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09.09.16

Trinca de universidades se une para subir de classe

  As universidades Unicesumar, Uninove e Cruzeiro do Sul decidiram fazer uma fusão inédita no país. Depois de emplacarem separadamente um total de dez aquisições de instituições de ensino superior de médio porte – em negócios que atingiram R$ 1,2 bilhão nos últimos quatro anos –, o trio resolveu partir para o jogo no andar de cima do segmento. As companhias pretendem unir suas salas de aula e formar o terceiro maior grupo universitário do país, com 5% de participação de mercado, atrás apenas da Kroton/Estácio, com 23,5%, e da Unip (6,6%).  A fonte do RR, que está ajudando na operação, informou que as tratativas começaram há duas semanas e preveem uma divisão desigual do capital da nova empresa que reunirá os ativos dos três grupos. As paulistas Uninove e Cruzeiro do Sul deverão ficar com 40% das ações cada uma. O restante será entregue à paranaense Unicesumar, a menor entre as futuras parceiras, com 80 mil matrículas, contra 150 mil da Uninove e 130 mil da Cruzeiro do Sul. Ressalte-se que a gestora inglesa Actis, acionista desta última, decidiu não participar do enlace. Os britânicos pretendem vender sua participação de 40% na Cruzeiro do Sul antes da fusão. Sua saída, segundo a fonte do RR, já havia sido acordada anteriormente com os controladores do grupo, o empresário Hermes Figueiredo e a família Padovese.  A nova empresa que deverá ser criada pela Unicesumar, Uninove e Cruzeiro do Sul terá um faturamento de R$ 2,5 bilhões, bem acima da atual terceira colocada no ranking, a Laureate, dona da Universidade Anhembi Morumbi, com receita de R$ 1,8 bilhão. O Ebitda do trio chega a R$ 300 milhões e uma relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 2,5 vezes – abaixo da média do mercado educacional, próxima de três vezes. A fusão ainda dará um caixa que permitirá uma alavancagem de aproximadamente R$ 500 milhões para novas aquisições. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Unicesumar e Uninove e Cruzeiro do Sul.

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15.07.16

Chaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva

 Chaim Zaher não vai deixar barato para a Kroton a perda da Estácio. O empresário abriu os seus planos em conversa com o RR e, já na partida, deixou claro que a nova dona da universidade carioca deverá ganhar um concorrente de peso. “Não vou me aposentar. Estou pronto para a luta”, dispara. Chaim pretende juntar em uma mesma sala de aula a Unip, de João Carlos Di Genio; a Anima, liderada por Daniel Faccini Castanho; a Uniasselvi, dos fundos Carlyle e Vinci Partners; e a Ser Educacional, de Janguiê Diniz. Sua entrada no time se dará por intermédio de um fundo de investimentos em educação que ele pretende montar. Da salada sairia um grupo com 9% de mercado no ensino superior – maior do que a Estácio antes da fusão. Como um bom libanês, ex-mascate, Chaim é cauteloso nas assertivas até para não atiçar a gula dos concorrentes. “Temos um bom relacionamento com esses grupos e sabemos que a Kroton precisará de um tempo até conseguir aprovar a fusão no Cade e deglutir de vez a Estácio”, avalia o empresário de olho no gap de tempo que lhe é favorável. “Conversei com eles para comprarmos juntos a Está- cio. Não deu, mas estamos negociando intensamente sobre o que fazer”. Segundo Chaim, o que os une é um “atestado de sobrevivência”. Vai ser cada vez mais difícil concorrer com esse polvo gigante chamado Kroton-Estácio.  Ele aposta todas as suas fichas que o Cade vai aprovar a fusão da Kroton com a Estácio, estabelecendo apenas pequenas restrições. A gigante terá 23,5% de market share por número de matrículas, o que é relevante para um setor em que o segundo colocado soma 6,6%. A avaliação do empresário não esconde o sorriso no canto da boca. Afinal, se o Cade aprovar essa fusão, o caminho estará livre para que outro grupo semelhante seja formado. Com uma grande diferença. EnquanChaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva to a Kroton segue uma estratégia de expansão com base em um modelo supermercadista, amontoando grupos em uma prateleira, Chaim pretende formar uma corporation controlada por lideranças do setor, com um projeto educacional de longo prazo  Apesar do indisfarçável abatimento, após 30 dias de batalha inclemente contra uma miríade de investidores de mercado instalados nos dois lados, tanto da Estácio quanto da Kroton, Chaim se diz fortalecido por aprender a lição. “Essa cara de cansado não dura dois dias”, diz. Ele descarta ser minoritário de fundos de private equity. “A lógica e o tempo de maturação dos projetos para eles são diferentes dos que são equacionados pelos empresários educadores.” E argumenta: “Comecei a montar um plano de crescimento para a Estácio, que levou dois anos, mas nunca consegui dar ideias e sugestões como educador para a companhia porque os gestores não deixavam”.  Chaim afirma que, quando vendeu a UniSEB para a Estácio, prometeram a ele a presidência do conselho, o que nunca foi cumprido. Para evitar uma guerra de foice, resolveu compor com Eduardo Alcalay, então chairman, para juntos formarem uma chapa única para o conselho da Estácio, em abril deste ano. “Meu objetivo era compor um conselho mais próximo de mim e fazer em seguida uma Oferta Pública de Ações”. No meio do caminho, surgiu a oferta hostil da Kroton, que derrubou tudo. Diante da falta de apoio dos fundos e da desistência da tropa de choque, formada por Ser Educacional, Uniasselvi e Anima, Chaim jogou a toalha. O esforço não foi em vão. Ele deverá sair da Está- cio com quase R$ 1 bilhão no bolso e uma disposição redobrada de formar um novo grande grupo educacional que, pelo menos, dê um freio nas pretensões monopolistas da Kroton. “Respeito o Rodrigo Galindo (presidente da Kroton), mas seremos adversários”, assegura.

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