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09.03.20

O que está acontecendo com a XP Investimentos?

A XP Investimentos enfrenta seu inferno astral. Como se não bastasse a acusação de fraude contábil levantada pelo escritório de advocacia norte-americano Block & Leviton, na última sexta-feira o sistema da corretora voltou a apresentar sérios problemas, chegando a sair do ar por alguns minutos. Por volta das 11h, enquanto o Ibovespa caía mais de 3%, clientes da XP não conseguiram acessar suas contas online e foram obrigados a telefonar à instituição financeira para dar ordens de viva-voz a operadores. Na era das fintechs, século XX em estado puro. Procurada pelo RR, a XP não se pronunciou. Na semana do Carnaval, quando falhas no sistema da corretora vieram a público, a XP teria comunicado a seus clientes que os problemas seriam sanados até a segunda-feira seguinte, dia 2. O que não ocorreu. Pelo jeito as seguida falhas têm deixado a própria turma da XP meio zureta. Na última quinta-feira, a instituição enviou a sua clientela um comunicado sobre um erro no processamento de operações em bolsa. Pouco depois, a corretora informou que o aviso foi disparado por engano. Vai ver foi uma espécie de alerta a futuro.

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04.03.20

A guerra fria entre BTG e XP

A cúpula da XP cogitou subir o tom e reagir duramente à provocação feita, na semana passada, pelo BTG, que não perdoou as interrupções no sistema da concorrente e disparou no Twitter: “Por aqui, até o momento, nenhuma ocorrência de instabilidade na nossa plataforma.” “Por aqui, nenhuma ocorrência de sócio preso”, teria sido o tiro de canhão sugerido a Guilherme Benchimol, fundador da gestora, no calor dos acontecimentos. Depois, o sangue esfriou e os acionistas da XP, ao que tudo indica, engoliram o episódio a seco. Melhor não comprar certos riscos…

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11.02.20

Enrosco bancário

O BTG acha que pode fazer um rolo com a XP, envolvendo o Itaú, que já tem 49,9% da corretora. O banco dos Setúbal está impedido de elevar sua participação. O BTG acredita que pode transformar a XP em um negócio muito maior. Vira daqui, entra ali, capitaliza acolá. Procurado, o BTG nega qualquer negociação. Está feito o registro. Itaú e XP não se pronunciaram.

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06.02.20

BB Americas na mira da XP

A XP Investimentos avalia a compra do BB Americas, filial do Banco do Brasil em Miami. As tratativas são conduzidas pelo Citi, adviser do banco estatal – segundo o RR apurou, os norte-americanos mantém ainda conversações com outros dois candidatos ao negócio. O BB Americas tem cerca de US$ 600 milhões em ativos e uma rentabilidade baixinha. É quase um farelo para quem tem do lado a operação do Itaú em Miami, com seus mais de US$ 12 bilhões em ativos. Tem mesmo? De qualquer forma, a XP parece ter aberto sua temporada de aquisições – nesta semana anunciou a compra de um terço da gestora Augme, especializada em fundos de crédito de alto risco.

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29.01.20

Assim é se lhe parece…

O que o mercado não faz? A XP, até outro dia era um puxadinho, ultrapassou a casa dos R$ 100 bilhões de valor em Bolsa. Para efeito de comparação, o Banco do Brasil vale cerca de R$ 140 bilhões. Pelo andar da carruagem, talvez seja o caso de Paulo Guedes convocar a XP para participar de futuras privatizações no sistema financeiro.

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19.12.19

O que a XP faz pelo Brasil?

O Banco Central, independente ou não, deveria seguir os modelos internacionais de referência que monitoram os preços e o emprego. O exemplo destacado é o Federal Reserve, dos Estados Unidos. No Brasil, o BC não se preocupa nem com o emprego do país nem com o emprego do próprio setor financeiro. Com essa omissão, vai estimulando o surgimento de uma matilha do que poderia se chamar de “big smart banks”, ou numa tradução quase literal, os bancos espertalhões. O campeão desse grupo do valuation da esperteza é a XP Investimentos, geradora de dinheiro a rodo e roedora de emprego a granel.

Não há nada demais que a instituição fature uma grana. Mas a assimetria que a XP e seus congêneres trazem para o setor bancário dá a entender que o BC é mais dependente do que parece. A autoridade monetária não leva em consideração que os bancões gastam centena de bilhão com agências, segurança, funcionários e toda uma cadeia de fornecedores de A a Z. A XP não gasta nem com A nem com Z, tem 1,2 mil funcionários e opera em um prédio.

O futuro potencializado trazido pela instituição é o fim do valor adicionado na economia. A XP custa caro para o sistema financeiro porque seu gasto é baixo demais. Já os bancos arcam com uma carga tributária de 45%, pagando mais de R$ 70 bilhões em impostos por ano. Isso para não falar de gastos aparentemente residuais que somam uma pequena fortuna. Um exemplo: uma agência alvo de explosão por criminosos custa R$ 600 mil para ser reconstruída – são mais de dois mil caixas eletrônicos dinamitados por ano. Os “new banks” operam com reduzido nível de exigência e raquítica estrutura de compliance vis à vis os grandes bancos.

A XP e seus pares se escoram no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), constituído e alimentado pelos bancões. Ou seja: se uma delas pegar um resfriado ou tiver um enfisema pulmonar, caberá ao FGC, portanto, aos grandes bancos, impedir que os clientes sejam lesados. Não custa lembrar que foi a banca puro-sangue que evitou uma crise sistêmica sem precedentes no rastro da crise dos subprimes, em 2008, e da consequente quebra de instituições financeiras – como Cruzeiro do Sul, PanAmericano etc etc. Não é por acaso que a XP começou sua sinuosa trajetória vendendo papéis ao valor máximo de R$ 250 mil, justamente o teto assegurado pelo FGC aos investidores em caso de liquidação da instituição financeira. A XP diz que seu grande mérito é promover a educação financeira. Mas como isso sai caro…

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19/12/19 9:23h

MufasaZeroSeven

disse:

Pobres bancos tradicionais. Um país que não cuida bem de seus maiores bancos está fadado ao fracasso.

26.11.19

Fora da estrada

A XP Investimentos, uma das maiores credoras da Rodovias do Tietê, trabalha para ejetar do negócio os dois controladores da empresa: AB Concessões e Linea International. Segundo o RR apurou, a gestora conversa com dois grandes grupos internacionais interessados na operação. Não custa lembrar que, na semana passada, a XP decidiu marcar a zero mais de R$ 1 bilhão em debêntures da Tietê em sua carteira. Muitos enxergaram a baixa contábil como um ato cênico para forçar a saída dos controladores.

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25.10.19

Pescaria da XP

A XP Investimentos está em negociações simultâneas para a compra de três startups nascidas e crescidas no Vale do Silício. Duas delas
serão trazidas para o Brasil, a exemplo da fintech de inteligência artificial Olivia, adquirida no início deste ano.

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05.02.19

Amarras

Quando perguntado se não seria melhor seguir sem as amarras do Itaú, o presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, dá um sorriso de canto de boca, que parece dizer: “Eles que esperem.”

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14.08.18

A dupla face da XP Investimentos

Está prevista para a próxima quinta-feira, dia 16, a divulgação da pesquisa eleitoral Ipespe/XP Investimentos. Dependendo do resultado, produzirá maior ou menor arritmia nos mercados. É natural que a XP tenha acesso antecipado aos números. É curioso que ninguém se atenha ao fato de que a empresa é uma instituição financeira. É estranho que a possibilidade da XP usar as informações prévias para ganhos em causa própria (insider information) sequer seja considerada. Muito estranho!

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