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05.11.19

Pré-sal, governo e Petrobras

Termômetro

Quarta-feira tem tudo para ser o segundo dia consecutivo de noticiário positivo para o governo, agora em função do leilão de cessão onerosa do pré-sal, que promete movimentar até R$ 106 bilhões.

Se tal patamar se confirmar – ou forem atingidos valores próximos a essa projeção – governo conseguirá valorizar planejamento para o setor de petróleo e terá espaço para aventar, inclusive, mudança no modelo de exploração.

O que se somará a conjunto de reformas anunciadas hoje e a outras, a serem anunciadas nos próximos dias, para criar, amanhã, panorama muito favorável, de transformação do estado. Bem na linha indicada – e bem aproveitada – pelo ministro Paulo Guedes. Isso posto, há duas variáveis importantes a serem observadas:

1) Diretor geral da ANP aventou possibilidade de que duas das quatro áreas do leilão (Sépia e Atapu) não sejam arrematadas, o que reduziria arrecadação a R$ 70 milhões. Motivo seriam dúvidas sobre negociações com a Petrobras para ressarcir investimentos já realizados pela empresa nos dois campos.

Independentemente do embasamento, dadas as expectativas já geradas e o fato de que a cifra acima de R$ 100 bilhões foi martelada na mídia, nos últimos meses, impacto seria ruim. Governo e ANP ficariam em posição de justificar contratempo em vez de comemorar resultados. E haveria questionamentos sobre acordos já firmados com estados e municípios, feitos com base em número cheio.

2) Avaliação sobre atuação da Petrobras no leilão. Há forte expectativa de que a estatal arremate, possivelmente como parte de consórcio, os campos de Búzios e Itapu, considerados os mais promissores. Ao mesmo tempo, há certa preocupação com projeção de gastos da empresa.

Ou seja, se não ganhar a disputa pelas áreas, sofrerá, amanhã, questionamentos quanto à política “tímida”, com perda de oportunidades estratégicas. Se ganhar, mas pagar valor muito acima dos R$ 34,6 bilhões, que receberá pelo acordo com o governo, será posto em dúvida compromisso com redução de endividamento. Ainda assim, a primeira hipótese seria mais desgastante, nesta quarta.

Reformas: a vez do Congresso

Após ótima comunicação do Ministério da Economia hoje, capitaneada pelo ministro Guedes, amanhã será o momento de sentir o pulso do Congresso sobre reformas anunciadas. Primeiro momento indicará quais as medidas enfrentarão maior resistência e quais podem ter tramitação mais ágil, tanto por reações de parlamentares quanto por análises da mídia. No foco, desvinculação de gastos obrigatórios; diminuição de jornada – e salários – de servidores; extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes; repasse de até R$ 500 bilhões aos estados.

Este último ponto (estados) vem aparecendo muito positivamente, mas há questionamentos sobre contrapartidas. Até agora, o que teve destaque, nesse sentido, foi intenção de proibir que tomem empréstimos com a Caixa, o BNDES e o Banco do Brasil, medida em si polêmica e que terá de ser mais detalhada.

Eletrobras no jogo

Ainda que não faça parte de reformas, proposta de privatização da Eletrobras será posta no bojo do mesmo debate – como parte de medidas polêmicas. Análises na mídia tendem a ser majoritariamente positivas, mas reação no Parlamento deve se mostrar mais matizada. Nesse caso, vale atenção para lideranças do centrão, que devem ser o fiel da balança.

Vale na berlinda

Vale sofrerá desgaste – e provável desvalorização – amanhã em função de relatório da Agência Nacional de Mineração indicando que a empresa omitiu problemas na barragem de Brumadinho, antes de rompimento.

O fator MDB e a PF

A conferir movimentações do MDB, nesta quarta, após convocação dos senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga para depor, hoje, pela PF. Também vai gerar repercussão a notícia de que a PF chegou a pedir a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Commodities e venda de veículos

Saem amanhã o Índice de Commodities do Banco Central (IC-BR), que vem de alta significativa em setembro (5,23%) e a produção de veículos em outubro (Anfavea), para a qual há expectativa de resultado positivo.

Serviços e produtividade na União Europeia e EUA

No exterior, os principais dados, nesta quarta, serão: PMI de Serviços, para outubro, na Alemanha e na Zona do Euro (previsão de estabilidade, na margem, para ambas); Vendas do Varejo de outubro na Zona do Euro (projeta-se crescimento baixo, de 0,1%, sobre 0,3% de setembro); Prévia da Produtividade do Trabalho Não Agrícola nos EUA no Terceiro Trimestre (estima-se avanço de 0,3%, bem abaixo dos 2,3% do segundo trimestre).

