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Podem-se esperar, amanhã, movimentações políticas, econômicas e na mídia em torno de resultados da PNAD Contínua (IBGE) de dezembro, os quais fecharão o balanço do mercado de trabalho em 2019.

Está precificada – inclusive em termos de imagem – uma queda leve, da ordem de 1%, na taxa de desemprego para o mês (chegando a 11,1%), ainda com grande parcela de vagas de informais (estavam em 41,1% no trimestre até novembro). Confirmada esta margem, prevalecerá avaliação otimista, mas moderada, indicando evolução consistente do emprego na esteira da atual política econômica, mas lenta e gradual. Retomada de patamares realmente positivos estariam, assim, em horizonte de médio e longo prazos.

Por outro lado, números superiores ou inferiores ao esperado tendem a alimentar avaliações mais enfáticas – seja aumentando preocupação com o ritmo da recuperação econômica, caso não haja nova queda do desemprego, seja favorecendo percepção de que a retomada pode se acelerar em 2020, se houver avanço mais significativo.

Comporá, ainda, panorama importante de resultados auferidos pela equipe econômica no primeiro ano de governo, amanhã, os números fechados da Dívida Pública/PIB. Relação estava em 77,7% em novembro, indicando aumento frente a 2018, mas dentro do previsto pelo Ministério da Economia (abaixo de 80%).

A imagem a ser consolidada nesta quinta terá efeito estratégico para ambições do governo em 2020, já que estão a todo vapor as articulações para pautar o cronograma – e o alcance – de reformas no Congresso, no primeiro semestre.

Nesse sentido, interessa acompanhar amanhã a articulação do ministro Paulo Guedes com os presidentes da Câmara e do Senado. O ministro tem indicado que prioriza a reforma administrativa, enquanto as lideranças do legislativo apostam mais fichas na tributária. Movimentações desta sexta darão sinais mais claros sobre as chances reais de que ambas avancem.

O rombo na Previdência em 2019: corte de gastos e militares

Rombo recorde na Previdência em 2019 – R$ 318 bi em 2019 – terá efeito duplo amanhã: 1) Vai gerar pauta sobre impactos e limites da reforma da Previdência, com possível olhar para economia considerada pequena com militares (cujo rombo previdenciário cresceu 7,2% frente a 2018); 2) Dará força para medidas de corte de gastos do governo federal – como a reforma administrativa.

Onyx, Congresso e reforma ministerial

A retirada do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) da Casa Civil se soma à demissão (novamente) do ex-secretário-executivo da Pasta, Vicente Santini, para jogar o ministro Onix Lorenzoni na frigideira, amanhã.

A possibilidade de que Onyx perca o cargo alimentará, nesta terça, especulações sobre reforma ministerial. Seria a maneira de o presidente lidar com nomes que geram muito desgaste para o governo – como Abraham Weintraub, hoje duramente criticado por Rodrigo Maia –, sem indicar que cede a pressões da mídia, o que costuma evitar ferrenhamente.

Por outro lado, aumentará a atenção, amanhã, para agenda do PPI, agora sob o comando do Ministério da Economia, que tem muito mais credibilidade na mídia do que a Casa Civil.

O coronavírus: emergência e efeitos econômicos

A decisão da OMS, declarando emergência de saúde pública de interesse internacional em função do coronavírus, aumentará pressões sobre estratégia de monitoramento e prevenção do Ministério da Saúde.

Ao mesmo tempo, enquanto não há confirmação de casos no Brasil – o que elevará cobranças a outro patamar -,  ganhará muita força a preocupação com efeitos econômicos e volatilidade do mercado. Que tende a se manter nesta sexta, com a expansão do vírus na China, primeira transmissão dentro dos EUA e o horizonte ainda muito em aberto sobre a curva de contágio.

O apoio federal à região Sudeste

Repasse de R$ 892 milhões do governo federal para a região Sudeste, visando enfrentar efeitos de chuvas e enchentes, terá repercussão positiva amanhã, especialmente por sobrevoo do presidente em regiões afetadas. Mas levantará questionamentos sobre a rapidez e a forma com que os repasses serão efetivados.

