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03.10.18
ED. 5966

“Interventor”

Quem manda no Walmart Brasil? Esta é a pergunta que tem sido feita nos próprios corredores da empresa. Mesmo com a contratação de Luiz Fazzio como CEO, Patrice Etlin, homem forte do Advent na América Latina, segue como uma espécie de “co-presidente” da rede varejista.

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18.09.18
ED. 5955

Cencosud é o novo nome da lista de compras do Advent

O Advent surge, neste momento, como o principal consolidador do varejo brasileiro. Após comprarm 80% da subsidiária do Walmart, o fundo norte-americano volta suas baterias na direção da Cencosud. A investida passa pela aquisição dos ativos dos chilenos no país – em um negócio estimado em aproximadamente R$ 3 bilhões. O ato seguinte seria a criação de uma holding para reunir todas as bandeiras de super e hipermercados do Walmart e da Cencosud – entre as quais figuram marcas tradicionais do setor, como Bompreço, Sam ́s Club, Prezunic e G. Barbosa.

Este novo conglomerado somaria mais de 650 lojas e um faturamento anual em torno de R$ 37 bilhões, ou mais de 10% de todas as vendas do varejo no país. Acima dele, apenas Carrefour e Casino/ Pão de Açúcar, cada um com receita próxima dos R$ 50 bilhões. Em menos de quatro meses, ahistória se repete e não necessariamente sob a forma de farsa: a exemplo do que ocorreu no caso do Walmart, mais uma vez o Advent se vê diante da oportunidade de pagar razoavelmente barato pelos ativos de um grupo varejista que acumula seguidas perdas financeiras no Brasil e empilha uma reestruturação atrás da outra sem resultados efetivos. Procurado, o Advent não quis se pronunciar.

A Cencosud, por sua vez, nega a venda de suas operações no Brasil e afirma que “segue apostando no mercado nacional.” Está feito o registro. No entanto, notícias que chegam do Chile dão conta que o próprio CEO do grupo, Jaime Soler, defende a saída do país. Por sinal, é sintomático que, passados seis meses do afastamento de Cristián Gutierrez da presidência da subsidiária brasileira, a matriz sequer tenha se dado ao trabalho de nomear um substituto definitivo. Desde março, o CFO da empresa no país, Sebastián Los, acumula o cargo “interinamente”. Com o duplo crachá, Los tem cortado investimentos e fechado lojas. Parece preparar a casa para um novo morador.

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24.08.18
ED. 5939

O atacarejo do Walmart

O vai e, principalmente, o vem de executivos no Walmart Brasil indicam que o grupo fará uma investida pesada no setor de “atacarejo”. O presidente da empresa, Luiz Fazzio, selou nesta semana a contratação de três executivos top que hoje militam no Assaí/ Pão de Açúcar e no Atacadão/Carrefour. Polpudos bônus por performance, acima da média do mercado, ajudaram na sedução.

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17.08.18
ED. 5934

Tempos difíceis

O ex-Carrefour Luiz Fazzio, novo presidente do Walmart Brasil, tem sido procurado, dia sim e o outro também, por antigos colegas da diretoria da rede francesa. São executivos querendo escapar da máquina de moer carne em que a empresa se transformou. Em um ano, o Carrefour já ceifou mais de três mil empregos no Brasil em todos os seus níveis hierárquicos.

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13.08.18
ED. 5930

Advent busca solução orgânica para os prejuízos do Walmart

A nova direção do Walmart Brasil, à frente o ex-Carrefour Luiz Fazzio, está debruçada sobre um projeto por ora guardado a sete chaves e restrito a não mais do que meia dúzia de executivos. Segundo o RR apurou, a rede varejista planeja criar uma nova bandeira para o mercado brasileiro, voltada à venda de produtos orgânicos. Estima-se que o investimento passe dos US$ 200 milhões. Será a primeira medida mais aguda da era Advent, que comprou o controle do Walmart no país. Ao lado dos investimento no “atacarejo”, será a grande aposta dos norte-americanos para reduzir os prejuízos do negócio no país. Para os norte-americanos, a nova rede terá dupla valia. A primeira delas é entrar em um mercado estratégico que já está no radar da concorrência. O próprio Carrefour, que acaba de comprar uma das maiores redes de produtos orgânicos da Europa, já anunciou a criação de espaços exclusivos para o segmento dentro de suas lojas. Ao mesmo tempo, a nova diretoria do Walmart Brasil vislumbra uma solução para algumas das lojas deficitárias no país – e não são poucas. A ideia é que a nova bandeira, formada por lojas compactas, ocupe áreas nos hipermercados do grupo.

