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07.04.20

XP Investimentos é o novo Diário Oficial

Aparentemente, tem muito nexo empresarial a XP Investimentos se transformar no canal de comunicação do governo federal. O público da instituição é aquele que quer ouvir as autoridades e apoiá-las, a despeito das insuficiências das respostas e do descaso dos palestrantes. Do ponto de vista das vantagens, é fácil concluir que a XP ganha status, acesso diferenciado às autoridades e marketing, ao realizar o meeting no quais ministros e assessores dão respostas vazias e enevoadas.

Não há inteligência, mas empatia entre torcedores de um mesmo time. O pessoal do governo se sente feliz. Está falando para sua claque. As críticas eventuais e contraditos são tão envergonhados que parecem uma concordância. Então, está tudo muito bom para XP? Mais ou menos. Em algum momento pode, sim, rolar uma puxada de tapete, uma Lava Jato da promiscuidade do público e do privado no setor financeiro.

Quem sabe uma compra de títulos escancaradamente reveladora de uma percepção paranormal, digamos assim? Provável? Pelo menos nesse governo, agradece-se os bons serviços de celebração do modelo econômico. A XP é superamiga. O fato é que a XP tornou-se uma empresa satélite do governo Bolsonaro.

Ela vive em uma espécie de elisão regulatória, servindo de canal de transmissão para os grandões de Brasília. Como perguntar não custa, por que todo o time da área econômica, principalmente, não propõe democraticamente, fazer um pool com Itaú, Bradesco e Santander para transmitir o show off das autoridades? Bastaria incluir a XP. Seja como for, a corretora já realizou o lucro. E junto com os parceiros do governo – no bem sentido – realiza um espetáculo intelectualmente tristonho e de pouco teor informativo.

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31.03.20

Do infantilismo neoliberal para bravatas de guerra sem munição

Observatório

Por Francisco Ourique, economista e especialista em comércio exterior.

A economia brasileira e a mundial, cada país com suas particulares, vai girar sobre os setores onde a disfunção do combate ao coronavírus impacta em escalas não paralisantes e sobre a demanda gerada pela transferência financeira do Estado aos entes que formam o sistema econômico. Não há milagre ou mágica. É isso e isso. O resto são narrativas infantis e sofismas de toda ordem. Para fazer frente ao combate “da primeira onda” do novo coronavírus, utilizando o conceito usado pelo atual ministro da economia, Paulo Guedes, na sua aparição digital no sábado 28/03, em iniciativa da XP – o Brasil já tem uma cartilha de ações e programas que ainda dependem de implementação até que o dinheiro chegue ao bolso de cada um.

A fila é grande e os sistemas, fracos ou inexistentes. Com dois milhões de pedidos de aposentadoria na fila da Previdência, o sistema não avança; nem o simulador do meu.inss.gov, descontinuado em novembro do ano passado, está funcionando. O ministro nos informa que estamos furando a primeira onda. Como bom carioca, usa uma figuração apropriada, mas não nos informa o tamanho da dita cuja; o que, para um bom surfista, significa indicar qual será a profundidade necessária do mergulho para fugir do furor da pressão de uma massa d’água quebrando sobre a cabeça. Tudo bem, talvez o ministro seja daqueles que apreciam a onda da janela ou
do conforto da areia, mas na correnteza do coronavírus todos estamos na “aventura”.

Dito isso, poderíamos estar com uma base estatística bem mais efetiva, se os kits de teste, tão falados em prosa e verso, estivessem disponíveis. Uma ferramenta dessa importância, já com mais de três semanas de epidemia em evolução, certamente os aviões cargueiros da Aeronáutica já teriam ido e retornado da China com alguma munição. Enquanto o ministro gasta o seu tempo, e o nosso, desenvolvendo “expectativas positivas”, cujo poder de disseminação fica mais para o público ideológico do que para os combatentes da primeira ordem: o sistema de saúde. Enquanto Guedes fala, o vice-presidente da República e o atual presidente da Câmara dos Deputados estão dando um show de competência, serenidade e foco! Só que ambos não têm o que o Brasil mais precisa no momento: capacidade operacional!

