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16.10.20

Fast track

O ministro Ricardo Salles está apertando o Ibama para que ele conclua até dezembro os estudos ambientais relativos à construção do segundo trecho da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). O projeto está a cargo da estatal Valec. Além da importância logística, Salles enxerga um valor intangível no empreendimento: manter em alta o seu ibope junto ao agronegócio.

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, parece ter encontrado uma solução para manter empresas sem função e, em alguns casos, sob risco de extinção. Freitas pretende transformar a Infraero em um lócus para a formatação de estudos e projetos para o setor
aeroportuário. Seria o mesmo modelo que está sendo aplicado na Valec e na Empresa de Planejamento Logístico (EPL).

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03.07.20

Paredão

Não fosse o prestígio do ministro Tarcisio Freitas no governo, o PL já tinha tomado a Valec e, junto, uma carteira de projetos da ordem de R$ 10 bilhões. Mas Freitas tem servido de blindagem para o presidente da estatal do setor ferroviário, André Kuhn.

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20.12.19

Recolocação

O general Mario Velloso Guimarães está cotado para assumir um cargo no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Regional. O militar deixou a presidência da Valec no início de novembro em meio a divergências com o ministro Tarcisio Freitas. À época, disse que não abria mão de suas convicções, sem traduzir o significado da sua frase.

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28.11.19

Furando a fila

Mal assumiu a presidência da Valec, Rafael Castello já é tido como o nome mais forte para comandar a estatal que deverá nascer da fusão da autarquia com a Infraero e a Empresa de Planejamento e Logística. Ex-assessor da diretoria de Mercado de Capitais do BNDES, Castello é homem de confiança do ministro Tarcisio Freitas, seu colega no IME (Instituto Militar de Engenharia).

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30.07.19

Os trens da Valec chacoalham

A Valec, ao que parece, escapou da extinção. Mas passará por uma cirurgia bariátrica. Os escritórios do Rio e de São Paulo estão sendo desativados, por decisão do ministro Tarcísio Freitas. Uma parte dos funcionários deverá ser transferida para a Empresa de Planejamento e Logística, que vem sendo gradativamente empoderada por Freitas.

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25.06.19

Auto-extinção

O projeto de extinção da Valec é que está praticamente extinto. Pelo menos para 2019 o assunto já saiu do radar do ministro Tarcísio de Freitas. É esforço demais para resultado de menos.

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13.06.19

O estranho caso de Miguel Masella

Afinal, quem manda na Valec? Indicado para o cargo há cerca de dois meses, o engenheiro Miguel Masella circula por Brasília apresentando-se como comandante da estatal. Na autarquia há até quem enxergue suas digitais no recente corte de cargos comissionados e na extinção de superintendências. No entanto, oficialmente, a presidência ainda é ocupada de forma interina por José Luis Vianna, que acumula o cargo com a diretoria de Engenharia. Nos corredores da Casa Civil, circula a informação de que a nomeação de Masella ainda não saiu por conta de pendências no TCU. O RR foi conferir. Não é bem assim! O Tribunal de Contas informa que “não consta nenhuma conta julgada irregular em nome de Miguel Mário Bianco Masella”. Disse ainda que “os 11 processos abertos (ainda sem deliberação) em nossa base de dados, são prestações de contas de unidades jurisdicionadas do TCU, em que o engenheiro aparece como gestor, não sendo possível apontar que tenha ocorrido alguma irregularidade”.

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05.04.19

O custo do enterro da Valec

A iminente extinção da Valec deverá custar à União algo em torno de R$ 300 milhões apenas na esfera trabalhista. A estimativa inclui funcionários que serão demitidos, processos de empregados terceirizados e um estoque de quase R$ 150 milhões em ações da antiga Rede Ferroviária Federal que se arrastam na Justiça do Trabalho. Procurada, a Valec informou que, “caso seja extinta”, com a quebra dos acordos, “os contratados têm direito ao pagamento do que já executaram, à devolução da garantia e ao pagamento de desmobilização (incluindo demissão de contratados de empresas terceirizadas).”

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08.03.19

Devassa nos trilhos e na energia

Um dos esportes preferidos de Jair Bolsonaro é catar malfeitos da era petista. Antes do sepultamento da Valec, o Palácio do Planalto pretende realizar uma devassa na estatal. A missão está nas mãos do ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas. A ordem é escarafunchar contratos na compra de equipamentos para ferrovias sob o comando da empresa, a começar pela Norte-Sul. Consultado, o Ministério da Infraestrutura não se manifestou sobre a auditoria. Apenas informou que “a proposta para a liquidação da Valec será apresentada na primeira reunião do Conselho do Programa de Parceria de Investimentos, com data a ser definida.”

O novo diretor financeiro de Itaipu, vice-almirante Anatalício Risden Júnior, deverá passar um pente-fino nos contratos da estatal. Assim como no caso da Valec, será mais uma oportunidade para o governo criminalizar a gestão do PT. Oficialmente, a empresa informa que “o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, está se inteirando de todos os contratos. Por ora, é prematura qualquer afirmação sobre isso.”

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