fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
18.03.20

O inferno ambiental da Vale

Dona do Stellar Banner, navio que está à deriva no litoral do Maranhão com quase 300 mil toneladas de minério de ferro da Vale, a Polaris Shipping tem uma extensa folha corrida de serviços prestados à companhia brasileira. Em março de 2017, a embarcação Stellar Daisy naufragou na costa do Uruguai quando levava 260 mil toneladas de minério da Vale para a China. 22 tripulantes desapareceram. Poucos meses depois, o Stellar Unicorn, também a serviço da mineradora, teve de ser levado para reparos emergenciais após a descoberta de uma rachadura na parte exterior de um tanque. Quase na mesma época, um terceiro navio, o Stellar Queen – fretado adivinhem por quem? – ficou três semanas ancorado no Maranhão e precisou passar por manutenção urgente. É de se admirar que a Vale, marcada pelos acidentes ambientais e, sobretudo, pelas mortes de Mariana e de Brumadinho, não tenha o devido cuidado na escolha de seus parceiros.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.03.20

Muito mais do que o minério no mar

A Vale pode ter um castigo fiscal com o encalhe do navio Stellar Banner na costa do Maranhão, se os 294 milhões de toneladas de minério da companhia se percam no mar. Em episódios semelhantes, a Receita Federal abriu processos contra o afretador da embarcação estrangeira, neste caso a mineradora. Segundo um especialista em direito marítimo ouvido pelo RR, o Leão costuma invocar legislação específica que determina que os impostos referentes à carga de navio naufragado têm de ser recolhidos quando o bem se perde por culpa. Detalhe: nesse tipo de situação o Fisco é rápido no gatilho e cobra os tributos sem aguardar a determinação da causa do acidente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.03.20

Ecos de Brumadinho

Além de calar fundo no espírito dos “valerianos”, Brumadinho também vai doer no bolso. Segundo o RR apurou, nesta semana a direção da Vale vai apresentar aos sindicatos uma proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) entre três e quatro salários. Ficará, portanto, bem abaixo do PLR do ano passado, na média de 6,2 salários. Reflexo do prejuízo registrado pela mineradora em 2019, de R$ 6,6 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.01.20

Presidente da Vale pode ser denunciado à Justiça

Pelo que o RR apurou, existem motivos de sobra para que haja tensão na cúpula da Vale. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estuda o indiciamento de um número maior de dirigentes da companhia – na semana passada, o ex-presidente Fabio Schvartsman e outros dez executivos da empresa foram acusados por homicídio doloso. A preocupação na mineradora é que o atual no 1, Eduardo Bartolomeo, esteja entre os novos investigados, com risco de também ser denunciado à Justiça. A rigor, Bartolomeo não tem uma relação direta com uma das maiores tragédias humanas do país – até o momento, 253 mortes confirmadas.

Na época do rompimento da barragem, há exato um ano, o executivo estava no Canadá, onde comandava a área de Metais Básicos da empresa. Após comprometer o então mais alto dirigente da Vale, Schvartsman, e a área de Geotecnia – onde trabalhavam sete dos 11 executivos da mineradora denunciados à Justiça, de um total de 16 pessoas –, os procuradores estariam concentrados agora em averiguar a responsabilidade de outras instâncias decisórias da companhia. Ressalte-se que, entre 2016 e 2017, Bartolomeo foi membro do Conselho de Administração e do Comitê de Conformidade e Risco da Vale.

Aliás, curiosamente, a passagem do executivo pelo Comitê não consta em seu currículo disponível no site da companhia, ainda que esta informação tenha sido citada no comunicado divulgado pela própria mineradora à imprensa, em março de 2019, quando Bartolomeo foi efetivado na presidência. Procurado, o MPMG informou que “as investigações foram concluídas com a denúncia de 16 pessoas”. Mas ressaltou que “caso surjam fatos novos (como novas provas), há a possibilidade de desarquivamento do procedimento de investigação para novas apurações.” Reforçou ainda que “há elementos sufi cientes que demonstram os crimes cometidos pelas 16 pessoas denunciadas.” O RR enviou uma série de perguntas à Vale, mas a empresa não retornou até o fechamento desta edição. O eventual indiciamento do presidente da Vale teria um significativo impacto sobre a companhia.

