronteira é delicada. No mês passado, as duas principais hidrelétricas do Uruguai geraram apenas cerca de 20% da energia consumida no país. A taxa média normal é da ordem de 45%.
Energia
BNDES deve permanecer no capital da Energisa
17/02/2023Reviravolta à vista no BNDES: a gestão de Aloizio Mercadante deverá suspender o processo de venda da participação da BNDESPar na Energisa, iniciado pela gestão anterior. A instituição detém algo em torno de 11% da empresa de energia da família Botelho. À cotação atual do mercado, a fatia equivale a aproximadamente R$ 1,7 bilhão. Para a nova diretoria do BNDES, trata-se de uma posição estratégica, sobretudo diante do boom da energia renovável e da entrada do Brasil no hidrogênio verde.
Energia
ISA pretende entrar pesado no leilão da Aneel
17/02/2023Segundo fonte ligada à empresa, a colombiana ISA é nome certo no primeiro leilão de transmissão do governo Lula, marcado para 30 de junho. A incógnita é se o grupo entrará sozinho na disputa ou por meio da Taesa, da qual é acionista. O que, aliás, suscita uma segunda dúvida: será que a Cemig ainda estará na companhia até lá? Conforme o RR já informou, a estatal mineira busca um comprador para a sua participação na Taesa. Pode ser a própria ISA, que, assim, assumiria, sozinha, o controle da empresa de transmissão.
Energia
Petrobras impulsiona novos investimentos em energia no Nordeste
16/02/2023A Petrobras, sob a gestão de Jean Paul Prates, terá um papel importante no desenvolvimento de projetos na área de energia no Nordeste. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, negocia com a direção da estatal o fornecimento de gás para a instalação de quatro térmicas na Zona de Processamento de Exportação do estado. Não é o único. O governador da Paraíba, João Azevedo, também costura com a empresa a garantia de entrega do combustível para a construção de duas termelétricas. As tratativas com a Petrobras envolvem o uso de instalações flutuantes no litoral dos dois estados com unidades de liquefação e armazenamento de gás natural.
Destaque
Brasil entra no mapa de um gigante global da energia renovável
14/02/2023A Copenhagen Infrastructure Partners prepara sua entrada no Brasil. A gestora dinamarquesa, dona de uma das maiores carteiras de ativos em energia verde do mundo, tem se movimentado para se associar a projetos em geração renovável no país, notadamente usinas eólicas e solares. De acordo com informações apuradas pelo RR, há conversas com um grande grupo brasileiro do setor, que reúne um portfólio da ordem de 40 GW, somando-se plantas já em operação ou em fase de desenvolvimento.
O Copenhagen Infrastructure Partners tem por regra investir em negócios no nascedouro, do zero. Seus números são hiperlativos. Ao todo, são mais de US$ 20 bilhões em investimentos globais, abrigados sob dez fundos de investimento. Por enquanto. O Copenhagen está lançando seu Fund V, ou seja, a quinta carteira da sua série principal de fundos. A meta é captar até US$ 15 bilhões, igualando-se ao Brookfield Energy Transition, até o momento a maior captação global já feita para projetos em energia verde.
Com parcela majoritária de seus negócios concentrada na Europa e nos Estado Unidos, o Copenhagen Infrastructure Partners começa a esticar seus tentáculos para novos mercados, notadamente Ásia e América Latina. No ano passado, associou-se a um projeto para a construção de um complexo eólico na cidade de Barranquilla, na Colômbia. Os dinamarqueses estão investindo também na produção de hidrogênio e amônia verde no Chile.
Energia
Está faltando vento na indústria de equipamentos para geração eólica
13/02/2023Nem tudo é festa no setor de produção dos equipamentos de energia eólica. Em Recife, por exemplo, onde as fábricas proliferavam como vagalumes, o mercado, ao que tudo indica, determinou um recuo. Há quatro unidades com produção reduzida ou suspensa. Mas o caso mais grave é o da empresa Impsa, que está sentada sobre um verdadeiro jazigo, próximo ao complexo industrial e portuário de Suape. A empresa argentina pretendia produzir 200 autogeradores por ano. Mas só gerou levas e mais levas de demissões. O governo pernambucano diz que essa brecada da energia eólica é só um freio de arrumação; que Pernambuco deve ser um dos estados líderes na produção da energia verde; e que essa tendência é inexorável. O RR acha todas as explicações razoáveis.