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20.07.18
ED. 5914

Bota-abaixo

O fundo Advent já deu sinal verde para uma reestruturação na operação de e-commerce do Walmart Brasil. A herança digital deixada pelos norte-americanos foi uma plataforma obsoleta e deficitária.

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27.06.18
ED. 5897

O novo Walmart

Futuro presidente do Walmart Brasil, Luiz Fazzio já está arregimentando executivos egressos do Atacadão, leia-se Carrefour. O movimento é mais uma sinalização de que o Advent, novo controlador do Walmart no país, vai investir pesado no modelo de “atacarejo”.

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20.06.18
ED. 5892

Advent e Lojas Americanas disputam aquisição da BR Mania

Advent e Jorge Paulo Lemann, que concorreram à compra do Walmart Brasil, têm um novo duelo marcado no varejo brasileiro. Segundo o RR apurou, a gestora de private equity entrou na disputa pela aquisição da BR Mania, a rede de lojas de conveniência da BR Distribuidora. Seu principal oponente é a Lojas Americanas, do trio Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que, segundo a mesma fonte, mantém conversações com a estatal há aproximadamente dois meses. A BR Mania é avalia- da em cerca de R$ 800 milhões. As negociações envolvem o spinoff da operação e a transferência de uma participação majoritária.

A BR Distribuidora permaneceria com parte do capital, além de assegurar, em contrato, a exclusividade na “hospedagem” da rede de conveniência: ou seja, o futuro controlador só poderá abrir novas lojas com a bandeira BR Mania em postos da estatal. O Advent ganhou o primeiro round, ao fechar a aquisição de 80% do Walmart Brasil, uma disputa que, a rigor, se encerrou antes do capitulo final. O 3G Capital – de Lemann e cia. – desistiu do negócio antes mesmo de apresentar uma proposta ao grupo varejista. Desta vez, no entanto, tudo indica que o duelo irá até o fim.

Advent e Americanas acenam com projetos distintos para a BR. A rede varejista mira a expansão da operação física, apostando na similitude de conceito com suas lojas compactas – a BR Mania seria uma espécie de Americanas Express dos postos de gasolina. Já o Advent teria como ponto cardeal do seu projeto a entrada da BR Mania no e-commerce. Os cortes de investimento da Petrobras e a demora da estatal em decidir o que faria com a BR – venda do controle ou IPO, como de fato ocorreu – afetaram o negócio de conveniência do grupo. A BR Mania perdeu musculatura. O desafio do novo controlador é reduzir a desproporcional diferença que a separa da am/pm, a marca de conveniência da Ipiranga. Mesmo com os dois mil postos de combustíveis a mais, a estatal tem cerca de 1,3 mil lojas em todo o país. São quase mil pontos de venda a menos do que a rede da Ipiranga – a am/pm ultrapassa a marca de 2,2 mil lojas.

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18.06.18
ED. 5890

Advent despeja R$ 1,5 bi no Walmart

O Advent começa a separar, prateleira por prateleira, os seus projetos para o Walmart Brasil. Os investimentos, segundo o RR apurou, passam de R$ 1,5 bilhão. Mais de 60% do valor serão destinados à bandeira Maxxi, de “atacarejo”, e aos supermercados Todo Dia. No primeiro caso, o fundo norte-americano pretende mais do que dobrar o número de pontos de venda – hoje, são 44 em 11 estados. Além de novas lojas, o Advent vai converter alguns hipermercados para o conceito de “atacarejo”, sob a marca Maxxi. Em relação ao Todo Dia, os planos preveem a abertura de pontos de venda ainda mais compactos – as lojas atuais têm, em média, dois mil m2. Além de questões de ordem estratégica, o Advent tem outro forte motivo para privilegiar o Maxxi e o Todo Dia em seu plano de expansão. Pelo acordo firmado o Walmart, o fundo não terá de pagar royalties à matriz referentes às duas redes. Ou seja: as futuras lojas estão livres
do “pedágio”, diferentemente das bandeiras Walmart e Sam ́s Club.

