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05.04.18

Tomografia fiscal

A Unimed-Rio não tem sossego. A Polícia Federal, que investiga a empresa há quase um ano, já teria colhido indícios sufi cientes para denunciar a operadora por fraude fiscal. As irregularidades remetem à gestão do ex-presidente Celso Barros, afastado do cargo em 2016 por decisão dos próprios cooperativados. As investigações avançam justo no momento em que a Unimed-Rio, hoje sob a gestão de Romeu Scofano, dá claros sinais de recuperação financeira. Nos últimos dois anos, a empresa acumulou um lucro superior a R$ 120 milhões. Em 2017, reduziu sua dívida em R$ 220 milhões. Consultada, a Polícia Federal disse que “não comenta investigações em andamento”.

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29.03.17

Qualicorp leva seus planos para onde o povo está

Em meio a insistentes especulações sobre a venda do seu controle, a Qualicorp ensaia um salto nos braços do povo. A empresa de José Seripieri Junior está fechando a compra da carteira da Asben, o que significará sua entrada no mercado de planos de saúde populares. Por ora, trata-se de uma espécie de test driver no novo segmento.

O investimento será pequeno, de R$ 16 milhões, e o que está em jogo é a transferência de 26,7 mil vidas. Para efeito de comparação, esse número equivale a apenas 2% da atual carteira da Qualicorp, de 1,3 milhão de clientes, concentrados nas classes A e B. Procuradas pelo RR, Qualicorp e Asben confirmaram o acordo.

Seripieri tem outra bala na agulha, uma operação capaz de dar maior escala a sua empresa no segmento de planos populares. Trata-se de uma parceria com a Unimed Fesp que permitirá à Qualicorp vender e operar planos de saúde da bandeira Unimed em todo o estado de São Paulo pelo prazo de cinco anos. O acordo gira em torno dos R$ 35 milhões. José Seripieri Junior tem duas prioridades neste momento: diversificar a atuação da Qualicorp e desvincular sua imagem de Lula, identificação que já lhe levou ao céu e hoje o empurra na direção do inferno.

A primeira, sem dúvida, é a mais simples. Se, por um lado, Seripieri avança sobre as camadas mais baixas da sociedade no momento em que a taxa de desemprego sobe a ladeira, por outro aproveita-se dos efeitos da recessão sobre o valuation dos ativos. O empresário tem planos, inclusive, de criar uma marca voltada às classes C e D. Complicado mesmo é apagar da história sua relação de proximidade com o ex-presidente.

O Google, o atual guardião da memória coletiva, não lhe dá descanso. Ontem à tarde, por exemplo, quem fizesse uma busca pelos termos “Qualicorp” e “Lula” encontraria 13.700 resultados. Há menções desde a contratação da G4, empresa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, pela operadora de planos de saúde até o período de descanso de Lula na mansão de Seripieri em Angra dos Reis. Para não falar das citações aos deslocamentos do ex-presidente a bordo do Cessna 680 do empresário.

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14.12.16

Carnaval da crise

A pouco mais de dois meses dos desfiles, vários camarotes do sambódromo carioca estão encalhados. Empresas que costumavam cair na folia, como a AmBev e a enferma Unimed-Rio, desistiram da avenida. Os preços, entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, não combinam com um PIB de 4,4% negativos.

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10.10.16

Unimed-Rio divide a conta da UTI com Celso Barros

 Celso Barros pode até ter se “esquecido” da Unimed-Rio, mas os cinco mil cooperativados da Unimed-Rio não se esqueceram de Celso Barros. Em meio à gravíssima crise financeira e ao crescente risco de liquidação do plano de saúde, os associados da empresa aprovaram a abertura de uma ação de responsabilidade contra Barros, destituído da presidência da cooperativa em julho. A medida deverá se estender também a outros nomes da antiga diretoria, como Alfredo Cardoso, que ocupou a superintendência-geral da operadora de medicina de grupo entre março de 2015 e julho deste ano. Os médicos – em especial o grupo político “Segunda Opinião”, que sempre fez oposição a Barros – querem o bloqueio do patrimônio pessoal do pediatra e de outros ex-executivos para cobrir as perdas da empresa, que carrega um passivo próximo dos R$ 2 bilhões.  Em assembleia realizada no último dia 27 de setembro, os cooperativados da Unimed-Rio se recusaram a fazer um aporte em torno de R$ 500 milhões na empresa. A decisão colocou ainda mais dúvidas sobre a capacidade de sobrevivência do plano de saúde. Dirigentes da própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já declararam que a solução para os problemas financeiros da Unimed-Rio passa obrigatoriamente pela capitalização. A empresa ainda tenta outro caminho, com a venda de ativos, a começar por um hospital na Barra da Tijuca. Seu patrimônio, no entanto, da ordem de R$ 1 bilhão, cobre apenas a metade do passivo total.  Independentemente do receituário que a UnimedRio vai adotar, a firme disposição dos cooperativados é trazer o ex-todo poderoso Celso Barros para o centro do problema. Entre os sócios da empresa, predomina o sentimento de que, em certa medida, sua destituição da presidência foi muito mais um prêmio do que um castigo. Hoje, o médico e a companhia parecem viver em mundos diferentes. Nos últimos dias, enquanto o risco de liquidação extrajudicial da empresa dispara, Barros tem dedicado seu tempo a uma série de reuniões para traçar sua estratégia de campanha nas eleições à presidência do Fluminense. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Unimed-Rio.

