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30.08.19

Conexões?

Além do Atacadão, a Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público têm fortes indícios de que outras redes varejistas pagaram propina a fiscais para comprar alvarás de funcionamento de lojas. Corta a cena: não custa lembrar que, em junho, a matriz do Walmart firmou acordo com o departamento de Justiça dos Estados Unidos. Aceitou pagar uma multa de US$ 282 milhões para encerrar investigações de corrupção em quatro países, entre os quais o Brasil, sem tornar pública a natureza do delito.

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26.07.19

Advent faz exumação do legado Walmart

O Advent, controlador do Walmart Brasil, determinou a realização de uma auditoria interna na rede varejista. A perquirição tem endereço certo: vasculhar eventuais pagamentos indevidos a autoridades e parceiros comerciais da época em que a empresa era controlada pela matriz do Walmart. O sinal de alerta veio com o recente acordo celebrado entre o grupo norte-americano e a Justiça local para o pagamento de uma multa de US$ 287 milhões. Com o pedágio, o Walmart encerrou investigações sobre a suposta distribuição de propina pelas subsidiárias do Brasil, China, Índia e México. Procurado pelo RR, o Advent não quis se manifestar.

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05.06.19

Advent passa a faca no Walmart

O Advent, que comprou o Walmart no Brasil no ano passado, está cortando na carne com o objetivo de estancar os seguidos prejuízos da operação. Depois de desativar sua plataforma de e-commerce, a rede varejista prepara o fechamento de aproximadamente 25 supermercados e hipermercados. Segundo informações filtradas do próprio Walmart, a desativação dessas lojas será feita ao longo do segundo semestre. São pontos de venda deficitários da própria bandeira Walmart no Sudeste e do Bompreço, no Nordeste. A pressão sobre Luiz Fazzio, escolhido pelo Advent para comandar o Walmart no país, é grande. Até o momento, a gestão do ex-Carrefour não tem conseguido entregar os resultados aguardados pelos norte-americanos. O grupo varejista caminha para fechar mais um ano no vermelho. Em 2018, de acordo com a mesma fonte, o prejuízo foi superior a R$ 300 milhões.

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17.12.18

Tratamento de choque

O Advent, controlador do Walmart no Brasil, vai investir cerca de R$ 100 milhões para dar uma chacoalhada na operação de e-commerce da rede varejista. Nos últimos anos, a matriz do Walmart praticamente largou o negócio de lado, deixando para trás um rastro de prejuízos.

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20.11.18

O Walmart Brasil ainda é Walmart Brasil

Ainda vai levar um tempo para a gestão do Advent se refletir nos resultados do Walmart no Brasil. Segundo o RR apurou, a empresa vai fechar 2018 no vermelho. Será o oitavo ano de prejuízo no período de uma década. Além disso, o Walmart, que historicamente sempre teve um desempenho pífio no e-commerce no país, perdeu terreno no setor: sua participação no ranking das vendas pela internet no Brasil estaria perto dos 2%, contra 2,5% no ano passado.

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03.10.18

“Interventor”

Quem manda no Walmart Brasil? Esta é a pergunta que tem sido feita nos próprios corredores da empresa. Mesmo com a contratação de Luiz Fazzio como CEO, Patrice Etlin, homem forte do Advent na América Latina, segue como uma espécie de “co-presidente” da rede varejista.

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18.09.18

Cencosud é o novo nome da lista de compras do Advent

O Advent surge, neste momento, como o principal consolidador do varejo brasileiro. Após comprarm 80% da subsidiária do Walmart, o fundo norte-americano volta suas baterias na direção da Cencosud. A investida passa pela aquisição dos ativos dos chilenos no país – em um negócio estimado em aproximadamente R$ 3 bilhões. O ato seguinte seria a criação de uma holding para reunir todas as bandeiras de super e hipermercados do Walmart e da Cencosud – entre as quais figuram marcas tradicionais do setor, como Bompreço, Sam ́s Club, Prezunic e G. Barbosa.

Este novo conglomerado somaria mais de 650 lojas e um faturamento anual em torno de R$ 37 bilhões, ou mais de 10% de todas as vendas do varejo no país. Acima dele, apenas Carrefour e Casino/ Pão de Açúcar, cada um com receita próxima dos R$ 50 bilhões. Em menos de quatro meses, ahistória se repete e não necessariamente sob a forma de farsa: a exemplo do que ocorreu no caso do Walmart, mais uma vez o Advent se vê diante da oportunidade de pagar razoavelmente barato pelos ativos de um grupo varejista que acumula seguidas perdas financeiras no Brasil e empilha uma reestruturação atrás da outra sem resultados efetivos. Procurado, o Advent não quis se pronunciar.

A Cencosud, por sua vez, nega a venda de suas operações no Brasil e afirma que “segue apostando no mercado nacional.” Está feito o registro. No entanto, notícias que chegam do Chile dão conta que o próprio CEO do grupo, Jaime Soler, defende a saída do país. Por sinal, é sintomático que, passados seis meses do afastamento de Cristián Gutierrez da presidência da subsidiária brasileira, a matriz sequer tenha se dado ao trabalho de nomear um substituto definitivo. Desde março, o CFO da empresa no país, Sebastián Los, acumula o cargo “interinamente”. Com o duplo crachá, Los tem cortado investimentos e fechado lojas. Parece preparar a casa para um novo morador.

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24.08.18

O atacarejo do Walmart

O vai e, principalmente, o vem de executivos no Walmart Brasil indicam que o grupo fará uma investida pesada no setor de “atacarejo”. O presidente da empresa, Luiz Fazzio, selou nesta semana a contratação de três executivos top que hoje militam no Assaí/ Pão de Açúcar e no Atacadão/Carrefour. Polpudos bônus por performance, acima da média do mercado, ajudaram na sedução.

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17.08.18

Tempos difíceis

O ex-Carrefour Luiz Fazzio, novo presidente do Walmart Brasil, tem sido procurado, dia sim e o outro também, por antigos colegas da diretoria da rede francesa. São executivos querendo escapar da máquina de moer carne em que a empresa se transformou. Em um ano, o Carrefour já ceifou mais de três mil empregos no Brasil em todos os seus níveis hierárquicos.

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13.08.18

Advent busca solução orgânica para os prejuízos do Walmart

A nova direção do Walmart Brasil, à frente o ex-Carrefour Luiz Fazzio, está debruçada sobre um projeto por ora guardado a sete chaves e restrito a não mais do que meia dúzia de executivos. Segundo o RR apurou, a rede varejista planeja criar uma nova bandeira para o mercado brasileiro, voltada à venda de produtos orgânicos. Estima-se que o investimento passe dos US$ 200 milhões. Será a primeira medida mais aguda da era Advent, que comprou o controle do Walmart no país. Ao lado dos investimento no “atacarejo”, será a grande aposta dos norte-americanos para reduzir os prejuízos do negócio no país. Para os norte-americanos, a nova rede terá dupla valia. A primeira delas é entrar em um mercado estratégico que já está no radar da concorrência. O próprio Carrefour, que acaba de comprar uma das maiores redes de produtos orgânicos da Europa, já anunciou a criação de espaços exclusivos para o segmento dentro de suas lojas. Ao mesmo tempo, a nova diretoria do Walmart Brasil vislumbra uma solução para algumas das lojas deficitárias no país – e não são poucas. A ideia é que a nova bandeira, formada por lojas compactas, ocupe áreas nos hipermercados do grupo.

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