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28.11.19

A denúncia no Tribunal Penal Internacional e o fator simbólico

Termômetro

A denúncia por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional deve ensejar reação do presidente, entre hoje e amanhã. A ação ainda não foi aceita pela Corte e, mesmo que seja, dificilmente terá consequências práticas. Mas vai criar novo símbolo de que a atual gestão não tem políticas nem para a população indígena nem de proteção ambiental. Como resultado, tais setores devem ser avaliados de maneira fortemente crítica, nesta sexta.

Paralelamente, aumentará o interesse, nacional e internacional, para o caso de membros de ONG no Pará, presos sob acusação de terem participado de incêndio da floresta na região. Justiça acaba de determinar soltura dos acusados e, até o momento, prevalece na mídia imagem de que a investigação policial é confusa e não apresenta nenhuma prova.

STF libera o Coaf

A decisão final do STF, liberando o compartilhamento de dados pelo Coaf com o MP, sem autorização judicial, vai aprofundar o destaque para investigações que atingem o senador Flávio Bolsonaro. O alvo central, nesta sexta, será o possível enfraquecimento político de Flávio e suas consequências para o núcleo duro do presidente, ora mobilizado para a criação de novo partido.

A PEC Emergencial e os servidores

Deve ser apresentado amanhã o parecer do relator da PEC Emergencial, o senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR). Ministro Guedes já salientou que a PEC ficará para o ano que vem, em função de considerações políticas. No entanto, a leitura do parecer em si, se ocorrer, já provocará desgaste para o governo junto a servidores públicos, que seriam os principais afetados com a medida. Também obrigará o presidente ou o ministro a se posicionarem novamente sobre o tema

Petrobras 2024

Estarão em pauta, amanhã, detalhes do plano de investimentos da Petrobras de 2020 a 2024, anunciado hoje. Destaques serão: 1) Diminuição de valores previstos, em comparação ao plano anterior, para o período de 2019 a 2023 (US$ 75,7 bilhões contra US$ 84,1 bilhões); 2) Priorização do segmento de exploração e produção, com foco no pré-sal. Tanto agentes econômicos quanto a mídia devem avaliar positivamente o planejamento da estatal.

A exclusão da Folha de São Paulo e a reação da Imprensa

Os desdobramentos de exclusão da Folha de São Paulo de licitação da Presidência para assinatura de jornais ainda são incertos. Se demais veículos de mídia se mobilizarem, amanhã, pode haver maior impacto para o governo.

EUA, Hong Kong e Uruguai

Na política internacional, serão dois os principais temas, nesta sexta:

1) O grau de comprometimento do presidente Trump com projeto de lei por ele sancionado, em apoio à democracia em Hong Kong. Questão está no ar porque não houve, ainda, manifestação clara dos EUA diante de dura (mas possivelmente retórica) reação inicial da China. Hoje, Trump tratou apenas de retomada de negociações com o Talibã, no Afeganistão.

2) Primeiros passos de Lacalle Pou  –  confirmado hoje como presidente eleito do Uruguai –,  particularmente no que tange ao Brasil. Pou, de centro direita, rompe com domínio de 15 anos da Frente Ampla (coalização de centro esquerda)  no governo federal.

Mapa da economia brasileira

Estão previstos para amanhã uma série de indicadores com impacto em expectativas econômicas no Brasil. Destaque para:

1) A PNAD Contínua de outubro. Espera-se leve recuo em números do desemprego, na faixa de 11,6% (contra 11,8% em setembro). Se confirmado, dado será lido como indício de recuperação econômica, ainda que muito lenta, como tem sido a marca de 2019. Ao mesmo tempo, às vésperas de ano eleitoral, aumentará a pressão sobre a equipe econômica para acelerar a criação de novos postos de trabalho. As cobranças tendem a se agravar porque a MP que institui o Programa Verde e Amarelo – principal medida da atual gestão para gerar empregos, com foco nos jovens –, está em xeque. Davi Alcolumbre ameaça devolver a MP ao Planalto (ou parte dela) por vícios de inconstitucionalidade, e ministra Carmen Lúcia pediu explicações sobre o projeto.

2) O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) e a Sondagem de Serviços de novembro, ambos da FGV. O IIE-Br cumprirá papel estratégico, já que, ao contrário de panorama em outubro, quando grau de incerteza caiu 5,8 pontos, o momento é de renovada preocupação com a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Além de menor otimismo com reformas, passada a empolgação com a Previdência.

3) O Indicador de Atividade da Fiesp, para outubro. Índice vem de três altas seguidas, com dados de setembro mostrando crescimento moderado na economia do estado. Expectativa é de que tal curva se mantenha, atestando retomada mais forte em São Paulo, comparada à média nacional.

4) Definição da bandeira tarifária de energia elétrica de dezembro (ANEEL). Em novembro a Agência passou de bandeira amarela (R$ 1,34 a cada 100 kWh consumidos) para vermelha 1 (R$ 4,16 a cada 100 kWh consumidos).

Resultados na China e Europa

No exterior, atenções amanhã se voltam para economias chinesa e europeia, com ênfase:

1) No PMI da Indústria e de não manufaturados de novembro, na China. Expectativas de crescimento na margem (de 49,3 para 49,5) para a indústria, mas ainda em patamar negativo (abaixo de 50); e de leve aumento (em faixa positiva) para não manufaturados (de 52,8 para 53,1).

2) Taxa de Desemprego de novembro e Vendas no Varejo de outubro, na Alemanha. Estima-se estabilidade no desemprego, em 5%, e queda no varejo (3,0% contra 3,4% em setembro). Números não devem alterar expectativas sobre a economia alemã.

