fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
02.03.21

Quem segura a inflação?

A alta dos preços dos alimentos tem sido crescente fator de apreensão para a equipe econômica. Segundo o RR apurou, o Ministério da Agricultura já compartilhou com a Pasta da Economia projeções de uma nova elevação de até 20% nos preços do arroz a partir deste mês – o valor da saca teve uma pequena queda em janeiro, depois de subir mais de 80% em 2020. O repique se deve não apenas à quebra da safra doméstica, em decorrência das secas, mas também às dificuldades de importação da commodity, por conta da alta demanda internacional. O Uruguai, por exemplo, um dos maiores fornecedores de arroz para o Brasil, fechou recentemente uma venda de 60 mil toneladas para o Iraque. O volume representa cerca de 10% da safra do país vizinho.

Outra má notícia para o bolso do brasileiro: o preço do milho deve disparar nos próximos meses. Hoje, a saca de 60kg está cotada em torno de R$ 60,00. Há estimativas de que o preço possa bater nos R$ 100,00. As projeções refletem a iminente redução na oferta do produto a partir do segundo semestre. Levantamentos preliminares mostram que a colheita de maio e de junho não será suficiente para atender ao mercado interno e às exportações. Em relatório enviado recentemente a seus clientes, diga-se de passagem, a XP Investimentos recomendou operações de spread em contratos futuros de milho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.02.21

Fintech 1

O RR tem a informação de que a XP Investimentos estaria em conversações para a compra de três fintechs, uma delas da área de crédito.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.12.20

Não toma partido

  • O ministro Paulo Guedes foi sondado por BTG e XP para que assuma um lado no contencioso sangrento entre as duas instituições. Já mandou avisar que não toma partido, mesmo com todo o carinho que nutre pela antiga casa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.10.20

De fora

O mercado continua matutando o que há por trás da decisão da XP de não participar da primeira fase do PIX.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.10.20

Caminho natural

A XP Investimentos tem tudo para se associar com um banco estrangeiro. O ministro Paulo Guedes adoraria.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.08.20

Manu militari

A contratação do ex-JP Morgan José Berenguer para presidir o Banco XP não era uma unanimidade entre os sócios da XP Investimentos. Gabriel Leal, head dos setores comercial e de Relacionamento da corretora, tinha a pretensão de assumir o posto. Mas, no fim, prevaleceu a palavra de Guilherme Benchimol. Como sempre.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.07.20

XP e BTG trocam tiros de alto calibre

Vai ficando mais quente o rali entre o BTG e a corretora XP. Ambos disputam raivosamente a exclusividade dos serviços da legião de agentes autônomos de investimentos, que agora se organizam como partnerships em escritórios. O BTG quer comprar participação nos escritórios e a XP quer dar participação aos escritórios no seu capital. As duas hipóteses tem problemas regulatórios.

Os juizados das causas serão o Banco Central e a CVM. Um dos pleitos é a facilitação para que os escritórios de AAI se tornem corretoras. Essas empresas de valores voltariam às pencas, conforme ocorreu nos anos 70 e 80. Mas, BTG e XP já se arranham há algum tempo. Antes as duas instituições se bicavam em um processo judicial, no qual o XP denuncia o BTG devido ao uso de insider information.

Procurado, o BTG não quis se pronunciar. Na área institucional, o BTG estuda fazer um frentão com outros grandes bancos para pressionar o BC a tirar a XP do seu privilegiado limbo regulatório e colocá-la a concorrer de igual para igual. Estuda também publicar anúncios compartilhados questionando as ditas vantagens comparativas da corretora. Falta combinar com as instituições financeiras do andar de cima. A XP está sozinha com todos os grandes bancos contra ela. É bom que os bancões corram antes que XP se transforme no predador no topo da cadeia financeira.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.04.20

XP Investimentos é o novo Diário Oficial

Aparentemente, tem muito nexo empresarial a XP Investimentos se transformar no canal de comunicação do governo federal. O público da instituição é aquele que quer ouvir as autoridades e apoiá-las, a despeito das insuficiências das respostas e do descaso dos palestrantes. Do ponto de vista das vantagens, é fácil concluir que a XP ganha status, acesso diferenciado às autoridades e marketing, ao realizar o meeting no quais ministros e assessores dão respostas vazias e enevoadas.

Não há inteligência, mas empatia entre torcedores de um mesmo time. O pessoal do governo se sente feliz. Está falando para sua claque. As críticas eventuais e contraditos são tão envergonhados que parecem uma concordância. Então, está tudo muito bom para XP? Mais ou menos. Em algum momento pode, sim, rolar uma puxada de tapete, uma Lava Jato da promiscuidade do público e do privado no setor financeiro.

Quem sabe uma compra de títulos escancaradamente reveladora de uma percepção paranormal, digamos assim? Provável? Pelo menos nesse governo, agradece-se os bons serviços de celebração do modelo econômico. A XP é superamiga. O fato é que a XP tornou-se uma empresa satélite do governo Bolsonaro.

Ela vive em uma espécie de elisão regulatória, servindo de canal de transmissão para os grandões de Brasília. Como perguntar não custa, por que todo o time da área econômica, principalmente, não propõe democraticamente, fazer um pool com Itaú, Bradesco e Santander para transmitir o show off das autoridades? Bastaria incluir a XP. Seja como for, a corretora já realizou o lucro. E junto com os parceiros do governo – no bem sentido – realiza um espetáculo intelectualmente tristonho e de pouco teor informativo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.03.20

Do infantilismo neoliberal para bravatas de guerra sem munição

Observatório

Por Francisco Ourique, economista e especialista em comércio exterior.