O PIB e a inflação na Zona do Euro

No exterior, destaque para números do PIB do quarto trimestre de 2019 e para a prévia da inflação de janeiro na Zona do Euro. No PIB, expectativa é de nova alta de 0,2%, fechando o ano com crescimento de 1,1%. Já no que se refere à inflação interanual, projeta-se aceleração, de 1,3% para 1,4%. Em menor medida, vale atenção para possibilidade de recuo importante em vendas no varejo na Alemanha, em dezembro.

 

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Situação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, pode se agravar amanhã com informação de que número de pedidos para recorreção de provas do Enem já chega a 60 mil – MEC havia afirmado que no máximo 9 mil candidatos haviam sido prejudicados com falha em parte das provas.

Pressão aumentará, ainda, porque o ministério garantiu que será mantida para amanhã a data de abertura das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), através do qual os estudantes buscam vagas em Universidades Federais. Mídia acompanhará desdobramentos ao longo do dia, com visão crítica sobre a atuação do ministro.

Na cultura, teste para Regina Duarte

“Noivado”de Regina Duarte, como definiu a atriz, com o ministério da Cultura, que se inicia amanhã, terá efeito duplo:

1) Criará válvula de escape para o profundo desgaste com o processo que levou à exoneração de Roberto Alvim.

A possível nova ministra tende a criar imagem de relativa abertura ao diálogo e “upgrade” em relação a nomes que ocuparam a pasta anteriormente;

2) Duarte, pessoalmente e no que se refere a seus objetivos de gestão, sofrerá forte escrutínio – que já se iniciou hoje. E a tolerância da mídia e de boa parte dos formadores de opinião com imagem de intervencionismo e direcionamento ideológico na cultura atingiram um limite.

Troca de nome, sem indicação de mudança de política, renovará desgaste, que atinge todo o governo.

FMI prevê crescimento maior e dá gás para a política econômica

Revisão para cima de previsão de crescimento do FMI para o Brasil (passou para 2,2%) terá efeito positivo no mercado amanhã. A conferir se, em meio a momento difícil para o governo, será capitalizado pela equipe econômica.

Panes sistêmicas

Problemas no sistema do IBAMA (foi impedido o armazenamento de milhares de autos de infração) alimentará imagem de desmonte de estrutura de fiscalização ambiental pelo governo. Que já sofre crise de imagem na área social, com calcanhar de Aquiles no INSS e crises na cultura e na educação.

A Caixa preta do BNDES

Destaque hoje para falta de resultados em relatório do BNDES que prometia abrir a “caixa preta”de operações do banco nos governos do PT levará a cobranças sobre a direção do banco, amanhã. Tanto no que se refere à percepção de que a iniciativa foi uma espécie de caça às bruxas – e desperdício de verbas públicas – quanto a questionamentos gerais sobre a política da instituição para 2020.

Indicadores, no Brasil e no exterior

No Brasil, expectativa é de que a segunda parcial do IGP-M (FGV) para janeiro confirme a desaceleração inflacionária frente à dezembro de 2019. No exterior, destaque para o Índice de Expectativas da zona do Euro (espera-se recuo, mas ainda em faixa positiva) e na Alemanha (estimativa de crescimento significativo).

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A gestão de benefícios sociais continuará em pauta amanhã, com dificuldades de trabalhadores em retirarem o seguro desemprego (governo promete resolver a questão até o próximo dia 22) e dificuldades no plano para enfrentar atrasos no INSS. Especialmente diante de informação de que militares convocados para suprir falta de pessoal precisarão de 2 meses de treinamento.

Ainda que haja oscilação do noticiário e de que recesso parlamentar diminua enfrentamentos políticos, tudo indica que, na ausência de reação mais enfática do governo, com horizonte mais nítido para resolução do problema no INSS, a temática se consolidará como calcanhar de aquiles significativo junto à opinião pública.

Presidente liberal ou intervencionista?

Nova tabela com preço mínimo para o frete rodoviário (passou de 11% para 15%), que passará a vigorar na segunda-feira (mas ainda terá sua constitucionalidade julgada pelo STF), vai alimentar nova rodada de ilações sobre intervencionismo do presidente Bolsonaro, amanhã. Se somará, nesse sentido, a manifestações do presidente defendendo alteração na cobrança do ICMS e insistência do ministro de Minas e Energia em “colchão” que amenize flutuações de preços internacionais de combustíveis.

