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10.07.19
ED. 6153

O generalato de Itaipu

O Palácio do Planalto escalou uma linha de frente de militares para conduzir a complexa renegociação do Tratado de Itaipu com o governo do Paraguai. O general de divisão Eduardo Garrido Alves, que assumiu a diretoria do Parque Tecnológico da estatal na última segunda-feira, chega para ser o braço direito do presidente de Itaipu, o general Joaquim Silva e Luna, nas tratativas com as autoridades paraguaias. Ambos se entendem por música. O general Garrido foi assessor especial do Ministério da Defesa durante a gestão de Silva e Luna à frente da Pasta, nogoverno Temer. A eles, ressalte-se, junta-se ainda um terceiro general, Luiz Felipe Carbonell, que desde o mês passado responde pela diretoria de Coordenação de Itaipu.

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10.04.19
ED. 6091

Curto-circuito em Itaipu

A intrincada renegociação do Tratado de Itaipu vai ganhar ainda mais voltagem nesta semana. O governo Bolsonaro oficializará a sua posição de romper o acordo firmado em 2009 pelos então presidentes Lula e Fernando Lugo. O tema será levado para a reunião de amanhã, em Assunção, entre dirigentes de Itaipu e da ANDE, empresa pública paraguaia do setor elétrico. A cláusula em questão permite ao Paraguai comprar o excedente de energia da hidrelétrica ao preço subsidiado de US$ 6 por MWh. Procurada pelo RR, Itaipu informou que “o resultado da reunião será divulgado a posteriori”. Caso o acordo seja revisto, na prática o Paraguai terá de voltar a arcar integralmente com os custos financeiros referentes à construção da hidrelétrica. Estas despesas foram excluídas da base de cálculo dessa tranche adicional de energia comprada pelos paraguaios. Trata-se apenas de um dos pontos de fricção entre os dois países, numa renegociação bilateral que tem tudo para se arrastar 2019 adentro. O Brasil defende também um reajuste na tarifa cheia que o Paraguai paga pela energia de Itaipu– o valor médio atual é de US$ 54 o MWh. O aumento, neste caso, poderia chegar a 50%.

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