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13.11.20

Corpos na estrada

O Natal da Volkswagen promete ser um atropelamento. Fonte próxima à montadora afirma que a empresa prepara algo em torno de 1,5 mil demissões no Brasil até o fim do ano. Não deve parar por aí: segundo o número que corre entre os sindicatos, a Volkswagen calcula ter hoje um excedente de cinco mil funcionários no país.

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30.09.20

Roda presa

Entre os dirigentes das quatro grandes montadoras do país – Volkswagen, Fiat, GM e Ford – sobram críticas à performance do presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, nas tratativas com o governo para obter um pacote de ajuda ao setor. Nas palavras de um dos grandes executivos do setor, “mais um pouco e nós é que vamos ter de pagar ao BNDES”. O RR acha que há um quê de injustiça na avaliação do trabalho de Moraes. Mais fácil a pandemia acabar do que convencer Paulo Guedes a conceder qualquer tipo de subsídio.

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25.09.20

Rota de colisão

A direção da Volkswagen fez chegar ao governo a informação de que, caso a situação do setor automotivo se agrave ainda mais, poderá demitir até seis mil trabalhadores no Brasil – e não “apenas” os 3,5 mil já anunciados. De acordo com a fonte do RR, Paulo Guedes e cia. acham que é blefe e pressão barata da companhia para arrancar um pacote de ajuda maior do BNDES. Procurada, a montadora informa que “uma negociação sindical está sendo feita pela Volkswagen do Brasil, que tem fábricas em São Paulo e no Paraná.”

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06.07.20

Cheio Di Si

Há uma certa ginástica retórica quando o presidente da Volkswagen no Brasil, Pablo Di Si, afirma que a montadora vai manter investimento de R$ 7 bilhões no país. Boa parte desses recursos já foi desembolsada desde 2017. Além disso, alguns dos projetos foram postergados para 2021 e 2022.

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04.06.19

Guerra fiscal elétrica

A disputa entre os estados para atrair fábricas de carros elétricos começa a ganha contornos de guerra fiscal. Os governos de São Paulo e Minas Gerais estudam reduzir o ICMS para a produção destes automóveis. Deverão, assim, seguir os passos do Mato Grosso do Sul e de Goiás, que baixaram a alíquota de 17% para 12%. Em São Paulo, por exemplo, o ICMS é de 18%. Por ora, no entanto, trata se de uma aposta de médio ou longo prazos. Até o momento, os planos das montadoras se restringem a iniciar gradativamente a oferta de veículos elétricos no país. Nenhuma delas parece disposta a montar uma fábrica no país. A Volkswagen, por exemplo, já descartou essa hipótese com todas as letras.

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30.05.19

Volkswagen é condenada por fraude em emissão de poluentes

A Volkswagen sofreu uma dura derrota na Justiça brasileira. A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a montadora, por três votos a dois, a pagar R$ 10 mil de dano moral a cada dono de Amarok no país. No total, o valor da punição passará dos R$ 460 milhões. Cabe recurso ao STJ. De qualquer forma, a decisão do TJ-RJ é emblemática: trata-se daprimeira condenação da montadora em segunda instância no mundo devido ao escândalo das fraudes em veículos a diesel. A Volkswagen adulterou resultados de emissão de gases em testes de inspeção. Nos Estados Unidos e Canadá, a companhia fez acordos em ações civis. Nos tribunais da Europa, no entanto, o caso segue em julgamento. Procurada, a Volkswagen informou que “aguarda a formalização do julgamento para entender em detalhes a decisão e avaliar os próximos passos”. Em valores corrigidos, estima-se que a empresa terá de pagar cerca de R$ 27 mil para um dos 17.057 compradores da Amarok entre 2011 e 2012, período em que foram comprovadas as fraudes feitas pela companhia em softwares usados para medir a emissão de poluentes. O valor da punição, ressalte-se, pode ser ainda maior: o tribunal determinou perícia para especificar quanto cabe de dano material no processo, já que as Amarok desse período naturalmente tiveram forte depreciação no mercado. Hoje, são um passivo para seus proprietários.

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07.05.19

As boas e más notícias do plano de investimentos da Volkswagen

A Volkswagen está calibrando o seu novo plano de investimentos para o Brasil. De acordo com informações filtradas da montadora, o pacote para 2021-2025 deve chegar a R$ 9 bilhões. A cifra representa um acréscimo de aproximadamente R$ 2 bilhões em relação ao valor programado o período 2016-2020. Ao contrário do que possa sugerir, esse aumento não é necessariamente promessa de dias melhores para os funcionários da companhia. De um lado, o plano estratégico da Volkswagen prevê a produção de seis novos modelos, sendo duas SUV´s; do outro, uma parcela desses recursos será destinada a custear novas demissões no país.

A operação brasileira responderá por uma cota significativa da sangria de empregos já anunciada pelo CEO mundial, Herbert Diess. Os números ainda estão guardados a sete chaves. Mas, de acordo com informações filtradas da própria Volkswagen, os alemães consideram que há um excedente de 1,5 mil a dois mil funcionários no Brasil. Os cortes atingiriam, sobretudo, a fábrica de São Bernardo do Campo. Investimentos não têm sido necessariamente sinônimo de bonança na Volkswagen no Brasil. O ciclo anterior, que começou em 2016 e vai até 2020, soma cerca de R$ 7 bilhões.

Ainda assim, até o momento o período tem sido caracterizado por cortes de produção e demissões. Nos últimos três anos, a Volkswagen promoveu três grandes PDVs nas fábricas de São Bernardo e Taubaté, que terminaram com a saída de mais 2,5 mil empregados. Em 2016 e 2017, o total de automóveis produzidos pela empresa no país caiu 28% – somente em 2018, surgiram sinais de recuperação. Foi mais do que o dobro da queda da produção da indústria automobilística brasileira no mesmo período (12,5%). Nesse intervalo, a companhia deu fim à fabricação do modelo Tiguan e acabou com a montagem do Gol em São Bernardo do Campo, restringindo-a a Taubaté.

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15.01.19

Volkswagen pisa fundo no Brasil

Segundo o RR apurou, a Volkswagen vai anunciar nos próximos dias o plano de lançar até seis automóveis de passeio no Brasil em 2019. O investimento passaria dos R$ 4 bilhões. Será a maior fornada da montadora em um só ano no país em mais de uma década. Isso para não falar dos investimentos na área de veículos comerciais, na esteira da parceria mundial com a Ford, que será oficialmente anunciada hoje, em Detroit, pelo CEO global da Volks, Herbert Diess.

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02.01.19

Quarta marcha

Segundo o RR apurou, a Volkswagen fechou 2018 com um aumento das vendas de 40% em relação ao ano anterior. Vá lá que a base de comparação era raquítica, mas não deixa de ser mais um sinal de arranque da indústria automobilística.

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17.12.18

MAN põe novo combustível em Resende

A indústria automobilística começa a vislumbrar dias melhores. A MAN, braço de caminhões da Volkswagen, deverá iniciar em 2019 a produção de dois novos veículos pesados na fábrica de Resende. Os alemães planejam também montar um modelo de caminhão elétrico no complexo industrial. Para isso, a MAN vai abrir nos próximos meses mais 200 postos de trabalho, que se somarão às 350 vagas anunciadas em outubro. Trata-se de um cenário diferente do inferno que se abateu sobre a montadora e a cidade de Resende nos últimos anos. Entre 2014 e 2017, a MAN fez seguidas demissões, deixando mais de três mil trabalhadores no acostamento. Ainda hoje, apesar dos sinais de recuperação, a fábrica opera com uma taxa de ociosidade de quase 60%.

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