Trata-se, nesta sexta, menos de desgaste do que de recuo na imagem de que tem compromisso com a política econômica liberal. Bolsonaro havia dado passo importante nesse sentido ao negar isenção de tarifas de energia de templos religiosos.

O IBC Br dá impulso para a equipe econômica

Relatório da ONU indicando crescimento de 1,7% para o Brasil em 2020 (abaixo de estimativas do mercado), que poderia gerar desgaste, será contraposto, amanhã, por números acima do esperado no IBC Br de novembro (cresceu 0,18%).

Reforma administrativa: começa a batalha

Pode-se esperar debate e novas declarações do governo sobre reforma administrativa, amanhã, visando aplainar os ânimos para envio de projeto ao Congresso, em fevereiro. Indicação é de que o Ministério da Economia pretende começar operação de comunicação, combinando balões de ensaio com construção de narrativa similar a da Previdência, indicando privilégios de servidores frente a trabalhadores da iniciativa privada. Informação de que regras não mudarão para servidores atuais também será ponto central e imagem de ganho de eficiência e corte gastos crescerá na mídia.

Mas dificuldades no INSS levarão a um olhar mais detido para o tipo de cortes almejados e seus efeitos potenciais para os serviços públicos.

A CPMI Fake News reaparece

Após movimentações de parlamentares hoje, com revelação de que foram identificadas contas do WhatsApp responsáveis por disparos em massa nas eleições de 2018, estarão no radar amanhã novas informações da CPMI das Fake News. Expectativa é de que se voltem, prioritariamente, para a campanha do presidente Bolsonaro e o chamado “gabinete do ódio”.

O impeachment de Trump: fatos novos prejudicam o presidente

Ainda que maioria republicana no Senado quase inviabilize a retirada do presidente Trump do cargo, processo na Casa evoluirá sob ambiente muito negativo para o presidente norte-americano, amanhã. Dentre fatos novos divulgados hoje, destaque para o relatório do Escritório de Prestação de Contas do Governo, órgão fiscalizador da Câmara dos Deputados, afirmando que Trump violou a lei, por motivos políticos, ao congelar ajuda militar à Ucrânia, aprovada pelo Congresso.

O Comércio Exterior e os preços regionalizados

Saem amanhã o ICOMEX de dezembro e o IPC S Capitais de janeiro. O ICOMEX terá importância particular porque trará números finais de dezembro, mas expectativas não apontam para reversão de curva negativa de novembro, que trouxe recuo de 11,7% em exportações e de 10,9% em importações.

Já no que se refere ao IPC S Capitais, início do ano tem confirmado estimativas de desaceleração inflacionária, mas a conferir como esse processo vem evoluindo regionalmente.

A inflação na Europa e um panorama econômico dos EUA

Em relação a indicadores internacionais, interesse maior em:

1) Índice de Preços ao consumidor da Zona do Euro, que deve fechar 2019 em 1,3%;

2) Nos EUA, Produção Industrial de dezembro, para a qual se projeta recuo de 0,2%; oferta de Empregos (JOLT) em novembro e Concessão de Alvarás em  dezembro, ambos com previsão de leve diminuição, mas ainda em patamares altos; e Índice Michigan de Percepção do Consumidor, que tende a se manter na casa de 99 pontos.

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Devem se intensificar amanhã ilações – e movimentos através da mídia – em torno do julgamento, no STF, de ações que visam suspender a implementação do Juiz de Garantias.

Tudo indica que há maioria no Tribunal a favor da medida, mas está em aberto a posição do ministro Fux, que assumirá o plantão do Supremo de 19 a 29 de janeiro e analisará contestações (a nova lei entra em vigor no dia 23).

Nesse contexto, cresce a probabilidade de que Fux tente pressionar os demais ministros, ainda que indiretamente, buscando apoio da opinião pública e de grupos parlamentares contra o Juiz de Garantias. Por outro lado, parcela favorável ao projeto (6 dos 11 membros da Corte) tentará consolidar percepção de que o tema já está decidido.