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03.08.16

Que outro remédio resta à Unimed?

 A comissão eleita na semana passada pelos cooperativados da Unimed para assumir temporariamente a gestão já está debruçada sobre uma série de medidas para fazer frente à grave crise financeira da companhia. Além de uma chamada de capital da ordem de R$ 200 milhões, a cooperativa retomou o processo de venda do hospital da Barra da Tijuca. Segundo informações filtradas junto à própria Unimed-Rio, o ativo já teria sido oferecido à norte-americana UnitedHealth, controladora da concorrente Amil, e ao fundo Advent. Procurada, a Unimed-Rio disse que não há tratativas em curso, mas confirmou que “está aberta a estudar propostas envolvendo a venda do hospital”. Para bom entendedor…  O hospital da Barra quase foi vendido para a Rede D´Or há pouco mais de um ano. No entanto, na reta final das negociações, o próprio Celso Barros impôs uma série de condições. O ex-presidente da Unimed-Rio sempre foi contra a transferência do hospital, um dos xodós da sua gestão. Pois este bibelô custou caro demais à Unimed-Rio, contribuindo com parte expressiva da dívida da companhia, na casa de R$ 1,2 bilhão. A insistência de Barros em manter a unidade, ressalte-se, ainda vai cobrar uma cota extra do caixa da empresa. Há um ano, o hospital valia mais de R$ 600 milhões. Hoje, estima-se que seu valor gire na casa dos R$ 400 milhões.

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 O sinal de alerta está aceso no Banco Itaú, Nike , Vivo, Samsung e demais patrocinadores da seleção brasileira. O motivo é a truculência com que a CBF vem tratando seus ex-parceiros. A entidade entrou na Justiça contra a BRF, com quem manteve contrato até o início deste ano. A justificativa é que a Sadia está fazendo “marketing de emboscada” em sua campanha publicitária para a Olimpíada ao vestir seu tradicional mascote com uma camisa verde e amarela. Ou seja: ao que tudo indica, Marco Polo Del Nero e cia. entendem que a CBF tem a primazia sobre as cores da bandeira. A BRF não está sozinha. Segundo o RR apurou, a Confederação também está abrindo um processo contra a Michelin, que patrocinava a seleção brasileira até fevereiro. A alegação é de que a empresa francesa não teria cumprido cláusulas do contrato relativas ao prazo e aos valores da rescisão. Procurada, a BRF confirmou o processo e disse lamentar a “postura da CBF”. Como apoiadora oficial da Rio 2016, a empresa afirma ter o direito contratual de usar os uniformes das equipes brasileiras, cujas cores “não são exclusivas da entidade”. A CBF não quis comentar o assunto. A Michelin também não se pronunciou.  Ao olhar para a BRF e a Michelin, os atuais patrocinadores da CBF temem o efeito do “eu sou você amanhã”. A percepção é de que a entidade iniciou uma caça às bruxas em represália aos ex-parceiros. E não são poucos. A escalação inclui ainda nomes como Gillette e Unimed. Não por coincidência, o turnover publicitário cresceu consideravelmente nos últimos dois anos, em meio aos seguidos escândalos envolvendo os ex e atuais cartolas da entidade. Ricardo Teixeira sumiu do mapa. O também ex-presidente José Maria Marin cumpre regime de prisão domiciliar em Nova York. Já Marco Polo Del Nero não sai do Brasil nem a decreto, temendo ter o mesmo destino de Marin, seu antecessor, preso na Suíça e extraditado para os Estados Unidos.

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29.06.16

Unimed na UTI

 O baque da crise na Unimed Brasil pode ser medido pela redução do número de cooperativas associadas. Segundo fontes próximas à operadora, das 349 que compõem o sistema, nada menos do que dez deverão ser desligadas neste ano por conta de problemas financeiros. Consultada, a Unimed nega o corte.

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04.04.16

Alvo certo

 O presidente da Unimed do Brasil, Eudes Aquino, articula mudanças no estatuto da cooperativa. Segundo o RR apurou, seu objetivo é agilizar a desfiliação de regionais sem capacidade de arcar com seus custos. Procurada, a Unimed informou que reavalia constantemente “as diretrizes de acompanhamento das cooperativas.”

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09.10.15

Plano de saúde 1

O presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, tem perdido o sono diante da falta de candidatos a assumir os despojos da Unimed Paulistana. É grande o risco de que a ANS determine que a Central Nacional Unimed incorpore a carteira da operadora. No pacote iriam os passivos da Unimed Paulistana: R$ 1,5 bilhão.

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09.10.15

Plano de saúde 2

Depois de se associar à Rede D’Or, o GIC, fundo soberano de Cingapura, está em busca de um plano de saúde no Brasil. Certamente, não será a Unimed Paulistana.

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