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08.06.22

Investidores não engolem derrota na Kraft Heinz

A “rebelião do ketchup” está apenas começando. Segundo uma das fontes que se sente lesada, um grupo de acionistas da Kraft Heinz contratou dois grandes escritórios de advocacia norte-americanos para tentar reaver parte das perdas sofridas com o mico da década. Os investidores reclamam de má gestão por parte de Bernardo Hess e Alexandre Behring, respectivamente ex-CEO e ex-chairman da companhia.

Não é difícil imaginar que algo saiu da rota com uma perda pela empresa de mais de US$ 60 bilhões em valor de mercado. Hess e Behring carregavam ainda outro chapéu: eram gestores dos fundos da 3G Capital – de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – responsáveis pelos investimentos na Kraft Heinz. Ou seja: são responsáveis em dose dupla pelo fracasso da companhia, talvez o maior vexame da vitoriosa trajetória de Lemann. No fim das contas, a 3G repassou a maior parte do prejuízo para os acionistas: há cerca de duas semanas, transferiu metade da sua participação direta – cerca de 88 milhões de ações, ou US$ 3,5 bilhões – aos investidores.

Hess e Behring não têm do que reclamar. Ganharam sucessivos fees como administradores dos fundos da 3G. Isso inclui o fundo V. Criado em 2016, o veículo de investimento captou US$ 10 bilhões para o deal da Unilever, que acabou não ocorrendo. O fundo só viria a comprar uma empresa – a fabricante de persianas Hunter Douglas – em 2021. Nesse intervalo de cinco anos, Hess e Behring ganharam fees supermilionários pela gestão dos recursos.

A eventual ação dos investidores na Securities and Exchange Commission (SEC) contra atuais e ex-gestores da Kraft Heinz já vai encontrar a companhia em uma posição de fragilidade no órgão regulador norte-americano. No ano passado, a SEC moveu um processo contra a empresa sob a acusação de má conduta contábil entre o último trimestre de 2015 e o fim de 2018. Segundo a SEC, a Kraft Heinz tinha como prática o reconhecimento de descontos não ganhos de fornecedores e a manutenção de contratos de fornecedores falsos e enganosos. A empresa teve de pagar uma indenização de US$ 62 milhões para encerrar a ação. E Jorge Paulo Lemann, como ficou nisso? Entrou mudo, saiu calado e com menos dinheiro no bolso.

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01.02.22

Navalha na carne

Informação entreouvida nos corredores da Unilever: os cortes globais anunciados pela companhia deverão atingir em torno de cem executivos no Brasil.

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24.09.20

Upgrade na Unilever

O Brasil vai ganhar mais importância no mapa geoeconômico da Unilever na América Latina. O RR teve, com exclusividade, a informação de que a subsidiária brasileira será a escolhida para abastecer o mercado chileno, após a decisão do grupo de encerrar a produção de sua linha de limpeza naquele país. Consultada, a Unilever diz que “a decisão ainda não foi tomada”.

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04.03.20

Unilever vs. Fisco

A Unilever está às portas de um contencioso com a Receita Federal. A multinacional vai questionar na Justiça a atuação de R$ 1,2 bilhão que sofreu da Receita Federal. Na esfera administrativa, leia-se o Carf, a Unilever perdeu todas.

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04.09.19

Agronegócio se une para impedir que o Cerrado seja a nova Amazônia

O Ministério da Agricultura e grandes grupos do agronegócio estão  se unindo para evitar que a tentativa de colonização da Amazônia se repita em outro importante bioma brasileiro. Há uma mobilização para rechaçar a pressão internacional pela assinatura da “Moratória da Soja do Cerrado”. Trata-se de uma extensão do pacto firmado em 2006 por meio do qual as empresas signatárias se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas desmatadas.

Entidades da área ambiental e corporações internacionais de diferentes setores, que vão do McDonald ́s à Unilever, passando por Walmart e Tesco, cobram das tradings agrícolas um acordo similar para a aquisição de grãos produzidos na Região Centro-Oeste e no cinturão conhecido como “Mapitoba” (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia). A imposição encontra uma forte resistência, que junta a ministra Tereza Cristina, os ruralistas e os grandes grupos que atuam na originação e na exportação da soja. Todos são ferrenhamente contra a “Moratória”. A avaliação é que o Cerrado não precisa de tal proteção, uma vez que as condições de preservação do bioma local seriam incomparavelmente melhores do que na Amazônia.

Além disso, há um receio de que uma iniciativa como esta coloque risco a economicidade da região responsável por mais de metade da produção brasileira de soja. No entendimento das autoridades do setor e da cadeia do agribusiness, em vez de funcionar como um atestado de boas práticas ambientais, a simples assinatura da “Moratória” já seria vista como uma mácula para o agronegócio do Cerrado, uma confissão ao mundo de que há problemas de maior dimensão na preservação do bioma local. O alarido em torno do Cerrado tende a crescer, no rastro do desvario que cerca a questão da Amazônia.