A se observar, amanhã, como evolui o noticiário que, até o momento, não gerou mobilização suficiente para reverter a iniciativa, mesmo com amplo espaço para críticas de diversas associações e representantes do Judiciário.

As relações com o Irã ainda em aberto

Desdobramentos da crise internacional gerada após ação militar norte-americana que levou à morte do líder iraniano Qassin Suleimani, amanhã, ainda são incertos. Ganhou força ao longo do dia imagem de que o cenário caminha para maior estabilidade, com resultados positivos para o presidente Trump, ao menos no médio prazo. Mas notícia de que dois mísseis atingiram zona verde de Bagdá, a 100 metros da Embaixada dos EUA, reabrirão especulações. De uma forma ou de outra, para o Brasil algumas questões se manterão em foco:

1) A evolução de relações com o Irã. Ainda paira no ar a possibilidade de retaliação comercial (o país é um importante parceiro do agronegócio nacional, com destaque para produtos como milho e soja) frente ao apoio brasileiro aos EUA.

O Itamaraty não aprofundou divergências, indicando que pode dar um passo atrás, mas, ao mesmo tempo, cancelou reunião que a encarregada de negócios da embaixada em Teerã, Maria Cristina Lopes, teria hoje na chancelaria iraniana. E movimentações políticas do presidente – que fez live assistindo pronunciamento de Trump – mantêm imprevisibilidade. Próximos dias podem ser decisivos.

2) Mesmo com estabilização de preços do petróleo, questionamentos sobre intenção do governo em criar fundo que amortize flutuações internacionais. O presidente abandonará ou levará à frente o projeto, já aventado diversas vezes, mas sem nenhuma tentativa concreta de implementação?

3) Consequências para a Petrobrás, que hoje sofreu desvalorização diante de queda dos preços do petróleo, ao longo do dia. Ao mesmo tempo, a estatal suspendeu as navegações através do Estreito de Ormuz – trata-se de outra variável importante, já que 20% da produção mundial de petróleo passam pela região. Situação permanece indefinida.

A fragilidade de agências reguladoras

No que se refere ao outro tema da área de energia que tem marcado a semana – a intervenção do presidente contra a taxação de energia solar –, após avanço de críticas a posição de Bolsonaro, hoje, se consolidará, amanhã, imagem de enfraquecimento da Aneel.

Censura em pauta

Terá grande repercussão amanhã a decisão do Desembargador Benedicto Abicair, no Rio de Janeiro, determinando que seja retirado do ar o especial de Natal do Porta dos Fundos. O programa, que traz sátira com a história de Jesus, motivou ataque à sede da produtora do grupo. Decisão atrairá duras críticas e será exposta como censura pela mídia. A conferir reações do mundo político.

Weintraub volta à carga

O ministro da educação, Abraham Weintraub, promete começar o ano com novas polêmicas. Mais importante do que a notificação do STF para que explique declaração na qual taxou a UNE de “máfia” serão as consequências, amanhã, do que parece ser retaliação ao presidente da Câmara: o ministro exonerou aliado de Maia da Presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

A curva da indústria e a inflação regionalizada

Saem amanhã a Produção Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF/IBGE) de novembro e a primeira parcial de janeiro do IPC S Capitais (FGV).

Espera-se novo crescimento da PIM, de 0,2% sobre outubro e entre 1,1% e 1,4% sobre novembro de 2018. Trata-se do quarto dado positivo seguido sobre o mês precedente (ainda que abaixo dos 0,8% de outubro sobre setembro) e o terceiro frente ao mesmo mês do ano anterior.

No que se refere ao IPC S Capitais, a conferir se o recuo inflacionário já sentido no final de dezembro e indicado, hoje, pelo IPC S, se apresenta de maneira generalizada ou com oscilações regionais significativas.

Produção e desemprego na Europa

Internacionalmente, destaque para a Produção Industrial na Alemanha e para a Taxa de Desemprego na Zona do Euro, ambas para novembro. Projeções apontam para o melhor resultado da indústria alemã desde fevereiro de 2019, com crescimento de 0,7% (frente ao recuo de 1,7% em outubro). Já a Taxa de Desemprego europeia deve se manter estável em 7,5%.

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