A economia brasileira e a mundial, cada país com suas particulares, vai girar sobre os setores onde a disfunção do combate ao coronavírus impacta em escalas não paralisantes e sobre a demanda gerada pela transferência financeira do Estado aos entes que formam o sistema econômico. Não há milagre ou mágica. É isso e isso. O resto são narrativas infantis e sofismas de toda ordem. Para fazer frente ao combate “da primeira onda” do novo coronavírus, utilizando o conceito usado pelo atual ministro da economia, Paulo Guedes, na sua aparição digital no sábado 28/03, em iniciativa da XP – o Brasil já tem uma cartilha de ações e programas que ainda dependem de implementação até que o dinheiro chegue ao bolso de cada um.

A fila é grande e os sistemas, fracos ou inexistentes. Com dois milhões de pedidos de aposentadoria na fila da Previdência, o sistema não avança; nem o simulador do meu.inss.gov, descontinuado em novembro do ano passado, está funcionando. O ministro nos informa que estamos furando a primeira onda. Como bom carioca, usa uma figuração apropriada, mas não nos informa o tamanho da dita cuja; o que, para um bom surfista, significa indicar qual será a profundidade necessária do mergulho para fugir do furor da pressão de uma massa d’água quebrando sobre a cabeça. Tudo bem, talvez o ministro seja daqueles que apreciam a onda da janela ou
do conforto da areia, mas na correnteza do coronavírus todos estamos na “aventura”.

Dito isso, poderíamos estar com uma base estatística bem mais efetiva, se os kits de teste, tão falados em prosa e verso, estivessem disponíveis. Uma ferramenta dessa importância, já com mais de três semanas de epidemia em evolução, certamente os aviões cargueiros da Aeronáutica já teriam ido e retornado da China com alguma munição. Enquanto o ministro gasta o seu tempo, e o nosso, desenvolvendo “expectativas positivas”, cujo poder de disseminação fica mais para o público ideológico do que para os combatentes da primeira ordem: o sistema de saúde. Enquanto Guedes fala, o vice-presidente da República e o atual presidente da Câmara dos Deputados estão dando um show de competência, serenidade e foco! Só que ambos não têm o que o Brasil mais precisa no momento: capacidade operacional!

Falar é fácil, mas, pelo volume de declarações de altos membros do governo e do seu entorno, o dia a dia da alta cúpula do governo federal deve estar girando com dois entraves vindos daqueles que acham que “expectativa positiva” funciona no atual cenário dos motores econômicos ainda em funcionamento. Claro que na esfera psicológica tem ainda alguma força geradora de esperança, e vindo do mandatário que ainda fala e age como se a onda em formação não fosse crescer e tudo não passa de propaganda enganosa. A saída dessa guerra gera ainda mais preocupação. Na aparição digital do ministro Paulo Guedes o tema foi tratado. Assim que isso passar voltaremos aos programas estruturantes e os investimentos virão, disse ele. Com todo o respeito, o desafio de colocar o sistema econômico em marcha, pela combinação de investimentos do setor privado do público minha esperança recai sobre o bom senso do Congresso Nacional e o consumo das famílias, não será tarefa trivial. E nem o infantilismo liberal da mão invisível preenchendo todas as oportunidades com investimentos de magnitude, ocorrerá dessa forma. Mesmo porque já não vinha ocorrendo, a despeito do ministro, em sua apresentação digital, ter gasto um bom tempo falando da sua versão sobre a espetacular retomada em curso no cenário anterior à pandemia.

É urgente a criação e nomeação no âmbito do governo federal de uma assessoria especial para operacionalizar cada medida, cada demanda, cada necessidade imposta pelo momento. Chegou a hora da saída dos arquitetos e a entrada dos engenheiros. Por outro lado, assim como foi criado o Conselho Fiscal da República, o desafio econômico e social à frente do Brasil em 2021 e 2022, no mínimo, demanda a imediata criação do “Conselho de Recuperação Econômica da República”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.03.20

O que está acontecendo com a XP Investimentos?

A XP Investimentos enfrenta seu inferno astral. Como se não bastasse a acusação de fraude contábil levantada pelo escritório de advocacia norte-americano Block & Leviton, na última sexta-feira o sistema da corretora voltou a apresentar sérios problemas, chegando a sair do ar por alguns minutos. Por volta das 11h, enquanto o Ibovespa caía mais de 3%, clientes da XP não conseguiram acessar suas contas online e foram obrigados a telefonar à instituição financeira para dar ordens de viva-voz a operadores. Na era das fintechs, século XX em estado puro. Procurada pelo RR, a XP não se pronunciou. Na semana do Carnaval, quando falhas no sistema da corretora vieram a público, a XP teria comunicado a seus clientes que os problemas seriam sanados até a segunda-feira seguinte, dia 2. O que não ocorreu. Pelo jeito as seguida falhas têm deixado a própria turma da XP meio zureta. Na última quinta-feira, a instituição enviou a sua clientela um comunicado sobre um erro no processamento de operações em bolsa. Pouco depois, a corretora informou que o aviso foi disparado por engano. Vai ver foi uma espécie de alerta a futuro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.