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12.06.18
ED. 5886

Atacarejo

A missão nº 1 de Luiz Fazzio, novo presidente do Walmart Brasil, será montar a operação de “atacarejo” da companhia. Tudo o que os norteamericanos fizeram nessa direção deu errado

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06.06.18
ED. 5882

O novo (velho) Walmart Brasil

O Advent parece disposto a transformar o Walmart Brasil em um museu de grandes novidades. Já teria sondado o executivo Hector Nuñez, hoje presidente da rede de lojas de brinquedos Ri Happy, para o Conselho de Administração da companhia. Nuñez foi CEO do Walmart Brasil, assim como Luiz Fazzio, que o fundo norte-americano já teria convidado para reassumir o cargo. Pelo jeito, o Advent quer aprender com os seguidos erros do passado, que levaram os herdeiros de Sam Walton a desistir do Brasil.

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25.05.18
ED. 5875

Última viagem

O RR apurou que executivos da matriz deverão desembarcar no escritório do Walmart Brasil na próxima semana. Qualquer semelhança entre a visita e o anúncio da venda da operação brasileira para o fundo Advent não seria mera coincidência.

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22.05.18
ED. 5872

Aviso prévio

O destino do CEO do Walmart no Brasil, Flavio Cotini, está traçado. Prestes a fechar a aquisição da rede varejista, o fundo norte-americano Advent já sinalizou que entrará por uma porta e o executivo sairá por outra.

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30.04.18
ED. 5857

Sangria no Walmart

O Advent, que negocia a compra do Walmart Brasil, promete entrar no negócio com a faca entre os dentes, deixando muitos corpos pelo caminho. O plano de ações que o fundo já esquadrinhou prevê, entre outras medidas, a extinção de até três das nove bandeiras do Walmart no país e o fechamento de mais de 100 supermercados deficitários.

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10.04.18
ED. 5843

O aperto do Walmart

Caso a venda do Walmart Brasil se consume, os norte-americanos não vão deixar saudades entre seus fornecedores. Segundo o RR apurou junto a um grande fabricante de alimentos, a rede varejista tem adotado uma política de relacionamento draconiana, impondo um número maior de parcelas e prazos mais longos de pagamento. A negociação, de acordo com a fonte do RR, é na base do “pegar ou largar”.

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02.04.18
ED. 5837

Esquartejando

A venda do Walmart Brasil virou o samba do varejo doido. Os norte-americanos têm mantido negociações para se desfazer separadamente das lojas físicas e da não menos deficitária operação de comércio eletrônico. Só não está claro como os dois “Walmarts” conviverão posteriormente no país com donos diferentes.

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26.03.18
ED. 5833

Ninguém o escuta

O presidente do Walmart Brasil, Flavio Cotini, já não pode sequer ser chamado de Rainha da Inglaterra. Com a empresa prestes a ser vendida, nem a “criadagem” o escuta mais.

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14.03.18
ED. 5825

Luxuosa escolta

Dimitrios Markakis, acionista da rede de material de construção Dicico, pode ter a luxuosa escolta da Pátria Investimentos em uma oferta pelas lojas do Walmart em São Paulo.

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26.02.18
ED. 5813

Investida conjunta

O Advent e o L. Catterton estariam se unindo para fazer uma oferta conjunta por parte do Walmart Brasil. A aliança entre as duas gestoras norte-americanas, que juntas carregam mais de US$ 50 bilhões em ativos, abriria a possibilidade de uma associação mais ampla no varejo brasileiro. O L. Catterton já controla duas redes de supermercados no país: St. Marché e Emporio Santa Maria.

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09.02.18
ED. 5805

Prejuízos impressionantes

Um grande fundo norte-americano que fez due diligence no Walmart Brasil ficou impressionado com os prejuízos que a companhia acumula em sua operação online. Coisa de quem pode torrar muito dinheiro.

