Categoria: Educação
Warning: Undefined variable $contador in /home/relatorioreservado/www/wp-content/themes/relatorio-reservado/category.php on line 33
Educação
Planos de M&A voltam à cartilha da Vitru
18/05/2026Corre no mercado que a Vitru retomou conversas com outros grupos do setor de educação para uma para uma possível fusão. Do outro lado da mesa, estariam nomes como Cruzeiro do Sul e Yduqs. Há cerca de dois anos, a empresa iniciou um movimento na mesma direção, mas as conversas não prosperaram. A tese do M&A voltou a ganhar tração à luz de fatores conjunturais. A empresa opera em um ambiente mais duro: juros altos, competição intensa no EAD, maior exigência regulatória e necessidade de capital para expansão presencial. Recentemente a companhia fez um follow-on de aproximadamente R$ 177 milhões, operação que reforçou o caixa, mas, aos olhos do mercado, não eliminou a pressão por escala e desalavancagem. Uma associação com Cruzeiro do Sul ou Yduqs poderia trazer escala e maior fôlego para enfrentar a transição regulatória do EAD.
Dona da Uniasselvi e da UniCesumar, a Vitru é um dos players mais cobiçados do setor. Tem ativos relevantes em ensino digital e presença crescente no segmento de medicina. Com quase um milhão de alunos, é uma empresa conhecida no mercado por ter uma gestão bem azeitada. No primeiro trimestre de 2026, registrou receita líquida de R$ 579,2 milhões, alta de 6,1% sobre o mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado somou R$ 235,1 milhões, avanço de 16%, com margem de 40,6%. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 91,8 milhões, crescimento de 24%.
Educação
As várias disputas em torno do espólio de João Carlos Di Gênio
31/03/2026A operação policial deflagrada nesta terça-feira, para apurar uma tentativa de fraude de R$ 900 milhões contra o espólio de João Carlos Di Genio, joga luz sobre uma das maiores batalhas sucessórias do país. A disputa em torno da herança do empresário, que inclui duas das mais tradicionais marcas da área de educação – a Unip e o Colégio Objetivo -, é quase novelesca, dado o sem fim de tramas cruzadas. A linha sucessória formal envolve a viúva, Sandra Miessa Di Genio, com quem o empresário teve três filhos. Passa pelo sobrinho do empresário, Fernando Di Genio Barbosa, que também buscou participação na herança, mas acabou sendo afastado judicialmente após questionamentos liderados pela viúva. E ainda há um forasteiro: Bruno Augusto de Mello Pará, que tenta ser reconhecido como filho de Di Gênio – o exame de DNA já provou que Pará não é filho biológico do fundador do Grupo Objetivo. O patrimônio deixado pelo empresário é estimado em cifras que podem chegar a R$ 100 bilhões, considerando ativos no Brasil e no exterior — incluindo universidades, colégios, rádios, imóveis e fazendas. E a “disputa” pelos ativos de Di Gênio não fica restrita a herdeiros e supostos postulantes: o mercado também duela pelo espólio do empresário. A Unip, com mais de 240 mil alunos, é uma das joias mais cobiçadas do setor educacional brasileiro. Grandes grupos privados enxergam na eventual reorganização do espólio Di Gênio de uma oportunidade de acesso a um ativo de escala nacional, com forte geração de caixa e base consolidada de alunos. No mercado, Chaim Zaher, fundador do Grupo SEB e maior acionista da Yduqs, é apontado como o pretendente no 1 à compra da universidade.
Educação
Zema abre vantagem sobre Tarcísio na “privatização” de escolas
25/02/2026Romeu Zema e Tarcísio de Freitas parecem disputar quem “privatiza” mais escolas no Brasil. Por ora, o mineiro leva ampla vantagem. E ela deve aumentar. O governo Zema tem feito estudos para conceder à iniciativa privada um novo lote de colégios da rede estadual no segundo semestre. Essa fornada envolveria cerca de 50 estabelecimentos da rede estadual. Em janeiro, o governo mineiro lançou o edital para contratos de reforma, conservação, manutenção, gestão e operação de serviços não pedagógicos de 95 escolas, por meio de PPP (Parceria Público-Privada). É de dar inveja a Tarcísio de Freitas. Até o momento, o seu governo anunciou a concessão de “apenas” 33 colégios em São Paulo.