Energia
Ermírio de Moraes e canadenses miram nova aquisição na área de energia
10/02/2023A Auren Energia, joint venture entre a Votorantim e a canadense CPPP Investments, vem mantendo conversações para a aquisição da Ibitu Energia. A empresa é controlada pela norte-americana Castlelake, que busca um comprador para o negócio há mais de um ano. A gestora começou pedindo cerca de US$ 1 bilhão pelo ativo, mas já teria baixado a bola diante da falta de pretendentes. Com a aquisição, a dobradinha entre os Ermírio de Moraes e a CPP daria um salto considerável no setor, notadamente em geração renovável. A Ibitu reúne um portfólio de hidrelétricas e usinas eólicas e solares com capacidade de produção em torno de 800 megawatts. Somando-se os projetos ainda em desenvolvimento, o calibre praticamente dobra – 1,5 gigawatt.
Destaque
A água está subindo pela “cintura” da Eletrobras
7/02/2023O vazamento da Barragem da Pedra, que provocou severas inundações no sudoeste baiano, está arrastando a Eletrobras para um contencioso socioambiental de razoáveis proporções. Segundo uma fonte do Ministério Público Federal da Bahia, as primeiras investigações apontam negligência e graves falhas da Chesf, controlada da companhia, na operação de abertura das comportas do reservatório. O RR apurou que o MPF-BA deverá receber até amanhã relatórios técnicos e laudos periciais produzidos por diferentes entidades. De acordo com a mesma fonte, dados preliminares comprovam que o volume despejado na Bacia do Rio de Contas foi três vezes superior ao limite máximo permitido para evitar inundações, corroborando estimativa prévia do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Há indícios de que a Chesf não teria cumprido o protocolo de aumentar gradativamente o nível de vazão, saltando em apenas um dia de 1,2 mil metros cúbicos por segundo para 2,4 mil metros cúbicos por segundo. Consultado pelo RR, o MPF-BA não se manifestou. Também procurada, a Eletrobras não se pronunciou.
As investigações do Ministério Público deixam a holding Eletrobras em uma situação ainda mais delicada. Elas deverão embasar novos processos e pedidos de indenização contra a companhia. O governo da Bahia já saiu na frente: conforme o RR antecipou, entrou com uma ação civil pública cobrando da Chesf, sua subsidiária, cerca de R$ 100 milhões para cobrir os danos causados pela enchente. As inundações afetaram mais de 200 mil pessoas em 106 municípios baianos. O número de desabrigados e desalojados pela Defesa Civil passa dos 26 mil moradores. Além das eventuais sanções financeiras, o episódio afeta diretamente o capital reputacional da Eletrobras. Pouco mais de seis meses após a sua privatização, o vazamento e o consequente contencioso lançam dúvidas sobre as práticas ESG da companhia. O acidente joga foco nas demais estruturas similares da empresa: somando-se todas as suas subsidiárias, a Eletrobras tem 33 barragens de hidrelétricas.
Energia
Bahia busca empresas para montar hub do hidrogênio verde
6/02/2023O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, tem planos de montar um hub para a produção de hidrogênio verde no estado, a exemplo do que está sendo feito pelo Ceará no Porto de Pecém. Segundo o RR apurou, empresas de energia que têm negócios em geração renovável na Bahia, a exemplo da AES, Enel e Pan American Energy, vem sem sendo sondadas para participar do empreendimento. Hoje, há projetos dispersos em andamento no estado. A Unigel promete instalar uma planta de hidrogênio verde em Camaçari. No mesmo polo indústria, mais precisamente no Senai Cimatek Park, está sendo desenvolvidas pesquisas para a produção do insumo.
Energia
Grupo chinês planeja produzir turbinas para usinas eólicas no Brasil
6/02/2023Segundo informação que circula no Ministério de Minas e Energia, a chinesa Envision Energy estuda instalar uma fábrica de equipamentos para usinas eólicas no Brasil. Seguiria, assim, os passos das conterrâneas Goldwind e Sinoma, que já anunciaram projetos para produzirem turbinas no país. A Envision Energy, uma das três maiores indústrias do setor na China, chega ao Brasil de olho na construção de eólicas offshore, que deve provocar um boom na demanda por equipamentos.