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06.02.18
ED. 5802

Aquisições no atacado

Candidato à compra de uma participação no Walmart Brasil, o fundo norte-americano Catterton teria aberto um canal de interlocução com o Grupo Martins. Com faturamento da ordem de R$ 5 bilhões, a companhia de Alair Martins é uma fortaleza do comércio atacadista. Já resistiu ao assédio de grandes grupos do setor.

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29.01.18
ED. 5796

Walmart põe Jorge Paulo Lemann e GP em lados opostos

O que parecia inimaginável pode ocorrer: um duelo entre GP Investimentos e Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. O objeto de disputa é o Walmart Brasil, que busca um comprador para até 50% do seu capital. Cria e criador entrariam nesta corrida com pretensões e linhas de chegada distintas. Os planos da GP seriam mais “modestos”, limitando- se a dividir com os norte americanos uma operação que, mesmo aos trancos e barrancos, fatura mais de R$ 30 bilhões por ano.

Já Lemann teria um olho cá e outro lá, almejando não apenas se associar ao Walmart Brasil como também fincar bandeira no capital da matriz e ter um assento no board mundial – guardadas as devidas proporções, uma repetição do dueto entre Abilio Diniz e Carrefour. A compra de um pedaço do Walmart Brasil seria o maior e mais impactante investimento da GP nos últimos anos. Hoje, a gestora comandada por Fersen Lambranho e Antonio Bonchristiano detém participações em empresas como BR Properties, RHI Magnesita, Centauro e Beleza Natural. Vento que venta lá venta cá. No caso da aquisição de um pedaço do Walmart mundial, em números absolutos a rede varejista passaria a ser a maior corporação na reluzente carteira de ativos de Lemann, Telles e Sicupira.

O grupo norte-americano tem um valor de mercado da ordem de US$ 320 bilhões, superando com alguma folga os US$ 190 bilhões da InBev. Em termos de faturamento global, a distância chega a ser impressionante: US$ 480 bilhões, contra US$ 50 bilhões. Em tempo: a entrada no capital do Walmart teria um forte valor simbólico para Lemann. O investidor nunca escondeu a admiração por Sam Walton, fundador do conglomerado varejista.

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26.01.18
ED. 5795

Liquidação de CEOs

O RR apurou que Flavio Cotini poderá deixar a presidência do Walmart Brasil tão logo sejam concluídas as negociações para a entrada de um novo investidor na empresa – Advent e GP são apontados como fortes candidatos. Se a mudança se confirmar, Cotini será mais um fósforo queimado e jogado nos corredores da rede varejista. O executivo é o quinto CEO do Walmart Brasil em um pouco mais de uma década.

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23.01.18
ED. 5792

No páreo

O GIC, fundo soberano de Cingapura, também está no páreo para comprar uma fatia do Walmart Brasil.

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06.12.16
ED. 5510

Escolha de Sofia

O primeiro ano de Flavio Cotini como CEO do Walmart Brasil não se notabilizará pela última linha do balanço. Pelo contrário. O aumento de 10% das vendas acumulado pela varejista até novembro foi obtido à custa do sacrifício da rentabilidade. A margem operacional teria caído de 4% para menos de 3%, a menor em uma década

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27.06.16
ED. 5398

Desestimulante verdade

 Em breve, o Walmart Brasil vai propagandear o aumento em torno de 5% da sua receita no primeiro semestre. O que provavelmente a companhia não dirá é que esse estirão veio, essencialmente, ao custo de uma redução das margens de lucro de mais de um ponto percentual, o que, para o varejo, é uma enormidade. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Walmart .

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26.02.16
ED. 5315

Novo morador

 A rede Guanabara acertou a compra da antiga loja do Walmart na Tijuca, Zona Norte do Rio. Abandonado há mais de dois anos, o elefante branco de aproximadamente 25 mil m2 é apenas um dos mais de 80 super e hipermercados que os norte-americanos fecharam no Brasil desde 2012.