Educação
Farallon tenta se desfazer da FMU entre dívidas e litígios
15/01/2026Tal qual Diógenes, os gestores da norte-americana Farallon têm vagado com uma lanterna na mão à procura não exatamente de um “homem honesto”, mas de um comprador para o Centro Universitário FMU. Segundo informações que circulam no mercado, a empresa já foi oferecida à Cogna e à Yduqs. Houve contatos também com fundos de private equity, caso do Advent, que já tem investimentos no setor no Brasil – é acionista da própria Yduqs e da Inspira. A Farallon enfrenta pressões de seus próprios investidores para se livrar do negócio, comprado em 2020 junto à também norte-americana Laureate. Trata-se, no entanto, de um deal dos mais complicados. A FMU tem uma parte boa: cerca de 65 mil alunos e faturamento da ordem de R$ 300 milhões. Mas carrega também uma parte “podre”: dívidas de R4 240 milhões e um turbulento processo de recuperação judicial, que inclui um litígio com as famílias Alves da Silva e Fioravante, fundadoras da universidade. Ambas cobram mais de R$ 135 milhões referentes ao aluguel de imóveis de sua propriedade.
Educação
Yduqs negocia aquisição da Descomplica
13/01/2026A Yduqs mantém conversações para a compra da Descomplica, startup de aulas online com faturamento próximo de R$ 100 milhões. A operação é vista dentro do grupo como uma oportunidade para alavancar a Quest.Edu, sua recém-criada vertical de cursinhos. A montagem da nova unidade de negócios tem sido acompanhada de uma agressiva política de aquisições. Em outubro, por exemplo, a Yduqs fechou de uma só vez a aquisição dos cursinhos ProMedicina, ProEnem e EuMilitar. O guarda-chuva reúne ainda as marcas Qconcursos, Folha Dirigida e Damasio. A Descomplica tem entre seus acionistas nomes de peso como Softbank, a família Zuckerberg e Península, além de Marco Fisbhen, fundador e CEO da empresa. Em 2021, a edtech recebeu um aporte de US$ 85 milhões. No entanto, o negócio tem custado a engrenar. O que se diz no mercado é que a Descomplica segue operando no vermelho e já queimou praticamente todo o capital recebido. Procuradas pelo RR, Yduqs e Descomplica não se pronunciaram.
Educação
Afya avança sobre a Sanar em busca mais um M&A para sua coleção
27/08/2025
Educação
Beneficência Portuguesa avança no ensino superior
30/07/2025A Beneficência Portuguesa (BP) mantém tratativas com o Ministério da Educação em busca de autorização para a criação de novos cursos de medicina a partir do segundo semestre de 2026. Um dos projetos é abrir faculdades no interior de São Paulo. O tradicional hospital paulista, que já atuava na área de educação com cursos de especialização, vai entrar no segmento de ensino superior formalmente a partir de janeiro, com cem vagas. A BP já investiu cerca de R$ 400 milhões na montagem do seu braço universitário. É um movimento com alguma dose de risco. Ele se dá no momento em que grupos da área de educação e o governo Lula batem cabeça devido as exigências e restrições impostas pelo Ministério para a abertura de novos cursos de medicina no país.
Educação
A difícil matemática da Ânima para alongar seu passivo
22/07/2025A recente emissão de R$ 150 milhões em debêntures da Ânima Educação soa como um test driver. Entre os investidores, a percepção é que a empresa terá de voltar ao mercado no curto prazo e usou o lançamento dos papéis como um termômetro para operações de maior calibre. O motivo é a pressão para alongar o perfil do seu passivo. É um trabalho de formiguinha. No primeiro trimestre deste ano, a relação dívida líquida/Ebitda caiu para 2,6 vezes, contra três vezes em março de 2024. Mesmo assim, a companhia ainda está longe de um nível de alavancagem confortável. Além da tensão financeira, a empresa encara um novo risco regulatório que envolve seu principal negócio: a vertical de Medicina. A possível criação de um exame nacional para acesso à residência médica (ENAmed) pode impactar a empresa, assim como seus congêneres, pela possibilidade de limitação na entrada de novos alunos.