Como reagiriam os mercados internacionais diante do fato da maior produtora de minério de ferro do mundo ter o ex e o atual CEO acusados pelas mortes de Brumadinho? Isso para não falar das consequências intangíveis na já enlameada reputação institucional da companhia. O risco potencial é maior se considerada a possibilidade de condenação por crime doloso de Fabio Schvartsman, o que contaminaria ainda mais uma denúncia subsequente contra Bartolomeo. Independentemente de novas denúncias contra dirigentes da Vale, por si só o relatório de 467 páginas enviado pelo MPMG à Justiça (Procedimento Investigatório Criminal 0090.19.000013-4) é bastante duro em relação à empresa. De acordo com o inquérito da Polícia Civil de Minas (no 7977979), os executivos da Vale ignoraram relatórios das consultorias Potamos e Tractebel Engeneering alertando para o risco de rompimento da barragem.

A eventual decisão do MPMG de denunciar Eduardo Bartolomeo por um acidente que não lhe diz respeito, ao menos não diretamente, parece já ter entrado na categoria de vendetta do aparelho de Justiça contra a empresa. Com uma performance exemplar, o executivo tem surpreendido pela liderança que exerce na companhia. O infortúnio é o momento em que ele ascendeu ao comando da mineradora. A Vale já foi uma das maiores, se não a maior referência do país em responsabilidade sociocorporativa. Hoje, é um gigante com pés de barro. A mineradora matou mais gente do que qualquer outra companhia nessa área.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.01.20

Negociação pró-forma

A Vale apresentou a seus funcionários a proposta de participação nos lucros em 2020 – a ser paga no primeiro trimestre de 2021. Será um remake do acordo firmado para 2019, repetindo os parâmetros de remuneração – teto de até sete salários. Os 11 sindicatos que representam os 51 mil empregados da Vale devem responder até o fim de fevereiro. Na atual circunstância, imagina se algum vai dizer “não”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.19

Qual o passivo?

Pergunta que não quer calar: qual é o verdadeiro, verdadeiro mesmo, verdadeiríssimo passivo da Vale?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.12.19

Suspense

O acordo entre a Vale e os 11 sindicatos que representam seus trabalhadores para o cálculo da participação nos lucros e resultados em 2019 ficou para janeiro. Os mais de 53 mil trabalhadores atravessarão Natal e Ano Novo às escuras, sem saber o tamanho da bonificação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.11.19

O níquel de tolo da Vale

A Vale gostaria que Papai Noel jogasse a sua mina de níquel da Nova Caledônia no inferno. A operação, adquirida em um período que o falecido ex-presidente Roger Agnelli tinha o objetivo de criar uma “niquelândia”sob os domínios da Vale, sempre foi um estorvo. E tudo indica que continuará sendo, segundo os relatórios internos da companhia. Talvez fosse o caso de jogar a toalha e fazer um write off. Nova Caledônia custa caro demais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.11.19

Pré-sal, governo e Petrobras

Termômetro

Quarta-feira tem tudo para ser o segundo dia consecutivo de noticiário positivo para o governo, agora em função do leilão de cessão onerosa do pré-sal, que promete movimentar até R$ 106 bilhões.

Se tal patamar se confirmar – ou forem atingidos valores próximos a essa projeção – governo conseguirá valorizar planejamento para o setor de petróleo e terá espaço para aventar, inclusive, mudança no modelo de exploração.

O que se somará a conjunto de reformas anunciadas hoje e a outras, a serem anunciadas nos próximos dias, para criar, amanhã, panorama muito favorável, de transformação do estado. Bem na linha indicada – e bem aproveitada – pelo ministro Paulo Guedes. Isso posto, há duas variáveis importantes a serem observadas:

1) Diretor geral da ANP aventou possibilidade de que duas das quatro áreas do leilão (Sépia e Atapu) não sejam arrematadas, o que reduziria arrecadação a R$ 70 milhões. Motivo seriam dúvidas sobre negociações com a Petrobras para ressarcir investimentos já realizados pela empresa nos dois campos.