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18.02.16
ED. 5309

Combustível do Walmart chega ao fim

 Ao menos por ora, o título acima não se trata de uma metáfora fatalista para a própria operação do Walmart no Brasil. Os norte-americanos estão decididos a sair do negócio de postos de combustíveis no país. A intenção é vender as 10 unidades espalhadas em seus hipermercados no país ou, no limite, simplesmente esvaziar o tanque, encerrar a operação e lançar mais este prejuízo em balanço.  Assim como outras redes varejistas, o Walmart apostou na abertura de postos de gasolina no Brasil na expectativa de ampliar o leque de serviços e atrair público para seus hipermercados. O negócio, no entanto, jamais alcançou a escala necessária e, muito menos, a rentabilidade esperada – hoje, praticamente todos os estabelecimentos operam no vermelho. É por essas e outras que o Walmart é visto por muitos como uma espécie de HSBC do varejo, leia-se um gigante global disposto a manter uma operação no país por critérios geoeconômicos, mesmo acumulando seguidos anos de baixa rentabilidade. No caso do banco, deu no que deu. Procurada pelo RR, a empresa Walmart não comentou o assunto

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18.01.16
ED. 5289

Aviso prévio

 Pergunta que não quer calar: quantas lojas o novo presidente do Walmart no Brasil, Flavio Cotini, vai fechar durante os 20 meses da sua gestão? Este é o prazo médio de validade de todos os executivos que se sentaram naquela cadeira nos últimos sete anos.

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28.10.15
ED. 5236

Polichinelo

  O Walmart empurrou para janeiro a definição sobre seu plano de expansão no Brasil em 2016. Grande segredo… Os executivos da rede varejista não esperam nada diferente da secura que tem pautado os investimentos do grupo no país. Neste ano, o Walmart abriu apenas três lojas no Brasil

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16.10.15
ED. 5228

Katia Abreu sai em busca de mercado para o leite brasileiro

 Katia Abreu tornou-se “garota-propaganda” da indústria láctea nacional. A ministra da Agricultura iniciou uma cruzada para vender o leite e derivados made in Brazil e aumentar o peso destes produtos na pauta de exportações. Trata-se de um dos raros segmentos da cadeia do agronegócio em que o país acumula seguidos déficits comerciais. Com seu habitual estilo trator, na linha do “me dá aqui que eu faço”, Katia chamou para a si a responsabilidade de bater à porta dos grandes compradores mundiais de lácteos, leia-se as maiores empresas varejistas do mundo. Recentemente, conversou com Jorge Paulo Lemann, a quem solicitou, sem rodeios, que a rede de restaurantes Burger King aumentasse a compra de leite produzido no Brasil. É só o início. Segundo o RR apurou, a via láctea de Katia Abreu incluirá também encontros com dirigentes dos grandes conglomerados de varejo internacionais presentes no país, como Carrefour, Casino, Walmart e Cencosud, com o objetivo de sensibilizar estes grupos a elevar as importações de lácteos junto à indústria brasileira.  Há seis anos, não sobra nem um restinho de requeijão no fundo da balança comercial. Nesse período, o saldo entre as exportações e importações de lácteos acumulou um resultado negativo de quase US$ 2 bilhões. Em 2014, é bem verdade, o país registrou o menor déficit do período (US$ 101 milhões). No entanto, tudo indica que o número voltará a subir neste ano – no primeiro semestre, as importações superaram as exportações em US$ 60 milhões.  Katia Abreu está convicta de que o problema não será resolvido distribuindo caquinhos de verba do ministério para os laticínios nacionais montarem estandes em feiras no exterior. Para ela, o país terá realmente de arrancar mercado na unha, sensibilizando grandes compradores das mais variadas latitudes. Por se tratar de um mercado de escalas colossais, qualquer gota a mais no copo faz diferença. Em um exercício meramente hipotético, se cada uma das 11 mil lojas do Walmart em todo o mundo vender por dia uma caixinha a mais de leite brasileiro, ao fim do ano isso representará mais de quatro milhões de litros, ou o equivalente a quase 3% do déficit comercial do setor no ano passado.