Educação
Melhoria da educação entra no radar do Olimpo do setor financeiro
8/07/2025
Educação
Governo prepara projeto para conectar 15 mil escolas públicas
13/06/2025Os Ministérios das Comunicações e da Educação trabalham para lançar no segundo semestre um grande projeto de conectividade nas escolas da rede pública. O plano combinaria a contratação de serviços de banda larga por satélite e por cabo, incluindo o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A ideia é atingir 15 mil escolas em todo o país. Para se ter uma ideia, é o triplo do número de colégios previstos no mais recente edital do Fust Direto, o programa de conectividade mantido com funding do Fust. Em maio, o Ministério das Comunicações lançou uma chamada pública para o atendimento de até cinco mil colégios de educação básica. Serão destinados até R$ 400 milhões, por meio de benefício fiscal às operadoras de telecomunicações.
Educação
Juros nas alturas e alavancagem obrigam Ânima a mudar sua matemática financeira
15/04/2025A ordem na Ânima Educação é cortar os custos no osso. Em parte, trata-se de uma medida preventiva: o desafio da empresa é preservar caixa diante da projeção de uma receita líquida estagnada ou até mesmo em queda neste ano. Na área de educação, ciclos de juros altos são gatilhos automáticos para o aumento da inadimplência e do cancelamento de matrículas. Que o diga a própria a Ânima. A companhia já sentiu os efeitos da Selic nas alturas no ano passado, quando seu faturamento subiu apenas 1,8% – o pior desempenho desde 2019. Outro fator que tira o sono dos dirigentes da empresa é o nível de alavancagem, sobretudo em um cenário de juros elevados. Em 2024, a Ânima conseguiu reduzir a relação dívida líquida/Ebitda de 3,25 para 2,8 vezes. O índice, no entanto, ainda é desconfortável. A maior parte das debêntures emitidas pela companhia têm covenants que disparam com a relação dívida líquida/Ebitda de três vezes.
Educação
Morosidade da Casa Civil trava abertura de cursos a distância
11/04/2025Há um frenesi na área de educação. Corre entre empresários do setor a informação de que o ministro Camilo Santana pretende prorrogar mais uma vez a proibição para a abertura de novos cursos de ensino a distância (EaD) no país. O fim das restrições estava previsto para o último dia 9 de abril, mas foi postergado para 9 de maio. A possível extensão da medida deve ser debitada na conta do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de sua equipe. Há mais de três meses Costa e seus assessores estão sentados em cima do decreto formulado pelo Ministério da Educação para regular o ensino a distância no país. O assunto já é motivo de tensão entre o governo e os grupos privados do setor, que alegam terem sido alijado das discussões em torno do novo marco regulatório. Com a morosidade da Casa Civil, as empresas estão impossibilitadas de expandir seus negócios em uma das modalidades mais rentáveis da área de educação.
Educação
O legado de Abílio Diniz na área de educação
17/10/2024
Educação
O lento fade out de Lemann e Marcel Telles no Grupo Salta
11/06/2024Informação que circula em um seletíssimo rol de investidores da área de educação: há conversas entre acionistas do Grupo Salta para uma nova rearrumação do quadro societário da empresa. O que se diz à boca miúda é que a Warburg Pincus, o maior acionista individual, já sinalizou o interesse em aumentar sua participação no negócio. O aceno tem endereço certo: a Gera Capital, de Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles.
Qualquer mudança significativa na estrutura acionária do Grupo Salta passa pela gestora. Em fevereiro, a Gera reduziu sua participação de 55% para 23%. No setor, a operação foi interpretada como o primeiro movimento de um processo gradual de saída. A própria forma como está montada a posição da Gera Capital no grupo de educação seria um facilitador para o desinvestimento em etapas.
