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14.08.20

O Rio Paraguai virou sertão

As autoridades do setor elétrico do Brasil, Argentina e Paraguai discutem o aumento temporário da vazão das hidrelétricas no Cone Sul, na tentativa de facilitar o tráfego de barcaças no Rio Paraguai. Há praticamente um apagão no transporte fluvial de grãos na  região, onde a navegação de cabotagem sofre os efeitos da pior seca nos últimos 40 anos. Há mais de cem mil toneladas de carga paradas em portos ao longo do rio, devido à falta de navegabilidade. Estima-se que as perdas para os agricultores já esteja na casa dos US$ 30 milhões. Com viés de alta.

O problema não atinge apenas o agronegócio. No Porto de Ladário, há cerca de 1 milhão de toneladas minério de ferro da Vale paradas, esperando o embarque para a Argentina.

Aliás, a seca na região descortinou outro problema: o aumento do número de barcos com produtos contrabandeados que foram “naufragados” propositadamente, para evitar o flagrante da Polícia Federal.

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21.07.20

Trem da Vale vai atrasar

Provavelmente a Vale terá de esperar até 2021 pela prorrogação das licenças da Estrada de Ferro Carajás e da Vitória-Minas. Apesar
do empenho do ministro Tarcísio Freitas para acelerar o passo, há inúmeras pendências técnicas na ANTT. Depois da agência, o processo ainda terá de passar pela estação TCU. Não é viagem para menos de seis meses.

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03.07.20

Dividir para lucrar

A Vale pegou seus 51 mil empregados de surpresa. A quatro meses do fim do Acordo Coletivo, a companhia tem procurado sindicatos para negociar pactos regionais, quebrando uma tradição de anos. Os trabalhadores enxergam uma manobra da Vale para cindir as lideranças sindicais e reduzir o já pequeno poder de barganha dos funcionários.

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15.05.20

Minério al mare

Com o aval de autoridades da área ambiental, as 350 mil toneladas de minério de ferro da Vale acondicionadas nos porões do navio Stella Banner deverão ser despejados no mar. A embarcação, pertencente à sul-coreana Polaris Shipping, está encalhada na costa do Maranhão desde fevereiro. Este é o quarto acidente envolvendo um navio da empresa asiática a serviço da Vale desde 2017 – como informou o RR em 18 de março.

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13.05.20

“Rodovia da morte”

A Vale comprometeu-se com prefeitos da região a financiar parte do custo de duplicação da rodovia entre Mariana e Brumadinho. O projeto está orçado em R$ 1 bilhão. O montante que caberá à mineradora ainda não está decidido. O certo mesmo é que não há região no país onde a Vale precise tanto expiar suas culpas.

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04.05.20

Higienização

A Vale vai aplicar testes rápidos de coronavírus em todos os seus 51 mil funcionários. A checagem começará pelo Maranhão, onde dois trabalhadores da empresa já morreram por Covid-19. Todos os empregados farão três exames, um a cada 21 dias. Depois de Mariana e Brumadinho, esta é uma área na qual a Vale não tem o menor direito de errar.

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18.03.20

O inferno ambiental da Vale

Dona do Stellar Banner, navio que está à deriva no litoral do Maranhão com quase 300 mil toneladas de minério de ferro da Vale, a Polaris Shipping tem uma extensa folha corrida de serviços prestados à companhia brasileira. Em março de 2017, a embarcação Stellar Daisy naufragou na costa do Uruguai quando levava 260 mil toneladas de minério da Vale para a China. 22 tripulantes desapareceram. Poucos meses depois, o Stellar Unicorn, também a serviço da mineradora, teve de ser levado para reparos emergenciais após a descoberta de uma rachadura na parte exterior de um tanque. Quase na mesma época, um terceiro navio, o Stellar Queen – fretado adivinhem por quem? – ficou três semanas ancorado no Maranhão e precisou passar por manutenção urgente. É de se admirar que a Vale, marcada pelos acidentes ambientais e, sobretudo, pelas mortes de Mariana e de Brumadinho, não tenha o devido cuidado na escolha de seus parceiros.