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26.05.15
ED. 5128

Walmart intervém na operação brasileira

Quantos Neymar seriam necessários para higienizar a imagem de uma companhia estigmatizada por cortes de investimento, demissões, processos milionários na justiça trabalhista, denúncias de suborno a autoridades (ver RR no 5.042) e uma reestruturação que parece não ter fim. Talvez nem Pelé conseguisse tamanha proeza. O fato é que, justo no momento em que negocia um acordo de patrocínio com a CBF no valor de aproximadamente R$ 10 milhões, o Walmart ensaia uma brusca guinada em sua gestão. O grupo está prestes a nomear um executivo egresso da matriz para a presidência da subsidiária, no lugar de Guilherme Loureiro. A medida representa uma intervenção do Walmart na operação brasileira. Para os norte-americanos, está mais do que provado que a tropicalização da gestão da subsidiária não funcionou. A maior prova é o interminável rodízio de nomes no cargo de presidente desde o fim da década passada, um cenário bem distinto daquele observado nos primórdios do Walmart no Brasil. Durante seus 11 primeiros anos no país, a rede varejista teve apenas um CEO, o espanhol Vicente Trius, que, antes, havia feito carreira nos Estados Unidos. Depois da saída de Vicente Trius, o Walmart passou a apostar apenas em executivos locais – o cubano Hector Nua±ez, que ocupou o cargo entre 2008 e 2010, mora no Brasil desde o início da década de 90 e entra nesta conta. Desde então, ninguém esquentou a cadeira. Guilherme Loureiro é o terceiro CEO do Walmart Brasil em apenas sete anos. E o que o grupo acumulou nesse período? Prejuízos, erros de gestão, investimentos equivocados, margens declinantes e uma incrível dificuldade para cair no gosto do brasileiro. Este distanciamento, aliás, se manifesta de forma absolutamente corriqueira. Em algumas regiões do país, os consumidores sequer sabem dizer corretamente o nome da empresa – “Valmárti” é a pronúncia mais comum. Haja logomarca na camisa canarinho!

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30.04.15
ED. 5111

Walmart

O Walmart é um moedor de executivos. Guilherme Loureiro – terceiro presidente da companhia no Brasil em apenas cinco anos – está balançando no cargo. Na rede varejista fala-se no nome do ex- BRF Nildemar Secches, que esteve cotado para assumir o comando da Petrobras.

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16.01.15
ED. 5042

Quanto vale a reputação do Walmart no Brasil?

Há pouco mais de dois anos, o Walmart causou celeuma ao incluir o Brasil em sua black list dos países com maior risco de corrupção. Pois a recíproca, ao que parece, é verdadeira. A julgar pelos fatos, as autoridades brasileiras poderiam perfeitamente adicionar a rede norte-americana não apenas ao índex das mais heterodoxas práticas corporativas, mas também ao ranking das piores empresas para se trabalhar no país. O Walmart está a s voltas com dois graves problemas que poderão esgarçar ainda mais a sua já puída imagem institucional no Brasil, afetada por equívocos estratégicos, fechamento de lojas e demissões. De um lado, a companhia deve concluir neste ano um relatório com base no processo interno aberto em 2012 para investigar suspeitas de suborno a funcionários públicos no país – a devassa envolve ainda as subsidiárias do México, China e andia; do outro, tem sido alvo de uma saraivada de ações trabalhistas. Os maus tratos denunciados pelos funcionários incluem assédio moral, jornada excessiva, péssimas condições de trabalho, humilhações coletivas e acusações sem provas. O mais ruidoso processo trabalhista contra o Walmart é originário de Alagoas. O Ministério Público do Trabalho do estado (MPT-AL) ajuizou uma ação que pede a condenação do grupo e da controlada Bompreço e o pagamento de uma multa de R$ 125 milhões. A rede varejista venceu o primeiro round: a Justiça de Alagoas determinou, em primeira instância, a extinção do processo. No entanto, o MPT-AL confirmou ao RR que já recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O MP constatou uma série de irregularidades no Walmart que perduram por mais de quatro anos. O pelourinho da rede norte-americana inclui prorrogação ilegal da jornada, intervalo para almoço inferior ao período previsto em lei, descumprimento da concessão de descanso semanal remunerado e exigência de atividades que vão além das condições físicas do funcionário. Aos olhos do MPTAL, mais estarrecedores ainda são os episódios de advertências constrangedoras diante dos colegas e acusações explícitas a operadores de caixa quando o gerente da loja identifica diferenças no borderô do dia. A direção do Walmart não está preocupada apenas com a ação do MPT-AL, mas também com o seu efeito estimulante sobre a força de trabalho no país. A turma do Arkansas – por coincidência, um dos estados confederados que lutaram contra o fim da escravidão na guerra da secessão – já teria rastreado outras “intentonas” trabalhistas em gestação no Brasil, mais precisamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Procurado pelo RR, o Walmart informou que “possui políticas internas rigorosas que respeitam a legislação trabalhista vigente”. A rede varejista não quis comentar a informação sobre novos processos trabalhistas em outros estados. Como se não bastasse o acirramento nas relações trabalhistas, a tensão no Walmart cresce também a  medida que avançam as investigações internas sobre denúncias de corrupção no Brasil. Segundo o RR apurou, os norte-americanos dispõem de evidências de que funcionários graduados do Walmart Brasil subornaram autoridades para acelerar a abertura de lojas. Há indícios também de pagamentos ilícitos recebidos por empregados da rede varejista para beneficiar determinados fornecedores. Consultado sobre os resultados das investigações internas, o Walmart não se pronunciou sobre o assunto.