Em fevereiro, a gestora de Lemann e Telles se desfez de um dos fundos com participação no Salta. Ainda restam dois, que poderiam ser negociados separadamente. Nesse jogo de avanços e recuos, o interesse da Warburg Pincus seria usar a companhia como um aríete para a consolidação de outros ativos no segmento de educação básica. O Salta já é um dos grandes conglomerados desse setor no Brasil, com faturamento de R$ 2,3 bilhões, quase 180 escolas e aproximadamente 130 mil alunos matriculados. Procurada, a Gera Capital não quis comentar o assunto. Também consultada, a Warburg Pincus não se pronunciou.
Em tempo: Jorge Paulo Lemann tem – ou tinha – uma influência direta sobre o Ministério da Educação. Em setembro de 2023, a ONG MegaEdu, financiada pelo empresário, firmou uma parceria com a Pasta para colaborar com decisões administrativas e financeiras na área de educação. De lá para cá, mais nada se viu, mais nada se ouviu sobre o assunto.
Educação
Camilo Santana quer eletrificar o transporte escolar
22/01/2024O ministro Camilo Santana pretende levar a transição energética para a rede pública de ensino. Santana quer lançar, em 2024, um programa de compra de veículos elétricos para o transporte escolar. A ideia é utilizar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, por meio do programa Caminho da Escola. A aquisição também é considerada uma forma do governo firmar parcerias com empresas comprometidas com a segurança, eficiência no transporte e descarbonização da economia.
Em agosto do ano passado, mais de 16 mil veículos foram adquiridos pelo MEC para levar e trazer estudantes das redes públicas de ensino. A ideia é que pouco a pouco, as futuras aquisições, a partir de 2024, contemplem veículos não movidos por combustíveis fósseis. Hoje, o governo federal compra diferentes 10 modelos de ônibus escolares, mas todos movidos a diesel.
Educação
Irmã de Paulo Guedes sai de cena para não contaminar lobby das universidades
12/12/2023Juliano Griebeler, vice-presidente da ANUP (Associação Nacional de Universidades Particulares), deverá ficar com a missão de negociar com o ministro Camilo Santana e convencê-lo a rever a sua decisão de proibir cursos de licenciatura 100% a distância no país. Em tempos de governo Lula, grupos privados filiados à entidade defendem que o n° 2 da Associação tome à frente das conversas em Brasília. Trata-se de um movimento pragmático. A n° 1 da ANUP, Elizabeth Guedes, irmã do ex-ministro Paulo Guedes, não conta com a simpatia da cúpula do Ministério da Educação, a começar pelo próprio Santana. Quem te viu, quem vê. Em outros tempos, quando o irmão era o czar da economia, Elizabeth chegou a ser cogitada para assumir a própria Pasta da Educação.
Educação
Warburg Pincus deixa uma porta aberta na antiga Eleva
14/11/2023O Warburg Pincus, um dos principais acionistas do Grupo Salta (Ex-Eleva), costura o IPO da empresa. No calendário dos norte-americanos, a oferta de ações se dará no primeiro semestre de 2024. A operação servirá à gestora para reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua participação. As articulações para o IPO se dão simultaneamente a outro movimento chave: as negociações conduzidas pelo fundo Gera, de Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, para a venda de parte da sua posição no grupo de educação.
Destaque
Ser Educacional quer gabaritar a prova na área de medicina
15/09/2023A Ser Educacional guarda a sete chaves um projeto com potencial de alavancar consideravelmente o valuation de seus negócios voltados à área de saúde. Trata-se da cisão dos seus cursos de medicina em uma nova empresa. Segundo o RR apurou, um grande banco de investimento brasileiro já estaria trabalhando na operação. O spin-off poderá abrir caminho para a capitalização do braço de medicina da Ser Educacional, seja por meio de uma oferta em bolsa, seja pela entrada direta de um investidor no negócio.
Neste último caso, seria um modelo similar ao da Inspirali, empresa que reúne as universidades de medicina da Ânima Educação e tem como sócia a DNA Capital, da família Bueno. A Ser Educacional, do empresário Janguiê Diniz, mira em um setor que atraído investimentos não só dos maiores grupos de educação do país, mas de grandes fundos internacionais. É o caso do Mubadala, que, no ano passado, comprou duas faculdades de medicina na Bahia. Consultada, a Ser Educacional não se manifestou.
