Categoria: Educação

Educação

Camilo Santana quer eletrificar o transporte escolar 

22/01/2024
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O ministro Camilo Santana pretende levar a transição energética para a rede pública de ensino. Santana quer lançar, em 2024, um programa de compra de veículos elétricos para o transporte escolar. A ideia é utilizar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, por meio do programa Caminho da Escola. A aquisição também é considerada uma forma do governo firmar parcerias com empresas comprometidas com a segurança, eficiência no transporte e descarbonização da economia.

Em agosto do ano passado, mais de 16 mil veículos foram adquiridos pelo MEC para levar e trazer estudantes das redes públicas de ensino. A ideia é que pouco a pouco, as futuras aquisições, a partir de 2024, contemplem veículos não movidos por combustíveis fósseis. Hoje, o governo federal compra diferentes 10 modelos de ônibus escolares, mas todos movidos a diesel.

#Camilo Santana #rede pública #transporte escolar #veículos elétricos

Educação

Irmã de Paulo Guedes sai de cena para não contaminar lobby das universidades

12/12/2023
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Juliano Griebeler, vice-presidente da ANUP (Associação Nacional de Universidades Particulares), deverá ficar com a missão de negociar com o ministro Camilo Santana e convencê-lo a rever a sua decisão de proibir cursos de licenciatura 100% a distância no país. Em tempos de governo Lula, grupos privados filiados à entidade defendem que o n° 2 da Associação tome à frente das conversas em Brasília. Trata-se de um movimento pragmático. A n° 1 da ANUP, Elizabeth Guedes, irmã do ex-ministro Paulo Guedes, não conta com a simpatia da cúpula do Ministério da Educação, a começar pelo próprio Santana. Quem te viu, quem vê. Em outros tempos, quando o irmão era o czar da economia, Elizabeth chegou a ser cogitada para assumir a própria Pasta da Educação.

#Ministério da Educação #Paulo Guedes #Universidades

Educação

Warburg Pincus deixa uma porta aberta na antiga Eleva

14/11/2023
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O Warburg Pincus, um dos principais acionistas do Grupo Salta (Ex-Eleva), costura o IPO da empresa. No calendário dos norte-americanos, a oferta de ações se dará no primeiro semestre de 2024. A operação servirá à gestora para reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua participação. As articulações para o IPO se dão simultaneamente a outro movimento chave: as negociações conduzidas pelo fundo Gera, de Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, para a venda de parte da sua posição no grupo de educação.

#Eleva #Grupo Salta #IPO #Warburg Pincus

Destaque

Ser Educacional quer gabaritar a prova na área de medicina

15/09/2023
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A Ser Educacional guarda a sete chaves um projeto com potencial de alavancar consideravelmente o valuation de seus negócios voltados à área de saúde. Trata-se da cisão dos seus cursos de medicina em uma nova empresa. Segundo o RR apurou, um grande banco de investimento brasileiro já estaria trabalhando na operação. O spin-off poderá abrir caminho para a capitalização do braço de medicina da Ser Educacional, seja por meio de uma oferta em bolsa, seja pela entrada direta de um investidor no negócio.

Neste último caso, seria um modelo similar ao da Inspirali, empresa que reúne as universidades de medicina da Ânima Educação e tem como sócia a DNA Capital, da família Bueno. A Ser Educacional, do empresário Janguiê Diniz, mira em um setor que atraído investimentos não só dos maiores grupos de educação do país, mas de grandes fundos internacionais. É o caso do Mubadala, que, no ano passado, comprou duas faculdades de medicina na Bahia. Consultada, a Ser Educacional não se manifestou.

Em 2022, os cursos de medicina responderam por aproximadamente 75% do Ebitda da Ser Educacional, que foi de R$ 290 milhões. A empresa opera com uma taxa de ocupação no segmento superior a 80% das vagas – nos demais cursos, a média é em torno de 60%. Nos últimos três anos, a participação da área no faturamento do grupo mais do que duplicou, chegando a 15% do total. Este número tende a dar um salto.

