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24.09.20

Upgrade na Unilever

O Brasil vai ganhar mais importância no mapa geoeconômico da Unilever na América Latina. O RR teve, com exclusividade, a informação de que a subsidiária brasileira será a escolhida para abastecer o mercado chileno, após a decisão do grupo de encerrar a produção de sua linha de limpeza naquele país. Consultada, a Unilever diz que “a decisão ainda não foi tomada”.

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04.03.20

Unilever vs. Fisco

A Unilever está às portas de um contencioso com a Receita Federal. A multinacional vai questionar na Justiça a atuação de R$ 1,2 bilhão que sofreu da Receita Federal. Na esfera administrativa, leia-se o Carf, a Unilever perdeu todas.

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04.09.19

Agronegócio se une para impedir que o Cerrado seja a nova Amazônia

O Ministério da Agricultura e grandes grupos do agronegócio estão  se unindo para evitar que a tentativa de colonização da Amazônia se repita em outro importante bioma brasileiro. Há uma mobilização para rechaçar a pressão internacional pela assinatura da “Moratória da Soja do Cerrado”. Trata-se de uma extensão do pacto firmado em 2006 por meio do qual as empresas signatárias se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas desmatadas.

Entidades da área ambiental e corporações internacionais de diferentes setores, que vão do McDonald ́s à Unilever, passando por Walmart e Tesco, cobram das tradings agrícolas um acordo similar para a aquisição de grãos produzidos na Região Centro-Oeste e no cinturão conhecido como “Mapitoba” (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia). A imposição encontra uma forte resistência, que junta a ministra Tereza Cristina, os ruralistas e os grandes grupos que atuam na originação e na exportação da soja. Todos são ferrenhamente contra a “Moratória”. A avaliação é que o Cerrado não precisa de tal proteção, uma vez que as condições de preservação do bioma local seriam incomparavelmente melhores do que na Amazônia.

Além disso, há um receio de que uma iniciativa como esta coloque risco a economicidade da região responsável por mais de metade da produção brasileira de soja. No entendimento das autoridades do setor e da cadeia do agribusiness, em vez de funcionar como um atestado de boas práticas ambientais, a simples assinatura da “Moratória” já seria vista como uma mácula para o agronegócio do Cerrado, uma confissão ao mundo de que há problemas de maior dimensão na preservação do bioma local. O alarido em torno do Cerrado tende a crescer, no rastro do desvario que cerca a questão da Amazônia.

Além disso, recente estudo produzido por pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Áustria, França e Bélgica aumentou o frenesi em relação à região. Segundo o trabalho, publicado recentemente na revista Science Advances, sem a “Moratória da Soja no Cerrado”, cerca de 3,6 milhões de hectares de vegetação nativa da região serão devastados e transformados em área de cultivo de grãos ao longo dos próximos trinta anos. A ministra Tereza Cristina tem um papel fundamental neste enredo, não apenas como uma barreira às pressões externas, mas também como um algodão entre cristais no próprio agronegócio.

Vide o episódio recente protagonizado pela Cargill. Embora totalmente alinhada aos ruralistas contra a “Moratória do Cerrado”, a empresa causou polêmica recentemente ao anunciar a doação de US$ 30 milhões para a preservação da região. Acabou atiçando ONGs e entidades internacionais que se aproveitaram do fato para questionar as condições ambientais do bioma. A reação interna foi dura. Em um manifesto público, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja recusou a “ajuda”, afirmando “não encontrar motivos que justifiquem a decisão”. Disse não haver qualquer ameaça ao bioma da região. A ministra Tereza Cristina interce- deu e evitou que o episódio ganhasse maior proporção.

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09.05.19

Um Brasil diferente

Mesmo com a economia patinando, a Unilever vislumbra um 2019 mais alvissareiro no Brasil. Segundo informaçõesfiltradas da própria companhia, sua estimativa é de um aumento da receita da ordem de 6% neste ano. Em 2018, a Unilever não alcançou sequer a metade dessa taxa de crescimento. O Brasil, inclusive, foi determinante para derrubar os resultados do grupo na América Latina.