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23.08.13
ED. 4719

Esteves avança na direção do Carrefour

 Nem o ego atrofiado o impede de confessar: André Esteves, maior acionista do BTG, sonha acordar no corpo de Jorge Paulo Lemann quando se tornar adulto. A maturidade de Esteves, digamos assim, chama- se Carrefour. Não a operação brasileira, mas, sim, a rede varejista global. Não custa lembrar que o banqueiro esteve com um pé dentro do supermercado aqui no Brasil, quando foi adviser da tentativa de aquisição do Carrefour pelo Pão de Açúcar. Era ele também que traria o funding complementar ao merger. aguas passadas.  O tempo curou feridas e permitiu que Esteves fosse montando o chamado quebra-cabeça Carrefour. Trata-se da maior aquisição internacional já realizada por brasileiros. Isso, é claro, se a engenharia der certo. O banqueiro já teria conversado com o ministro Guido Mantega, de quem é próximo. Um argumento que vai além do negócio é a importância da renacionalização do setor supermercadista, que arranha a conta- corrente do país com unhas cada vez mais longas. Hoje, falar no grande varejo do país, significa citar três nomes: Casino, Walmart e o suprarreferido Carrefour. A missão exige diplomacia no nível do assunto de Estado, até porque o governo francês costuma encrencar quando se trata da venda dos seus ícones empresariais. Basta recordar a indignada reação gaulesa quando, há alguns anos, surgiram especulações de que o Walmart faria uma oferta pelo controle global do Carrefour – se bem que, talvez, um brasileiro com ares de investidor do mundo cause menos afronta ao orgulho francês do que uma família saída da América profunda. De qualquer forma, trata-se de uma missão para um empresário do porte de Jorge Paulo. Esteves pretende juntar várias pontas de um novelo complexo para dar cabo da empreitada: fundos de pensão, investidores estrangeiros, governo e um trunfo guardado a sete chaves. É nessa tacada não visível e nada convencional que o empresário aposta suas fichas. O modelo de negócio tem um irmão gêmeo mais velho: o banqueiro e seus partners ficariam com uma participação majoritária, ao menos no início, mas a gestão seria entregue a grupo brasileiro. Bem parecido com a InBev, não? Esteves adoraria essa comparação. Aliás, por falar em comparação, dependendo de onde se olhe, o Carrefour é uma espécie maior do que a própria InBev. É verdade que existe uma galáxia de distância entre os valores de mercado dos dois grupos: aproximadamente US$ 118 bilhões no caso da cervejeira, e pouco mais de US$ 20 bilhões para a rede varejista. No entanto, em termos de faturamento, o placar vira. No ano passado, o Carrefour teve uma receita de US$ 100 bilhões, contra US$ 40 bilhões da InBev. No caso de uma operação bem-sucedida, Esteves laçaria uma hidra com quase 10 mil lojas (metade delas na França) e 365 mil empregados em 33 países. É um trabalho de Hércules, atenda ele pelo nome de Jorge ou de André? Ou André e Jorge

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