A Ser tem dez pedidos de liminares para a abertura de universidades de medicina, incluindo grandes mercados, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O enrosco judicial remete a uma decisão do governo Temer, em 2018, proibindo a criação de novos cursos na área por cinco anos. Desde então, diversos grupos do setor entraram na Justiça para derrubar o veto. A questão foi parar no Supremo. Em agosto, o ministro Gilmar Mendes decidiu que grupos que já tiveram liminares deferidas e as análises de documentos concluídas pelo MEC poderão seguir com o pedido de abertura de cursos de medicina. É o caso da Ser Educacional. Não por acaso, nos últimos 30 dias, a ação da empresa acumula uma alta de 10%.

#Gilmar Mendes #MEC #Ser Educacional

Educação

Escolas federais podem suspender pagamentos por falta de verbas

11/08/2023
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As 41 escolas públicas federais, dois Cefets (Centro Federal de Educação Tecnológica) e as unidades do Colégio Pedro II estão ameaçadas de sofrer um apagão financeiro ao longo deste semestre. Diretores de instituições de ensino vinculadas à Pasta da Educação têm desenhado um quadro preocupante para o ministro Camilo Santana, com o risco de suspensão de pagamentos por serviços terceirizados, como manutenção e limpeza, e de falta de recursos para arcar com os salários de professores e funcionários. O motivo é o bloqueio de R$ 332 milhões no orçamento do MEC, anunciado pelo governo na semana passada. A medida vai atingir, sobretudo, a educação básica, com a retenção de R$ 200 milhões em verbas.

Segundo uma fonte do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional ouvida pelo RR, o contingenciamento pode atingir também o custeio de bolsas de estudo. O Cefet-RJ, por exemplo, oferece pouco mais de 1,7 mil bolsas pelo Programa de Auxílio ao Estudante (PAE). Criado com o intuito de frear a evasão escolar., o PAE atende alunos que não dispõem de recursos para custear despesas básicas, como o transporte até o colégio.

Até o momento, Camilo Santana não deixou claro aos dirigentes de escolas federais como ficarão os setores afetados e que soluções poderá adotar para a recomposição das verbas. Possivelmente porque não as tem. Santana está de mãos atadas.

#Educação

Educação

A lenta marcha do encontro entre educação e inovação

26/07/2023
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Camilo Santana está colocando em marcha uma espécie de minirreforma no Ministério da Educação. Além da recente criação da Secretaria de Projetos Especiais, Santana estuda instituir outra nova “subpasta”, que cruzaria transversalmente ensino profissionalizante, tecnologia e inovação. Seria um upgrade em relação à já existente Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, com o objetivo de abranger a formação em novas carreiras e setores da economia não necessariamente atingidos pela atual estrutura do Ministério.

#Camilo Santana #Ministério da Educação

Educação

Grupo britânico pretende comprar escolas no Brasil

1/06/2023
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Mais um grande grupo internacional da área de educação pretende desembarcar no Brasil. A International Schools Partnership, com sede em Londres, tem interesse na aquisição de colégios no país. O grupo, ressalte-se, já tem investimentos na América Latina, mais precisamente no Chile, Colômbia, México, Peru e Guatemala. Ao todo, são mais de 60 escolas em 17 países.

#International Schools Partnership

Educação

Conselho Federal de Medicina se opõe a nova política para cursos no setor

5/05/2023
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Como se não bastasse à resistência ao Programa Mais Médicos, surge mais um ponto de embate entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o governo Lula. A entidade tem feito articulações junto a parlamentares com o objetivo de brecar a nova política de abertura de faculdades de medicina, em elaboração no Ministério da Educação. O Conselho bate na tecla de que os cursos criados nos últimos anos não atendem a requisitos plenos de boa formação profissional. Desde 2018, os grupos de educação receberam autorização para abrir seis mil vagas em 70 municípios. Levantamento do CFM, que tem sido encaminhado a congressistas, aponta que em 87% dessas cidades não oferecem sequer cinco leitos públicos de internação para cada aluno matriculado no município, critério que era utilizado pelo Ministério da Educação até 2015.  

A posição do Conselho vai na contramão da vontade do ministro Camilo Santana de flexibilizar as regras para a abertura de faculdades de medicina, conforme o RR já informou. A resistência do CFM, com o possível respaldo de parlamentares, é uma notícia preocupante, principalmente, para as grandes empresas do setor de educação, interessadas em desatar as amarras para a abertura de novas vagas.

