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07.06.22

O que faltou a XP dizer sobre o fundo Headline

O RR recebeu no dia 23 de maio da XP Investimentos uma notificação extrajudicial com o objetivo mais de confundir e cercear a liberdade de informação do que esclarecer a matéria “Nem tudo é o que parece ser no fundo Headline”, veiculada na mesma data. A instituição financeira afirmou que a veracidade da participação de Romero Rodrigues na capitalização das empresas Olist e Gympass poderia “ser facilmente comprovada por meio de pesquisas em fontes abertas, conforme links indicados”. Não é verdade.

Não são poucas as informações referentes a Rodrigues contidas no prospecto de venda do fundo Headline XP Venture Capital 3 Feeder 1 Fundo de Investimentos em Participações que estão equivocadas ou incorretas. A peça diz que Romero Rodrigues tem “sete anos de experiência como gestor na Redpoint eventures”. Não procede. Segundo informações de uma fonte ligada à XP, Rodrigues não é gestor certificado pela Anbima. Em consulta realizada ontem, às 18h05, no site da entidade, o nome de Romero Rodrigues não aparecia entre os profissionais certificados.

O RR consultou a XP. A instituição informou que “Rodrigues é gestor somente de fundo de investimento em participações (FIP), e cumpre com toda a regulamentação aplicável.” Ainda segundo a XP, “De acordo com as regras da Anbima até a última atualização do novo Código de Administração de Recursos de Terceiros, gestores de FIP não precisavam ter certificação. Após a última atualização, a Anbima passou a exigir a certificação a partir de 2 de setembro de 2022, e a XP está cumprindo o prazo exigido.”

Ocorre que, ao citar a experiência de Rodrigues como gestor na Redpoint, o prospecto não faz menção específica a FIP. Quanto à XP “estar cumprindo o prazo exigido”, a questão não é essa: e, sim, as informações publicadas em nome de Rodrigues na peça de venda. Outra inconsistência: Rodrigues atuou na Redpoint a partir de 2016, conforme consta em seu próprio Linkedin. Não poderia, portanto, ter participado dos seed rounds da Olist e da Gympass, realizados em 2015. Ainda assim, os dois investimentos aparecem no currículo de Rodrigues no prospecto.

Há muito a ser explicado ainda sobre a colocação do Headline. Por exemplo: o prospecto erra o valuation da Olist, que não foi de US$ 1 bilhão, conforme publicado, mas, sim, de US$ 1,5 bilhão. Digamos que tenha sido um erro de revisão. O RR, ressalte-se, consultou a XP antes da publicação da matéria do dia 23, mas, na ocasião, a instituição não quis se manifestar. Ao receber a citada notificação, em um gesto de boa-fé, a newsletter retirou a reportagem do ar mediante a solicitação de uma conversa de esclarecimento com a corretora. O pedido não foi atendido.

O RR estranha, portanto, que a instituição afirme ter a matéria induzido os clientes a “duvidar da idoneidade do próprio investimento e, ainda, da capacidade do profissional encarregado”. O RR consultou a CVM sobre a existência de algum procedimento para investigar possíveis irregularidades na oferta do Headline. A newsletter também perguntou à autarquia se, eventualmente, há alguma denúncia contra Romero Rodrigues relativa às informações disponibilizadas no prospecto de venda do referido fundo.

A CVM informou que “não comenta casos específicos”. Mas ressaltou que “acompanha e analisa informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.” Afirmou ainda que “sem prejuízo do acima informado, sugerimos a leitura do art. 56 da Instrução CVM 400/2003, em especial, o §7o, assim como o art. 59, inciso V, da mesma Instrução.”. A CVM esclarece também que “pode, sempre que necessário e dentro de sua esfera de competência, tomar medidas cabíveis,que podem incluir a instauração de processo administrativo sancionador e posterior imposição de penalidade, nos termos do art. 11 da Lei no 6.385.”. O RR considera que os esclarecimentos relacionados ao fundo Headline são de interesse direto da XP, em grande parte maior vítima desse episódio.

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01.06.22

Quem lucra com um boato bem plantado?