Energia
Equatorial Energia herda os “apagões” deixados pela Enel
30/01/2023A Equatorial Energia recebeu alguns fios desencapados de herança ao comprar a Celg, antes pertencente à italiana Enel. As grandes indústrias do estado, notadamente do setor automobilístico e farmacêutico, pressionam por investimentos em geração e distribuição. Nos últimos dias, a Equatorial recebeu também uma série de reivindicações do comércio, que acumula reclamações e prejuízos em série devido às constantes interrupções no fornecimento de energia registradas nos últimos dois anos. Foi um dos problemas que levou o governador Ronaldo Caiado a praticamente expulsar a Enel do estado, ao forçar a venda da Celg para um novo concessionário.
Energia
Shenzen Energy tem planos de entrar no Brasil
27/01/2023Mais um grande player chinês da área de energia ensaia seu desembarque no Brasil. Segundo o RR apurou, a Shenzen Energy acenou ao Ministério de Minas e Energia o interesse em investir no país, mais precisamente em geração renovável. Os chineses já estariam vasculhando o mercado em busca de projetos maduros de usinas solares e eólicas. A companhia é a maior fornecedora de energia da importante e rica província de Shenzen, sendo responsável por mais de 40% da capacidade instalada de geração na região. Com pesados investimentos, sobretudo no Norte da China, o grupo tem se concentrado em aumentar a participação da energia renovável no seu portfólio. A meta é chegar a 40% até 2025 – no ano passado, esse índice foi de 37%.
Energia
Energia eólica entra no radar do Mubadala no Brasil
25/01/2023O Mubadala prepara sua nova investida no Brasil. O RR apurou que a Acelen, controlada pelo fundo árabe, estuda implantar dois projetos de energia eólica no Nordeste, um deles na Bahia. Ressalte-se que a empresa já tem raízes no estado. A Acelen é a holding controladora da Refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves, arrematada pelo Mubadala junto à Petrobras.
Energia
Amerra Capital vai do etanol aos ventos brasileiros
24/01/2023A norte-americana Amerra Capital, que administra cerca de US$ 1,8 bilhão em ativos, pretende investir em geração renovável no Brasil. A gestora planeja se associar a projetos de energia eólica. A Amerra já tem negócios no Brasil, mais precisamente no setor sucroalcooleiro.
Energia
Sky Power está a dois passos de um casamento com o Brasil
20/01/2023A Sky Power Global, dos Emirados Árabes Unidos, avalia aumentar investimentos em energia renovável na América do Sul. Como não poderia deixar de ser, o Brasil é o país-alvo. A informação vem de fonte da delegação brasileira que participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O olhar para o Brasil decorre do fato do país estar entre os cinco maiores mercados mundiais emergentes de investimento em energia renovável, com aportes até aqui da ordem de US$ 25 bilhões, em projetos eólicos e solares. A Sky por sua vez foca em grandes projetos de infraestrutura, comprometida com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Um casamento perfeito. Pelo andar da carruagem Lula vai faturar alto sua aposta firme em energia renovável.
Energia
Governo trabalha para esticar isenção à energia solar
19/01/2023O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, articula com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que a Casa vote logo na volta do recesso o Projeto de Lei nº 2703/22. O PL prevê a prorrogação por mais seis meses da isenção de tributos sobre a geração de energia solar produzida por residências ou estabelecimentos comerciais. Em dezembro do ano passado, a Câmara aprovou a extensão da medida. No entanto, a proposta empacou no Senado, o que, inclusive, criou uma zona cinzenta. O prazo anterior de isenção terminou em 6 de janeiro. Ou seja: todos os projetos de geração solar protocolados junto à Aneel desde então são passíveis de tributação. Uma possibilidade seria uma emenda ao PL 2703/22, estipulando isenção retroativa para esse período a descoberto. O senão é que, com a mudança do texto, mesmo com a aprovação no Senado, a proposta terá de voltar à Câmara.
Energia
Ibama quer voar em dezenas de projetos de energia eólica
18/01/2023O Ibama recebeu até o momento cerca de 70 projetos para geração de energia eólica offshore. Juntos, representam 176,5G W a mais no sistema interligado nacional – quando em atividade. No momento, as empresas interessadas preenchem no órgão a Ficha de Caracterização de Atividade, etapa inicial para o licenciamento obrigatório. O instituto também já criou um termo de referência para balizar os estudos ambientais, porém, não há previsão de quando começará a emissão das autorizações. Isso porque a Aneel precisa regular as eólicas offshore, diretrizes que incluem a realização das concorrências das áreas e os modelos de cessão planejada ou independente. Consultada, a agência informou que vai tratar do assunto este ano, mas sem precisar quando.