Independentemente do embasamento, dadas as expectativas já geradas e o fato de que a cifra acima de R$ 100 bilhões foi martelada na mídia, nos últimos meses, impacto seria ruim. Governo e ANP ficariam em posição de justificar contratempo em vez de comemorar resultados. E haveria questionamentos sobre acordos já firmados com estados e municípios, feitos com base em número cheio.

2) Avaliação sobre atuação da Petrobras no leilão. Há forte expectativa de que a estatal arremate, possivelmente como parte de consórcio, os campos de Búzios e Itapu, considerados os mais promissores. Ao mesmo tempo, há certa preocupação com projeção de gastos da empresa.

Ou seja, se não ganhar a disputa pelas áreas, sofrerá, amanhã, questionamentos quanto à política “tímida”, com perda de oportunidades estratégicas. Se ganhar, mas pagar valor muito acima dos R$ 34,6 bilhões, que receberá pelo acordo com o governo, será posto em dúvida compromisso com redução de endividamento. Ainda assim, a primeira hipótese seria mais desgastante, nesta quarta.

Reformas: a vez do Congresso

Após ótima comunicação do Ministério da Economia hoje, capitaneada pelo ministro Guedes, amanhã será o momento de sentir o pulso do Congresso sobre reformas anunciadas. Primeiro momento indicará quais as medidas enfrentarão maior resistência e quais podem ter tramitação mais ágil, tanto por reações de parlamentares quanto por análises da mídia. No foco, desvinculação de gastos obrigatórios; diminuição de jornada – e salários – de servidores; extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes; repasse de até R$ 500 bilhões aos estados.

Este último ponto (estados) vem aparecendo muito positivamente, mas há questionamentos sobre contrapartidas. Até agora, o que teve destaque, nesse sentido, foi intenção de proibir que tomem empréstimos com a Caixa, o BNDES e o Banco do Brasil, medida em si polêmica e que terá de ser mais detalhada.

Eletrobras no jogo

Ainda que não faça parte de reformas, proposta de privatização da Eletrobras será posta no bojo do mesmo debate – como parte de medidas polêmicas. Análises na mídia tendem a ser majoritariamente positivas, mas reação no Parlamento deve se mostrar mais matizada. Nesse caso, vale atenção para lideranças do centrão, que devem ser o fiel da balança.

Vale na berlinda

Vale sofrerá desgaste – e provável desvalorização – amanhã em função de relatório da Agência Nacional de Mineração indicando que a empresa omitiu problemas na barragem de Brumadinho, antes de rompimento.

O fator MDB e a PF

A conferir movimentações do MDB, nesta quarta, após convocação dos senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga para depor, hoje, pela PF. Também vai gerar repercussão a notícia de que a PF chegou a pedir a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Commodities e venda de veículos

Saem amanhã o Índice de Commodities do Banco Central (IC-BR), que vem de alta significativa em setembro (5,23%) e a produção de veículos em outubro (Anfavea), para a qual há expectativa de resultado positivo.

Serviços e produtividade na União Europeia e EUA

No exterior, os principais dados, nesta quarta, serão: PMI de Serviços, para outubro, na Alemanha e na Zona do Euro (previsão de estabilidade, na margem, para ambas); Vendas do Varejo de outubro na Zona do Euro (projeta-se crescimento baixo, de 0,1%, sobre 0,3% de setembro); Prévia da Produtividade do Trabalho Não Agrícola nos EUA no Terceiro Trimestre (estima-se avanço de 0,3%, bem abaixo dos 2,3% do segundo trimestre).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.10.19

Legado Brumadinho

Aos poucos, as mineradoras brasileiras vão passando pelo buraco da agulha dos órgãos reguladores. Segundo o RR apurou, a Agência Nacional da Mineração estima que mais 18 barragens serão liberadas para uso até o fim do ano, depois de atender as exigências pós Brumadinho. Hoje, 38 reservatórios ainda estão interditados pela ANM por apresentar algum tipo de risco. Logo após a tragédia de Minas Gerais, esse número chegou a ser de quase 70. Das estruturas paralisadas, 16 pertencem à Vale.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.