O boato sobre a fusão entre a XP e o Nubank despertou o sinal vermelho no BC. Não pela operação, mas pela circulação agressiva do rumor – verdade seja dita, cabalmente refutado por Guilherme Benchimol, donatário da XP. Na prática,o zunzunzum já trouxe benefícios para seus protagonistas. Na última semana, uma leva de clientes de outros bancos migraram para a XP e o Nubank, frente à iminência de poder ser atendido por um “tiranossauro do mercado financeiro”. O BC e a CVM vão fazer o seu papel, com investigações e cruzamento de dados. Boatos do gênero só nascem de quem tem interesse ou credibilidade para fazer circular sua notícia. Não é tão difícil cercar os “Lourenços” e aproveitar para checar os sistemas de compliance das instituições financeiras mais visadas. Em tempo: o RR apurou que, na véspera dos “vazamentos”, um tradicional banco de investimentos recomendou a seus clientes a venda de ações do Nubank.

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10.05.22

Cesta de três

A XP Investimentos não avança somente nos gramados. O banco estaria em busca de um sócio internacional para o NBB, a liga brasileira de basquete.

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06.05.22

Varejo eletrônico

A gestora General Capital estaria em conversações para se associar a uma das maiores plataformas de e-commerce do Brasil. Entre outros investimentos no país, os norte-americanos têm uma participação na XP.

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27.04.22

BTG joga em todas as posições nos gramados brasileiros

Como se não bastasse a ferrenha disputa por agentes autônomos e pela aquisição de fintechs, XP e BTG estão duelando também pela consolidação da indústria do futebol. O mais novo movimento vem do banco de André Esteves. Segundo o RR apurou, o BTG teria planos de se unir a outros investidores no negócio de reformas e gestão de arenas esportivas. O campo é largo: vai dos estádios públicos – Maracanã, Fonte Nova, Mineirão, Arena Pantanal, entre outros – aos particulares.

Neste segundo caso, ressalte-se, a operação poderá se dar tanto em tabelinha com as novas SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) quanto os “velhos” clubes associativos. Consultado, o BTG não se pronunciou. O desenho tático do BTG passa pela verticalização de seus negócios no futebol. De acordo com a mesma fonte, o banco estuda entrar também no licenciamento de marcas, um segmento que ainda engatinha no Brasil vis-à-vis a indústria global do esporte. Um dos alvos é o e-s- ports; outro é o lançamento de NFTs (non-fungible tokens).

O mercado dos chamados fan tokens é um dos mais promissores no futebol brasileiro. Parte desses negócios deverá ser conduzida sob o guarda-chuva da Win, empresa criada pelo BTG no ano passado em sociedade com Claudio Pracownik, ex-sócio do próprio banco e ex-CFO do Flamengo. Esse amplo arco de negócios não deixa de ser um contra-ataque do BTG à ofensiva do XP em áreas específicas do business futebol. A instituição assessorou Cruzeiro e Botafogo na constituição e venda de suas respectivas SAFs. Ao mesmo tempo, a XP está buscando investidores para bancar a criação de uma liga de futebol no Brasil.

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A diretoria do Cruzeiro ameaça romper o contrato com a XP, adviser da venda do futebol do clube para Ronaldo Fenômeno. Para os cartolas, a instituição financeira parece que trabalha para o ex-jogador e não para o clube. De acordo com a mesma fonte, a XP estaria assinando embaixo de todas as exigências de Ronaldo para seguir com a compra da SAF do Cruzeiro.

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25.02.22

Dupla de ataque

A XP Investimentos abriu conversações com os investidores norte-americanos Ziggy e Mark Wilff. Em pauta, a possível compra de clubes brasileiros. No ano passado, os irmãos Wilff, que fizeram fortuna na área de real estate, adquiriram o Orlando City do empresário brasileiro Flavio Augusto da Silva.

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21.02.22

O day after do IPO do BV

Com anos-luz de atraso, o BV (antigo Banco Votorantim) pretende correr atrás da XP e do BTG. O banco dos Ermírio de Moraes tem planos de se tornar um consolidador de escritórios e plataformas de agentes autônomos. Uma parte dos investimentos necessários para a empreitada viria do seu IPO. Aliás, não custa lembrar que o RR antecipou, na edição de 9 de fevereiro, a abertura de capital do BV e as negociações para o fim da sociedade com o Banco do Brasil – informação publicada pelo jornal O Globo na última sexta-feira.

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18.02.22

Pelas beiradas

A XP Investimentos vai colocar mais uma grana na holding Monteiro Aranha. A inclassificável instituição financeira (É banco? É fintech?) já aportou uma pequena soma no centenário grupo da família Monteiro de Carvalho.

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09.02.22

Posição dupla

Além do figurino de adviser, a XP estuda se unir a outros players para a compra de participações em SAFs (Sociedades Anônimas de Futebol). Há conversas neste sentido com investidores norte-americanos.

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