Energia
Hidrogênio verde entra no radar da Sinopec no Brasil
12/01/2023A petroleira chinesa Sinopec iniciou estudos para investir em hidrogênio verde no Brasil. A empresa responde por alguns dos principais projetos do segmento na China. Um dos mais recentes é a instalação de um complexo de geração em Xinjiang, um investimento de meio bilhão de dólares.
Energia
Fundo inglês quer investir em geração eólica no Brasil
11/01/2023O RR apurou que o fundo inglês VH Global Sustainable Energy Oportunities pretende comprar ativos em geração eólica no Brasil. Já há conversações com um grande grupo do setor. Os britânicos já têm um pé em energia no país. No ano passado, o VH Global, administrado pela Victory Hill Capital Partners, uniu-se à Paraty Energia para a compra da usina hidrelétrica Mascarenhas junto à EDP Brasil, por R$ 1,2 bilhão.
Destaque
Cemig negocia venda da sua participação na Taesa
6/01/2023O governo Romeu Zema está retomando o processo de desmobilização de ativos da Cemig. O RR apurou que a estatal mineira abriu conversações para a venda da sua participação na Taesa, dona de uma das maiores carteiras de ativos em transmissão do país – são 12 mil km de linhas já em operação e outros dois mil km em construção. A Cemig detém 37% das ações ordinárias. Sua fatia estaria avaliada em aproximadamente R$ 2 bilhões. Um dos candidatos à aquisição é a colombiana ISA, que já é a segunda maior acionista da Taesa, com 26% do capital votante. De acordo com a mesma fonte, quem também está no páreo é a China Southern Power Grid (CSPG). Trata-se da segunda tentativa dos chineses de entrar no mercado de transmissão no Brasil em menos de um ano. Em meados de 2022, a China Southern participou do bid para a compra de um pacote de ativos da Quantum, braço da Brookfield. No entanto, a colombiana Argo Energia venceu a disputa.
O governo mineiro quer acelerar a venda de ativos da Cemig considerados não-estratégicos, de olho em um projeto maior, já sinalizado por Romeu Zema: a transformação da empresa em uma “corporation”, com capital pulverizado em bolsa. Com a força de uma reeleição e a nova composição da Assembleia Legislativa, menos hostil politicamente, Zema está convicto que, dessa vez, terá o aval dos deputados estaduais tanto para a desmobilização de ativos da Cemig quanto para uma posterior oferta de ações em Bolsa. Além da Taesa, a estatal mineira pretende se desfazer das suas participações nas hidrelétricas de Santo Antônio e de Belo Monte. Quer também deixar o capital da Aliança Energia, joint venture com a Vale.
Energia
Ômega Energia mira novo parque eólico nos Estados Unidos
6/01/2023A Ômega Energia busca investidores para financiar a construção de um segundo complexo de geração eólica no Texas, chamado de projeto Goodnight 2. Há conversas com a Goldman Sachs, que já é parceira da empresa brasileira na instalação do Goodnight 1 – parque eólico em construção, também no Texas. O investimento previsto gira em torno dos US$ 400 milhões. A Ômega Energia vive um período elétrico. No ano passado, o fundo inglês Actis, que administra mais de US$ 20 bilhões em ativos, aportou cerca de R$ 1 bilhão na companhia.
Destaque
Governo quer agilizar regulação do hidrogênio verde
5/01/2023O governo Lula pretende acelerar a regulação do hidrogênio verde no Brasil. Segundo o RR apurou, a intenção é apresentar uma primeira proposta de arcabouço até junho, antecipando em mais de meio ano os prazos com os quais o Ministério de Minas e Energia e a Aneel vinham trabalhando na gestão Bolsonaro. Os estudos, iniciados pela equipe de transição, sob o comando de Mauricio Tolmasquim, ficarão concentrados na recém-criada Secretaria de Transição Energética. A ideia do novo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, é criar uma espécie de comitê com empresas do setor de energia para colaborar na formulação das normas. Parte da regulação já está “dentro de casa”: o governo vai tomar como ponto de partida o Projeto de Lei 725/2022, de autoria do novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates – o PL, em tramitação no Senado é chamado informalmente de “Lei do Hidrogênio”. Uma das prioridades é garantir o direito de passagem do hidrogênio verde por gasodutos, assegurando, portanto, a distribuição e a entrega do produto. O PL 725 prevê percentuais mínimos para o transporte do insumo – 5% a partir de 2032 e 10% a partir de 2050. No governo já se cogita aumentar os índices ou antecipar os prazos, como estímulo a investimentos no setor.
