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29.06.21

Diplomacia verde

A já anunciada aposentadoria do embaixador Todd Chapman não deve ser a única mudança na representação norte-americana em Brasília. O RR tem informação de que os Estados Unidos devem enviar para o Brasil o diplomata Glenn Fedzer, atualmente na Embaixada norte-americana em Serra Leoa. Sua chegada gera razoável expectativa nos meios diplomáticos. Ele assumiria a nevrálgica função de conselheiro da Embaixada para a área de meio ambiente, um dos maiores pontos de divergência entre os governos Glenn Fedzer e Bolsonaro. Ao menos não terá Ricardo Salles pela frente.

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18.06.21

Solavancos diplomáticos

Katia Abreu, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, tem sido alimentada diretamente pelo embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, com informações contrárias à proposta dos membros do Mercosul firmarem acordos comerciais isolados, fora do bloco. Os portenhos escolheram bem sua aliada. Quem assistiu à sessão da CPI da Covid com Ernesto Araújo sabem bem do que a senadora é capaz de fazer, com palavras ferinas. Neste caso, o alvo é o ministro Paulo Guedes, defensor do “cada um por si” no Mercosul – ver RR de 20 de maio. Guedes, por sinal, tem notória aversão por Kátia Abreu. A recíproca é verdadeira.

O repentino pedido de aposentadoria do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, pegou o Itamaraty no contrapé. Chapman vinha costurando o primeiro encontro entre o chanceler brasileiro, Carlos Alberto França, e o Secretário de Estado norte americano, Antony Bliken. Se depender do Palácio do Planalto, o adiamento sine die tem pouca importância. Depois de Trump, Jair Bolsonaro e cia. consideram os Estados Unidos um “ator menor” para os interesses do Brasil. E quem será o “ator maior”?

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01.03.21

Um algodão entre os cristais nas relações entre Brasil e EUA

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, tem se revelado um personagem fundamental no distensionamento das relações entre os governos Bolsonaro e Biden. Segundo informações filtradas junto ao Itamaraty, Chapman costura um encontro, em Washington, entre o chanceler Ernesto Araújo e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken. O diplomata já esteve reunido com Araújo no início do mês, quando, inclusive, intermediou um primeiro contato telefônico entre o ministro e Blinken.

Poucos dias antes, encontrou-se com o general Hamilton Mourão em uma audiência dominada por um assunto espinhoso: meio ambiente. De certa forma, Chapman tem sido correspondido em sua cruzada diplomática. Bravatas ideológicas à parte, o governo Bolsonaro vem, pragmaticamente, se aproximando da gestão Biden. Há temas fulcrais sobre a mesa. Na conversa entre Araújo e Blinken, devem ser abordados assuntos comerciais de interesse dos Estados Unidos, a exemplo da venda de etanol, e do Brasil, como a redução das alíquotas para a entrada do aço nacional no mercado americano.

Há ainda uma questão delicada que paira no ar após a saída de Donald Trump do poder: qual será o futuro do acordo estratégico para o uso da Base de Alcantara pelos norte-americanos? Há uma pressão de ONGs e do meio acadêmico nos EUA para que a Casa Branca rompa a parceria. Entidades do terceiro setor e um grupo de 10 universidades enviaram um documento à Casa Branca contra a manutenção do acordo e com pesadas críticas ao governo Bolsonaro, notadamente nas áreas de meio ambiente e direitos humanos.

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