Além disso, recente estudo produzido por pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Áustria, França e Bélgica aumentou o frenesi em relação à região. Segundo o trabalho, publicado recentemente na revista Science Advances, sem a “Moratória da Soja no Cerrado”, cerca de 3,6 milhões de hectares de vegetação nativa da região serão devastados e transformados em área de cultivo de grãos ao longo dos próximos trinta anos. A ministra Tereza Cristina tem um papel fundamental neste enredo, não apenas como uma barreira às pressões externas, mas também como um algodão entre cristais no próprio agronegócio.

Vide o episódio recente protagonizado pela Cargill. Embora totalmente alinhada aos ruralistas contra a “Moratória do Cerrado”, a empresa causou polêmica recentemente ao anunciar a doação de US$ 30 milhões para a preservação da região. Acabou atiçando ONGs e entidades internacionais que se aproveitaram do fato para questionar as condições ambientais do bioma. A reação interna foi dura. Em um manifesto público, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja recusou a “ajuda”, afirmando “não encontrar motivos que justifiquem a decisão”. Disse não haver qualquer ameaça ao bioma da região. A ministra Tereza Cristina interce- deu e evitou que o episódio ganhasse maior proporção.

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09.05.19

Um Brasil diferente

Mesmo com a economia patinando, a Unilever vislumbra um 2019 mais alvissareiro no Brasil. Segundo informaçõesfiltradas da própria companhia, sua estimativa é de um aumento da receita da ordem de 6% neste ano. Em 2018, a Unilever não alcançou sequer a metade dessa taxa de crescimento. O Brasil, inclusive, foi determinante para derrubar os resultados do grupo na América Latina.

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04.04.18

Unilever na disputa

Além da General Mills e da Mondelez, a Unilever também entrou no páreo pelo controle da Nutrimental. Trata-se da fabricante de barras de cereal pertencente à família Rocha Loures, cujo integrante mais notório é o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures – famoso por outros tipos de guloseimas.Além da General Mills e da Mondelez, a Unilever também entrou no páreo pelo controle da Nutrimental. Trata-se da fabricante de barras de cereal pertencente à família Rocha Loures, cujo integrante mais notório é o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures – famoso por outros tipos de guloseimas.

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03.04.18

Custo Rio

Não são apenas as redes varejistas que sofrem com o roubo de mercadorias no Rio. Grandes empresas de alimentos, a exemplo Unilever, têm sido obrigadas a pagar até 60% a mais no seguro de suas cargas no estado.

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20.02.17

A âncora de Lemann para a BR

A Lojas Americanas não enterrou seu interesse pela BR Distribuidora. Pelo contrário. A ideia com a aquisição não é pendurar uma loja da varejista em cada um dos postos. Quem pensou em algo tão simples subestimou as artes de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – exibidas, mais uma vez, com a megaoferta pela Unilever. O projeto passa por implementar minishoppings em diversos postos, tendo a Americanas como loja âncora. Adquirida a rede de postos, o trio calafrio abriria negociações para atrair players complementares como parceiros ou mesmo sócios. Paralelamente seria necessário um choque de gestão no core business de distribuição de combustível, cujas margens são as mais baixas do setor. Mas tudo isso ao mesmo tempo e agora somente se a Petrobras topar ser minoritária e abrir mão da gestão. Por enquanto está difícil.

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19.01.17

Bombril faz faxina para evitar recuperação judicial

Da Bombril periga sobrar apenas o bombril. Na tentativa de exorcizar o fantasma de uma segunda recuperação judicial no intervalo de uma década, o empresário Ronaldo Sampaio Ferreira decidiu colocar à venda boa parte das linhas de produtos da companhia. De acordo com informações filtradas junto à própria Bombril, o amaciante Mon Bijou já foi oferecido à Unilever.

Ferreira também busca um comprador para suas marcas de alvejante e de tira-manchas. Segundo o RR apurou, a norte-americana Reckitt Benckiser tem interesse no negócio. Estima-se que a venda destas três linhas renderia à Bombril algo em torno de R$ 200 milhões. A situação da Bombril é bastante delicada. No ano passado, após mudanças na gestão – Luiz Gustavo Figueiredo da Silva assumiu a presidência em março – a companhia até voltou a dar lucro. Mas carrega uma dívida líquida de R$ 112 milhões, quase sete vezes o Ebitda.

O patrimônio líquido está negativo em mais de R$ 300 milhões. Nos últimos dois anos, a empresa tem sofrido com uma geração de caixa continuamente baixa – a disponibilidade tem girado entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. Ronaldo Sampaio Ferreira resistiu ao máximo à ideia de esquartejar a Bombril e vender ativos para salvar a companhia. Acabou convencido pelos números – e pelo consultor Ricardo  K, à frente do processo de reestruturação da empresa desde o início do ano passado. A princípio, além da tradicional palha de aço que dá nome à Bombril, Ferreira considera fundamental preservar também a linha de detergentes Limpol. No mais drástico dos cenários, a manutenção destes dois negócios garantiria à empresa cerca de 60% da sua atual receita, ou algo correspondente a R$ 600 milhões/ano.

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