#Camilo Santana #CFM #Conselho Federal de Medicina #Ministério da Educação #Programa Mais Médicos

Educação

Governo define novas regras para universidades de medicina

20/04/2023
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O ministro da Educação, Camilo Santana, pretende criar um grupo de trabalho com o objetivo de definir os novos critérios para a abertura e funcionamento de cursos de medicina no Brasil. O colegiado será composto por representantes do governo, de entidades médicas e de empresas da área de educação. Trata-se de uma decisão que poderá ter forte impacto positivo, sobretudo, para os grandes grupos privados de ensino superior. No início de abril, o ministro Camilo Santana já anunciou o fim da proibição a abertura de novos cursos de medicina no país, que vigorava desde 2018. São medidas que devem fazer muito bem à saúde dos principais players do setor de educação no país. 

O próprio Camilo Santana já sinalizou que, entre outros fatores, a abertura de cursos de medicina deverá observar critérios regionais. O objetivo do governo é reduzir as distorções nos números de vagas entre os grandes centros do país e regiões menos cotadas no mercado da educação, o que acaba gerando um déficit de médicos em algumas áreas. O Brasil tem hoje 388 cursos de medicina, sendo que 38% deles estão concentrados no Sudeste. O Centro-Oeste é a região menos coberta, com apenas 9,2% das vagas.

#Ministério da Educação

Destaque

Universidades federais precisam de R$ 2,5 bilhões para evitar calotes

18/04/2023
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A equipe econômica vem quebrando a cabeça em busca de recursos para evitar um apagão financeiro entre as universidades federais. Segundo o RR apurou, o ministro da Educação, Camilo Santana, está reivindicando uma suplementação orçamentária próxima dos R$ 2,5 bilhões – o valor inclui a verba adicional de R$ 1,7 bilhão anunciada pelo próprio ministro em janeiro e até hoje ainda não liberada. A pressão é alimentada pelo risco de atraso no pagamento de salários dos professores e funcionários das universidades administradas pelo governo federal. Os números levados pelos reitores a Santana são preocupantes. Em maior ou menor medida, parte expressiva das instituições iniciou o ano letivo de 2023 carregando pendências financeiras do passado. Um dos casos que causa mais apreensão é o da UFRJ, que acumula uma dívida em torno de R$ 90 milhões. A UFRN, do Rio Grande do Norte, tem um passivo superior a R$ 10 milhões, similar ao da Federal de Santa Maria.  

Há uma bola de neve entre as instituições de ensino superior do governo federal. Nos últimos quatro anos, as universidades sofreram seguidos cortes orçamentários. Para se ter uma ideia do tamanho do problema: a verba suplementar de R$ 1,7 bilhão prometida por Santana no início do ano significa uma recomposição de apenas 7% sobre o valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019

#Camilo Santana #Ministério da Educação #Rio Grande do Norte #UFRN

Educação

Um novo alento para a ciência e tecnologia

13/03/2023
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Após o reajuste nas bolsas do CNPQ e do Capes, o governo estuda uma correção nos valores pagos a técnicos, graduados, mestres e doutores que integram o Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI). Hoje, o desembolso total é de aproximadamente R$ 100 milhões por ano. Durante o governo Bolsonaro, os benefícios do PCI não tiveram qualquer reajuste – o valor médio está na casa dos R$ 5 mil. O congelamento do programa é apontado como um dos fatores decisivos para o êxodo de cientistas e pesquisadores.  

Não por acaso, há uma pressão dos dirigentes dos institutos vinculados ao Ministério pelo reajuste. Que o diga Ricardo Galvão, ex-presidente do Inpe e atualmente à frente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, subordinado à Pasta. Segundo o RR apurou, o aumento do PCI foi tema central de uma reunião entre Galvão e diretores dos Institutos ligados ao MCTI realizada no Rio de Janeiro, há cerca de duas semanas. O Conselho é o órgão responsável pela gestão do Programa de Capacitação Institucional. 

#Capes #CNPq #Ministério da Ciência e Tecnologia

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