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07.01.20

Paranoia paterna?

Jair Bolsonaro identificou mais um inimigo no governo Witzel. Está convicto de que o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Vinicius de Almeida Braga, trabalha, a mando do governador, para “perseguir” Flavio Bolsonaro.

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Com a perda de tração do noticiário do Congresso e de fatos novos na economia no final de ano, haverá, nos próximos dias, início de balanço do primeiro ano do governo Bolsonaro. Nesse âmbito, estarão em foco:

1) Novo embate gerado por investigações – e pesadas acusações – contra o senador Flávio Bolsonaro. Linha adotada tanto pelo senador quanto pelo próprio presidente indicam que caminho adotado, a exemplo do que ocorreu em episódios anteriores, menos graves, será o confronto. Pode-se antecipar, nos próximos dias, novas críticas à Justiça, à Imprensa e ao governador Wilson Witzel

2) Paralelamente, tudo indica que se aprofundará o desgaste e a dissociação entre Flávio e o governo Bolsonaro, na visão de apoiadores. É o que já se percebe em redes sociais, sempre um importante termômetro para o atual governo. Explicação de PM afirmando não se lembrar de quando recebeu de volta R$ 16 mil reais de conta que pagou para o senador terá reflexos negativos, amanhã.

Indícios são de que Flávio não terá a mesma resiliência de imagem que o pai e enfrentará dificuldades para reagir, nos próximos dias. E não se pode descartar o aprofundamento de associação do senador com grupos ligados a milícias.

3) A pesquisa Ibope indicando separação crescente da curva de aprovação (29%) e desaprovação (38%) do governo vai alimentar ilações, amanhã. Retomarão fôlego as especulações sobre possíveis adversários no campo da direita ou centro-direita. Nesse sentido, o ministro Moro estará em foco – tanto como potencial concorrente quanto no que se refere à relação pessoal com o presidente. Mas haverá, também, avaliação de que força de Bolsonaro junto a um eleitorado fiel e muito mobilizado se mantém.

4) Assim como o ministro Moro, estará em alta o ministro Paulo Guedes, que tende a ser apontado como o grande fiador do apoio empresarial ao governo. Preço da carne, responsável pela rápida aceleração da inflação no final de ano, terá espaço amanhã, mas tendência predominante será de avaliações otimistas sobre a recuperação econômica.

Nesse sentido, é provável que proliferem, no final de semana, análises e antecipações sobre agenda da equipe econômica para 2020, que irão desde maior velocidade em privatizações a autonomia do Banco Central, passando por debate sobre novas reformas. Particularmente a tributária. Nesse campo, o Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trará para si a valorização de projeto conjunto que começa a tomar forma, em parceria com a Câmara e o governo.

Mas novo imposto aventado pelo ministro Guedes, sobre transações digitais, deve ser abortado antes mesmo de qualquer apresentação formal, já nos próximos dias, dado a resistência do Congresso.

A taxação do aço

Haverá destaque – e questionamentos – amanhã para anúncio do presidente Bolsonaro, no final da tarde de hoje, de que os Estados Unidos não taxarão o aço e o alumínio brasileiros. Se houver confirmação do governo norte-americano, repercussão será positiva. Mas momento de pressão na mídia, em função de acusações a Flávio Bolsonaro e da própria reação agressiva do presidente, torna mais difícil que capitalize vitórias comerciais e econômicas.

A reeleição no Senado e na Câmara

Tende a aumentar a atenção, no final de semana, para movimentações do presidente do Senado – e, mais discretamente, do da Câmara – por emenda que permita a reeleição para o comando das Casas na mesma legislatura. Vale atenção para o grau de resistência que a proposta levantará na opinião pública e na mídia.

Meio ambiente: queimadas e vazamentos

Na área ambiental, devem estar em foco amanhã o indiciamento de brigadistas em Alter do Chão, vista negativamente pela mídia, por aparente falta de provas, e o forte aumento nos vazamentos de óleo em 2019 – volume foi superior ao acumulado dos últimos sete anos.

Pagamento do Bolsa Família

É improvável que governo não pague parcelas do Bolsa Família de dezembro, contudo, buraco de cerca de R$ 1 bilhão no orçamento do programa vai gerar cobranças, amanhã.

Finalmente, o Brexit

Aprovação da Lei de Acordo de Saída da União Europeia no Parlamento Britânico, que basicamente garante o Brexit, levará a mapeamento de consequências do processo, amanhã. Iniciativa se arrasta há tanto tempo que já foi precificada pelo mercado, mas ainda pode gerar alguma turbulência em mercados, na segunda-feira.

Estados Unidos e Argentina

No que se refere a indicadores internacionais, saem na próxima segunda feira: 1) O Núcleo de Pedidos de Bens Duráveis dos EUA em novembro, para o qual se projeta crescimento menor que o registrado em outubro (entre 0,1 e 0,2% contra 0,6%); 2) A Venda de Casas Novas dos EUA em novembro, com estimativas de nova queda significativa (–0,5% após –0,7% em outubro); 3) A Atividade Econômica da Argentina em outubro. Previsões indicam piora em cenário já negativo (retração de 3%, que se sobrepõe a recuo de 2,1% em setembro).

 

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16.12.19

Futura candidata?

A juíza Heloiza Lima da Silva é o nome mais cotado para assumir a 1ª Vara da Infância do Rio, em substituição a Pedro Henrique Alves. A sucessão, que passaria razoavelmente despercebida no quebra-cabeças do Judiciário, ganha relevância por um fato: o governador Wilson Witzel já “lançou” a candidatura da juíza à Prefeitura do Rio em 2020.