3) Taxa de Desemprego de outubro e Prévia do  Índice de Preços ao Consumidor (IPC) anualizado para novembro, na Zona do Euro. Desemprego deve permanecer em 7,5% e IPC aponta para aceleração (de 0,7% para 0,9%).

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22.11.19

Segunda instância e disputa entre Câmara e Senado

Termômetro

Estarão em curso, nos próximos dias, negociações no Congresso sobre tramitação de projeto que reinstauraria a prisão em segunda instância.

A grande questão é se haverá acordo entre Câmara e Senado para unificar propostas ou se acontecerá uma espécie de competição entre as duas Casas. As figuras centrais nesse processo serão Davi Alcolumbre, que articula acordo com Rodrigo Maia, e Simone Tebet, que preside a CCJ e até o momento insiste na proposta do Senado. Estará em jogo, nesse sentido, o timing e as chances de aprovação da medida.

Projeto do Senado pode ser aprovado por maioria simples, o que aceleraria o processo, mas embutiria forte risco de inconstitucionalidade. Já a Câmara trabalha em emenda constitucional, para a qual são necessários dois terços dos votos de deputados. O que implicaria em maiores dificuldades e em prazo elástico.

Tendência é de que, até segunda-feira, seja delineado acordo em torno de emenda constitucional da Câmara. Mas não se pode bater o martelo, sobretudo em função de resistência da senadora Tebet. Vale atenção, ainda, para evolução do posicionamento da mídia, que parece caminhar para apoio à emenda – mesmo com abordagem crítica sobre possível soltura de condenados em segunda instância.

Excludente de ilicitude: embate no Congresso

Outro tema que provocará fortes movimentações no Congresso e na mídia, de hoje até segunda-feira, é projeto de lei do governo federal que amplia o excludente de ilicitude para todas as forças de segurança durante Operações de Garantia da Lei e da Ordem. Iniciativa se soma à articulação do ministro Moro, para que o excludente seja reinserido em lei anticrime.

Deve se manter reação muito negativa na mídia e hesitante no Congresso. É muito improvável que o projeto avance, a não ser que o presidente jogue o peso do governo em negociações com o Centrão, o que certamente envolveria negociação de cargos.

Nova investigação contra Flávio Bolsonaro

Vai gerar desdobramentos, amanhã, notícia de nova investigação aberta pelo MP sobre a existência de funcionários fantasmas no gabinete do senador Flavio Bolsonaro. Ainda que o processo corra em segredo de Justiça, acarretará matérias e especulações sobre o tema, aumentando os holofotes – negativos – para o senador.

  no microscópio

O momento é particularmente delicado para o presidente e seus filhos, com a criação de novo partido (Aliança pelo Brasil) visto por muitos analistas como uma “empreitada familiar”. O movimento já provocou um efeito claro: como o discurso do presidente, justificando saída do PSL, se baseou em críticas à falta de transparência, haverá escrutínio sobre o histórico de todos os principais membros da nova legenda.

Além de Flávio, estará na mira o segundo vice-presidente da sigla, o advogado Luís Felipe Belmonte, que já foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob acusação de pagar propina a um ex-desembargador, em Rondônia.

Desgaste para Ricardo Salles

Quebra de sigilo pela Justiça de São Paulo porá em foco o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ainda que não haja relação direta, ação judicial levantará críticas sobre atuação do ministro e atual política ambiental do governo federal. Paralelamente, gera desgaste para o presidente Bolsonaro.

Ilações sobre reforma ministerial

Bolsonaro, justamente, terá ainda que enfrentar boatos de que pretende demitir os ministros da Educação, Casa Civil e Turismo – este último também envolvido em inquérito da PF. Presidente negou enfaticamente tal intenção, mas tema continuará em pauta nos próximos dias, com ilações sobre supostos desgastes internos dos ministros. Destaque, nesse sentido, para o ministro Weintraub, envolto em nova polêmica com Universidades Públicas.

Eleições no Uruguai

Eleições presidenciais no Uruguai acontecerão no domingo. Favoritismo é de coalização – moderada – de centro direita, o que vai favorecer política externa do governo Bolsonaro.

Consumidores, inflação e contas externas

Dentre os indicadores que sairão na próxima segunda-feira, destaque para:

1) Sondagem do Consumidor de novembro (FGV). Gera interesse particular porque tem apresentado oscilação, com dois meses de crescimento seguido (agosto e setembro), sendo sucedidos por queda de 0,3 ponto em outubro. Atenção sobretudo para expectativas futuras, que sofreram o maior recuo em setembro (0,4);

2) Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores de novembro (FGV). Número está próximo do mínimo histórico de julho de 2007 (4,8%). Pode haver alguma variação, mas tudo indica que patamar permanecerá baixo.

3) Estatísticas do setor externo do Banco Central para outubro. Estimativas indicam aumento significativo dos Investimentos Diretos do Exterior (IDP), que passariam de US$ 6,306 bilhões para US$ 7,500 bilhões, bem como do déficit em conta corrente (US$ 5,300 bilhões contra US$ 3, 487 bilhões em setembro).

Ambiente econômico na Alemanha e nos EUA

No exterior, vale conferir, na segunda: 1) O Índice de Clima de Negócios Ifo de novembro, da Alemanha. Apesar de pairarem fortes dúvidas sobre a economia alemã, o indicador deve apresentar leve avanço sobre outubro (95,0 frente a 94,6);2) O Índice de Atividade nacional do FED de Chicago.  Projeções indicam segundo resultado negativo seguido, na faixa de –0,5 ponto.

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