O novo governo trata o assunto como prioridade, dentro do plano maior de fazer do Brasil a grande potência global na produção de energia verde. Já existe uma fila de projetos e promessas de investimento em hidrogênio verde à espera de que o segmento seja regulamentado. Por ora, todos os estudos se dão em um ambiente de penumbra, a começar pelo principal: a falta de regulação impede cálculos mais precisos sobre o retorno potencial dos projetos. Ainda assim, os números que já espocam aqui e acolá são alvissareiros. A australiana Fortescue, por exemplo, assinou um memorando de entendimentos com o governo do Ceará para investir US$ 6 bilhões na construção de um hub para a produção de hidrogênio verde no Porto de Pecém, no Ceará. A trinca BI Energia, Cactus Energia Verde e Uruquê Energias Renováveis está debruçada sobre o projeto de instalação de uma planta de eletrólise para a produção de hidrogênio verde, vinculada a um complexo de geração de energia sola e um parque um eólico offshore também em Pecém. Esse combo receberia investimentos da ordem de R$ 26 bilhões.
Energia
YPFB tem gás de sobra para vender no Brasil
28/12/2022Emissários da estatal boliviana YPF têm procurado grandes grupos brasileiros nas últimas semanas, oferecendo contratos de fornecimento de gás natural. A empresa diz ter produto para pronta entrega. Quem te viu quem te vê. No primeiro semestre deste ano, a YPFB reduziu unilateralmente o suprimento de gás para a Petrobras, descumprindo o contrato entre ambas. Á época, aproveitou a oportunidade de vender o produto a preços maiores para a Argentina. Só que nos últimos meses, com o fim do inverno, o governo de Alberto Fernandez reduziu substancialmente as encomendas. E a YPFB voltou a olhar o Brasil com outros olhos, a ponto, inclusive, de assinar um aditivo contratual com a Petrobras após o imbróglio.
Destaque
China Three Gorges é um fio desencampado para o governo Lula
27/12/2022Antes mesmo de Lula assumir, um problema de altíssima voltagem na área de energia já caiu no colo do futuro governo. Segundo o RR apurou, a CTG Brasil, subsidiária da gigante China Three Gorges, procurou assessores do presidente, notadamente Mauricio Tolmasquim, em busca de uma solução para um contencioso com a Aneel e o Ministério de Minas Energia (MME). O delicado imbróglio envolve a revisão do volume de energia que quatro hidrelétricas controladas pelos chineses – Capivara, Chavantes, Taquaruçu e Rosana – podem entregar ao sistema, a chamada garantia física. Na prática, trata-se da quantidade máxima do insumo a ser comercializado pelas usinas. O Ministério reduziu em 4,9% a garantia física das quatro hidrelétricas. A CTG conseguiu uma liminar suspendendo a medida. Desde então, a União e a Aneel tentam derrubar o recurso. Os chineses levaram à equipe de Lula o pleito para que o novo governo interceda junto à agência reguladora para reverter a revisão da garantia física.
Há vários fios desencapados nesse imbróglio, que tornam qualquer solução complexa. Para todos os efeitos, a revisão tarifária imposta pela Aneel e pelo MME se baseia em uma série de parâmetros – mudanças na matriz elétrica, níveis dos reservatórios, indicadores operacionais das próprias usinas etc – com o objetivo principal de reduzir o custo da energia. No entanto, a CTG alega que a medida é ilegal, uma vez que as hidrelétricas não poderiam sofrer duas revisões no intervalo de cinco anos – houve uma revisão extraordinária em 2017. A questão, ressalte-se, vai além dos chineses. A decisão do governo afeta outras empresas, como a franco-belga Engie. No total, estima-se que os grupos de geração percam mais de R$ 2 bilhões em receita por ano com a medida. No entanto, segundo a fonte do RR, o impasse com a CTG é tratado por auxiliares de Lula para a área de energia com um caso peculiar e mais delicado devido às circunstâncias envolvidas. Há muito em jogo que pode ser perdido com o contencioso. A China Three Gorges, um potentado do setor elétrico, tem investido, em média, mais de R$ 1,5 bilhão por ano no Brasil. Além disso, os chineses usam toda a munição que têm como objeto de pressão, o que significa dizer que há um IPO caminhando sobre o meio fio. Nas conversas mantidas com colaboradores do futuro governo, a CTG sinalizou que o contencioso pode afetar os planos de abertura de capital no Brasil, uma oferta de ações inicialmente prevista para US$ 1 bilhão. Procurada pelo RR, a CTG não quis se manifestar.