Falar é fácil, mas, pelo volume de declarações de altos membros do governo e do seu entorno, o dia a dia da alta cúpula do governo federal deve estar girando com dois entraves vindos daqueles que acham que “expectativa positiva” funciona no atual cenário dos motores econômicos ainda em funcionamento. Claro que na esfera psicológica tem ainda alguma força geradora de esperança, e vindo do mandatário que ainda fala e age como se a onda em formação não fosse crescer e tudo não passa de propaganda enganosa. A saída dessa guerra gera ainda mais preocupação. Na aparição digital do ministro Paulo Guedes o tema foi tratado. Assim que isso passar voltaremos aos programas estruturantes e os investimentos virão, disse ele. Com todo o respeito, o desafio de colocar o sistema econômico em marcha, pela combinação de investimentos do setor privado do público minha esperança recai sobre o bom senso do Congresso Nacional e o consumo das famílias, não será tarefa trivial. E nem o infantilismo liberal da mão invisível preenchendo todas as oportunidades com investimentos de magnitude, ocorrerá dessa forma. Mesmo porque já não vinha ocorrendo, a despeito do ministro, em sua apresentação digital, ter gasto um bom tempo falando da sua versão sobre a espetacular retomada em curso no cenário anterior à pandemia.

É urgente a criação e nomeação no âmbito do governo federal de uma assessoria especial para operacionalizar cada medida, cada demanda, cada necessidade imposta pelo momento. Chegou a hora da saída dos arquitetos e a entrada dos engenheiros. Por outro lado, assim como foi criado o Conselho Fiscal da República, o desafio econômico e social à frente do Brasil em 2021 e 2022, no mínimo, demanda a imediata criação do “Conselho de Recuperação Econômica da República”.

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09.03.20

O que está acontecendo com a XP Investimentos?

A XP Investimentos enfrenta seu inferno astral. Como se não bastasse a acusação de fraude contábil levantada pelo escritório de advocacia norte-americano Block & Leviton, na última sexta-feira o sistema da corretora voltou a apresentar sérios problemas, chegando a sair do ar por alguns minutos. Por volta das 11h, enquanto o Ibovespa caía mais de 3%, clientes da XP não conseguiram acessar suas contas online e foram obrigados a telefonar à instituição financeira para dar ordens de viva-voz a operadores. Na era das fintechs, século XX em estado puro. Procurada pelo RR, a XP não se pronunciou. Na semana do Carnaval, quando falhas no sistema da corretora vieram a público, a XP teria comunicado a seus clientes que os problemas seriam sanados até a segunda-feira seguinte, dia 2. O que não ocorreu. Pelo jeito as seguida falhas têm deixado a própria turma da XP meio zureta. Na última quinta-feira, a instituição enviou a sua clientela um comunicado sobre um erro no processamento de operações em bolsa. Pouco depois, a corretora informou que o aviso foi disparado por engano. Vai ver foi uma espécie de alerta a futuro.

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04.03.20

A guerra fria entre BTG e XP

A cúpula da XP cogitou subir o tom e reagir duramente à provocação feita, na semana passada, pelo BTG, que não perdoou as interrupções no sistema da concorrente e disparou no Twitter: “Por aqui, até o momento, nenhuma ocorrência de instabilidade na nossa plataforma.” “Por aqui, nenhuma ocorrência de sócio preso”, teria sido o tiro de canhão sugerido a Guilherme Benchimol, fundador da gestora, no calor dos acontecimentos. Depois, o sangue esfriou e os acionistas da XP, ao que tudo indica, engoliram o episódio a seco. Melhor não comprar certos riscos…

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11.02.20

Enrosco bancário

O BTG acha que pode fazer um rolo com a XP, envolvendo o Itaú, que já tem 49,9% da corretora. O banco dos Setúbal está impedido de elevar sua participação. O BTG acredita que pode transformar a XP em um negócio muito maior. Vira daqui, entra ali, capitaliza acolá. Procurado, o BTG nega qualquer negociação. Está feito o registro. Itaú e XP não se pronunciaram.

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06.02.20

BB Americas na mira da XP

A XP Investimentos avalia a compra do BB Americas, filial do Banco do Brasil em Miami. As tratativas são conduzidas pelo Citi, adviser do banco estatal – segundo o RR apurou, os norte-americanos mantém ainda conversações com outros dois candidatos ao negócio. O BB Americas tem cerca de US$ 600 milhões em ativos e uma rentabilidade baixinha. É quase um farelo para quem tem do lado a operação do Itaú em Miami, com seus mais de US$ 12 bilhões em ativos. Tem mesmo? De qualquer forma, a XP parece ter aberto sua temporada de aquisições – nesta semana anunciou a compra de um terço da gestora Augme, especializada em fundos de crédito de alto risco.