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12.12.19

Águas passadas

O presidente da Cedae, Helio Cabral, está bem cotado no Palácio Guanabara para subir um degrau e assumir uma cadeira no secretariado do governador Wilson Witzel. Seu cartaz subiu com a reestruturação da companhia de saneamento. Ao que parece, as águas do Rio Guandu já levaram para longe as suspeitas de que Cabral, quando diretor financeiro, teria beneficiado empresas de segurança contratadas pela estatal sem licitação.

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11.12.19

Renúncia fiscal zero

Incentivo fiscal, nem pensar. Esse é o recado que o governador Wilson Witzel já fez chegar ao quarteto de empresas que encabeça a criação de um cluster da indústria naval no Rio – Emgepron, Amazul, Nuclep e Condor.

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10.12.19

Wilson Witzel 2022

O governador Wilson Witzel pretende acompanhar o Flamengo no Mundial de Clubes no Qatar. É garantia de aparição ao vivo em rede nacional.

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06.12.19

A corrida maluca de Witzel

Sabe-se lá o porquê da obsessão de Wilson Witzel com a instalação de um novo autódromo no Rio, mas o fato é que o governo do Rio negocia a vinda para a cidade da Fórmula-E. Significa dizer que um investimento de quase R$ 1 bilhão, gasto previsto para a construção da pista, estaria pendurado na realização de uma única prova anual da categoria. Não há registro de cidade que tenha construído um autódromo do zero para sediar a Fórmula-E, uma espécie de terceira divisão do automobilismo internacional.

Uma hipótese mais nobre seria a realização de uma etapa anual do campeonato de Moto GP. O RR teve a informação de que os primeiros contatos já foram entabulados. Mas, para isso, Witzel terá de encontrar um investidor disposto a pagar cerca de 50 milhões de euros na partida. É quanto a Dorna, organizadora do Mundial de Motovelocidade, cobra por contratos fixos, nunca inferiores a cinco anos. Procurado, o governo do Rio não se manifestou sobre as negociações. Disse apenas que “tem atuado no intuito de fomentar a realização de grandes eventos esportivos”.

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06.12.19

O Rio de Janeiro continua derretendo

Ao que tudo leva a crer, o Rio perdeu de vez mais um importante evento da área cultural. Pelo segundo ano seguido, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro será realizado em São Paulo. A data da 19ª edição já está escolhida: 3 de junho de 2020. Trata-se de uma derrota do próprio governo Witzel. João Doria envolveu-se diretamente nas tratativas, oferecendo a Sala São Paulo para a Academia Brasileira de Cinema, organizadora da premiação. A edição deste ano ocorreu no Teatro Municipal.

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02.12.19

Head hunter

Jair Bolsonaro abriu as portas do Aliança pelo Brasil para o governador do Amazonas, Wilson Lima. Além de engrossar as fileiras do novo partido, a cooptação teria um gostinho pessoal: tirar um governador do PSC, do agora desafeto Wilson Witzel.

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02.12.19

Faroeste caboclo

Observatório

Por Kelly Nascimento, jornalista.

O desempenho na área de segurança será uma das variáveis-chave nas eleições presidenciais de 2022. Esse é o pano de fundo do recrudescimento precoce das desavenças entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Para o segmento de eleitores que ambos disputam – a direita conservadora –, bandido bom é bandido morto. Nesse duelo, Witzel saiu na frente. Sob sua gestão, o Instituto de Segurança Pública do Rio alcançou um recorde.

Segundo dados divulgados no fim de novembro, 2019 foi o ano em que a polícia fluminense mais matou, desde o início da série histórica em 1998. Até outubro, a tropa de Witzel matou 1.546 pessoas. Mesmo sem contabilizar os últimos dois meses do ano, o uso da força letal chega a um novo paradigma no estado do Rio. Pode-se discordar do ex-juiz, mas não se pode acusar de não cumprir o que prometeu. Ele foi eleito defendendo que “a polícia mirasse na cabecinha e… fogo!”.  Com a recente prisão do traficante 3N, o ex-juiz, que aspira ser presidente, fecha em grande estilo seu primeiro ano de governo.

Está entregando o combinado. Por sua vez, Bolsonaro não se fez de rogado e revidou. Sacou do coldre a proposta de excludente de ilicitude, que estabelece situações em que militares e agentes de segurança podem ser isentados de punição ao cometer algo considerado proibido por lei. Os críticos chamam a medida de “licença para matar”. Para o presidente, é apenas a garantia da lei e da ordem. Enquanto o Pacote de Anticrime do ministro Sergio Moro descansa na geladeira do Congresso Nacional, o Planalto tenta abalar a maior facção criminal brasileira com as ferramentas que tem.

No final de novembro, Moro deflagrou uma força-tarefa para cumprir mandados de prisão contra 110 pessoas suspeitas de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o propósito da operação não foi apreender armas e drogas, mas isolar os novos líderes do cartel. O combate à criminalidade não protagoniza o debate pré-eleitoral só por essas bandas. Nos Estados Unidos, Donald Trump agora trabalha para que cartéis de droga sejam enquadrados como organizações terroristas. A mudança atingiria em cheio as facções mexicanas, que estariam suscetíveis a penas ainda mais duras. Não é segredo que Bolsonaro sonha ser o Trump tupiniquim. É possível que engatilhe uma proposta nessa linha, inspirada no ídolo norte-americano. Seria sua bala de prata em 2022.

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