Energia
Os bons ventos da Total no Brasil
23/12/2022O RR apurou que a TotalEnergies tem planos de investir mais de R$ 1 bilhão em geração renovável no Brasil. Parte dos projetos serão tocados pela Casa dos Ventos – os franceses compraram recentemente um terço do capital da empresa por aproximadamente R$ 3 bilhões.
Energia
Energia limpa entra no radar do Warburg Pincus no Brasil
8/12/2022O RR apurou que o Warburg Pincus pretende investir em empresas de geração renovável no Brasil. Os norte-americanos estão com um olho em energia eólica e solar e outro em projetos de hidrogênio verde. Trata-se de um movimento casado à estratégia global da gestora. O Warburg Pincus, que administra quase US$ 90 bilhões, tem feito seguidos investimentos em energia limpa. Em junho, liderou um aporte de US$ 320 milhões na norte americana Viridi Energy, que gera energia a partir do processamento de resíduos sólidos. Ainda neste ano, injetou US$ 250 milhões Montana Renewables, também dos Estados Unidos, voltada à produção de combustíveis a partir de sementes e sebo animal. Ressalte-se que o Warburg Pincus já teve investimentos no setor no Brasil. Até 2017, foi acionista da Ômega Energia.
Energia
Gigante indiano quer produzir energia verde no Brasil
5/12/2022A Bajaj Hindusthan, um dos maiores produtores de açúcar e etanol da Índia, estaria garimpando ativos no Brasil. A busca por usinas se concentra no interior de São Paulo. A empresa é controlada pelos herdeiros de Jamnalal Bajaj, donos de uma das maiores fortunas do país. A tendência é que o grupo não se limite à produção sucroalcooleira, mas esteja olhando com uma grande angular para o potencial de investimento em energia renovável no Brasil. Basta dizer que a Bajaj Hindusthan desenvolve uma série de projetos em hidrogênio verde na Índia.
Energia
Eletrobras avança no hidrogênio verde
1/12/2022O RR apurou que a Eletrobras planeja anunciar até março de 2023 a construção de sua primeira usina de hidrogênio verde. A produção do insumo se dará a partir da geração de energia solar, em plantas instaladas em reservatórios de hidrelétricas da empresa. A Eletrobras já iniciou análises técnicas em suas maiores usinas, como Paulo Afonso e Sobradinho, para decidir onde será construído o primeiro empreendimento. Na paralela, a empresa tem feito estudos em parceria com a Siemens Energy e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica para a obtenção e domínio do ciclo tecnológico completo do produto. Procurada pelo RR, a Eletrobras não se pronunciou.
O timing não poderia ser mais oportuno. O projeto vai ao encontro dos planos do futuro governo de estimular a produção de hidrogênio verde, tida como um passo vital para o Brasil se consolidar como uma grande potência energética global. Por sinal, há uma notória simpatia mútua entre Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras, e setores do próximo governo. O executivo desfruta de grande prestígio, por exemplo, junto a ex-presidente Dilma Rousseff.
Destaque
China manifesta interesse em investir em energia nuclear no Brasil
29/11/2022O RR apurou que a China já fez chegar a auxiliares do presidente eleito Lula o interesse em participar de projetos para a expansão do parque nuclear brasileiro. Por meio da estatal CNCC (China National Nuclear Corporation), os chineses estariam dispostos a firmar parceria tanto para a conclusão das obras de Angra 3 quanto para a construção de novas usinas atômicas no país. Ainda que, por ora, sejam apenas acenos preliminares, não é de hoje que a China vem tentando se posicionar como parceira do governo brasileiro na área de energia nuclear. Em 2019, emissários da CNCC abriram tratativas com o então ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque, e com a direção da Eletronuclear. À época, uma comitiva da estatal chinesa chegou a visitar as instalações de Angra 3, cujas obras estão paradas desde 2015. No entanto, as conversações ficaram pelo caminho, muito em razão da inclinação do governo Bolsonaro pró-Rússia. Em setembro do ano passado, a Eletronuclear e a estatal russa Rosatom firmaram um memorando de entendimentos para transferência de tecnologia nuclear e gestão e construção de usinas. Desde então, a Rússia tornou-se o mais próximo de um parceiro estratégico do Brasil em geração nuclear. Ao menos no papel, já que na prática o acordo com a Eletrobras não rendeu qualquer consequência efetiva até o momento.
