fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
13.02.20

YouTube: balança essa rede, Brasil!

Observatório

Por Claudio Fernandez, jornalista e editor-chefe do Relatório Reservado.

O futebol brasileiro precisa, de fato, pensar fora da caixa – tenha ela 32, 55 ou 75 polegadas. Em sua maioria reféns da TV – não raramente responsável por mais de 50% do faturamento – os grandes clubes do país ainda estão a léguas de distância de fazer dinheiro com o seu próprio conteúdo em outras plataformas. O YouTube é o melhor exemplo. Segundo medição da Socialblade, a números de 2019 o Flamengo faturou pouco mais de R$ 1,5 milhão com o seu canal oficial na rede de vídeos. O segundo colocado, o Palmeiras, não teria chegado à marca de R$ 800 mil em receitas com as visualizações dos vídeos produzidos e veiculados pelo próprio clube. A título de curiosidade, em linhas gerais, a “calculadora de dinheiro” do YouTube.

Rede social não é gasto, é investimento. No caso específico do YouTube, é imperativo que os clubes brasileiros aloquem um maior volume de recursos na geração de conteúdos próprios e na qualificação do produto. Propriedade e exclusividade. Este é o binômio que pode transformar a rede social em razoável geradora de receita para as agremiações. O filé – os direitos de transmissão de jogos – ainda é predominantemente das grandes redes de TV, ainda que plataformas de streaming estejam no encalço desse mercado. Mas, de treinos a entrevistas e programas exclusivos, o céu é o limite para a produção de conteúdo sem a interferência de terceiros.

Alguns dos clubes, como o Vasco, encontraram uma forma de transmitir seus jogos para os aficionados, mesmo sem poder exibir imagens da partida. Os torcedores têm se habituado a assistir à partida na televisão acompanhando simultaneamente narrações e comentários na Vasco TV. Só para não variar, este é mais um quesito em que o Velho Continente ganha de goleada daquele que um dia se convencionou chamar de “país do futebol”. De acordo com o site Livefootballtickets.com, o Liverpool é o clube mais bem pago no YouTube em todo o mundo. Em, os ingleses faturaram US$ 663 mil/mês em 2019. No ano, a receita total beirou os US$ 8 milhões, ou algo equivalente a R$ 34,4 milhões – 22 vezes o faturamento alcançado na mesma rubrica pelo clube de maior torcida do Brasil.

Vá lá que o desempenho do Liverpool, campeão da Champions League e do Mundial Interclubes, até possa ter causado um efeito dispersivo – se isso ocorreu, mérito dos ingleses. De toda a forma, essa é uma tendência do futebol europeu. Em dois anos, a receita média dos dez maiores clubes do Velho Continente com conteúdo próprio na plataforma mais do que duplicou. O vice- líder é o Barcelona, com quase US$ 5 milhões em ganhos em 2019. E não são apenas os clubes que faturam diretamente na plataforma. A FifaTV rende ao órgão máximo do futebol mundial mais de US$ 5,5 milhões com os vídeos postados no YouTube.

Se analisado sob o ângulo do potencial econômico do futebol local, os próprios clubes europeus ainda deverão fazer muito dinheiro no YouTube. A receita per capita é pequena: com seus mais de quatro milhões de inscritos, a Liverpool TV faturou, em média, apenas US$ 2 por torcedor cadastrado durante o ano de 2019. Ainda assim, é muito, se comparado aos indicadores brasileiros. Com seus 2,8 milhões de inscritos, a Fla TV no YouTube gerou, em média, R$ 0,53 de ganho por seguidor, ou 12 centavos de dólar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.07.19

TV Planalto

O staff de comunicação da Presidência da República prepara uma chacoalhada nas redes sociais do Palácio do Planalto. Uma das ideias é transformar o canal no YouTube em um hub para todos os ministérios, o que permitiria centralizar as informações das mais diversas áreas do governo. O canal do Palácio do Palácio no YouTube tem apenas 73 mil inscritos. Para efeito de comparação, a página do presidente Jair Bolsonaro soma de 2,5 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.07.17

Próxima atração

O Youtube, leia-se Google, prepara-se para produzir séries próprias no Brasil, a exemplo do que já ocorre em outros países.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A operação brasileira do YouTube não teria atingido as metas de receita estipuladas pelo Google, seu controlador. Ao mesmo tempo, está perdendo a disputa por parcerias com emissoras abertas. Até o momento, fechou apenas com a Record. Já seu maior rival, a Netflix, selou acordos com Band e SBT. É por essas e outras que Alvaro Paes e Barros, nº1 do YouTube no Brasil, corre o risco de perder o cargo em 2016. A empresa nega a saída do executivo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.