Em 2022, os cursos de medicina responderam por aproximadamente 75% do Ebitda da Ser Educacional, que foi de R$ 290 milhões. A empresa opera com uma taxa de ocupação no segmento superior a 80% das vagas – nos demais cursos, a média é em torno de 60%. Nos últimos três anos, a participação da área no faturamento do grupo mais do que duplicou, chegando a 15% do total. Este número tende a dar um salto.
A Ser tem dez pedidos de liminares para a abertura de universidades de medicina, incluindo grandes mercados, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O enrosco judicial remete a uma decisão do governo Temer, em 2018, proibindo a criação de novos cursos na área por cinco anos. Desde então, diversos grupos do setor entraram na Justiça para derrubar o veto. A questão foi parar no Supremo. Em agosto, o ministro Gilmar Mendes decidiu que grupos que já tiveram liminares deferidas e as análises de documentos concluídas pelo MEC poderão seguir com o pedido de abertura de cursos de medicina. É o caso da Ser Educacional. Não por acaso, nos últimos 30 dias, a ação da empresa acumula uma alta de 10%.
Educação
Escolas federais podem suspender pagamentos por falta de verbas
11/08/2023As 41 escolas públicas federais, dois Cefets (Centro Federal de Educação Tecnológica) e as unidades do Colégio Pedro II estão ameaçadas de sofrer um apagão financeiro ao longo deste semestre. Diretores de instituições de ensino vinculadas à Pasta da Educação têm desenhado um quadro preocupante para o ministro Camilo Santana, com o risco de suspensão de pagamentos por serviços terceirizados, como manutenção e limpeza, e de falta de recursos para arcar com os salários de professores e funcionários. O motivo é o bloqueio de R$ 332 milhões no orçamento do MEC, anunciado pelo governo na semana passada. A medida vai atingir, sobretudo, a educação básica, com a retenção de R$ 200 milhões em verbas.
Segundo uma fonte do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional ouvida pelo RR, o contingenciamento pode atingir também o custeio de bolsas de estudo. O Cefet-RJ, por exemplo, oferece pouco mais de 1,7 mil bolsas pelo Programa de Auxílio ao Estudante (PAE). Criado com o intuito de frear a evasão escolar., o PAE atende alunos que não dispõem de recursos para custear despesas básicas, como o transporte até o colégio.
Até o momento, Camilo Santana não deixou claro aos dirigentes de escolas federais como ficarão os setores afetados e que soluções poderá adotar para a recomposição das verbas. Possivelmente porque não as tem. Santana está de mãos atadas.
Educação
A lenta marcha do encontro entre educação e inovação
26/07/2023Camilo Santana está colocando em marcha uma espécie de minirreforma no Ministério da Educação. Além da recente criação da Secretaria de Projetos Especiais, Santana estuda instituir outra nova “subpasta”, que cruzaria transversalmente ensino profissionalizante, tecnologia e inovação. Seria um upgrade em relação à já existente Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, com o objetivo de abranger a formação em novas carreiras e setores da economia não necessariamente atingidos pela atual estrutura do Ministério.
Educação
Grupo britânico pretende comprar escolas no Brasil
1/06/2023Mais um grande grupo internacional da área de educação pretende desembarcar no Brasil. A International Schools Partnership, com sede em Londres, tem interesse na aquisição de colégios no país. O grupo, ressalte-se, já tem investimentos na América Latina, mais precisamente no Chile, Colômbia, México, Peru e Guatemala. Ao todo, são mais de 60 escolas em 17 países.
Educação
Conselho Federal de Medicina se opõe a nova política para cursos no setor
5/05/2023Como se não bastasse à resistência ao Programa Mais Médicos, surge mais um ponto de embate entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o governo Lula. A entidade tem feito articulações junto a parlamentares com o objetivo de brecar a nova política de abertura de faculdades de medicina, em elaboração no Ministério da Educação. O Conselho bate na tecla de que os cursos criados nos últimos anos não atendem a requisitos plenos de boa formação profissional. Desde 2018, os grupos de educação receberam autorização para abrir seis mil vagas em 70 municípios. Levantamento do CFM, que tem sido encaminhado a congressistas, aponta que em 87% dessas cidades não oferecem sequer cinco leitos públicos de internação para cada aluno matriculado no município, critério que era utilizado pelo Ministério da Educação até 2015.