Qualquer iniciativa do futuro governo Lula no sentido de expandir a produção de energia nuclear no Brasil seria uma revisita ao passado do próprio PT. Durante seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff anunciou o plano de construir quatro novas geradoras atômicas até 2030 – ao menos duas das novas plantas ficariam no Nordeste. Agora o tema volta à baila. Mauricio Tolmasquim, um dos principais formuladores do programa de Lula para a área de energia, já disse publicamente da intenção do futuro governo de investir em energia nuclear e de buscar parceiros privados. Nesse caso, as circunstâncias podem favorecer tratativas com Pequim para eventuais investimentos conjuntos. Neste momento, em função da guerra contra a Ucrânia, qualquer parceria com a Rússia, de Vladimir Putin, traz inevitavelmente uma carga de desgaste e de pressões contrárias. Sobretudo tratando-se de uma área tão sensível, como a energia atômica, visceralmente imbricada com a própria segurança nacional. A guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões entre China e Taiwan aumentaram as preocupações internacionais em relação a novos projetos que envolvam energia atômica. O próprio Brasil, por exemplo, não tem conseguido aval da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) para a construção de seu primeiro submarino de propulsão nuclear.
Energia
Votorantim e canadenses preparam nova investida em energia
29/11/2022A Auren – a joint venture entre a Votorantim e a canadense CPP Investimentos – tem mantido conversações para a compra de parte da carteira de projetos de um dos maiores grupos de energia eólica no Brasil. Os ativos em questão somam mais de R$ 5 bilhões em investimentos. A Auren já está aportando um caminhão de dinheiro em geração renovável. Só em dois dos empreendimentos mais recentes – os parques de energia solar Sol do Piauí e Jaíba V – serão R$ 2,2 bilhões.
Energia
Caiado vai eletrocutar a Enel até o fim
23/11/2022A Enel não vai ter vida fácil em Goiás nem na hora da despedida. A Aneel está monitorando de perto todo o processo de transferência da concessão de distribuição de energia de Goiás do grupo italiano para a Equatorial Energia. O pedido de fiscalização partiu do próprio governador Ronaldo Caiado. Uma das missões da agência reguladora será avaliar a eventual responsabilidade dos italianos nas quedas no fornecimento de energia em Goiás, que têm sido registradas com alguma recorrência desde o fim de outubro. Em contato com o RR, o governo de Goiás confirmou as tratativas com o governo federal e a agência reguladora: “O processo de transferência para a Equatorial está sendo avaliado pela Aneel, que vai verificar se a nova empresa cumpre as exigências para atender Goiás”. De acordo com a assessoria do governo goiano, Ronaldo Caiado tratou do assunto diretamente com o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, durante encontro realizado no último dia 26 de outubro.
A relação institucional entre o governador Ronaldo Caiado e a Enel está em curto-circuito praticamente desde o início do mandato. Caiado acusou seguidamente o grupo italiano de prestar um serviço ineficiente, com permanentes ameaças de cassação do contrato. A saída “acordada” foi a venda da concessão, comprada pela Equatorial. Ainda assim, não sem as últimas faíscas. O governo de Goiás ingressou com ação na Justiça por conta de “eventuais suspensões dos planos de manutenção”. A partir de um pedido da Procuradoria-Geral do Estado, a Justiça determinou que a Enel se abstenha de “qualquer conduta que prejudique a adequada prestação de serviço de distribuição de energia elétrica”, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. A Enel não se manifestou até o fechamento da matéria.
Energia
Brasil e Bolívia retomam projeto de hidrelétrica binacional
10/11/2022Segundo o RR apurou, o futuro governo Lula pretende abrir conversações com o governo do presidente da Bolívia, Luiz Arce, para a retomada de projetos de infraestrutura entre os dos países. O principal empreendimento em questão seria a construção de uma hidrelétrica binacional no Rio Mamoré, em Rondônia. É quase uma volta no tempo: as primeiras conversações em torno do projeto datam de 2007, exatamente no segundo mandato de Lula. Curiosamente, as negociações foram suspensas na gestão de Dilma Rousseff e só seriam retomadas em 2020, já na presidência de Jair Bolsonaro e na gestão do almirante Bento Albuquerque nas Minas e Energia. Mas, nos últimos meses, o assunto foi engavetado.