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10.03.20

Muito mais do que o minério no mar

A Vale pode ter um castigo fiscal com o encalhe do navio Stellar Banner na costa do Maranhão, se os 294 milhões de toneladas de minério da companhia se percam no mar. Em episódios semelhantes, a Receita Federal abriu processos contra o afretador da embarcação estrangeira, neste caso a mineradora. Segundo um especialista em direito marítimo ouvido pelo RR, o Leão costuma invocar legislação específica que determina que os impostos referentes à carga de navio naufragado têm de ser recolhidos quando o bem se perde por culpa. Detalhe: nesse tipo de situação o Fisco é rápido no gatilho e cobra os tributos sem aguardar a determinação da causa do acidente.

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04.03.20

Ecos de Brumadinho

Além de calar fundo no espírito dos “valerianos”, Brumadinho também vai doer no bolso. Segundo o RR apurou, nesta semana a direção da Vale vai apresentar aos sindicatos uma proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) entre três e quatro salários. Ficará, portanto, bem abaixo do PLR do ano passado, na média de 6,2 salários. Reflexo do prejuízo registrado pela mineradora em 2019, de R$ 6,6 bilhões.

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28.01.20

Presidente da Vale pode ser denunciado à Justiça

Pelo que o RR apurou, existem motivos de sobra para que haja tensão na cúpula da Vale. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estuda o indiciamento de um número maior de dirigentes da companhia – na semana passada, o ex-presidente Fabio Schvartsman e outros dez executivos da empresa foram acusados por homicídio doloso. A preocupação na mineradora é que o atual no 1, Eduardo Bartolomeo, esteja entre os novos investigados, com risco de também ser denunciado à Justiça. A rigor, Bartolomeo não tem uma relação direta com uma das maiores tragédias humanas do país – até o momento, 253 mortes confirmadas.

Na época do rompimento da barragem, há exato um ano, o executivo estava no Canadá, onde comandava a área de Metais Básicos da empresa. Após comprometer o então mais alto dirigente da Vale, Schvartsman, e a área de Geotecnia – onde trabalhavam sete dos 11 executivos da mineradora denunciados à Justiça, de um total de 16 pessoas –, os procuradores estariam concentrados agora em averiguar a responsabilidade de outras instâncias decisórias da companhia. Ressalte-se que, entre 2016 e 2017, Bartolomeo foi membro do Conselho de Administração e do Comitê de Conformidade e Risco da Vale.

Aliás, curiosamente, a passagem do executivo pelo Comitê não consta em seu currículo disponível no site da companhia, ainda que esta informação tenha sido citada no comunicado divulgado pela própria mineradora à imprensa, em março de 2019, quando Bartolomeo foi efetivado na presidência. Procurado, o MPMG informou que “as investigações foram concluídas com a denúncia de 16 pessoas”. Mas ressaltou que “caso surjam fatos novos (como novas provas), há a possibilidade de desarquivamento do procedimento de investigação para novas apurações.” Reforçou ainda que “há elementos sufi cientes que demonstram os crimes cometidos pelas 16 pessoas denunciadas.” O RR enviou uma série de perguntas à Vale, mas a empresa não retornou até o fechamento desta edição. O eventual indiciamento do presidente da Vale teria um significativo impacto sobre a companhia.

Como reagiriam os mercados internacionais diante do fato da maior produtora de minério de ferro do mundo ter o ex e o atual CEO acusados pelas mortes de Brumadinho? Isso para não falar das consequências intangíveis na já enlameada reputação institucional da companhia. O risco potencial é maior se considerada a possibilidade de condenação por crime doloso de Fabio Schvartsman, o que contaminaria ainda mais uma denúncia subsequente contra Bartolomeo. Independentemente de novas denúncias contra dirigentes da Vale, por si só o relatório de 467 páginas enviado pelo MPMG à Justiça (Procedimento Investigatório Criminal 0090.19.000013-4) é bastante duro em relação à empresa. De acordo com o inquérito da Polícia Civil de Minas (no 7977979), os executivos da Vale ignoraram relatórios das consultorias Potamos e Tractebel Engeneering alertando para o risco de rompimento da barragem.

A eventual decisão do MPMG de denunciar Eduardo Bartolomeo por um acidente que não lhe diz respeito, ao menos não diretamente, parece já ter entrado na categoria de vendetta do aparelho de Justiça contra a empresa. Com uma performance exemplar, o executivo tem surpreendido pela liderança que exerce na companhia. O infortúnio é o momento em que ele ascendeu ao comando da mineradora. A Vale já foi uma das maiores, se não a maior referência do país em responsabilidade sociocorporativa. Hoje, é um gigante com pés de barro. A mineradora matou mais gente do que qualquer outra companhia nessa área.

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