A posição do Conselho vai na contramão da vontade do ministro Camilo Santana de flexibilizar as regras para a abertura de faculdades de medicina, conforme o RR já informou. A resistência do CFM, com o possível respaldo de parlamentares, é uma notícia preocupante, principalmente, para as grandes empresas do setor de educação, interessadas em desatar as amarras para a abertura de novas vagas.
Educação
Governo define novas regras para universidades de medicina
20/04/2023O ministro da Educação, Camilo Santana, pretende criar um grupo de trabalho com o objetivo de definir os novos critérios para a abertura e funcionamento de cursos de medicina no Brasil. O colegiado será composto por representantes do governo, de entidades médicas e de empresas da área de educação. Trata-se de uma decisão que poderá ter forte impacto positivo, sobretudo, para os grandes grupos privados de ensino superior. No início de abril, o ministro Camilo Santana já anunciou o fim da proibição a abertura de novos cursos de medicina no país, que vigorava desde 2018. São medidas que devem fazer muito bem à saúde dos principais players do setor de educação no país.
O próprio Camilo Santana já sinalizou que, entre outros fatores, a abertura de cursos de medicina deverá observar critérios regionais. O objetivo do governo é reduzir as distorções nos números de vagas entre os grandes centros do país e regiões menos cotadas no mercado da educação, o que acaba gerando um déficit de médicos em algumas áreas. O Brasil tem hoje 388 cursos de medicina, sendo que 38% deles estão concentrados no Sudeste. O Centro-Oeste é a região menos coberta, com apenas 9,2% das vagas.
Destaque
Universidades federais precisam de R$ 2,5 bilhões para evitar calotes
18/04/2023A equipe econômica vem quebrando a cabeça em busca de recursos para evitar um apagão financeiro entre as universidades federais. Segundo o RR apurou, o ministro da Educação, Camilo Santana, está reivindicando uma suplementação orçamentária próxima dos R$ 2,5 bilhões – o valor inclui a verba adicional de R$ 1,7 bilhão anunciada pelo próprio ministro em janeiro e até hoje ainda não liberada. A pressão é alimentada pelo risco de atraso no pagamento de salários dos professores e funcionários das universidades administradas pelo governo federal. Os números levados pelos reitores a Santana são preocupantes. Em maior ou menor medida, parte expressiva das instituições iniciou o ano letivo de 2023 carregando pendências financeiras do passado. Um dos casos que causa mais apreensão é o da UFRJ, que acumula uma dívida em torno de R$ 90 milhões. A UFRN, do Rio Grande do Norte, tem um passivo superior a R$ 10 milhões, similar ao da Federal de Santa Maria.
Há uma bola de neve entre as instituições de ensino superior do governo federal. Nos últimos quatro anos, as universidades sofreram seguidos cortes orçamentários. Para se ter uma ideia do tamanho do problema: a verba suplementar de R$ 1,7 bilhão prometida por Santana no início do ano significa uma recomposição de apenas 7% sobre o valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019.
Educação
Um novo alento para a ciência e tecnologia
13/03/2023Após o reajuste nas bolsas do CNPQ e do Capes, o governo estuda uma correção nos valores pagos a técnicos, graduados, mestres e doutores que integram o Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI). Hoje, o desembolso total é de aproximadamente R$ 100 milhões por ano. Durante o governo Bolsonaro, os benefícios do PCI não tiveram qualquer reajuste – o valor médio está na casa dos R$ 5 mil. O congelamento do programa é apontado como um dos fatores decisivos para o êxodo de cientistas e pesquisadores.
Não por acaso, há uma pressão dos dirigentes dos institutos vinculados ao Ministério pelo reajuste. Que o diga Ricardo Galvão, ex-presidente do Inpe e atualmente à frente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, subordinado à Pasta. Segundo o RR apurou, o aumento do PCI foi tema central de uma reunião entre Galvão e diretores dos Institutos ligados ao MCTI realizada no Rio de Janeiro, há cerca de duas semanas. O Conselho é o órgão responsável pela gestão do Programa de Capacitação Institucional.