O projeto original prevê a instalação de uma hidrelétrica com capacidade de 3 mil MW – para efeito de comparação, um quinto de Itaipu – a um custo estimado em US$ 5 bilhões. Outro empreendimento que também deverá ganhar tração é a construção de uma ponte entre as cidades de Guajará-Mirim (RO) e Guayaramérin. O investimento também chegou a ser discutido durante o governo Bolsonaro, mas ficou pelo caminho. Justiça seja feita, o atual governo foi apenas mais um a não tirar o projeto do papel. Entre idas e vindas, a ideia de instalação de uma ponte entre as duas cidades se arrasta há mais de um século. O projeto foi discutido pela primeira vez no âmbito do Tratado de Petrópolis, em 1903, quando da transferência do território onde hoje é o Acre da Bolívia para o Brasil.
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Itaipu é com Gleisi Hoffmann
8/11/2022Mais um sinal do poder de Gleisi Hoffmann na composição do futuro governo: caberá à presidente do PT indicar a nova direção de Itaipu Binacional. Para a presidência da estatal o nome mais cotado é de Jorge Samek – isso se não assumir o Ministério de Minas e Energia, para o qual já foi citado como um dos candidatos. Gleisi também deverá aninhar João Vaccari Neto no Conselho de Itaipu. É déjà vu na veia: ambos já ocuparam as mesmas cadeiras nos governos do PT. Samek presidiu a empresa entre 2003 e 2017. Já Vaccari, ex-tesoureiro do PT, integrou o board de 2012 a 2014. Às indicações são essas, mas não custa alertar que Lula quer ver gente nova no seu governo. O RR aposta que Gleisi ganha essa parada.
Energia
Eletrobras busca uma solução para a dívida de Santo Antônio
7/11/2022A direção da Eletrobras está quebrando a cabeça em busca de uma engenharia financeira para o alongamento da dívida da Santo Antônio Energia. A controladora da hidrelétrica de Santo Antônio carrega um passivo elétrico, da ordem de R$ 20 bilhões. Uma das hipóteses sobre a mesa é uma emissão de bonds no exterior. A Eletrobras é a acionista majoritária da usina, com 72%. A tentativa de renegociação do passivo se dá em um momento ainda mais confuso, no qual a Santo Energia pode sofrer um “êxodo” de investidores. Andrade Gutierrez e Cemig buscam um comprador para as suas participações. Consultada pelo RR, a Eletrobras não se pronunciou, dizendo estar em período de silêncio.
Energia
Dobradinha solar
31/10/2022A usina solar em construção na cidade de Luziânia (GO) é só o ponto de partida. Usiminas e Canadian Solar já estudam a instalação de mais dois parques geradores. Em conversa com o RR, a Usiminas confirmou que “segue avaliando várias novas possibilidades de ampliar a autogeração de energia renovável.”
Energia
Astro-rei
25/04/2022A sul-coreana Hanwha estaria procurando parceiros no Brasil para tocar projetos em energia solar. Seria a nova fronteira no plano de expansão internacional da companhia, que tem feito investimentos nos Estados Unidos e na Europa – no ano passado, comprou uma empresa de energia renovável na França.
Energia
Monções chinesas
7/06/2019O Guansu Wind Farma, um dos maiores grupos de energia eólica da China, deverá fazer seu début no Brasil no leilão da Aneel marcado para 17 de outubro.
Energia
Energia indiana
18/03/2019Depois dos chineses, agora são os indianos que vêm desembarcando gradativamente no setor elétrico brasileiro. A CESC Limited, sediada em Calcutá, surge como candidata à compra de concessões na área de transmissão. O grupo já fez chegar ao Ministério de Minas e Energia seu interesse na licitação da linha Cruzeiro do Sul-Feijó, no Acre, que deverá ser levada a leilão pela Aneel neste ano. A CESC junta-se à conterrânea Sterlite Power, que já está investindo cerca de R$ 7 bilhões em transmissão no Brasil.
Energia
Luz do sol
3/11/2017Ou existe alguma informação de que só o PT dispõe ou as hostes do partido estão demasiadamente otimistas. O staff da presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, já está preparando a cerimônia de recepção de João Vaccari Neto neste mês. O pedido de habeas corpus do ex-tesoureiro do PT deverá ser julgado pelo STJ até o fi m de novembro. Pelo menos é nisso que Gleisi acredita.
Energia
Comportas abertas
31/05/2017A força tarefa de Curitiba já trata a iminente delação de João Vaccari como o elo perdido entre a Lava Jato e o setor elétrico. O ex-tesoureiro do PT teve missões de destaque no tempo em que passou pelo Conselho de Itaipu.