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29.01.20

Assim é se lhe parece…

O que o mercado não faz? A XP, até outro dia era um puxadinho, ultrapassou a casa dos R$ 100 bilhões de valor em Bolsa. Para efeito de comparação, o Banco do Brasil vale cerca de R$ 140 bilhões. Pelo andar da carruagem, talvez seja o caso de Paulo Guedes convocar a XP para participar de futuras privatizações no sistema financeiro.

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19.12.19

O que a XP faz pelo Brasil?

O Banco Central, independente ou não, deveria seguir os modelos internacionais de referência que monitoram os preços e o emprego. O exemplo destacado é o Federal Reserve, dos Estados Unidos. No Brasil, o BC não se preocupa nem com o emprego do país nem com o emprego do próprio setor financeiro. Com essa omissão, vai estimulando o surgimento de uma matilha do que poderia se chamar de “big smart banks”, ou numa tradução quase literal, os bancos espertalhões. O campeão desse grupo do valuation da esperteza é a XP Investimentos, geradora de dinheiro a rodo e roedora de emprego a granel.

Não há nada demais que a instituição fature uma grana. Mas a assimetria que a XP e seus congêneres trazem para o setor bancário dá a entender que o BC é mais dependente do que parece. A autoridade monetária não leva em consideração que os bancões gastam centena de bilhão com agências, segurança, funcionários e toda uma cadeia de fornecedores de A a Z. A XP não gasta nem com A nem com Z, tem 1,2 mil funcionários e opera em um prédio.

O futuro potencializado trazido pela instituição é o fim do valor adicionado na economia. A XP custa caro para o sistema financeiro porque seu gasto é baixo demais. Já os bancos arcam com uma carga tributária de 45%, pagando mais de R$ 70 bilhões em impostos por ano. Isso para não falar de gastos aparentemente residuais que somam uma pequena fortuna. Um exemplo: uma agência alvo de explosão por criminosos custa R$ 600 mil para ser reconstruída – são mais de dois mil caixas eletrônicos dinamitados por ano. Os “new banks” operam com reduzido nível de exigência e raquítica estrutura de compliance vis à vis os grandes bancos.

A XP e seus pares se escoram no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), constituído e alimentado pelos bancões. Ou seja: se uma delas pegar um resfriado ou tiver um enfisema pulmonar, caberá ao FGC, portanto, aos grandes bancos, impedir que os clientes sejam lesados. Não custa lembrar que foi a banca puro-sangue que evitou uma crise sistêmica sem precedentes no rastro da crise dos subprimes, em 2008, e da consequente quebra de instituições financeiras – como Cruzeiro do Sul, PanAmericano etc etc. Não é por acaso que a XP começou sua sinuosa trajetória vendendo papéis ao valor máximo de R$ 250 mil, justamente o teto assegurado pelo FGC aos investidores em caso de liquidação da instituição financeira. A XP diz que seu grande mérito é promover a educação financeira. Mas como isso sai caro…

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19/12/19 9:23h

MufasaZeroSeven

disse:

Pobres bancos tradicionais. Um país que não cuida bem de seus maiores bancos está fadado ao fracasso.

26.11.19

Fora da estrada

A XP Investimentos, uma das maiores credoras da Rodovias do Tietê, trabalha para ejetar do negócio os dois controladores da empresa: AB Concessões e Linea International. Segundo o RR apurou, a gestora conversa com dois grandes grupos internacionais interessados na operação. Não custa lembrar que, na semana passada, a XP decidiu marcar a zero mais de R$ 1 bilhão em debêntures da Tietê em sua carteira. Muitos enxergaram a baixa contábil como um ato cênico para forçar a saída dos controladores.

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25.10.19

Pescaria da XP

A XP Investimentos está em negociações simultâneas para a compra de três startups nascidas e crescidas no Vale do Silício. Duas delas
serão trazidas para o Brasil, a exemplo da fintech de inteligência artificial Olivia, adquirida no início deste ano.

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