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03.01.20

Jair Bolsonaro quer fazer as pazes com a Globo

Jair Bolsonaro já deu provas de que quando é necessário exerce o bom e velho pragmatismo. Na campanha eleitoral precisou de adversários calculados entre os órgãos de imprensa para fazer o contraponto aos veículos de comunicação evangélicos aliados. A toada seguiu depois das eleições. A Globo foi escolhida como “inimiga” antes mesmo de ser inimiga. Depois veio a Folha de S. Paulo, que recebeu um ataque de extrema violência, a ponto de quase ter suspensa suas assinaturas para toda a esfera de governo. Publicidade então, nem pensar. O fato é que a Folha ascendeu ao posto de inimigo figadal, e a Globo foi deslizando do “status de mídia do mal”, digamos assim, para “mídia implicante”. O RR teve informações seguras de que, se não chega a haver um namoro, não há mais a mesma inamistosidade com o grupo carioca de mídia.

Uma entrevista de Bolsonaro à TV Globo cheia de salamaleques pode ser um primeiro passo para selar as pazes. O desarmamento dos dois bicudos não começou ontem. O insistente trabalho de aproximação feito pelo vice-presidente da Globo, Paulo Tonet – superlobista em Brasília – contou valiosos pontos. Os Marinho, com seu estilo de silêncio e discrição, também colaboraram. Para a distensão somou ainda um editorial caloroso de O Globo com tema e timing corretos. A figura onipresente de Paulo Guedes também colaborou, mineiramente, para mitigar o incômodo entre as partes. João Roberto Marinho tem declarada admiração intelectual por Guedes.

Na Globo, contudo, não há percepção de que sinais concretos de simpatia emanem do Planalto. Persiste o incômodo com a diferença de tratamento na aprovação da publicidade. Com o recente noticiário mais agressivo sobre o caso Flavio Bolsonaro, o RR voltou a sua fonte para sondar se algo tinha mudado. A resposta foi que estava tudo como dantes no quartel de Abrantes. Ou seja, a disposição para o flerte persiste. Também ficou claro que um ponto de inflexão nas relações mútuas seriam as próximas eleições. Trata-se de acontecimento demasiadamente relevante para que o Palácio do Planalto e o Grupo Globo simplesmente ignorem a necessidade de entendimentos. Bem, que se deixe claro que qualquer arranjo pode ser efêmero. O Palácio do Planalto jogou em alguma ribanceira o critério de mídia técnica.

Durante todo o ano de 2019, os anúncios obedeceram à régua da maior ou menor subserviência ao governo. A Record ganhou mais
dinheiro do que em toda a história da emissora. O SBT também fez a farra. Com tamanha assimetria de tratamento, ninguém pode arriscar que as pazes durem tanto. Portanto, ao contrário dos dizeres de Tomasi di Lampedusa, é preciso garantir que mudanças foram feitas para que as coisas mudem mesmo. Com o tratamento a seco nos anúncios, a Globo dispensa carinhos. O RR acredita que
todos têm o benefício de mudar para melhor. Até mesmo Jair Bolsonaro

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14.03.17

Encontro com Fátima

Fátima Bernardes é hoje o sorriso mais bem pago do Brasil. Seus rendimentos publicitários já representam seis vezes o salário na Globo. Quando vê os números, Fátima só lamenta não ter deixado o jornalismo antes.

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17.02.17

Big like

A fantástica fábrica de ideias da Globo está maquinando um modelo de reality show para as redes sociais.

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10.02.17

Quando a geopolítica e a mídia se encontram

A visita do coronel televisivo Phelippe Daou Jr. ao ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, no início da tarde de ontem, não foi um encontro protocolar entre um concessionário televisivo e o observador-mor da programação nacional. Há mais de geopolítica no papo entre os dois do que suspeita a vã filosofia. Daou Jr., colocada as enormes ressalvas, repete em parte a trajetória de Roberto Marinho. Seria um “Dr. Roberto do Norte do país”.

Assim como o falecido patriarca das Organizações Globo, filho do proprietário do jornal O Globo, Euclides Marinho, Daou Jr. é sucessor de Phelippe Daou, de quem herdou a Rede Amazônica de Rádio e Televisão (RART). A RART, como não poderia deixar de ser, é afiliada da TV Globo. Daou pai é um capítulo na história da conglomeração local, regional e nacional da mídia radiofônica e televisiva no país. É imperador das comunicações na Amazônia, Pará, Rondônia, Amapá e Acre. Foi tríplice laureado pelos militares, ganhando as condecorações de Amigo da Marinha, Exército e da Base Aérea Nacional.

A RART conseguiu acesso ao sistema de satélite na gestão de Antônio Carlos Magalhaes no Ministério das Comunicações pagando “valor simbólico” à Embratel. A justificativa da benemerência era o lema de então das Forças Armadas: “Integrar para não entregar”. O empresário era um agente integrador. A conversa de Daou Jr. com o general Etchegoyen pode ter tido diversos outros motivos, mas será sempre uma operação de informação. Afinal, a consciência da população nortista tem um valor estratégico inestimável.

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06.02.17

A minirreforma nas mídias sociais

A reforma microeconômica ou “minirreforma monetária” que o BC está implantando, com medidas no compulsório bancário, crédito direcionado, mudanças nas regras dos cartões de crédito etc. vai chegar às novelas de TV. Até aí, morreu Neves, porque Ilan Goldfajn já anunciou, e a TV Globo agradece encarecida. Mas a agenda da “cidadania e educação financeira” será estendida também para as redes sociais. A compreensão no BC é que hoje as redes são o veículo que melhor atinge a população em uma campanha como a pretendida. Entretanto, há problemas de comunicação a serem enfrentados: como ensinar o cidadão a reduzir o spread bancário sem culpabilizar as instituições financeiras por se apoderarem deles? E pior: como se proteger dos hackers, que podem colocar como postagem do Banco Central recomendações capazes de levar o sistema, no limite do paroxismo, a uma crise bancária? Todo cuidado é pouco com essa mídia.

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