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04.04.18

Unilever na disputa

Além da General Mills e da Mondelez, a Unilever também entrou no páreo pelo controle da Nutrimental. Trata-se da fabricante de barras de cereal pertencente à família Rocha Loures, cujo integrante mais notório é o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures – famoso por outros tipos de guloseimas.Além da General Mills e da Mondelez, a Unilever também entrou no páreo pelo controle da Nutrimental. Trata-se da fabricante de barras de cereal pertencente à família Rocha Loures, cujo integrante mais notório é o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures – famoso por outros tipos de guloseimas.

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03.04.18

Custo Rio

Não são apenas as redes varejistas que sofrem com o roubo de mercadorias no Rio. Grandes empresas de alimentos, a exemplo Unilever, têm sido obrigadas a pagar até 60% a mais no seguro de suas cargas no estado.

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20.02.17

A âncora de Lemann para a BR

A Lojas Americanas não enterrou seu interesse pela BR Distribuidora. Pelo contrário. A ideia com a aquisição não é pendurar uma loja da varejista em cada um dos postos. Quem pensou em algo tão simples subestimou as artes de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – exibidas, mais uma vez, com a megaoferta pela Unilever. O projeto passa por implementar minishoppings em diversos postos, tendo a Americanas como loja âncora. Adquirida a rede de postos, o trio calafrio abriria negociações para atrair players complementares como parceiros ou mesmo sócios. Paralelamente seria necessário um choque de gestão no core business de distribuição de combustível, cujas margens são as mais baixas do setor. Mas tudo isso ao mesmo tempo e agora somente se a Petrobras topar ser minoritária e abrir mão da gestão. Por enquanto está difícil.

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19.01.17

Bombril faz faxina para evitar recuperação judicial

Da Bombril periga sobrar apenas o bombril. Na tentativa de exorcizar o fantasma de uma segunda recuperação judicial no intervalo de uma década, o empresário Ronaldo Sampaio Ferreira decidiu colocar à venda boa parte das linhas de produtos da companhia. De acordo com informações filtradas junto à própria Bombril, o amaciante Mon Bijou já foi oferecido à Unilever.

Ferreira também busca um comprador para suas marcas de alvejante e de tira-manchas. Segundo o RR apurou, a norte-americana Reckitt Benckiser tem interesse no negócio. Estima-se que a venda destas três linhas renderia à Bombril algo em torno de R$ 200 milhões. A situação da Bombril é bastante delicada. No ano passado, após mudanças na gestão – Luiz Gustavo Figueiredo da Silva assumiu a presidência em março – a companhia até voltou a dar lucro. Mas carrega uma dívida líquida de R$ 112 milhões, quase sete vezes o Ebitda.

O patrimônio líquido está negativo em mais de R$ 300 milhões. Nos últimos dois anos, a empresa tem sofrido com uma geração de caixa continuamente baixa – a disponibilidade tem girado entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. Ronaldo Sampaio Ferreira resistiu ao máximo à ideia de esquartejar a Bombril e vender ativos para salvar a companhia. Acabou convencido pelos números – e pelo consultor Ricardo  K, à frente do processo de reestruturação da empresa desde o início do ano passado. A princípio, além da tradicional palha de aço que dá nome à Bombril, Ferreira considera fundamental preservar também a linha de detergentes Limpol. No mais drástico dos cenários, a manutenção destes dois negócios garantiria à empresa cerca de 60% da sua atual receita, ou algo correspondente a R$ 600 milhões/ano.

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20.10.16

O bolor da Anvisa

 A Unilever encabeça um grupo de grandes fabricantes de alimentos que encaminharam ao ministro da Indústria, Marcos Pereira, um menu de propostas para combater a burocracia na Anvisa. A liberação de licenças para novos produtos chega a demorar dois anos. No fim, nada vai dar em nada.

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• Mais um pouco e a Procter & Gamble terá de comprar o Boticário se quiser superar o concorrente no segmento de produtos de beleza. Mesmo com investimentos de R$ 120 milhões nesse ano, o dobro do Boticário, a companhia não está conseguindo superar a sina. Há seis anos, perdeu a terceira posição no ranking e nunca mais se recuperou. Tem 10% de mercado, contra 11% do Boticário. A líder do ranking, a Unilever, soma 12%. Nesse setor, 1% faz uma milionária diferença.

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