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31.10.19

Legado Brumadinho

Aos poucos, as mineradoras brasileiras vão passando pelo buraco da agulha dos órgãos reguladores. Segundo o RR apurou, a Agência Nacional da Mineração estima que mais 18 barragens serão liberadas para uso até o fim do ano, depois de atender as exigências pós Brumadinho. Hoje, 38 reservatórios ainda estão interditados pela ANM por apresentar algum tipo de risco. Logo após a tragédia de Minas Gerais, esse número chegou a ser de quase 70. Das estruturas paralisadas, 16 pertencem à Vale.

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22.10.19

Recapitalização

Nove meses após a tragédia de Brumadinho, a Justiça já aliviou bastante o torniquete da Vale. O RR apurou que o total de recursos da companhia sob bloqueio judicial caiu para cerca de R$ 5,8 bilhões, a números do início deste mês. Em março, essa cifra chegou a ser de R$ 13 bilhões.

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14.10.19

Alta tensão

A direção da Vale, ao que parece, está travando uma guerra psicológica com os 12 sindicatos que representam os mais de 50 mil trabalhadores da companhia. Apenas amanhã, a companhia vai apresentar o primeiro esboço de proposta para o novo acordo trabalhista. Há mais de 20 anos que as negociações não começavam tão em cima da data-base da categoria, 1 de novembro.

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05.09.19

Logística verticalizada

A VLI, leia-se Vale, surge como candidata à compra de armazéns da Conab – ver edição de 27 de agosto. Segundo o RR apurou, executivos da empresa se reuniram recentemente com o diretor da estatal Bruno Cordeiro.

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12.08.19

Despedida completa

A Fundação Real Grandeza já estuda propostas pelo complexo de três edifícios em Botafogo, no Rio, sede histórica de Furnas. A estatal está de mudança para o antigo prédio da Vale, no Centro. O imóvel representa quase 3% da carteira de ativos da Real Grandeza. Consultada, a fundação diz manter “contatos com consultorias para avaliar as melhores opções em relação aos prédios”.

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08.08.19

O novo round entre o Legislativo e o Judiciário

Há um novo ponto de fricção à vista entre o Legislativo e o Judiciário. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre se articulam para ressuscitar a PEC 115/2019. A Proposta estabelece que convocados por CPIs terão de comparecer obrigatoriamente ao Congresso. O que está em jogo são os limites territoriais do Legislativo e do Judiciário. Com a reabertura da PEC, uma das questões mais incandescentes poderá ser a inclusão de uma emenda específica que também obrigue membros do aparelho de Justiça – magistrados e procuradores – a atender a convocações do Congresso. É difícil, mas a simples discussão é pura nitroglicerina. CPIs costumam ser um cabo de guerra entre Legislativo e Judiciário. Um caso de repercussão mais recente foi protagonizado pelo ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman. Convocado pela CPI de Brumadinho, Schvartsman escapou da inquirição graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes. O Congresso quer justamente impedir interferências da Justiça no curso das CPIs. O texto da PEC prega que convocações realizadas por Comissões Parlamentares não contrariam os direitos fundamentais.

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23.07.19

Vale e cia. ativam seus anticorpos

A bancada da mineração – entre os quais se destacam os deputados Paulo Abi-Ackel e Rodrigo de Castro, ambos de Minas Gerais – já se mobiliza para barrar o possível aumento dos royalties do setor. A tropa de choque trabalha para tirar do parecer final do senador Carlos Viana, relator da CPI de Brumadinho, a proposta de elevação da CFEM. O texto original, que ainda será votado em plenário, recomenda o aumento da taxação de 3% para 10% do faturamento bruto das empresas. A punição tem endereço certo: tomando-se como base os resultados de 2018, a tributação sobre a Vale passaria de R$ 4 bilhões para R$ 13 bilhões. Em tempo: um dos mais empenhados em derrubar a proposta no Congresso é o ex-deputado Leonardo Quintão. Mesmo sem ter sido reeleito, Quintão segue como uma espécie de presidente de honra da bancada da mineração. Costuma ser maldosamente chamado por seus desafetos de Vale e cia. ativam seus anticorpos “menino da Vale”.

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O parecer do senador Carlos Viana, relator da CPI de Brumadinho, vai estabelecer “jurisprudência”. Segundo o RR apurou, a Comissão Parlamentar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais também deverá pedir o indiciamento por crime doloso do presidente afastado da Vale, Fabio Schvartsman, e de outros executivos da companhia.

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11.07.19

Um alento para os empregados da Vale

Em reunião com sindicatos do setor de mineração, realizada na semana passada, representantes da Vale acenaram com a possibilidade de pagamento de participação nos lucros aos trabalhadores em 2020. Essa hipótese estava praticamente afastada após a tragédia de Brumadinho e seu impacto sobre os resultados da companhia – leia-se um prejuízo de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano. No entanto, a própria mineradora já trabalha com uma projeção de lucro para este ano em razão do aumento dos preços do minério de ferro. Desde janeiro, a tonelada passou de US$ 73 para US$ 108. A estimativa no mercado internacional é que o valor possa chegar à casa dos US$ 120 até setembro. Procurada, a Vale não se pronunciou.

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